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A realização do evento Roda de Negócios com Produtores da Agricultura Familiar representou novas oportunidades para os beneficiários do Programa Ater Mais Gestão na Bahia, lotes 19 e 20 respectivamente. Os participantes contaram com palestras sobre políticas públicas e comercialização, fortalecendo a troca de experiências entre os empreendimentos com empresários do setor.

Realizada pela Associação Humana Povo para Povo Brasil (Humana Brasil), que atua em 10 estados, a programação teve o objetivo de ampliar o conhecimento dos agricultores e oferecer espaço para visibilidade dos seus produtos no mercado como formas de alavancar o rendimento.

A Roda de Negócios, promovida em Salvador, na última quarta-feira (25), contou com a participação de diversos parceiros do ramo como: a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Mega Pack, o Centro Público de Economia Solidária (Cesol), o Porã Orgânicos e a Quitanda do Baianinho.

O beneficiário do Ater Mais Gestão, produtor da Associação dos Apicultores e Meliponicultores de Central (AAPIMEEC), Vilson Alves, explicou que o programa possibilita desenvolvimento e os resultados são notáveis mesmo com as dificuldades.

“Devido à pandemia, achamos que íamos parar com a nossa produção no campo. Graças a Deus, continuamos com o Mais Gestão e hoje temos oportunidades para seguir em frente. Essa parceria firmamos com alegria”.

O evento também promoveu uma live com a chef de cozinha e um espaço para os empreendimentos comercializarem os seus produtos da agricultura familiar. Foram comercializados: aipim chips, biscoitos, derivados da mandioca, doces, artesanatos e flores. A riqueza de diversidade e a credibilidade pelos rótulos e embalagens adequados, chamaram atenção de quem passou pelo local.

O Programa Ater Mais Gestão é executado pela parceria firmada com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), sob governança do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O Programa Ater Mais Gestão

O Programa Ater Mais Gestão oferece assistência técnica específica para organizações da agricultura familiar (associações, cooperativas e centrais), com base em ferramentas de apoio à tomada de decisão. Visa o aprimoramento das diferentes áreas funcionais de um empreendimento: governança, gestão de pessoas, gestão financeira, gestão comercial, gestão de projetos produtivos, gestão socioambiental e conformidade.

Sua metodologia é composta por atividades que vão desde a adesão das organizações, passa pelo diagnóstico, elaboração participativa do plano de gestão, prospecção de mercado, atendimentos individuais e coletivos, até a avaliação dos resultados. O programa é uma estratégia do governo federal baseado nos princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater).

Os principais objetivos são:

– Tornar os empreendimentos mais eficientes e participantes nos mercados disponíveis, especialmente o institucional;

– Qualificar a organização interna e o planejamento estratégico para o quadro social;

– Promover melhoras nos processo internos de gestão que envolvam planejamento, execução de metas, controles, monitoramento e avaliação – necessários para qualquer empreendimento.

Assim, fomenta-se a formação de novos empreendimentos da agricultura familiar com o fortalecimento de competências gerenciais, promovendo sustentabilidade no setor. Para participar, os empreendimentos devem ser compostos por agricultores familiares, com no mínimo 20 associados, e possuir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP Jurídica).

Fonte: com informações da Associação Humana Brasil

No Vale do Jequitinhonha (MG), município de Francisco Badaró, o produtor rural Jorge Gonçalves não precisa mais comprar ração para o gado. Nas últimas duas safras, com a implantação de áreas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), ele conseguiu produzir alimento suficiente para seu rebanho e até para ajudar vizinhos.

A propriedade sedia uma das Unidades Demonstrativas (UDs) do projeto Tecnologias Agropecuárias para o Semiárido Mineiro. “Nós tivemos palestras na Embrapa e foi decidido colocar UDs nos municípios que aceitassem uma parceria para incentivar os produtores sobre como tratar do gado na época da seca com silagem de sorgo. Eu implantei e estou muito satisfeito. Mantenho o gado sem precisar comprar ração e ainda passei para amigos meus que precisaram”, explicou o produtor Jorge.

Na safra 2019/2020, além da produção de sorgo para silagem em sistema ILP, também foi feito o cultivo de milheto para ração em integração com capim Massai. Após a colheita do milheto, o produtor ficou com a pastagem formada e tem recebido orientações dos profissionais da Emater-MG para fazer o manejo adequado da área. Na safra 2020/2021, foram implantados dois hectares de ILP com cultivares desenvolvidas pela Embrapa, sendo dois tipos de sorgo e dois de capim (sorgo BRS 658 e BRS Ponta Negra, capim BRS Quênia e BRS Piatã).  

“Nessa área de dois hectares, estima-se que vamos colher em torno de 100 toneladas de silagem. Isso faz com que o produtor não precise sofrer com a alimentação do rebanho no período seco do ano”, afirmou Ismael Mansur Furtado, coordenador técnico regional de pecuária da Emater-MG.

Paulo Deniz Oliveira, extensionista local da Emater-MG, faz o acompanhamento da propriedade e destacou a mudança na realidade do produtor. Além disso, o projeto busca expandir os benefícios para toda a região. “O principal propósito desse trabalho é socializar o conhecimento de tecnologias inovadoras. É um jeito diferente de fazer. Aqui, com a recuperação de pastagem, estamos trazendo uma tecnologia mais aperfeiçoada e a intenção é levar essa tecnologia ao conhecimento de todos os produtores ou, pelo menos, da maioria deles aqui do semiárido”.

Clique no vídeo e assista:

Parcerias

O projeto “Tecnologias Agropecuárias para o Semiárido Mineiro” é coordenado pela Embrapa Milho e Sorgo e conta com a parceria da Emater-MG e da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Na Anater, a gerência de Negócios e Monitoramento é responsável por desenvolver o trabalho.

Senar, Sebrae, Epamig, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, sindicatos rurais e os consórcios dos municípios também fazem parte da rede. As três regiões atendidas são: Ameje (Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Jequitinhonha), Comar (Consórcio Público Intermunicipal Multifinalitário do Alto Rio Pardo) e Nova Ambaj (Nova Associação dos Municípios da Microrregião do Baixo Jequitinhonha).

Fonte: Embrapa Milho e Sorgo

Até o dia 31, atores do serviço público, coletivos de produtores, cooperativas, mulheres rurais, agricultoras/es familiares, povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, organizações e associações da sociedade civil são convidadas/os a compartilhar suas experiências

Uma iniciativa conjunta entre o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição do Departamento de Promoção da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Centro de Excelência Contra a Fome (WFP), lançou recentemente o Laboratório de Inovação: incentivo à produção, à disponibilidade, ao acesso e ao consumo de frutas, legumes e verduras.

O Laboratório tem como objetivo identificar, selecionar e divulgar experiências bem-sucedidas, inspiradoras e replicáveis, de incentivo à produção, à disponibilidade, ao acesso e ao consumo de frutas, legumes e verduras pela população brasileira, mesmo diante dos desafios apresentados no contexto da pandemia pela doença covid-19.

Para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, “as ações voltadas ao aumento do consumo de frutas, legumes e verduras são uma agenda com grande impacto na promoção da saúde, da alimentação saudável e principalmente na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como a obesidade, o câncer, o diabetes mellitus e as doenças cardiovasculares”, disse.

O Laboratório de Inovação foi lançado durante a abertura da agenda de trabalho do Ano Internacional das Frutas, Legumes e Verduras no Brasil (AIFV 2021), instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Neste marco, promoveremos políticas e soluções locais que apoiem a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e tratem dos desafios e oportunidades da produção, do acesso, e principalmente, que promovam o aumento do consumo desses alimentos considerando o contexto de pandemia de covid-19”, disse o ministro.

Assista o vídeo de lançamento da agenda de trabalho do AIFV 2021 no Brasil, com participação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Protagonismo – Atores do serviço público, coletivos de produtores, cooperativas, mulheres rurais, agricultoras/es familiares, povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, organizações e associações da sociedade civil que protagonizam experiências inspiradoras no percurso entre a produção e o consumo de frutas, legumes e verduras, estão convidadas/os a  compartilhar suas experiências no Laboratório de Inovação até o dia 31 de agosto.

A consultora nacional da Unidade Técnica de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS/OMS no Brasil, Luisete Bandeira, conta que o Laboratório de Inovação irá sistematizar e divulgar as experiências e desta forma incentivar a troca de conhecimento entre gestores, trabalhadores e outros atores essenciais desta agenda, para além do setor Saúde, no Brasil e em outros países.

“O Laboratório tem essa característica inovadora, de possibilitar o mapeamento de circuitos curtos de produção de alimentos que integram produtor e consumidor, e de identificar iniciativas coletivas de promoção da alimentação adequada e saudável na Atenção Primária à Saúde”, explica Bandeira.

O Laboratório de Inovação está organizado em dois eixos. O eixo 1 busca experiências que antecedam o consumo dos alimentos, ou seja, façam parte do percurso entre produção, armazenamento, distribuição, processamento e comercialização de frutas, legumes e verduras.

São exemplos: os circuitos curtos que valorizam os alimentos da sociobiodiversidade; o fomento à produção orgânica e de base agroecológica; a oferta de assistência técnica que valorize, recupere e fortaleça práticas alimentares ancestrais; atividades de transição agroecológica; iniciativas que busquem reduzir as perdas e o desperdício de alimentos; atividades de inovação tecnológica no beneficiamento e processamento de alimentos nativos.

Por sua vez, o eixo 2 procura experiências relacionadas ao consumo de frutas, legumes e verduras e da promoção e proteção de ambientes alimentares saudáveis.

Busca, entre outros exemplos, iniciativas coletivas no âmbito da Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde; Estratégias criativas que usam tecnologias como Telessaúde e eHealth; Ações que estimulem habilidades culinárias, produção para autoconsumo, valorização de alimentos regionais; iniciativas de educação alimentar e nutricional e/ou de incentivo à agricultura urbana em ambientes institucionais, como escolas, serviços de assistência social e de saúde, entidades prisionais etc.

As experiências cadastradas serão fundamentais para subsidiar a elaboração de um conjunto de recomendações para políticas setoriais e intersetoriais. Poderão receber um certificado de reconhecimento, ser divulgadas em uma publicação e as /os protagonistas poderão ser convidadas/dos a compartilhar seus relatos durante Congresso Internacional sobre o tema, em outubro.

A ficha de inscrição e o edital com todas as informações necessárias para o cadastro de iniciativas estão disponíveis no endereço eletrônico bit.ly/LaboratórioFLV.

Diálogos Regionais – Para ampliar a reflexão e lançar luzes às experiências que fortalecem a produção, o abastecimento e o consumo de frutas, legumes e verduras no país, o Ministério de Saúde e as agências da ONU parceiras irão realizar, entre 24 de agosto e 14 de setembro, uma série de Diálogos Regionais.

A programação online começa com a região Sudeste, no dia 24; e Sul, no dia 27. Em setembro será a vez da região Nordeste, no dia 2; Centro-Oeste, no dia 03; e Norte, no dia 14. Sempre às 15h, exceto o encontro com a região Norte, que será às 16h (horário de Brasília).

O acesso aos Diálogos Regionais é livre, mediante inscrição simples e rápida, neste link: https://cutt.ly/oQObdsi.

Fonte: Assessoria de comunicação para o Laboratório de Inovação: Incentivo à produção, à disponibilidade, ao acesso e ao consumo de frutas, legumes e verduras

O Projeto de Lei 4370/2020, que destina parcela da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) para Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), foi aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

A proposta modifica a Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, e foi apreciada nessa quarta-feira (11). O texto direciona 3% (três por cento) da CFEM para a Anater promover, estimular, coordenar e implementar programas de assistência técnica e extensão rural nas subbacias hidrográficas onde são implantadas as atividades de aproveitamento dos recursos minerais. A pretensão também é dinamizar e diversificar a economia local.

Em sua Justificação, explica-se como a atuação da Anater é fundamental para o desenvolvimento do País e necessita de mais recurso. “Os serviços de Ater foram extremamente importantes para o crescimento do agronegócio brasileiro, principalmente por difundir informações relevantes, disponibilizar conhecimento técnico, promover inovação e auxiliar na implementação de políticas públicas. Em que pese tamanha importância para a economia nacional, os serviços de Ater não são contemplados com recursos suficientes no orçamento federal.”

A proposta é de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), que relembra como a aprovação está relacionada ao Pacto Nacional pelo Fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Rural.

“É mais um resultado importante do pacto assinado pelo presidente da Anater, da ministra Tereza Cristina e também por representações de diversos seguimentos da Agricultura Familiar e da Assistência Técnica e Extensão Rural. O momento é estratégico e importante da sua gestão no nosso mandato em favor da agricultura familiar brasileira”.

Tramitação

O PL será apreciado pelas Comissões de Minas e Energia; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RICD) e Constituição e Justiça e de Cidadania. Acompanhe aqui.

Fonte: Ascom Anater

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta segunda-feira (9) a relação dos produtos agrícolas com bônus de desconto em agosto para agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade para o período de 10 de agosto a 9 de setembro deste ano, conforme a Portaria Nº 32, da Secretaria de Política Agrícola. 

Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: açaí (fruto), banana, batata, borracha natural cultivada, cará/inhame, cacau cultivado, castanha de caju, cebola, feijão caupi e maracujá. Os estados que integram a lista deste mês são: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Tocantins. 

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização nas parcelas de financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa. 

Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agricultura.gov.br ou pronaf.spa@agricultura.gov.br.  

O sistema substituirá, de forma gradativa, a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). A nova plataforma será integrada às bases de dados do governo federal

O Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) substituirá, de forma gradativa, a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), que identifica os agricultores familiares, qualifica as Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPA) e suas formas associativas organizadas em pessoas jurídicas, possibilitando o acesso às políticas públicas do governo federal.

O lançamento do novo cadastro e o início da transição estão previstos para dezembro de 2021. Até que se conclua todo o processo, a DAP permanece como o instrumento de identificação dos agricultores familiares e suas organizações para fins de acesso às políticas públicas.

O período de transição ocorrerá em um prazo de dois anos e será realizado de maneira gradual. Novas inscrições serão emitidas por meio do CAF à medida que as DAPs vigentes perderem a validade, não sendo necessário que o beneficiário se antecipe ao fim da vigência de sua DAP.

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), César Halum, destaca a importância do CAF. “O Cadastro Nacional da Agricultura Familiar é uma das ações mais importantes desta Secretaria. Por meio dele, poderemos propiciar mais transparência e assegurar aos agricultores familiares que as políticas públicas necessárias cheguem, de forma prioritária, aos que mais precisam”.

O Mapa desenvolveu um novo sistema eletrônico para registro no CAF, com mecanismos capazes de reconhecer adequadamente a categoria de produtores rurais definida pela Lei da Agricultura Familiar e pelo Decreto 9.064/2017. Uma inovação é que a nova plataforma será integrada às bases de dados do governo federal, o que possibilitará a imediata validação das informações declaradas pelo agricultor.

As principais diferenças entre o CAF e a DAP referem-se aos requisitos exigidos para a identificação dos beneficiários, que se baseará somente na Lei 11.326/2006 e no Decreto 9.064/2017, e não mais em critérios estabelecidos pelo Manual de Crédito Rural (MCR), como, por exemplo, a limitação da renda bruta da UFPA.

Além disso, o CAF fará a identificação de todas as pessoas da unidade familiar – superando o limite atual de apenas 2 titulares – e permitirá o ingresso das prefeituras municipais na sua rede emissora, o que ampliará os pontos de atendimento ao público interessado em realizar a inscrição.

Nos próximos meses, ocorrerão ações para capacitar e qualificar a rede de emissores da DAP para emitir o registro de inscrição no CAF. Serão capacitados tanto os agentes emissores, para operacionalizar e analisar os registros, como também os servidores das Superintendências Federais de Agricultura (SFAs), para orientar potenciais beneficiários e realizar o acompanhamento e fiscalização das atividades. As capacitações serão anunciadas oportunamente no portal do Mapa.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Na Pré-Cúpula dos Sistemas Alimentares, em Roma, a ministra Tereza Cristina defendeu a posição de que cada país deve traçar seu próprio caminho rumo à sustentabilidade a partir de suas próprias características naturais e culturais

O Brasil concluiu nessa quarta-feira (28), a sua participação na Pré-Cúpula dos Sistemas Alimentares, em Roma, na Itália. No evento, foram discutidos caminhos para o aprimoramento dos sistemas alimentares no que diz respeito à sustentabilidade social, econômica e ambiental, como forma de aceleração do progresso na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. 

À frente da delegação brasileira, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, defendeu a posição de que cada país deve traçar seu próprio caminho rumo à sustentabilidade a partir de suas próprias características naturais e culturais. A ministra alertou que a imposição de modelos produtivos alheios às realidades locais poderá resultar em custos adicionais a produtores e consumidores, queda de produtividade, aumento de preços e perda de biodiversidade. 

Nos eventos de que participou, a ministra Tereza Cristina apresentou as características sustentáveis da agricultura tropical brasileira e as políticas nacionais de segurança alimentar e nutricional. Ela ressaltou a necessidade de ações coletivas a nível global para erradicação da fome, a importância de políticas sociais para proteção dos mais vulneráveis e a promoção da educação para a alimentação adequada e saudável. 

Em reuniões com ministros de países latino-americanos e caribenhos, a ministra reforçou a posição comum das Américas em prol da ciência e inovação, do comércio internacional e da pecuária sustentável como expressão cultural dos povos do hemisfério. Esses pontos foram reiterados também a interlocutores como União Europeia, Itália, Organização das Nações Unidas para para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Organização das Nações Unidas (ONU).   

A participação da ministra de forma presencial na reunião em Roma teve o objetivo de demonstrar a importância atribuída pelo Brasil aos sistemas alimentares e sublinhar que as perspectivas dos países da América Latina, maior região exportadora líquida de alimentos e provedora de serviços ambientais, não podem ser desconsideradas.

“Foi muito importante a nossa vinda de maneira presencial, a gente pode discutir e ver o que está sendo discutido, as medidas que afetarão a vida dos produtores rurais do Brasil. Ainda temos um tempo para nos prepara para a Cúpula, em setembro, nas Nações Unidas em Nova York. Também foi muito importante a participação dos países das Américas. Conversamos muito e aprofundamos as nossas relações para esses encaminhamentos que afetarão a todos”, disse a ministra, ao encerrar a viagem. 

Próximos passos

Nas próximas semanas, terá seguimento o trabalho preparatório para a Cúpula dos Sistemas Alimentares, que será realizada em setembro, na sede das Nações Unidas em Nova York. Na ocasião, o Brasil enviará à Cúpula documento contendo visão sintética de uma trajetória para o aprimoramento do sistema alimentar brasileiro até 2030. Estuda-se ainda a participação em iniciativas coletivas para avançar em temas como perdas de desperdícios de alimentos, alimentação escolar, inovação e pecuária sustentável. 

O resultado final da Cúpula, que não é vinculante, será um documento elaborado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Antônio Guterres, contendo sua sugestão de um receituário de medidas para aprimoramento dos sistemas alimentares globais. 

Através da coordenação interministerial liderada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro continuará engajado no processo preparatório em prol de um resultado equilibrado que contemple seus interesses. Seguirá também reforçando seu alinhamento com os demais países das Américas no âmbito do Instituto Interamericano de Cooperação em Agricultura (IICA), no sentido de promover e divulgar o posicionamento comum da região.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Ministra Tereza Cristina agradece o trabalho dos produtores, que fornecem alimentos para o Brasil e o mundo

O Dia do Produtor Rural, celebrado nesta quarta-feira (28) foi criado em 1960, em comemoração ao aniversário de fundação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que completa hoje 161 anos. A então Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas foi criada no dia 28 de julho de 1860, com a assinatura do decreto Nº 1.067, pelo Imperador D. Pedro II.

O Brasil tem cerca de 5 milhões de produtores rurais, segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somos o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas e o principal produtor e exportador de alimentos importantes como, açúcar, café, suco de laranja, soja em grãos e carnes.

A safra de grãos deverá atingir 262,13 milhões de toneladas no período 2020/2021, segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A  estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021 é de R$ 1,099 trilhão, 10,5% acima do valor de 2020. Tudo isso aliado a práticas de sustentabilidade e preservação ambiental, seguindo a exigência mundial para que a demanda por alimentos seja atendida com impacto ambiental mínimo e baixo custo. 

“Quero cumprimentar todos vocês pelo trabalho que fazem e pelo alimento que colocam na mesa dos brasileiros. Parabenizo todos do campo que produzem com tecnologia, os pequenos produtores rurais, os agricultores familiares, enfim, todos que trabalham com a terra, que trabalham no campo produzindo alimentos para o Brasil e o mundo”, disse a ministra em vídeo gravado em Roma, onde participa da Pré-Cúpula de Sistemas Alimentares.

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil é responsável pela alimentação de pelo menos 1 bilhão de pessoas em diferentes partes do planeta e isso deve aumentar nos próximos anos devido às nossas condições de clima ameno e disponibilidade de terras, água e tecnologia própria.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos Filho, comemorou a data lembrando os bons números do setor. “O agro brasileiro mostra sua força e sua responsabilidade de suprir e abastecer com alimentos a população brasileira e o mundo. Com o Plano Safra 2021/2022, poderemos contribuir com os bons resultados para a agropecuária brasileira. Vamos rumo às 300 milhões de toneladas na próxima safra”, disse. 

Nos últimos 47 anos, a agropecuária cresceu em média 3,22% ao ano. Entre os censos de 2006 e 2017, a taxa de crescimento aproximou-se de 4,3%, superando países como Estados Unidos, China, Chile e Argentina. De 1995 a 2017, o Valor Bruto da Produção dobrou, sendo que a tecnologia foi responsável por mais de 60% desse crescimento.

Nos próximos 10 anos, a produção de grãos deverá atingir 333,1 milhões de toneladas, alta de 27,1%. Soja, milho de segunda safra e algodão devem continuar puxando o crescimento da produção de grãos. A produção de carne bovina pode crescer até 16%; da carne suína, 27%, e da carne de frango, 28%. 

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Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) está retomando a realização de cursos presenciais. Na última quarta-feira (21), foi ministrada a aula de hambúrguer artesanal. Em agosto, estão previstos outras formações para os produtores rurais. No dia 4, haverá o curso sobre a produção de linguiças artesanais. Nos dias 10 e 12, uma nova rodada de hambúrgueres para os produtores ruais do núcleo Rio Preto.

Hambúrgueres artesanais vegetariano, de carne, frango, peixe e também suíno foram temas do curso presencial realizado pelo Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional (Cefor) da Emater-DF, na última semana. Produtoras rurais de São Sebastião e de Ceilândia, atendidas pela empresa, saíram animadas com a possibilidade de comercialização dos produtos. 

Além de técnicas sobre o ponto ideal dos produtos, os tipos de carne e os temperos, as produtoras aprenderam a fazer molhos especiais, como o barbecue e maionese caseira temperada, questões sobre a história da iguaria e dicas importantes de comercialização. O Centro de Formação da Emater-DF oferece cursos diversos para produtores rurais com objetivo de profissionalizar, formar e despertar o empreendedorismo rural, mostrando meios de geração de emprego e renda no campo.

Produtoras se animaram com possibilidade de comercialização de hambúrguer

Moradoras de áreas rurais de Ceilândia, Antonia Gonçalves, 71 anos, pretende fazer hambúrgueres no quiosque onde trabalha; Débora Inez, 19 anos, diz ter despertado o interesse pela culinária; e Kellyane Valadares, 37 anos, afirmou que vai fazer carne de hambúrguer para comercializar. “Sou produtora de bovinos, suínos e peixes e pretendo dar melhor aproveitamento aos meus produtos, além de arrumar mais uma fonte de renda”, acrescentou.

Instrutor do curso, Flávio Bonesso afirmou que estava ansioso pelo retorno dos cursos presenciais. “Gosto desse contato presencial, a gente ensina e aprende. Deu tudo certo, a turma é participativa e o resultado foi perfeito”, destacou. De acordo com ele, os cursos do Cefor estão com uma nova roupagem e com a missão de capacitar a mão de obra do campo, não só da agroindústria, mas de áreas como a veterinária e a agrícola.

Ao final do curso, produtoras degustaram as diversas variedades ensinadas e feitas durante a aula

“O Cefor está com essa missão de abrir o leque e vai vir bastante coisa interessante por aí, nos próximos dias. A intenção é trazer os produtores para dentro do campo novamente e capacitar também os jovens, para que eles consigam se desenvolver produzindo mais e melhor”, ressaltou. 

Produtoras rurais de São Sebastião, Raimunda Ribeiro, 46 anos, Alana da Silva, e Dayane de Oliveira, 31 anos, estão empolgadas com a experiência. Dayane, por exemplo, está abrindo um empório e quer oferecer variedades. “Eu aprendi o que eu mais queria, que era o hambúrguer de grão de bico para fazer para os meus clientes veganos e vegetarianos. Eles relatam muitas dificuldades para encontrar produtos”, disse.

Desde que começou a pandemia, os cursos estavam suspensos. Com número reduzido de participantes e atendendo todas as medidas de prevenção ao Covid-19, essa foi a primeira turma presencial. No dia 4 de agosto será realizado o curso de linguiças artesanais. Já nos dias 10 e 12 de agosto, haverá outro sobre hambúrguer artesanal, voltado para produtores no núcleo rural Rio Preto.

A Emater-DF

Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

Para o retorno, a empresa decidiu reduzir o tamanho das turmas de modo a evitar contágios pelo coronavírus. A Emater presta assistência técnica a 18 mil produtores rurais do DF por meio de oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas. A ideia é promover o desenvolvimento sustentável do campo e a segurança alimentar.

Fonte: Emater-DF

A entrega de maquinários, implementos e equipamentos (patrulhas mecanizadas) para todos os municípios sul-mato-grossenses, a criação das centrais de abastecimento, o auxílio na organização de cooperativas e associações, as ações de reforço na assistência técnica, a recuperação de estradas municipais e o empenho para regularização de títulos de terras consolidam a política de desenvolvimento implementada pelo Governo do Estado para o desenvolvimento das 43,2 mil famílias da agricultura familiar em Mato Grosso do Sul.

“Conforme nos recomendou o governador Reinaldo Azambuja, implementamos uma política de modernização da agricultura familiar a fim de valorizar e promover a fixação do homem no campo, oferecendo condições para a melhoria da produção e da competitividade de assentamentos, comunidades indígenas e quilombolas”, afirma o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

No domingo, 25 de julho, é comemorado o Dia Mundial da Agricultura Familiar e sua importância não está ligada apenas ao produtor rural ou a produção agropecuária, mas também à preservação de ecossistemas, ambientes produtivos e, principalmente: Preservar o solo é uma responsabilidade de toda sociedade para garantir a manutenção da vida na terra. Além de fornecer recursos de subsistência a muitas famílias em todo país, essa atividade econômica, é a responsável por colocar na mesa dos brasileiros mais de 70% dos alimentos consumidos, segundo a FAO.

Política estratégica do Governo do Estado, a agricultura familiar ganhou destaque na gestão do governador Reinaldo Azambuja, tendo na Semagro e seus órgãos vinculados, como a Agraer e também a Iagro e o Imasul, os grandes responsáveis pela maior inserção dos pequenos agricultores no contexto do agronegócio sul-mato-grossense, considerando sua responsabilidade social e ambiental. 

A maior entrega de máquinas e equipamentos já feita aos municípios do Estado, com 252 patrulhas mecanizadas – que não deve ser mensurada pela quantidade de equipamentos, mas, pela relevância das atividades executadas – foi uma das ações nos últimos anos que ajudaram no crescimento da produção, ampliação da renda das famílias e o mais importante, na fixação do homem no campo, e incentivo de permanência das novas gerações.

Os tratores, grades aradoras, niveladoras, carretas agrícolas e distribuidoras de calcário – entregues desde 2015 – juntamente com a ampliação das atividades já executadas pela Agraer, a parceria com os parlamentares do Estado que garantiu o investimento dobrado de todas as emendas direcionadas a Agricultura Familiar e a profícua parceria mantida com o Governo Federal através do MAPA promoveram o desenvolvimento econômico, social, agroambiental, e rural sustentável nas pequenas propriedades, de forma jamais vista.

Ao citar as parcerias, destaque para a que garantiu a entrega dos Títulos de Domínio (TD) a beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), através do convênio do ‘Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil’, ação inédita que tirou da dificuldade centenas de famílias, no Estado. Com a documentação da propriedade o agricultor familiar pode participar dos mais diversos programas que vão desde a captação de recursos para custeio, plantio até a construção de moradias e ampliação de suas atividades.  

Em outra ação, agricultores familiares de assentamentos em 53 municípios de Mato Grosso do Sul, localizados em áreas rurais pertencentes à União, foram beneficiados com o programa ‘Titula Brasil’ – lançado pelo governo federal para regularizar a situação fundiárias de pequenos produtores que ainda não têm o título da terra. Ao todo, são cerca de 30 mil títulos de pequenas propriedades rurais beneficiados em ação integrada da União, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Incra, com o Governo do Estado.

Com as ações de regularização em andamento, o Governo do Estado pôde garantir – através da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) – assistência técnica aos produtores assentados que foram titulados ou estão em processo de titulação, pertencentes à relação de beneficiários do Incra, para um trabalho que deve ser realizado nos próximos dois anos.

O convenio garante que os técnicos da Agraer levem todas as políticas públicas e técnicas para melhorar as condições de vida dos produtores, promovendo o desenvolvimento econômico, social e agroambiental, e consequentemente o desenvolvimento rural sustentável, tão necessário nesses assentamentos.

“Todas essas ações, ajudaram a ampliar o acesso das famílias às políticas públicas e reposicionou a nossa agricultura familiar frente ao mercado”, afirmou o secretário Jaime Verruck, que junto do governador Reinaldo Azambuja tem mantido em ritmo acelerado as ações voltadas ao setor produtivo como um todo.

Em Mato Grosso do Sul 122 agroindústrias estão ativas e cadastradas no PROVE (distribuídas em 38 munícipios) produzindo os mais diversos produtos como: mel, panificados, lácteos, mandioca congelada, artesanatos, vegetais em conservas, derivados da cana, polpa de frutas, rapadura, doces, conservas, compotas, peixes, farinha de mandioca, café, frango caipira congelado, vassouras artesanais, carvão e lenha de eucalipto.

Os produtos da agricultura familiar comercializados na CEASA/MS correspondem a apenas 20% do total, sendo os mais expressivos: mandioca, alface e melancia. No primeiro semestre todos os 3 produtos ultrapassaram 3 milhões de quilos comercializados.

Os municípios mais produtivos do Estado são: Jaraguari, Campo Grande, Terenos e Sidrolândia. Os três primeiros comercializaram acima de duas mil toneladas cada no primeiro semestre, e Sidrolândia mil toneladas.

Atualmente existem no Estado 61 laticínios ativos que representam 78,9% da captação diária de leite. Aproximadamente 70% da produção se concentra em apenas 31 municípios, distribuídos em 3 polos produtivos.

Considerando esses números, Jaime destaca ainda a importância da adesão de Mato Grosso do Sul ao Programa de Aquisição Alimentar (PAA). Com 25 cooperativas ativas e aproximadamente 317 associações da agricultura familiar, o Estado tem expressiva participação nas políticas públicas PAA e PNAE.

Em Mato Grosso do Sul são: 1.102 assentados pelo Banco da Terra, 4.001 produtores assentados através do crédito fundiário e 27.771 produtores assentados pelo Incra. Produtores tradicionais somam 20.060, quilombolas 563, indígenas 14.034 e pescadores 2.360.

No PAA CONAB foram comercializados entre os meses de junho de 2020 até julho de mais de R$ 1,3 milhões e distribuídos em 530 beneficiários fornecedores que integram 41 associações. Ao total foram comercializados 58 tipos de produtos (aproximadamente 571 toneladas).

No PAA Estadual, 541 produtores fornecedores (120 indígenas) comercializando aproximadamente 60 produtos hortícolas “in natura” e 20 produtos processados. Estão sendo adquiridos neste ano mais de 740 toneladas e pago ao produtor mais de R$ 3,4 milhões, beneficiando 12.269 famílias.

No PNAE foram comercializados R$ 4.382.747,31 dos R$ 27.931.583,00 que foram repassados, considerando que apenas 15,69% foi entregue do total disponibilizado. O PNAE teve 365 propostas participativas que fizeram parte do somatório. Em 2019, 24,77% foram gastos com a agricultura familiar e em 2020, 24,05%.

Ao reforçar a importância da parceria mantida com o Governo Federal, o secretário comentou ainda a importância da ampliação dos recursos ofertados no Plano Safra para a agricultura familiar, nos últimos anos, em especial na edição 2020/2021, onde R$ 33 bilhões em recursos para financiamento (5,7% mais do que no ano anterior)  via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), foram colocados à disposição, focado em três pilares: assistência técnica, crédito e comercialização.

Pandemia

Para auxiliar as famílias na superação dos problemas gerados pela pandemia, A Semagro implementou ações (por meio da Agraer) que buscaram manter o ritmo do setor.

Desde o início da pandemia, a Secretaria atuou na elaboração de nota técnica para funcionamento das feiras livres, ofertou assessoria técnica para prorrogação de parcelas do Pronaf e Pronamp, fornecimento de laudo de perdas de produção e comercialização dos produtos da agricultura familiar, orientação aos fornecedores de alimentos para a merenda escolar pelas aquisições do PNAE para distribuição às famílias dos estudantes, fez gestão para criação de linha de crédito emergenciais do Pronaf e Pronamp, alterou horários de funcionamento do Ceasa e abriu mais espaços para produtores da agricultura familiar, apoiou a distribuição de cestas básicas à comunidade indígena e trabalhou pela prorrogação do financiamento do crédito rural de agricultores familiares, pequenos e médios produtores impactados pelo Covid-19. 

Durante todo o período o Governo do Estado manteve a entrega de produtos que iriam para a merenda escolar aos alunos da rede estadual de ensino, incluindo itens da Agricultura Familiar. A estimativa é de que 210 mil estudantes estão sendo beneficiados com os alimentos durante a suspensão das aulas presenciais.

Fonte: Semagro