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No agronegócio, a pauta de integridade tem enfoque especial no que se refere à agregação dos temas sustentabilidade e responsabilidade social, ambiental e ética

Fortalecer a integridade e a promoção de esforços de compliance em pequenas e médias empresas do setor do agronegócio. Esse é o objetivo principal da Jornada Agro Íntegra, que começou nesta quinta-feira (22), organizado pela instituição Alliance for Integrity em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Controladoria-Geral da União (CGU), a Organização de Cooperativas do Brasil e com o apoio da Apex-Brasil.

A pauta de integridade encontrou no agronegócio um enfoque especial no que se refere à agregação dos temas sustentabilidade e responsabilidade social, ambiental e ética. A Jornada Agro Íntegra oferecerá capacitação gratuita a pequenas e médias empresas e cooperativas do setor agro sobre integridade e compliance.

“Não há mais como desvincular as pautas, que cada vez mais estão convergindo para o movimento ESG que ganha força no mercado. Uma pauta setorizada para uma jornada íntegra é mais do que justificada, inclusive quando se trata do agro que foi o pilar de sustentação do País neste momento de pandemia”, destacou a ministra Tereza Cristina na abertura da Jornada Agro Íntegra, ao citar ações já desenvolvidas pelo Mapa como o Selo Mais Integridade. O movimento ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) envolve práticas ambientais, sociais e de governança

Em 2020, o agronegócio representou 48% de todas as exportações brasileiras e mais de 26% do PIB nacional. O destaque do setor foi lembrado pelo ministro da CGU, Wagner Rosário, que defendeu a iniciativa de compliance e integridade para a área do agro como “uma iniciativa que tem um poder muito grande de construção de soluções para a integridade, transparência, capacitando e permitindo que as empresas do setor cresçam neste ramo”.

Para o presidente da Organização de Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes, o programa permitir trazer soluções efetivas para os anseios de uma nova geração que daqui a pouco estará à frente das empresas.

“As novas gerações querem coisas novas. Os insumos mais raros, nesse mundo moderno, são os valores, conceitos e ética, gerando uma desconfiança global no futuro. E esse programa irá trazer a resposta para esse público. A integridade é um valor e um valor de futuro”, afirmou Lopes. 

As cooperativas do setor são responsáveis por mais de 50% de tudo o que é produzido pelo agro brasileiro, formando uma base sólida de pequenos e médios produtores, além de modelos de produção familiar.  

Jornada Agro Íntegra

O programa, que acontece de forma virtual até o dia 9 de dezembro, tem o objetivo de fortalecer as práticas de integridade e compliance em pequenas e médias empresas (PMEs) e cooperativas do setor agropecuário.

Os participantes terão a oportunidade de acessar, gratuitamente, conteúdo, treinamentos, mentorias especializadas e ferramentas práticas para lidar com os desafios relacionados ao tema integridade, proporcionando com que seus empreendimentos se tornem mais transparentes e competitivos.

Saiba mais sobre a Jornada Agro Íntegra

Em alta no mundo corporativo, o compliance tornou-se imperativo para o desenvolvimento das empresas e significa estar em conformidade com normas, leis, regulamentos, políticas e diretrizes estabelecidas. Tem como finalidade garantir relações éticas em negócios e instituições.

A Alliance for Integrity é uma iniciativa uma iniciativa global de ações coletivas comissionada pelo Ministério Federal Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) e implementada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. Foi criada para promover e para fortalecer um comportamento de compliance e integridade no setor privado. Para atingir este objetivo, a iniciativa promove ações coletivas de todos os atores relevantes dos setores privado e público e da sociedade civil e oferece soluções práticas para fortalecer essas capacidades nas empresas e em sua rede de fornecedores.

Ainda participaram da cerimônia virtual de abertura da Jornada Agro Íntegra a representante da Alliance for Integrity Márcia Muniz e ministro na Embaixada da República Federal da Alemanha em Brasília, Marc Bogdahn.

Empreendimentos Familiares e Ater

A Agência Nacional de Assistência de Técnica e Extensão Rural (Anater) viabiliza Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) no âmbito do Programa Ater Mais Gestão com abordagem específica para organizações da agricultura familiar.

Nesse contexto, apoia as iniciativas que contribuem para que os empreendimentos beneficiários fortaleçam as ferramentas para tomada de decisão. É mais uma oportunidade de promover melhoramentos nos processos internos de gestão e torná-los eficientes e participativos nos mercados, objetivos principais do programa.

O Mais Gestão visa aprimorar diferentes áreas funcionais que estão relacionadas aos conceitos de integridade e compliance. A metodologia engloba conformidade, governança, gestão de pessoas, gestão financeira, gestão comercial, gestão de projetos produtivos e gestão socioambiental.

As atividades iniciam desde a adesão dos empreendimentos, passa pelo diagnóstico, elaboração participativa do plano de gestão, prospecção de mercado, atendimentos individuais e coletivos, e seguem até a avaliação de resultados.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento (Mapa)

Conab lança boletim com cenários e perspectivas para agricultura familiar

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fornece uma nova opção para se buscar informações sobre a agricultura familiar. O Boletim da Agricultura Familiar trará uma análise sobre os principais macro temas do setor, abordando também as perspectivas, cenários, desafios e oportunidades.

“Desta forma, a Companhia intensifica suas ações na promoção da inteligência agropecuária. As informações consolidadas podem ser utilizadas de forma a auxiliar a formulação e execução de políticas públicas, contribuindo para a regularidade do abastecimento e formação de renda do produtor rural”, destaca o presidente da Conab, Guilherme Augusto Sanches Ribeiro.

A publicação tem como fio condutor a avaliação da conjuntura encontrada pelos agricultores familiares. Para isso, o documento será dividido em macro temas, com espaços destinados às questões de crédito, análise de mercado dos principais produtos, além de entrevistas com os próprios produtores a fim de trazer uma visão de quem vivencia os desafios e as oportunidades existentes.

Para o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cesar Halum, “a assinatura da Conab traz credibilidade ao Boletim que vai nos ajudar muito no nosso trabalho em função de que a Conab opera o PAA, que é o Programa de Aquisição de Alimentos, importante programa para a agricultura familiar, bem como a PGPM-Bio (Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade), que cuida da nossa biodiversidade, e o PGPAF (Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar) que também é um programa de garantia de preços mínimos da agricultura familiar. Então isso são coisas importantes e que vão ser utilizadas e que vai nortear as nossas ações daqui pra frente”.

Em uma linguagem acessível, o Boletim ainda trará um artigo com informações sobre temas diversos afetos à agricultura familiar. “Temos a missão de prover inteligência agropecuária e participar da formulação e execução de políticas públicas, contribuindo para a regularidade do abastecimento e formação de renda do produtor rural, e com essa publicação damos mais um passo nesse pilar importante de promoção da inteligência agropecuária”, ressalta o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia, Sergio de Zen.

Nesta primeira edição, o artigo em destaque abordará a importância das políticas públicas executadas pela Conab para a agricultura familiar e para a sociedade como um todo, com destaque para os indicadores de execução dos últimos anos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).

“O desafio de se apresentar para a sociedade brasileira um Boletim da Agricultura Familiar não é pequeno. Além da importância, a abrangência do tema torna necessária uma grande capacidade de síntese e objetividade” reforça o superintendente de Estudos Agroalimentares e da Sociobiodiversidade da estatal, Marisson Marinho. Ele ainda ressalta que a atuação da Conab junto aos agricultores e agricultoras familiares ocorre desde muito tempo, tendo sido intensificado a partir do início dos anos 2000. “Tal situação fez com que a Companhia se apropriasse de um grande número de informações e passasse a ser uma instituição de referência sobre o setor”. 

O Boletim da Agricultura Familiar será publicado a cada dois meses. 

Clique aqui para ter acesso à íntegra da publicação.

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

A previsão do tempo da Epagri/Ciram indica frio intenso nesta semana, causado pela entrada de uma massa de ar polar. As partes altas do Estado vão registrar temperaturas negativas. Para o mês de agosto há previsão de mais duas massas de ar polar fortes, provocando temperaturas do ar abaixo da média histórica.

A formação de geada pode impactar negativamente na atividade agrícola e pecuária, causando prejuízos em cultivos e criações sensíveis ao frio. Para contornar a situação, a Epagri informa algumas práticas mitigadoras para enfrentar baixas temperaturas.

Mas não são todos os cultivos que sofrem. Há quem comemore as baixas temperaturas, que provocam acúmulo de horas de frio, essencial para algumas culturas. Para as fruteiras de clima temperado, como maçã e frio, que estão no período de dormência, o frio extremo possibilita brotações vigorosas, favorece a floração e a frutificação. As baixas temperaturas também são importantes reguladoras de populações de insetos-praga, como as cigarrinhas que atacam o milho, e de plantas guaxas de milho e soja.

A Epagri é o órgão do governo do Estado de SC que está sempre ao lado do agricultor familiar, fornecendo tecnologias e informações para aumentar a produtividade e a sustentabilidade no meio rural catarinense.

Fruticultura de clima temperado: Ameixa, pêssego, nectarina e maçã

Neste ano, o acúmulo de frio que está acima da média histórica, o que favorece o período de dormência das fruteiras (maçã, uva, pêssego, ameixas) e de demais espécies de clima temperado. O agricultor deve ter atenção quanto à possibilidade em ocorrer brotação e floração antecipada nas variedades mais precoces.

A Epagri orienta os fruticultores a executarem práticas para adequar a brotação das plantas, em função da possibilidade de ocorrência de frios tardios. Retardar a execução das podas de inverno o máximo possível; atrasar a aplicação de produtos promotores de brotação (quebra de dormência); aplicar produtos que provocam atraso nas brotações, como a calda bordalesa; e atrasar o plantio dos pomares novos o máximo possível são alguns dos manejos recomendados.

Em pomares onde já está ocorrendo a brotação, ou onde não for possível atrasar as práticas de podas e quebra de dormência, orienta-se que o produtor empregue manejos que minimizem a perda das fruteiras por frio, como o sistema de irrigação por aspersão. Na iminência de geada, é possível fazer o controle com uso da irrigação por aspersão na madrugada que antecede a possível geada, no caso da temperatura baixar de 0°C. As perdas ocorrem quando as temperaturas abaixam de -1,5°C. Quem já conta com sistema de irrigação por aspersão tem uma ferramenta importante no enfrentamento da situação. Quem não dispõe, deve pensar em instalar, como modo de se preparar para os próximos episódios de geadas, buscando os programas de crédito fornecidos pelo Governo Federal, via Pronaf, e pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.

Maracujá

A possibilidade de ocorrência de geadas em pomares de maracujá durante o mês de julho coincide com o período de vazio sanitário estabelecido em Santa Catarina para controlar a virose do endurecimento dos frutos.

Banana

Os pomares de banana são os mais sensíveis diante da possibilidade de ocorrência de geadas. Os danos podem atingir folhas, frutas e até os pseudocaules, no caso de o fenômeno ser muito intenso. Entre as práticas indicadas está a suspenção do transplantio das mudas até que o frio passe, bem como a antecipação da colheita dos cachos e ensacamento daqueles não colhidos. Também devem ser ensacadas as inflorescências recém-emitidas. Após a geada, é importante estar atento à eliminação das folhas secas.

Citros

Nos pomares jovens, com até dois anos, recomenda-se a proteção do tronco contra o frio, usando barreiras físicas como papelão, plástico, capim ou palha. Ainda pode-se avaliar a proteção da planta por inteiro.

Cereais de inverno

Neste momento, os cultivos de cereais de inverno em Santa Catarina, como trigo, aveia grão, centeio e cevada, encontram-se em fase de semeadura ou em desenvolvimento inicial. Os cereais de inverno na fase vegetativa inicial têm baixo risco de dano ocasionado pelo frio, sendo que a baixa temperatura pode auxiliar no perfilhamento das plantas. Nas sementes, o dano que pode ocorrer é o atraso na germinação.  

Milho

Com relação à semeadura do milho da safra, recomenda-se seguir rigorosamente o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para Santa Catarina na safra 2021/2022 de cada região, disponível emaqui. No caso de uma forte onda de frio, recomenda-se que o produtor espere a passagem e acompanhe a temperatura para iniciar a semeadura em condições mais favoráveis.

Por outro lado, o frio na entressafra de milho deve auxiliar no controle de insetos-pragas e de plantas espontâneas (guaxas) de milho e de soja, que neste momento podem ser hospedeiras de pragas e doenças.

Hortaliças

Para as hortaliças em geral, inclusive folhosas, recomenda-se manter aspersores ligados no dia em que a geada ocorre, até o nascer do sol. Isso porque a água tem temperatura maior em relação ao ambiente, formando camada de vapor que protege as plantas do congelamento. As brássicas que estiverem em floração devem ter as folhas amarradas no topo, de modo a proteger os brotos.

Morango

O excesso de frio pode causar abortamento de flores, comprometendo a produção. A recomendação para evitar prejuízos severos é a cobertura das plantas com plástico branco leitoso, de preferência na forma de túneis, mesmo daquelas já produzidas em ambientes protegidos altos. Também é muito importante não irrigar nem fertirrigar na véspera da geada, para evitar o congelamento da água presente no solo logo abaixo do mulching (plástico de cobertura do solo) ou substrato (sacos de cultivo), o que pode danificar as raízes e matar as plantas. Os túneis devem ser fechados antes da ocorrência da geada. Após a passagem da geada, o produtor deve ficar atento às doenças relacionadas à podridão dos frutos.

Mandioca e aipim

O frio neste momento pode danificar as ramas (manivas) destinadas ao plantio da próxima safra. É recoemndados proteger as ramas em local apropriado para o armazenamento. Assim, se evita o comprometimento do material propagativo.

Mudas

Quem tem muda de qualquer espécie deve abriga-las bem nos viveiros. É importante manter a área do viveiro mais úmida, evitando-se a inversão térmica.

Gado de corte

A principal preocupação é com o crestamento das pastagens, que é a queima da parte vegetativa em decorrência de geadas muito fortes. Na região do Planalto Sul, onde se pratica a integração lavoura-pecuária em larga escala, esse mesmo dano pode ocorrer também em pastagens cultivadas. A recomendação é usar o máximo da pastagem para alimentar o gado ainda antes do frio intenso, principalmente nos casos onde se cultiva aveias, que são mais sensíveis a frios intensos.

Gado de leite

Os animais parindo e as crias devem ser abrigados em locais secos e sem vento. Para proteger os rebanhos adultos do frio, a recomendação é leva-los para locais com árvores, tanto nativas como sistemas silvipastoris, que vão funcionar como quebra-vento. Na alimentação, em caso de danos nas pastagens cultivadas, especialmente aveia, recomenda-se a utilização de outras fontes de alimento, como silagem e feno.

Apicultura

Nos apiários, o frio intenso pode provocar o resfriamento do ninho e até morte de larvas. Os apicultores devem evitar abrir as caixas, pois há perda de calor e muito gasto de energia e alimento para elevar a temperatura às condições adequadas novamente. Não se deve fazer pulverização de ácido oxálico para controle de varroa, pois pode ocorrer o congelamento dentro do ninho. É recomendável fornecer alimento proteico, pois nesta época já tem crias, portanto, o bife proteico deve ser colocado próximo às crias. Se necessário, fornecer alimento energético. A prática da instalação do “alvado invertido” pode auxiliar ou, emergencialmente, pode-se utilizar a ripa na parte central do alvado. Poncho ou entretampa horizontal de ráfia podem ser utilizados, bem como o poncho ou entretampa vertical. Para detalhes destas práticas, acessar o site Apis on Line.

Piscicultura

Água com temperaturas abaixo de 13°C, por mais de três dias, pode afetar peixes como as tilápias, causando estresses, enfermidades e até mortalidade. Assim, as recomendações são: não renovar água dos viveiros quando a temperatura da água de abastecimento, externa, for inferior à temperatura ambiente de cultivo; não manejar os animais (biometria, povoamento, transferência), evitando possíveis estresses; suspender alimentação e fertilização durante período de frio.

Maquinário

Prejuízos em máquinas e equipamentos com o frio extremo merecem a atenção dos agricultores. Sistemas que levam água, como as bombas de irrigação, os pulverizadores e os turbo atomizadores são sensíveis ao congelamento da água e podem sofrer danos. Tratores, caminhões, colheitadeiras, entre outros maquinários, também devem ficar protegidos em galpões e com líquido anticongelante nos radiadores.

Estruturas físicas

Tetos de residências e galpões, além de coberturas de pomares (telas antigranizo) podem ceder diante do acúmulo de neve. No caso das telas, recomenda-se que sejam retiradas ou fechadas para evitar acúmulo. Para galpões e residências, o uso do sal agrícola vai ajudar a derreter a neve acumulada, evitando maiores prejuízos.

Procure o extensionista

No caso de dúvidas, a recomendação é sempre procurar o extensionista da Epagri em seu município. Ele vai poder esclarecer e orientar com mais precisão. Para ver os contatos dos escritórios da Epagri, clique aqui.

Autores
Angelo Mendes Massignam, gerente da Epagri/Ciram
Carlos Otavio Mader Fernandes, coordenador do Programa Pecuária
Darlan Rodrigo Marchesi, gerente do Departamento Estadual de Extensão
Donato Lucietti, coordenador do Programa Grãos
Everton G. Della Giustina, coordenador do Programa Aquicultura e Pesca
Sergio Neres da Veiga, coordenador do Programa Fruticultura
Rodrigo Durieux da Cunha, gestor da Divisão de Estudos Apícolas
Paulo Francisco da Silva, coordenador do Programa Olericultura
Juliane Garcia Knapik Justen, coordenadora do Programa Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental

Foto: No Centro de Treinamento da Epagri em São Joaquim a geada já mudou a paisagem no dia 9 de julho.

Aires Mariga / Epagri.

Fonte: Epagri-SC

Goiás

Braço forte da economia agropecuária, a agricultura familiar será celebrada com uma sequência de palestras na Semana da Agricultura Familiar, realizada pela Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) e pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), entre as próximas segunda (19) e sexta-feira (23), no canal do órgão no YouTube www.youtube.com/EmaterGoias. O evento marca a Semana Estadual da Agricultura Familiar, instituída pelo governador Ronaldo Caiado em razão do Dia Nacional da Agricultura Familiar, comemorado em 24 de julho.

Com uma programação extensa, os encontros acontecerão a partir das 14h, reunindo autoridades, técnicos extensionistas, pesquisadores e também agricultores familiares assistidos pela Emater, além de profissionais do Sebrae Goiás, Senar Goiás, Ceasa, Agrodefesa e GoiásFomento, para abordarem os principais temas de interesse desse segmento. A abertura será conduzida pelo presidente da Agência, Pedro Leonardo Rezende, e pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça.

“Grande parte dos alimentos que chegam até a mesa dos brasileiros vem da produção da agricultura familiar. Além da segurança alimentar, a força do setor é delineada por sua importância econômica, sendo fundamental para o desenvolvimento rural de Goiás”, afirma o presidente da Emater.

De acordo com ele, a grande atribuição da instituição é ser o canal executor das políticas públicas implementadas pelo Governo de Goiás para a população rural, levando informação, novas tecnologias e assessoria técnica. “Anualmente, recebem assistência técnica e participam de nossos eventos de multiplicação de tecnologia rural mais de 17 mil famílias. Todos os dias nossos técnicos e extensionistas realizam mais de 200 atendimentos nos 246 municípios goianos”, completa a liderança.

Os números atestam a potência da agricultura familiar goiana. Segundo o último Censo Agro, divulgado em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 152 mil estabelecimentos agropecuários em Goiás, 95 mil são de agricultores familiares, ou seja, 62% do total. Nacionalmente, o setor ocupava 77% das propriedades naquele período, o que correspondia a quase 4 milhões de estabelecimentos.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça, também destaca que a agricultura familiar tem uma significativa representatividade no Estado de Goiás, tanto pelo abastecimento de alimentos quanto pela importância socioambiental.

“O Governo de Goiás reconhece o trabalho do segmento e trabalha para minimizar os desafios enfrentados. A Semana Estadual de Agricultura Familiar é uma das iniciativas voltadas à capacitação e comunicação com o agricultor familiar. Por meio da Seapa e jurisdicionadas Emater, Agrodefesa e Ceasa, o governo realiza um trabalho de comunicação direta para ouvir as demandas do produtor e desenvolver políticas públicas que realmente façam a diferença na vida dos goianos”, enfatiza.

Semana Estadual da Agricultura Familiar

A Semana Estadual da Agricultura Familiar foi instituída pelo governador Ronaldo Caiado, por meio da sanção da Lei nº 20.513, de 12 de julho de 2019. Desde aquele ano, sempre na semana que compreende o Dia Nacional da Agricultura Familiar, em 24 de julho, devem ser desenvolvidas atividades para celebrar esse segmento que é fundamental para o desenvolvimento de Goiás.

Programação

Assim como na edição do ano passado, a próxima Semana da Agricultura Familiar será exclusivamente digital, com transmissão ao vivo das palestras, em decorrência da pandemia de Covid-19. Entre os temas que serão debatidos estão melhoramento genético de gado a preços acessíveis, produção de cerveja com mandioca da agricultura familiar, como a pesquisa desenvolvida pela Emater beneficia o pequeno produtor rural e detalhes sobre Crédito Rural. Além disso, o evento irá mostrar cases de sucesso com a participação de agricultores familiares assistidos pela Agência que tiveram suas vidas transformadas pela assistência técnica.

Confira:

19 de julho – segunda-feira

14 horas – Abertura

14h30 – Desafios e perspectivas da Ater pública, com Pedro Leonardo de Paula Rezende (presidente da Emater)

15 horas – Agroindústria e Agricultura Familiar: Ater pública transforando vida, com Márcia de Paula (Emater) e Zenaide Almeida (produtora de Mineiros)

15h45 – Como vender na Ceasa, com Josué Siquera Lopes (Ceasa)

20 de julho – terça-feira

14 horas – Melhoramento genético do gado a preços acessíveis – Conheça o Pró-Genética, com Ana Kassia Ribeiro (Emater) e Rafael Resende de Oliveira (ABCZ)

14h45 – Criação de gado – Pasto mais produtivo ao menor custo possível, com Juscimar Barrosa (Emater) e Wanderley Silveira (produtor de Goiás)

15h30 – Boas práticas na vacinação do rebanho, com representante da Agrodefesa

21 de julho – quarta-feira

14 horas – Mandioca mais produtiva é esperança de elevação da renda para famílias rurais goianas, com Ivanildo Ramalho (Emater)

14h45 – Como pesquisa e produtor trabalham juntos para aumentar produtividade de mandioca em assentamento, com Bruna Valente (Emater) e Douglas (produtor de Uirapuru)

15h30 – Bioinsumos e Agricultura Familiar – sustentabilidade como aliada na elevação da renda, com Donalvam Maia e Renato de Sousa Faria (Seapa)

22 de julho – quinta-feira

14 horas – Feiras livres como solução de mercado para produtores orgânicos, com Álvaro Rodrigues (Emater)

14h45 – Sementes de milho a preço simbólico são oportunidade para agricultura familiar, com Fernanda de Cássia (Emater) e Lucimar Lopes de Araújo e Waldo Soares de Jesus (produtores de Santa Fé de Goiás)

15h30 – Rotulagem para agregação de valor – Como deixar seu produto mais atrativo, com representante do Sebrae

16h15 – Produtor Empreendedor – Saiba como acessar linha de crédito exclusiva para produtor rural goiano, com Petherson Santana (GoiásFomento)

23 de julho – sexta-feira

14 horas – Cerveja de mandioca – como participar vendendo sua produção, com Antelmo Teixeira (Emater) e Fábio Ferreira (Ambev)

14h45 – Tudo o que você precisa saber sobre Crédito Rural, com Maria de Fátima Souza (Emater)

15h30 – Produção e beneficiamento de frango caipira, com Saulo Veríssimo (produtor de Abadiânia)

16h15 – Receita do Campo, com Renildo Teixeira (Senar Goiás)

Minas Gerais

Neste final de semana, são comemorados o Dia Nacional e o Dia Internacional da Agricultura Familiar. As datas integram a Semana da Agricultura Familiar no país e para celebrar a importância do segmento, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e da Emater-MG, promove dois eventos virtuais, na quinta (22/7) às 16h, e na sexta-feira (23/7) às 9h30, sobre temas relacionados ao segmento, com transmissão pelo canal da Emater-MG no Youtube.

Na avaliação do diretor Técnico da Emater-MG, Feliciano Nogueira de Oliveira, a agricultura familiar vem se mostrando cada vez mais vigorosa e apresentando grande expressividade na produção de alimentos e na geração de emprego e renda, além de desempenhar um papel significativo na sustentabilidade dos processos produtivos e na manutenção dos recursos naturais. 

“É o público prioritário da empresa e que está presente de maneira significativa nas diversas agendas estratégicas que nós atuamos. Onde prevalece a agricultura familiar, como é o caso dos estabelecimentos rurais do estado, há  uma demanda muito forte pelo serviço de assistência técnica e extensão rural”, afirma.

Cartilha da Agricultura Familiar

Numa das lives da programação, o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Marcelo José Braga vai apresentar a cartilha “Um novo retrato da Agricultura Familiar de Minas Gerais”, elaborada pela equipe do Instituto de Políticas e Desenvolvimento Sustentável da UFV, a partir dos dados do Censo Agropecuário de 2017.

“Os resultados mostram que, em Minas Gerais, 72,7% dos estabelecimentos rurais são de agricultores familiares. Além disso, Minas é o estado da região Sudeste com o maior número de estabelecimentos da agricultura familiar e o segundo do país. Os estabelecimentos da agricultura familiar estão concentrados nas mesorregiões: Sul/Sudoeste de Minas (18,4%), Norte de Minas (17,4%) e Zona da Mata (15,5%)”, explica o professor da UFV.

A cartilha detalha, também, outras informações como o gênero, faixa etária e o nível de instrução do responsável pelo estabelecimento; o número de pessoas ocupadas na agricultura familiar; uso de tecnologias; valor da produção das principais culturas, dentre outras; além de uma análise comparativa com os dados do Censo Agropecuário de 2006.

Na avaliação da secretária de Agricultura Ana Valentini, é fundamental para os gestores públicos conhecer o perfil da agricultura familiar no estado. “Na medida em que conhecemos o nosso público, suas características, dificuldades e as suas demandas, aumentamos a qualidade e a eficiência do atendimento prestado e no uso dos recursos públicos. E isso é respeito com o cidadão”, afirma.

Ainda como parte da programação, também está prevista a realização de webinar, onde serão abordados a importância da agricultura familiar na produção de alimentos; o cooperativismo e o uso das redes sociais para potencializar as vendas.

Serviço:

Programação da Semana da Agricultura Familiar – Seapa/Emater-MG

22/7 (Quinta-feira) – 16h: Webinar

– A importância da Agricultura Familiar na produção de alimentos – Mauro Eduardo Del Grossi (Professor da Universidade de Brasília – UNB)

– O papel estratégico da cooperação para o fortalecimento da Agricultura Familiar no contexto das múltiplas transições – Sérgio Schneider (Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS)

– A influência digital na agricultura familiar – Camila Lima (Influenciadora digital)

23/7 (Sexta-feira) – 9h30 – Lançamento Cartilha da Agricultura Familiar da Universidade Federal de Viçosa (UFV)

Transmissão dos eventos: www.youtube.com/ematerminas

Fonte: Fonte: Emater-GO e Emater-MG

Desde 2020, ano em que passou a receber Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) pelo programa AgroNordeste, o seu Raimundo Mendonça não cabe em si de tanta felicidade. Morador do povoado São José de Bruno (Matinha), ele desenvolve projeto de piscicultura desde esse ano, quando deixou de ser empregado e passou a cuidar do seu próprio negócio.

Antes de trabalhar com a produção de peixes, ele investiu no cultivo de hortaliças, milho, feijão e mandioca, visando o mercado local e também a participação no PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), em seu município.

Com a experiência de empreender com produtos da sua própria fazenda, ele partiu para um projeto mais ousado, e avançou com a instalação de três tanques para criatórios de peixes, explorando os mais vendáveis na região. Atualmente, ele possui 8 tanques em exploração nos hectares da propriedade.

Com o filho Raimundo Júnior, ‘seu Mundico’, como é conhecido, trabalha atualmente com as espécies: tambatinga, piau e curimatá, e possui atualmente 8 tanques, tendo chegado a essa quantidade só nos últimos cinco anos. O produtor rural participa do AgroNordeste, onde é atendido por uma equipe do Senar, formada por técnico de campo, supervisor e coordenador, que aplicam e acompanham, as tecnologias essenciais para o progresso da piscicultura na propriedade.

Ele revela que antes da assistência do Senar a sua produção média era de 4,7 toneladas de peixe. Já no primeiro ano de ATeG (2020), subiu para 20 toneladas, e com previsão para produzir até o final deste ano  35 toneladas. Com o aumento da produtividade, ele passou a atender os grandes supermercados da região.

“A minha vida mudou depois que o Senar chegou aqui e trouxe conhecimento”, disse o piscicultor, em recente visita do presidente do sistema Faema/Senar, do superintendente Luiz Figueiredo, acompanhado pelo coordenador de campo Edvaldo Amorim, e o supervisor Francisco Chagas e o técnico de campo Luís Otávio.

De acordo com o técnico de campo, Luís Otávio, com a entrada do Senar na propriedade de seu ‘Mundico’, ele logo se motivou, deixando de lado os prejuízos que haviam ocorridos recentemente.

“Começamos a nos organizar, avançamos e conseguimos uma grande produção logo no primeiro ano. O produtor ficou mais participativo e com acompanhamento técnico, ele deu mais atenção ao criatório de peixe.  A aceitação foi imediata, porque ele sabe trabalhar  na produção de peixes. Porém, estava ainda estagnado em alguns  problemas simples da propriedade. E, com o acompanhamento periódico, houve uma grande mudança de atitude”, destacou o engenheiro de Pesca Otávio.

De acordo com o Superintendente do Senar Luiz Figueirêdo, “A nossa satisfação é grande em saber que com o trabalho do Senar estamos modificando, para melhor, a vida dos nossos piscicultores”.

Conforme o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae e do Senar, Raimundo Coelho, “São exemplos como este de Raimundo Mendonça, que nos dá ânimo para continuar nesse trabalho de apoio institucional, trazendo para esse público a expertise do Senar para produzir, e do Sebrae para comercializar o resultado da produção. É importante conjugar esses esforços, que se traduzem em melhoria de renda para o nosso piscicultor”, esclareceu Coelho.  

AgroNordeste

O programa  é liderado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa),  desenvolvido graças ao convênio firmado entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A parceria visa a execução, em regime de mútua colaboração, do Programa Próspera Agropecuária Semiárido – Assistência Técnica e Gerencial, que tem como principal objetivo contribuir para a promoção e consolidação do desenvolvimento na região Nordeste, em especial, no Semiárido. 

O AgroNordeste é voltado para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas que ainda encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região onde vivem. Entre outros objetivos do programa estão: Aumentar a cobertura da assistência técnica, ampliar o acesso e diversificar mercados, promover e fortalecer a organização dos produtores, garantir segurança hídrica e desenvolver produtos com qualidade e valor agregado.

Fonte: Senar/MA

Semana temática ressalta a produção orgânica e lança campanha anual sobre o tema

Em um ano em que a pandemia do coronavírus assolou o mundo, os cerca de 25 mil produtores cadastrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) como orgânicos foram colocados à prova e conseguiram dar conta da demanda de um consumidor cada dia mais exigente e responsável no consumo dos alimentos. 

O número de produtores orgânicos cresceu mais de 10% desde janeiro do ano passado, conforme o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos do Mapa. O avanço também foi registrado no campo: são 1 milhão de hectares de área com produção orgânica, somando mais de 31 mil unidades de produção.

Para capacitar esse público de produtores conforme as melhores práticas, a ministra Tereza Cristina anunciou nesta segunda-feira (12) a destinação de R$ 3 milhões para assistência técnica por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). O Programa Residência Profissional Agrícola, conhecido como Agro Residência, também terá uma temática específica de atendimento aos produtores de orgânicos.            

“Os produtores estão dando resposta à demanda da sociedade, atendendo ao consumidor que busca um produto perto do seu ponto de consumo. Além das vantagens sociais e ambientais, temos uma grande oportunidade de negócios para a produção de orgânicos no Brasil. É um momento de celebração, de promoção para os consumidores e, principalmente, de valorização dos produtores”, declarou o secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal.

A produção de alimentos orgânicos cresceu 30% em 2020, segundo dados da Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis). Esse aumento de produção, consumo e procura por alimentos cultivados e processados de forma mais sustentável movimentou cerca de R$ 5,8 bilhões no mercado nacional.

Para promover ainda mais o modelo de produção orgânica, o Mapa reúne representantes do governo, produtores, técnicos e acadêmicos para discutir o desenvolvimento do setor. A XVII Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico começa nesta segunda-feira (12) com o tema “Alimento Orgânico: sabor e saúde em sua vida”.

“Essa campanha já se tornou tradição no Mapa e ganha uma importância especial neste ano de pandemia em que ficaram tão evidentes os vínculos entre saúde, alimentação, agricultura e meio ambiente.  A produção orgânica se desenvolve de forma harmônica com a natureza, sem descuidar da geração de renda e da inclusão social. É a expressão mais pura do social, econômico e ambiental”, afirmou a ministra Tereza Cristina.

Mesas de diálogos compõem o Seminário Virtual, a ser realizado nos dias 12 e 13 de julho, a partir das 14h. As transmissões serão ao vivo pelo Youtube da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro).

Assista:

12/07: https://youtu.be/OlnPt4SSrLs 

13/07: https://youtu.be/xt6-a4HRhRA

Confira a programação completa da Campanha

Produção orgânica é ciência

Ser orgânico vai além da não utilização de defensivos de origem química. A legislação brasileira especifica que a produção agroecológica privilegia o uso saudável do solo, da água e do ar, e as práticas de manejo produtivo que preservem as condições de bem-estar dos animais.

A lógica da não utilização de compostos químicos é não eliminar a cadeia biológica que compõe aquele determinado ambiente produtivo. Já que, ao mesmo tempo que um organismo pode ser prejudicial, outro, daquele mesmo ecossistema, está ali para combatê-lo. É o inimigo natural.

A coordenadora de Produção Orgânica do Mapa, Virgínia Lira, explica que, para confirmar qual relação entre organismos é a mais adequada para tratar determinada praga, fungo ou doença na plantação, é preciso muito experimento. Assim, a visão de que a produção orgânica é mística e que os produtores – em sua maioria, pequenos e de núcleo familiar – não fazem uso de tecnologia se tornou uma falácia.

“A produção orgânica se alicerça no conhecimento do solo, da planta, das inter-relações, do comportamento dos animais, na necessidade de se pensar no bem-estar e de se utilizar os recursos naturais da melhor forma. Então, eu entendo a produção orgânica como uma ciência. Há muitas pesquisas e estudos atualmente, não se trata de empirismo”, afirma.

Ouça o Mapacast sobre a produção orgânica no Brasil

Na mesma toada de controle natural de doenças e pragas, os bioinsumos aparecem como alternativa de manejo sustentável para o cultivo de orgânicos. No Brasil, o uso desse tipo de produto aumenta a cada ano e já ultrapassou a média mundial. Enquanto o crescimento internacional está na base de 15% ao ano, aqui atingimos 28%.

O uso de qualquer produto na produção orgânica deve seguir a aprovação de órgãos como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por serem considerados produtos de baixo impacto ambiental e também de baixa toxicidade, a legislação foi idealizada no intuito de acelerar o seu registro sem deixar de lado a preocupação com a saúde, o meio ambiente e a eficiência agronômica.

“O uso de insumos na produção orgânica obedece uma lista positiva, de forma que só podem ser utilizados os produtos autorizados em normativo o que transforma essa atualização em um processo de registro diferenciado, mais ágil com revisão a cada seis meses para não impedir o produtor de acessar novas tecnologias”, completa Lira.

Selo

Para serem comercializados como orgânicos, os alimentos, processados ou não, devem conter o selo “Produto Orgânico Brasil”, do Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica (SisOrg). A presença da certificação atesta que todas as etapas de produção do produto são agroecológicas, ou seja, o produto não foi cultivado com adubos, fertilizantes ou insumos químicos, artificiais, sintéticos, transgênicos, hormônios, antibióticos e não recebeu a aplicação de defensivos tóxicos, como herbicidas, fungicidas, nematicidas, entre outros critérios.

Para os alimentos industrializados, somente são considerados orgânicos os com mais de 95% de ingredientes de origem na agricultura orgânica. O produto que tiver entre 70 e 95% de ingredientes orgânicos, pode ser identificado no rótulo como “produto com ingredientes orgânicos”. Neste caso, a embalagem também deve listar os ingredientes não-orgânicos. Já, se o produto tiver menos de 70% de ingredientes orgânicos, ele não é considerado como tal.

Caso o alimento seja comercializado em feiras e não esteja sinalizado com o selo de produto orgânico, o consumidor pode pedir cópia do certificado orgânico ao produtor ou uma declaração emitida por ele ou pela certificadora. Em todos os casos, o comprador pode consultar o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos no site do Mapa

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou a relação dos produtos agrícolas com bônus de desconto em julho para agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade para o período de 10 de julho a 9 de agosto deste ano, conforme a Portaria Nº 29, da Secretaria de Política Agrícola

Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: açaí (fruto), banana, borracha natural cultivada, cará/inhame, cacau cultivado, castanha de caju, feijão caupi, manga e maracujá. Os estados que integram a lista deste mês são: Acre, Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Santa Catarina.

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização nas parcelas de financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa.

Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agricultura.gov.br ou pronaf.spa@agricultura.gov.br.   

(Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Foram adicionados novos passos ao sistema, que funciona mesmo em modo off-line. O georreferenciamento da UFPA e a identificação com fotos são alguns dos diferenciais

O lançamento é um marco na estratégia de transformação digital e fomento à cultura da inovação para a prestação do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) no Brasil. Nesta quinta-feira (08), a Agência Nacional de Assistência e Extensão Rural (Anater) disponibiliza a nova versão do Sistema de Gestão de Ater (SGA) Mobile. O objetivo é aprimorar o atendimento prestado às famílias beneficiárias das políticas públicas, ao garantir maior segurança da aplicação de Ater no campo.

O SGA suporta a gestão dos contratos (planejamento, execução e monitoramento) em todos os estados brasileiros. As últimas mudanças adicionaram novos passos ao sistema, que funciona mesmo em modo off-line. O georreferenciamento da Unidade Familiar de Produção Agrária (UFPA), a identificação com fotos e avaliação de satisfação do agricultor familiar por vídeo são alguns diferenciais. A atualização é mais uma conquista na história da Anater e no contexto da Ater Digital.

O avanço foi alcançado devido ao edital da Chamada Pública 001/2020 que estabeleceu novos requisitos, os quais exigiram as alterações no sistema. A iniciativa baseia-se nos valores do Planejamento Estratégico 2021-2025: Inovação, Transparência, Segurança, Qualidade, Ética, Respeito e Sustentabilidade. Os atuais chamamentos da Anater selecionam empresas para atuarem no âmbito do Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil – contemplando três eixos (Produtivo, Promoção Social e Agroambiental).

No entanto, todas as executoras de Ater, tanto privadas quanto públicas, deverão acessar o SGA e registrar o trabalho prestado. Assim, coordenadores e extensionistas rurais deverão dominar as etapas do processo para inclusão do passo a passo no atendimento à família beneficiária. A Anater já iniciou treinamento específico para auxiliar no uso do aplicativo.

Para o diretor técnico da Anater, Wesley Passaglia, a atualização do aplicativo posiciona a Agência como referência no setor. “Primeiro aperfeiçoamos nossa infraestrutura e agora modernizamos nossos sistemas de gestão. Essa última melhoria garante maior segurança dos nossos contratos quanto à realização das atividades de Ater junto ao produtor rural, e paralelamente oferece agilidade. Assim, as orientações, diagnósticos e informações serão trabalhados full time, mesmo sem conectividade. Estamos focados na Ater Digital e sabemos que este será o futuro”.

A nova versão do SGA foi construída pela Gerência de Tecnologia e Inovação, contando com a colaboração de toda a equipe, porém as regras negociais foram construídas também com colaboradores da Anater, em especial da Gerência de Ater e Formação. Já a aplicação em campo contou com o apoio dos extensionistas rurais da Emater-DF, o que foi fundamental para passar pelo período de teste.

Nesta fase, o pilar “Segurança” foi o foco. Os próximos a serem aperfeiçoados no processo da transformação digital são os pilares “Agilidade” e “Escala”. A previsão para nova atualização do SGA é em meados do segundo semestre deste ano. O sistema também possibilita o credenciamento de empresas de Ater e a formação de agentes e gestores.

Fonte: Ascom Anater

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Proposta altera a Lei do Pré-Sal e segue para análise de dois outros colegiados da Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (7) o Projeto de Lei 4369/20, que destina à Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) parte dos royalties recebidos pela União com a exploração de petróleo e gás na camada pré-sal sob o regime de partilha.

A parcela da Anater será definida em regulamento do Poder Executivo. A proposta altera a Lei do Pré-Sal, que destina à União 22% dos royalties gerados pela exploração em alto-mar sob o regime de partilha, que são divididos entre o Fundo Social e órgãos da administração direta, conforme regulamento. A Anater entraria nesse rateio.

A agência tem como objetivos a promoção, coordenação e implantação de programas de assistência técnica e extensão rural voltados prioritariamente para agricultores familiares e médios agricultores.

O projeto é de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) e foi relatado pela deputada Clarissa Garotinho (Pros-RJ), que deu voto favorável. “É a agricultura familiar, amplamente apoiada pela atuação da Anater, que garante cerca de 70% dos alimentos consumidos pelas famílias brasileiras. Por esse motivo, torna-se tão importante garantir recursos para a agência”, disse a relatora.

O autor da proposta relembrou que a aprovação está relacionada ao Pacto Nacional pelo Fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Rural.

“É mais um resultado importante do pacto assinado pelo presidente da Anater, da ministra Tereza Cristina e também por representações de diversos seguimentos da Agricultura Familiar e da Assistência Técnica e Extensão Rural. O momento é estratégico e importante da sua gestão no nosso mandato em favor da agricultura familiar brasileira”.

O presidente da Anater, Ademar Silva Júnior, agradeceu a atuação no comando da Frente Parlamentar de Assistência Técnica e Extensão Rural na Câmara dos Deputados e destacou a perspectiva de crescimento do setor.

“Quero em nome do seguimento da agricultura familiar, da classe dos extensionistas rurais lhe agradecer. Mais uma vez mostra o comprometimento, respeito e principalmente a dedicação que tem com esse setor. Hoje temos técnicos preparados para o trabalho do campo, mas falta orçamento. Esse PL é fundamental para que possamos conquistar uma Ater fortalecida”.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A produção de alimentos teve, de janeiro a maio de 2021, o melhor resultado na geração de empregos desde 2012, com a criação de 113 mil postos com carteira assinada no setor. A análise, feita com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, está no último Comunicado Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Em maio, o saldo foi positivo em 42.426 vagas. Segundo o boletim, a região Sudeste foi o grande destaque, com a criação de 39.120 vagas, resultado do início da colheita de algumas culturas permanentes, como café, laranja e cana-de-açúcar.

Nordeste, Centro-Oeste e Norte registraram crescimento de 2.300, 1.449 e 991 postos de trabalho, respectivamente. A região Sul, por outro lado, registrou perda líquida de 1.334 vagas no mês.

Entre os estados, São Paulo se manteve na liderança na geração de empregos, com criação de 32.675 novas vagas, seguido por Minas Gerais (3.024), Rio de Janeiro (2.003), Espírito Santo (1.418) e Goiás (1.054).

As atividades da produção de alimentos que mais contribuíram para o bom resultado na criação de postos de trabalho em maio foram: Cultivo de Café (13.644), Cultivo de Laranja (9.090), Cultivo de Cana-de-Açúcar (4.148), Criação de Bovinos para Corte (3.885) e Serviço de Preparação de Terreno, Cultivo e Colheita (3.759).

Resultado geral – Em relação ao resultado geral de maio, com a criação de 280.666 vagas, a CNA avalia que “o mercado de trabalho formal responde ao avanço da vacinação e da atividade econômica, que apresentou sinais de melhora no início de 2021, com geração de empregos em todos os setores da economia”.

No acumulado de janeiro a maio deste ano, o número de novas vagas com carteira assinada alcançou 1.233.372, mais que compensando a perda registrada no mesmo período de 2020, quando a economia contabilizou saldo líquido negativo de 1.144.875 postos de trabalho.

Entretanto, ressalta o Comunicado Técnico, apesar do bom resultado na criação de vagas formais no ano, “a compensação apenas recupera a perda, mas é preciso avançar nas novas contratações”.

Acesse aqui o Comunicado Técnico do Caged

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA