noticia_secundaria_sem_destaque (Page 40)

De julho/2020 a fevereiro/2021 o valor das contratações de crédito rural somou R$ 147,57 bilhões, o que representa uma alta de 18%, em relação a igual período da safra anterior.

De acordo com o Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2020/2021, os recursos para investimento somaram R$ 47,33 bilhões (40%), R$ 78,64 bilhões (14%) para custeio, R$ 8,24 bilhões (1%) para industrialização e R$ 13,34 bilhões para comercialização, que teve redução de 3%. 

A menor demanda de crédito para comercialização é explicada, principalmente, pela elevação dos preços agrícolas, que torna desnecessária a formação de estoques. As maiores reduções por financiamentos dessa natureza foram observadas, principalmente, para os produtos relacionados à cesta básica, como leite (-36%), arroz (-26%), café (-7%), milho (-9%), trigo (-6%), bovinos (-6%) e suínos (-42%)

O bom desempenho do crédito rural tem como destaque os financiamentos contratados pelos produtores de maior porte e cooperativas, classificados na categoria de “Demais”, que se situaram em R$ 49,14 bilhões (16%) para custeio e R$ 35,22 bilhões (56%) para investimento. Essa categoria respondeu por 62% do crédito de custeio e 74% do crédito de investimento.

No âmbito do Pronaf, as contratações de custeio somaram R$ 12,11 bilhões e no Pronamp R$ 17,38 bilhões, com crescimento de 19% e 6%, respectivamente. Já para investimento foram contratados R$ 10,23 bilhões pelo Pronaf e R$ 1,88 bilhões ao amparo do Pronamp, crescimento de 8% e 3%, respectivamente.

Os médios produtores, amparados pelo Pronamp, também podem financiar seus investimentos por meio dos programas específicos de investimento (Moderfrota, Inovagro, Moderinfra, ModeragroPCA, ABC). 

O fato de as contratações de custeio, realizadas pelos “Demais” produtores, ter crescido 16% em valor e reduzido 23% em número de contratos, elevando, assim, o ticket médio dessas operações, é explicado, principalmente, pelo aumento na utilização de recursos livres, que não têm limite de financiamento.

Fontes

Dentre as contratações de crédito rural, realizadas com recursos controlados, no total de R$ 100,15 bilhões, destaca-se a redução de 25% na utilização de Recursos Obrigatórios, se situando em R$ 27,19 bilhões, ao mesmo tempo em que a utilização de recursos da Poupança Rural Controlada aumentou 78%, atingindo R$ 42,45 bilhões.

O aumento na utilização de recursos das fontes não controladas (22%) foi superior ao das fontes controladas (17%). Na avaliação do diretor do Departamento de Crédito e Informação, Wilson Vaz de Araújo, isso confirma o acerto da política de diversificação das fontes de financiamento, com destaque para o aumento de 72% em recursos livres (de tesouraria ou próprios dos bancos), num total de R$ 12,16 bilhões, e de 15% nas contratações com recursos da fonte LCA, que ficaram em R$ 20,79 bilhões.

Em relação aos financiamentos realizados no âmbito dos programas de investimento, com recursos da fonte BNDES, administrados pelo Mapa, os programas que se destacaram, pelo valor contratado e respectivo aumento, foram o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota): R$ 7 bilhões (33%), o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro): R$ 1,56 bilhão (29%), o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA): R$ 1,66 bilhão (60%) e o Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra): R$ 714 milhões (106%). 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Nessa quinta-feira (04), a Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) intermediou uma reunião entre o Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Dater/Mapa) e suas associadas.

Participaram: Emater/AL, Epagri/SC, IDR-Paraná, Ematerce/CE, Emater/AC, IDAM/AM, Emater/RO, Emdagro/SE, IPA/PE, Emater/PI, Agraer/MS, Incaper/ES, Ruraltins/TO, Rurap/AP, CDRS/SP, Bahiater, Emater/DF, Emater/GO, Agerp/MA, Emater/MG, Emater/PA, Empaer/PB, Emater/RN. A intenção da reunião foi sanar dúvidas do processo licitatório e convênio do programa Ater Digital. 

Ater Digital

O Ater Digital tem como público alvo as instituições de Assistência Técnica e Extensão Rural e preconiza o estabelecimento de parcerias inovadoras, contando com recursos públicos e privados no apoio às suas ações. Isso terá como resultado a capilaridade, eficiência e efetividade dos serviços prestados.

O programa está pautado em 5 eixos estratégicos:

  1. Organização e intercâmbio de informações/conhecimento;
  2. Modernização da infraestrutura de TI;
  3. Compartilhamento de sistemas/aplicativos;
  4. Capacitação dos extensionistas;
  5. Hub de informação e gestão tecnológica.

A intenção é que os produtores tenham agilidade nos serviços de ater, efetividade, eficiência e qualidade tendo acesso a ampla gama de conhecimentos aplicáveis à sua realidade.

A meta para 2030 do Ater Digital é que aumente em 50% dos agricultores atendidos por assistência técnica e extensão rural.

Fonte: Asbraer

O uso das tecnologias digitais foi intensificado na pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) devido à necessidade de distanciamento social. Com isso, o comércio foi um dos setores mais impactados com as transformações socioeconômicas. No segmento da agricultura, as principais mudanças foram na comercialização de produtos e alimentos, como a venda direta de agricultores para consumidores, uma tendência que desponta a cada dia. 

Como forma de incentivo e facilitação à venda direta de produtos da agricultura familiar, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) está desenvolvendo o aplicativo de celular “Feira na palma da mão”, uma plataforma de venda direta para a agricultura familiar com o objetivo de promover e facilitar negócios, além de proporcionar agilidade e credibilidade à comercialização dos alimentos.

O coordenador do projeto e do Centro Regional de Desenvolvimento Rural (CRDR) Metropolitano do Incaper, Luiz Bricalli, explicou que a plataforma digital irá conectar as pontas da produção e do consumo. “É uma ligação direta entre o agricultor e o consumidor da cidade, uma maneira de contribuir para um tipo de comércio justo e a conveniência de se obter produtos frescos, com garantia de procedência, segurança e confiabilidade por meio um novo canal de comunicação”, disse Bricalli. 

A primeira reunião do projeto, com comerciantes e produtores foi realizada, nesta quarta-feira (03), no restaurante Sol da Terra, em Vitória. As visitas a campo, em propriedades rurais e estabelecimentos comerciais, terão início na segunda quinzena de março para a identificação dos interessados. O projeto também já efetuou etapas iniciais como a contratação de duas pesquisadoras bolsistas, Nathália Zouaim Messina e Joelma de Carvalho Barbosa, e a aquisição de notebooks e câmera fotográfica. 

Para alcançar a eficiência na comunicação direta, o projeto tem como meta identificar os agricultores familiares situados nos municípios capixabas que fazem parte do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar de Pequeno Porte (Susaf/ES), sendo eles: Viana, Cariacica, Guarapari, Castelo, Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares e Santa Maria de Jetibá.

Na outra ponta, também serão identificados estabelecimentos comerciais alimentícios como restaurantes, refeitórios empresariais, mercados, entre outros, que demandam maiores volumes de produtos agropecuários e que estejam instalados em cidades com população urbana expressiva. A estimativa de adesão ao aplicativo é de 50 propriedades rurais da agricultura familiar e 25 estabelecimentos comerciais.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). O desenvolvimento do aplicativo será realizado por uma empresa de tecnologia que será contratada. O projeto deve durar 24 meses e a expectativa é que o aplicativo seja lançado após a conclusão do trabalho.

Fonte: Incaper ES

O projeto Feira Segura, desenvolvido pelo Sistema CNA/Senar para viabilizar a continuidade de feiras livres com segurança na pandemia, atendeu 4.253 feirantes, 56 mil consumidores e movimentou R$ 692 mil somente em 2020.

No ano passado, foram 132 edições da Feira Segura realizadas no modelo tradicional adaptado ou drive thru, seguindo orientações para evitar o contágio por coronavírus, em 88 municípios da Bahia, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e no Distrito Federal.

Os feirantes são treinados pelo Senar para intensificar a higienização desde a colheita até a embalagem dos produtos, utilizar equipamentos de segurança individual e como evitar a propagação do novo coronavírus de acordo com o guia Feira Segura, elaborado pelo Sistema CNA/Senar.

Na Bahia, foram 57 feiras em 47 municípios somente em 2020. A produtora de hortaliças Edvânia Gomes de Pinho, do município de Mundo Novo, disse que a Feira Segura permitiu a ampliação das vendas.

“Quando estourou a pandemia, eu fiquei sem participar de feira. Então isso me ajudou demais. Eu fiquei muito feliz e agradeço porque eu consegui mais clientes. Eles acharam a apresentação dos produtos mais bonita”, comenta a produtora.

O casal Carlos Marinho e Carla Valquíria produz mel na região de Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, e aderiu à iniciativa depois de perceber a segurança envolvida no projeto.

“Somos do grupo de risco, por isso ficamos um tempo sem ir à feira, mas fomos convencidos depois das orientações sobre higienização, distanciamento e utilização de equipamentos de proteção. No início da pandemia, tivemos perdas de 40% nas vendas e aos poucos vamos recuperando”, destaca o produtor. 

Expansão – Em 2021 o projeto será ampliado para outros estados, conforme destaca o coordenador de Inovação e Tecnologia do Sistema CNA/Senar, Matheus Ferreira.

“A demanda está aumentando bastante porque os consumidores e feirantes se sentem mais seguros nesses formatos de feira. Além disso, ainda é necessário manter os cuidados sanitários em relação à propagação do novo coronavírus nas feiras, que são um dos principais canais de comercialização de alimentos”.

Confira as próximas edições da Feira Segura:

05/03: Itarana/ES

06/03: Marilândia/ES

06/03: Quatipuru/PA

13/03: Salvaterra/PA

20/03: Inhangapi/PA

Para conhecer os detalhes do projeto e acessar o guia Feira Segura, clique aqui.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

Emater-MG utiliza diversas ferramentas digitais para ampliar e melhorar comunicação com produtores

Criatividade, agilidade e trabalho em equipe foram determinantes para que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) mantivesse o atendimento aos produtores rurais, durante a pandemia da Covid-19. Em meados de março de 2020, os extensionistas iniciaram uma jornada desafiadora, pois, de repente, já não era possível atuar ali, pertinho dos agricultores. Mas, ao mesmo tempo, era fundamental manter as atividades, para garantir a produção e o escoamento dos alimentos do campo para as cidades. Todos tiveram que se reinventar para atuar à distância, na maioria dos casos.

Mas o serviço de assistência técnica e extensão rural à distância, ou Ater Remota, já estava no planejamento estratégico da empresa, antes mesmo da disseminação mundial do novo coronavírus mudar as rotinas de todos. É o que conta Ademar Pires, gerente regional da Emater-MG em Governador Valadares.

“Antes mesmo da pandemia, com o Programa Emater 4.0, se discutia como as ferramentas digitais poderiam ser utilizadas nos atendimentos. Então, com a necessidade do trabalho remoto, em março do ano passado, nos desdobramos para sistematizar rapidamente essa forma de atuação”. Ademar Pires explica que a ferramenta mais utilizada ainda é o aplicativo de mensagens WhatsApp, pela facilidade de uso e também pela economia de dados.

De acordo com o gerente, o atendimento remoto via internet aumenta o alcance da Emater-MG a produtores rurais, principalmente nos municípios maiores, em que as grandes distâncias dificultam a locomoção das equipes da empresa. Mas ele ressalta que essa nova forma de atender não vai substituir a presença dos técnicos nas propriedades.

“A Emater, tradicionalmente, tem essa aproximação presencial, junto às famílias dos produtores. Essa proximidade física é importante para o extensionista ter um entendimento maior da realidade e das necessidades das comunidades. As ferramentas digitais, mesmo depois da pandemia, continuarão sendo muito úteis para agilizar o atendimento, de forma complementar”, explica.

E, com a necessidade de manter a comunicação, mesmo com restrições ao atendimento presencial, até quem tinha pouco conhecimento das tecnologias digitais já está familiarizado quando o assunto é videoconferência ou atendimento virtual. Este foi o caso do engenheiro agrônomo Fernando Tinoco, coordenador de Agroecologia da Emater-MG. Ele admite que, num primeiro momento, ficou inseguro com a utilização mais intensa das ferramentas digitais, mas destaca que há muitas vantagens, sendo uma delas, a economia.

“É claro que, em vários momentos, é necessário que o técnico esteja lá no local, mas em muitas etapas, pode ser resolvido via internet. Antes da pandemia, meu uso dessas ferramentas de videoconferência era muito tímido, mas está cada vez mais frequente”, afirma.

O projeto de atendimento remoto da empresa prevê várias etapas no processo, como planejamento da ação, negociação do tempo necessário, apresentação dos participantes e definição dos objetivos, antes da discussão técnica propriamente dita. Depois, é feito um relatório com todas as decisões e os encaminhamentos necessários, com os respectivos responsáveis. Fica tudo registrado, para consultas futuras e acompanhamento.

Aplicativos como o Google Meet, WhatsApp, Zoom e Skype, entre muitos outros, estão sendo fundamentais para manter a dinâmica da rotina de atendimento aos clientes da Emater-MG, em mais de 90% dos municípios mineiros. Muitas dessas iniciativas partem dos próprios empregados, mas a Emater-MG investe continuamente em oferecer condições para que o atendimento aos produtores melhore a cada dia, mesmo em meio a crises como a que estamos vivendo.

Emater 4.0

A empresa, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), lançou, em dezembro de 2019, o Programa Emater 4.0. O foco é adequar a empresa às exigências da transformação digital, com a criação e utilização de ferramentas para tornar os serviços oferecidos mais ágeis e conectados às necessidades dos produtores rurais. Os extensionistas de campo, por exemplo, dispõem de tablets, com conexão à internet, em que está instalada a plataforma Deméter, criada sob medida para o serviço de assistência técnica e extensão rural. Nos atendimentos em campo, os técnicos abastecem, por meio de tablets, o banco de dados com informações sobre as propriedades, como área, atividades produtivas, e até as condições do solo. Assim, nas outras visitas a uma mesma propriedade, mesmo que sejam feitas por técnicos diferentes, todas as informações estarão disponíveis.

O extensionista agropecuário Carlos Alberto da Trindade, do município de São João Del Rey, no Campo das Vertentes, é um entusiasta do atendimento remoto. “Como o município aqui é muito grande, eu já tinha o hábito de usar a internet para auxiliar no atendimento aos produtores, mesmo antes da pandemia. Eu já espalhei meu número de WhatsApp (para os clientes da Emater-MG) e estou sempre recebendo consultas. É muito bom também pra adiantar o atendimento. Por exemplo, no crédito rural, o produtor pode mandar as informações e quando chega aqui no escritório, o processo já está adiantado, é só assinar a documentação. É claro que isso acontece com produtores que já conheço pessoalmente, que já visitei a propriedade”, conta.

Um dos produtores atendidos por Carlos Alberto é Márcio Willian Cesári, que tem uma pequena propriedade onde cria, junto com a esposa, gado da raça Jersey, para a produção de leite, além de aves de postura. Apesar de quase nenhuma experiência com tecnologias digitais, o pecuarista é só elogios quando fala da videoconferência de que participou, com o extensionista da Emater-MG e coordenadores da empresa, sobre a melhoria na pastagem e produção de capim capiaçu para silagem.

“Foi uma interação muito boa, só tenho dificuldade de mexer no celular, mas isso a gente aprende. Estou sempre em contato com o Carlos Alberto, e toda dúvida sempre recorro a ele, até pelo WhatsApp. A Emater é uma parceira muito boa, dá um suporte muito bom aqui no sítio”, confirma o produtor.

Fonte: Emater-MG

Nesta quarta-feira, dia 03 de março, a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) completa 62 anos de existência. A instituição, uma das mais antigas do Estado em plena atividade, possui uma história que se confunde com a trajetória de desenvolvimento da agropecuária em Goiás. Atenta à vocação agrícola do Estado, a Emater consolidou as bases para que Goiás se fortalecesse e se estabelecesse enquanto expoente mundial na produção de alimentos.

Para além da importância estratégica na questão da segurança alimentar, a Emater desempenhou e segue desempenhando papel fundamental no desenvolvimento econômico do nosso Estado, extremamente atrelado à agropecuária. E no mês em que comemora seus 62 anos, mostra ainda mais sua força e seu vigor, ao se preparar para um momento histórico, que representa um marco na nova Emater proposta pelo Governo de Goiás, com a mudança para sua nova sede administrativa, em Goiânia.

O prédio, que integra o novo Complexo de Inovação Rural, receberá os servidores da casa na segunda quinzena deste mês. Na área própria, próxima ao Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG), a nova sede administrativa se juntará ao Complexo de Laboratórios e ao Centro de Treinamento e Capacitação da instituição, que segue sendo reformado, neste novo complexo que promete reforçar o papel da Emater de protagonista no desenvolvimento agropecuário de Goiás, sobre o qual fundou e criou suas bases.

“É com grande alegria que estamos celebrando os 62 anos de história da Emater, essa instituição tão importante para o desenvolvimento econômico e social de Goiás. A nossa perspectiva para o futuro é que a Emater se consolide como uma instituição protagonista no desenvolvimento do agronegócio goiano e que agora a gente entregue o grande Complexo de Inovação Rural”, afirma o presidente da Agência, Pedro Leonardo Rezende.

Em julho de 2020, o governador Ronaldo Caiado visitou a estrutura do novo prédio, durante um evento histórico que marcou a retomada do protagonismo da entidade. Na ocasião, foi anunciada uma série de benefícios destinada ao setor agropecuário goiano. Entre as ações esteve a entrega de 22 veículos e outros equipamentos para a Agência, visando modernizar administrativa e tecnologicamente as unidades do órgão espalhadas em todo o Estado e garantir a melhoria no atendimento, assistência técnica e suporte ao produtor rural.

“Em minha gestão teremos uma nova era na Emater”, assegurou o governador durante aquela solenidade. Segundo ele, é compromisso do Governo de Goiás dar condições para que o servidor público desempenhe da melhor forma o seu trabalho em prol do cidadão. “Isso é fundamental para nós. O servidor precisa se sentir respeitado para termos o retorno da qualidade do serviço que ele presta ao Estado”, disse.

Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Antônio Carlos de Souza Lima Neto enaltece a trajetória da instituição. “O desenvolvimento do setor agropecuário passa, necessariamente, por todo o trabalho de milhares de pessoas envolvidas diretamente na missão de promover a pesquisa agropecuária, a extensão rural, a assistência técnica e a proximidade com os produtores, transformando a vida de milhares de goianos. Certamente, esperamos que esse trabalho continue e que toda essa história já desenvolvida possa se perpetuar daqui para frente.”

Com a recriação da Seapa pelo governador Ronaldo Caiado, a Emater, ao lado da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e das Centrais de Abastecimento de Goiás S/A (Ceasa-GO), se tornou uma de suas jurisdicionadas.

Resultados

Apesar dos obstáculos impostos pela pandemia em 2020, a Emater não mediu esforços para continuar apoiando o produtor rural a fim de cumprir sua missão primordial, levar desenvolvimento e qualidade de vida para o campo. No ano passado, cerca de R$ 161,8 milhões foram injetados na economia goiana por meio de 2.040 projetos de crédito rural elaborados pela entidade.

A Emater é responsável por oferecer aos agricultores e pecuaristas o serviço de assessoria para a estruturação dos projetos que dão acesso às diversas modalidades de crédito rural junto aos agentes financeiros. Os valores de financiamento podem ser utilizados pelos produtores tanto para custeio quanto para investimento na propriedade.

No mesmo período, milhares de famílias rurais goianas tiveram suas vidas transformadas com as emissões de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Foram 6.252 declarações expedidas, regularizando a identificação de agricultores familiares e assentados da reforma agrária.

Com a DAP, os produtores têm acesso a diversas políticas públicas de incentivo à produção e geração de renda, como o Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), a Aposentadoria Rural (Funrural) e as linhas de crédito disponíveis para fomento da produção agropecuária.

Pesquisa

Além das unidades especializadas em assistência técnica e atividades de extensão rural, a Emater conta com centros de pesquisa onde são desenvolvidas e validadas novas tecnologias para serem disponibilizadas aos produtores. São quatro Estações Experimentais, responsáveis pela execução de projetos específicos de pesquisa agropecuária aplicada com fruteiras, hortaliças, grãos, raízes e pequenos animais.

A Agência dispõe ainda de três Campos Experimentais, onde são realizadas pesquisas de melhoramento genético. No Campo Experimental de Luiz Alves do Araguaia, a Emater coordena o Projeto de Irrigação de Luiz Alves do Araguaia (PILAA), com o propósito de avaliar cultivares potencialmente mais produtivas de arroz irrigado.

Na Estação Experimental Nativas do Cerrado, um dos pavilhões inseridos na nova sede, são desenvolvidas importantes pesquisas cujo o intuito é disponibilizar materiais de alto padrão tecnológico aos agricultores. Uma delas envolve o melhoramento genético, clonagem e seleção de diferentes genótipos de pequi, inclusive uma variedade sem espinhos. O Governo de Goiás está investindo também em uma pesquisa para investigar a praga broca-do-tronco, que vem atacando pequizeiros no Estado.

Além disso, a Emater coordena pesquisas pioneiras com cultura de tecido vegetal, que consistem na multiplicação em larga escala de mudas de plantas saudáveis, livres de doenças e pragas; e de melhoramento genético de mandioca, buscando oferecer variedades mais produtivas da raiz, adaptadas às condições das regiões Norte e Nordeste.

“O Agro é Social”

Nesses 62 anos, a Emater teve um papel importante nas políticas públicas sociais do Estado. Em 2019, foi a vez de inaugurar um novo capítulo nessa história com o lançamento do “O Agro é Social – gerando renda e transformando vidas”, programa coordenado pela Emater, Gabinete de Políticas Sociais (GPS) e Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O objetivo do projeto é beneficiar famílias rurais goianas em situação de vulnerabilidade social, levando capacitação, acompanhamento técnico, insumos, acesso a crédito e regularização de documentos. 

Entre as diversas ações executadas dentro da iniciativa esteve a disponibilização de R$ 1,8 milhão para fomentar a piscicultura em Minaçu. Os produtores de tilápia da região esperam elevar a produção para 20 toneladas de peixe por mês. O programa também doou 30 toneladas de sementes de milho e feijão para agricultores da Região Integrada de Desenvolvimento Social do Distrito Federal e Entorno (Ride).

Com a pandemia, diversas famílias tiveram suas rendas reduzidas e por isso o Governo de Goiás realizou a distribuição de mais de 500 mil cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade. Moradores de assentamentos rurais também foram contemplados por meio de uma força-tarefa mobilizada pelas equipes que atuam no “O Agro é Social”.

Capilaridade

Caracterizada por sua abrangência, a Emater atende todos os 246 municípios goianos, com um quadro profissional de 694 funcionários técnicos e administrativos. Em média, em condições normais, são realizados 210 atendimentos diários e 17 mil produtores são assistidos anualmente. 

Todo esse trabalho é realizado nas 12 unidades regionais da instituição, divididas estrategicamente a partir de aspectos geográficos, econômicos e produtivos, para oferecer cobertura técnica em todo o Estado. São elas: regionais Caiapó, Estrada de Ferro, Planalto, Rio das Antas, Rio Paranaíba, Rio dos Bois, Rio Vermelho, Serra da Mesa, Sudoeste, Sul, Vale do Paranã e Vale do São Patrício.

Fonte: Emater-GO

Selo promove os produtos familiares no mercado e é uma garantia para o consumidor

Criado para identificar e promover os produtos da agricultura familiar, o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) tem sido cada vez mais buscado. Tanto que a quantidade de produtos com a certificação passou de 700, em 2019, para mais de 7 mil, em 2020.

A procura é resultado de medidas adotadas pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa que facilitaram o acesso ao selo.

“É um importante instrumento para identificar e dar ainda mais visibilidade aos produtos da agricultura familiar, que vêm crescendo e se organizando cada vez mais. Para ampliar o alcance do Senaf, desburocratizamos o processo de solicitação e renovação, que agora podem ser feitos de forma prática pela internet. Também otimizamos o controle, cruzando a base dados com o atual sistema de registro vigente, que é a DAP [Declaração de Aptidão ao Pronaf]. Essas ações ampliaram o alcance do Senaf, aumentando em dez vezes a quantidade de produtos reconhecidos, que o consumidor pode encontrar nas feiras e prateleiras de supermercados”, ressalta o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke.

O Senaf potencializa a exposição e a comercialização da produção familiar ao aproximá-la do consumidor final, dando-lhe condições para checar a origem e as características do produto por meio de um QR Code. Ao apontar a câmera do celular para o código impresso no selo, o consumidor é automaticamente direcionado para uma página web, contendo informações sobre aquele produto, como estado e município de origem, especificações da embalagem, valor nutricional e o contato do produtor familiar.

Para ampliar a visibilidade dos produtos e aproximar quem consome de quem produz, o Mapa disponibiliza para o cidadão a Vitrine da Agricultura Familiar, uma plataforma que apresenta o catálogo com todos aqueles produtos identificados com o selo e as principais informações. Na Plataforma, o consumidor encontra hortifrútis, sucos, cosméticos, cafés, carnes e artesanatos produzidos por agricultores familiares de todo o Brasil.

Produtos na Vitrine

Ao acessar a Vitrine da Agricultura Familiar, o interessado encontra informações sobre a geleia de maracujá, o doce de goiaba, a compota de umbu e outros produtos da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc). Com 270 cooperados, em a maioria mulheres, a cooperativa, localizada na Bahia, produz doces e geleias à base de frutas nativas do sertão.

Fundada em 2004, a partir da união de 44 agricultoras, que desejavam organizar a produção e comercialização, a Coopercuc atua, hoje, junto a mais de 700 famílias, em 18 comunidades, e tem capacidade para produzir, anualmente, 800 toneladas de doces. O carro-chefe é o doce feito de umbu, uma fruta rica em sais minerais e vitaminas.

Na Vitrine da Agricultura Familiar, estão expostos 14 produtos da Coopercuc. Além do Senaf, a cooperativa, que busca promover a sustentabilidade das famílias envolvidas, estimulando a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais, dispõem de certificados que atestam que seus produtos são orgânicos e comercializados de forma justa.

A presidente da cooperativa, Denise dos Santos, ressalta os benefícios da certificação recebida do Mapa. “A nossa intenção com o selo era justamente para termos o reconhecimento como produtos da agricultura familiar, pois participávamos de muitas feiras de produtores familiares. E o Senaf é importante, pois a gente consegue ter o reconhecimento e as pessoas conseguem ter a garantia de que é um produto da agricultura familiar. Então, é um processo muito importante para os agricultores e cooperativas”, afirma.

Denise dos Santos conta que sempre aconselha outras cooperativas da agricultura familiar a solicitarem o selo e relata que a certificação amplia a visibilidade dos produtos e organizações de agricultores familiares. “Os resultados sempre foram muito positivos. A gente tem bastante reconhecimento nessa questão da agricultura familiar, principalmente, por conta do Senaf, que possibilita que outras instituições conheçam as cooperativas que utilizam o selo”.

Nas prateleiras virtuais da Vitrine da Agricultura Familiar também estão os cafés com certificações orgânicas e de comércio justo produzidos pela Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM).

A Coopfam existe desde 2003, com sede em Poço Fundo, no Sul de Minas Gerais. Conta com 430 famílias cooperadas e atua em 20 municípios da região, além de outros seis municípios da Zona da Mata. Atualmente, 19 produtos da cooperativa estão na Vitrine da Agricultura Familiar.

A presidente da Coopfam, Vânia Silva, destaca que a inovação foi um dos motivos que levaram a organização a aderir ao selo. “Solicitamos para aproveitar a oportunidade de ter um selo com rastreabilidade e com acesso facilitado para identificar novos produtos. Com o uso do selo, esperamos passar uma maior confiabilidade para os clientes devido a uma maior rastreabilidade. É interessante também para as nossas participações em chamadas públicas, pois o café que fornecemos vai com o selo”.

O papel do Senaf na promoção de uma aproximação entre consumidor e agricultor familiar também é ressaltado pela presidente da cooperativa. “O Senaf é bem reconhecido entre os consumidores. Hoje, temos um movimento de clientes que buscam valorizar os pequenos e o selo fala por nós nas gôndolas. Para a agricultura familiar é uma forma de se fazer presente, de estar em evidência”, avalia Vânia.

Como solicitar o Senaf

O Senaf pode ser solicitado por agricultores familiares, cooperativas ou associações de agricultores familiares e empresas. Para isso, é necessário ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Física ou Jurídica; cumprir as obrigações legais para a produção e a comercialização dos produtos; atender às regras sanitárias, ambientais, de consumo e de segurança do trabalho aplicáveis à produção, à comercialização e ao consumo dos produtos identificados pelo Senaf; e, no caso das empresas, apresentar notas fiscais que comprovam a aquisição de produtos da agricultura familiar.

Existem sete tipos diferentes do Senaf. Todos são voltados para produtos da agricultura familiar, mas cada tipo tem requisitos específicos para obtenção. Os selos disponíveis são: Senaf da Agricultura Familiar, Senaf Mulher, Senaf Juventude, Senaf Quilombola, Senaf Indígena, Senaf Sociobiodiversidade e Senaf Empresas.

O agricultor familiar ou representante de cooperativa que deseja solicitar o selo, precisa acessar a plataforma Vitrine da Agricultura Familiar, no endereço http://sistemas.agricultura.gov.br/vitrine, e clicar na opção “Solicite o Selo”. O solicitante será direcionado para uma página com detalhes sobre o Senaf. Depois de ler as informações, basta clicar em “Solicite aqui” e digitar um CNPJ, no caso de DAP Jurídica (empreendimento, cooperativa ou associação), ou CPF, no caso de DAP Familiar (agricultor familiar individual). Em seguida, é preciso preencher o formulário eletrônico e prestar todas as informações sobre o empreendimento e os produtos nos quais pretende aplicar o selo.

Na Vitrine, é possível solicitar o Senaf, cadastrar o produto, acompanhar a tramitação, e, posteriormente, acessar o selo com o número de série específico e o QR Code. Tudo com agilidade, modernidade e eficiência, de maneira simples e sem nenhum custo para o agricultor e sua forma de organização social ou empresa.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

A Diretoria Executiva da Agência de Assistencia Técnica e Extensão Rural (Direx-Anater) parabeniza a reeleição do presidente da Associação Brasileira das Entidades Públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer). Poeta Nivaldo Magalhães segue no comando, tendo como vice-presidente, Luciano Brandão (Emater/RO). A eleição da diretoria para o biênio 2021/2023 foi realizada, nesta quarta-feira (24), na 59ª Assembleia Geral da Asbraer.

O presidente da Anater, Ademar Silva Júnior, ressaltou a parceria e desejou mais sucesso à frente da Asbraer, de forma que a Assistência Técnica e Extensão Rural Pública siga avançando no Brasil.

“O presidente Nivaldo sempre se mostrou um grande parceiro do Mapa e é uma mão de apoio à nossa gestão. Quero não só parabenizar sua merecida recondução, mas também reconhecer esse apoio e visão estratégica dele para juntos mantermos um forte compromisso com a Ater Pública. Parabéns a ele e equipe”.

A composição dos Conselhos Diretor e Fiscal ficou definida da seguinte forma:

Conselho Diretor

Presidente Nacional, Nivaldo Magalhães (Empaer/PB)

Vice-presidente Nacional Luciano Brandão (Emater/RO)

Vice-presidente da Região Norte, Valdenor Cardoso (IDAM/AM) , suplente Cleide Amorim (Emater/PA)

Vice-presidente da Região Nordeste, Antônio Amorim (Ematerce/CE), suplente Francisco Guedes (Emater/PI)

Vice-presidente da Região Centro-Oeste, Pedro Leonardo (Emater/GO), suplente Denise Fonseca (Emater/DF)

Vice-presidente da Região Sudeste, Luisa Barreto (Emater/MG), suplente Marcelo Monteiro (Emater/RJ)

Vice-presidente da Região Sul, Natalino Avance (IDR-Paraná), suplente Geraldo Sandri (Emater/RS).

Conselho Fiscal

Diniz Dias (IDR-Paraná), Cláudio Bortolini (Emater/MG), Loislene Trindade (Emater/DF), para titulares, tendo o Cláudio Bortoline como presidente do Conselho e para suplência, Humberto Bicca (Epagri/SC), Antelmo Teixeira (Emater/GO) e Lais da Cruz das Neves (BAHIATER).

O mandato se inicia em 01/05/2021 e vai até  30/04/2023

Conexão Ater Brasil

Na ocasião, o presidente Nivaldo abordou o programa Conexão Ater Brasil, que trocará experiências e saberes por meio de intercâmbio entre as Entidades Públicas de Ater. O primeiro case foi realizado entre Emater/PA e Emater/RS, onde os técnicos do Rio Grande do Sul mostraram sua expertise com a pecuária leiteira.

Para a presidente Cleide Amorim, essa troca é muito importante e enriquecedora, visto que as associadas possuem vasto conhecimento. “É um projeto muito bom. Entendemos que podemos fazer intercâmbio entre os nossos próprios técnicos trocando experiências importantes”.

A Assembleia seguiu com diálogos internos entre as associadas para alinhar as demandas prioritárias em 2021.

Fonte: Ascom Anater e Asbraer

Projeto pretende alcançar todos os agricultores brasileiros, e não só os setores familiares, tradicionais e da reforma agrária

O Projeto de Lei 4371/20 atualiza a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater), prevista na Lei 12.188/10. O texto está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Pela norma, a assistência técnica e extensão rural é definida como o serviço de educação não formal e continuada que no meio rural promove processos de gestão, produção, beneficiamento e comercialização e serviços agropecuários e não agropecuários, inclusive agroextrativistas, florestais e artesanais.

A proposta retira a gratuidade da lista de princípios da Pnater, atualmente focada na agricultura familiar, nos assentados da reforma agrária e nas comunidades tradicionais e indígenas. O objetivo passará a ser o abastecimento do País – hoje a meta é segurança e soberania alimentar e nutricional.

Tecnologia digital
O texto amplia o escopo da política nacional para o conjunto dos agricultores brasileiros, com as respectivas especificidades. Em vez da agricultura de base ecológica, propõe a adoção da chamada “agricultura 4.0” – que usa tecnologia digital e conectada –, mantendo enfoque preferencial na produção sustentável.

Para executar a Pnater, o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater) terá parcerias entre União, entes federativos e setor produtivo, organizando ainda verbas de ministérios e órgãos. Entidades interessadas em participar deverão estar constituídas há dois anos, ante os cinco exigidos hoje.

“É clara a necessidade de uma assistência técnica e extensão rural que garanta a celeridade da chegada de informações e inovações aos produtores, de forma barata e eficaz”, disse o autor, deputado Zé Silva (Solidariedade-MG).

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Anater e Emater-RS se preparam para assinar o Instrumento Específico de Parceria (IEP) que viabilizará Ater no âmbito do PNCF, com nova proposta de atuação.

A Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) no estado do Rio Grande do Sul será potencializada com a reformulação do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) – Terra Brasil. Esse foi o tema debatido, nesta terça-feira (23), em videoconferência, com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS).

Anater e Emater-RS se preparam para assinar o Instrumento Específico de Parceria (IEP) que viabilizará Ater no âmbito do PNCF, com nova proposta de atuação. O objetivo é desburocratizar o processo para acessar a política pública do governo federal, oferecendo mais agilidade às famílias que buscam estruturar sua propriedade rural.

O presidente da Anater, Ademar Silva Júnior, explicou que o empenho não será somente na fase de alcançar os beneficiários, mas também de garantir acesso a outras políticas públicas. “Não vamos só ajudar a adquirir a área, vamos trabalhar a estrutura com assistência periodicamente. Devemos saber a aptidão da região para determinadas atividades e depois, continuaremos com a Ater para que se consolide a agricultura familiar”. Ele também destacou a parceria com a Emater-RS para tornar realidade o plano que deve ser modelo para o País.

A reformulação do PNCF beneficiará cerca de 400 famílias no campo. Será realizado um levantamento das áreas rurais; bem como a identificação dos produtores, dos jovens para estimular a sucessão familiar e também das mulheres rurais para fortalecer a participação feminina.

Os recursos direcionados serão utilizados para o pagamento de horas técnicas dos extensionistas rurais envolvidos na execução das atividades de Ater e para as despesas que forem necessárias.

O PNCF

Os beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) também recebem serviços de Ater, necessários para a estruturação das unidades produtivas construídas pelas comunidades e famílias. Entre as ações, estão: a capacitação na elaboração de projetos para acesso ao Crédito Rural, implantação dos projetos de infraestrutura, assessoramento técnico, gerencial e organizacional, apoio à inovação tecnológica e acesso aos mercados.

O PNCF é baseado pela reordenação fundiária que trata a Lei Complementar n° 93, de 1988, regulamentada pelo Decreto 4.892, de 2003 e, tem como principal objetivo viabilizar o acesso à terra aos trabalhadores rurais, contribuindo para a erradicação da pobreza e melhoria da qualidade de vida dos beneficiários.

Os serviços buscam implementar uma Ater direcionada ao desenvolvimento e qualificação das Unidades Produtivas do PNCF e para a gestão dos empreendimentos da agricultura familiar, ou seja, visam o acesso qualificado aos mercados.

Fonte: Ascom Anater