noticia_secundaria_sem_destaque (Page 39)

No dia 14 de março de 1977 foi criada a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS), que se somou à já existente Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Ascar), fundada em 1955 para orientar o pequeno agricultor a acessar crédito supervisionado e desenvolver a agricultura e o bem-estar de suas famílias.

Unidas há 44 anos, a Emater/RS e a Ascar passaram a cumprir juntas a missão de promover o desenvolvimento técnico-social, executando as principais ações, programas e políticas públicas, tornando-se referência no uso de metodologias de comunicação e de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) aos agricultores e pecuaristas familiares, índigenas, quilombolas, pescadores artesanais e assentados da reforma agrária.

Atualmente atua vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), tendo, como gestores, o presidente, Geraldo Sandri, e diretores técnico, Alencar Rugeri, e administrativo, Vanderlan Vasconselos.

A data também permite recordar as muitas ações de melhoria das condições de vida de quem vive no meio rural do RS, “pensadas, planejadas e realizadas pelos nossos extensionistas nos mais longíquos recantos, que só nós, da Emater/RS-Ascar, temos acesso. Isso é reflexo da vocação de cada técnico e de cada profissional que se dedica a garantir a produção, por exemplo, de alimentos em qualidade e quantidade, que abastecem a nossa população e contribuem para o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado”, ressalta Sandri.

Na avaliação do presidente, “não é de hoje que a Ascar, através também da Emater/RS, é referência no país nesse trabalho de impulsionar e fortalecer o meio rural gaúcho”.

Fonte: Emater/RS

A piscicultura movimenta uma parte importante da economia brasileira, e para desenvolver mais ainda o setor, um grupo formado por profissionais do setor aquícola nacional está sendo formado no intuito de modelar ações conjuntas com órgãos estaduais de meio ambiente e Ministérios Públicos Estaduais e Federal sobre a atividade de Aquicultura no País. No Tocantins, o convite foi feito ao Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), que designou o gerente de Piscicultura, Andrey Costa, e o engenheiro de pesca Renan de Sousa e Silva para colaborarem com os trabalhos.

Esse grupo será coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), com a participação do Instituto de Pesca, da Embrapa Meio Ambiente, e Embrapa Pesca e Aquicultura, da Secretaria de Aquicultura e Pesca (Sap/Mapa), Bahia Pesca, Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) de Pernambuco, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI) e a Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (Peixe SP).

Já a sua finalidade será elaborar um material informativo/educacional sobre a produção de peixes no Brasil, suas condicionantes e características, níveis de comprometimento da qualidade da água onde a aquicultura é desenvolvida, “de forma a esclarecer setores que, por desconhecimento e muitas vezes movidos por interesses outros, se posicionam contrários à atividade”, explica a presidente executiva da Peixe SP, Marilsa Patrício Fernandes.

Além de ampliar conhecimentos sobre a atividade, a proposta do informativo é “quebrar paradigmas, removendo juízos de valores contrários à atividade e resolver parte dos problemas da produção de peixes no Brasil, promovendo a tão necessária segurança jurídica para a aquicultura e a consolidação da atividade com geração de emprego, renda, e desenvolvimento de regiões produtoras”, completa Marilsa.

Para a construção desse material, os integrantes vão fornecer os subsídios técnicos, acrescentando à proposta, além dos conhecimentos científicos, apresentações e/ou treinamentos que se fizerem necessários para alinhar o entendimento, “que muitas vezes esbarra na insegurança jurídica, impedindo o desenvolvimento da atividade aquícola, sendo a principal delas as questões de licenciamento ambiental”, esclarece o gerente, Andrey Costa.

Para o presidente do Ruraltins, Fabiano Miranda, a integração deste grupo vem ao encontro dos trabalhos e empenho do governador do Estado, Mauro Carlesse, ao integrar pastas para fomentar ainda mais a cadeia produtiva da piscicultura, especialmente da Tilápia, espécie que tem boa produtividade no Estado. “Esse grupo, de âmbito nacional, vem para reforçar essa proposta que já estamos trabalhando, e acreditamos que, com a colaboração técnica tocantinense e dos demais colaboradores possamos desenvolver políticas e estratégias para melhor posicionar o país no mercado internacional”, frisa.

Fonte: Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins)

Os contratos assinados pela Anater beneficiam, ao todo, mais de 6 mil famílias de assentados no Centro-Oeste. Os estados da região são os primeiros a receberem a política pública que será levada para o restante do Brasil.

Nesta segunda-feira (15), foi celebrado novo convênio pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) para expandir o Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil no Centro-Oeste, primeira região beneficiada. Desta vez, a parceria foi firmada com Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) para atender outras 374 famílias assentadas. A assinatura foi concretizada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), órgão responsável pela governança da política pública que será levada para todo o País.

“Trata-se de convênio guarda-chuva para estados do Centro-Oeste. Vamos levar a assistência técnica tão necessária para que os pequenos produtores possam produzir e também comercializar. É mais um dia significativo para o Mapa”, ressaltou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

A iniciativa acelera o processo de consolidação dos projetos de reforma agrária por intermédio da inserção produtiva com cadeias de valor. Ao viabilizar Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), o governo federal promove sustentabilidade econômica e ambiental, bem como, a estabilidade social dos beneficiários, visando a inserção em mercados e posterior emancipação.

O valor total do Instrumento Específico de Parceria (IEP) supera R$ 1,4 milhão, sendo cerca de R$ 997 mil da Anater e o restante, R$ 427 mil da Emater-DF. Os assentamentos selecionados se localizam no Distrito Federal e no município de Padre Bernardo, no estado goiano. A maior parte do recurso é oriundo do Mapa, órgão da União com o qual a Agência celebra Contrato de Gestão. A execução atende uma das metas que direciona a Ater para agricultores familiares assentados.

Participaram da ocasião: a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca; o secretário de Agricultura Familiar (SAF/Mapa), Fernando Schwanke; a ministra do Mapa, Tereza Cristina; o presidente da Anater, Ademar Silva Jr; o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme; e o superintendente Federal de Agricultura DF, William Barbosa.

O Produzir Brasil

Os beneficiários do Produzir Brasil são agricultores familiares titulados ou em processo de titulação, que fazem parte da listagem do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Com a política pública, eles garantem o título da posse rural e a Ater para se desenvolverem na terra.

O presidente da Anater, Ademar Silva Júnior, destacou os efeitos da ação conjunta. “Levar Ater para quem recebe o título significa mais um passo para acessar outras políticas públicas e principalmente, de financiamento. Não se trata de garantir somente a agricultura de subsistência, mas sim de produzir para o mercado”, disse.

Presidente da Anater, Ademar Silva Jr.

O Produzir Brasil foi lançado no mês de novembro e beneficiará, nesta primeira etapa, além do Distrito Federal e Goiás, os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A expectativa é expandir, em breve, para o restante do Brasil. Com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-GO), o convênio firmado garante Ater para 2.005 famílias assentadas. Já com a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer-MS), são contempladas 1.177 unidades familiares.

Chamada Pública beneficiará 3.170 famílias assentadas

Em dezembro, foi lançado o Edital de Chamada Pública n° 001/2020 para selecionar entidades executoras de Ater, no âmbito do Programa Produzir Brasil. Cinco empresas privadas foram contratadas para assistir 3.170 famílias na região Centro-Oeste. A ação contempla os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Todas as selecionadas são credenciadas no Sistema de Gestão de Ater da Anater (SGA), compostas por equipes de técnicos de nível médio e superior, com formação multidisciplinar, e de acordo com os princípios da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater).

Após concluírem o curso de formação de agentes de Ater e receberem autorização da Anater, estarão aptas a atuar no campo e assistir os beneficiários. Mais de 120 extensionistas rurais foram capacitados com a nova política pública implementada pelo governo federal.

Confira a relação das entidades selecionadas: Marcos Luz Vieira Junior & Cia Ltda (Zootec – Assessoria e Projetos); Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná (Adeop); Associação Esporte, Criança, Cultura, Educação e Recreação (Crescer); Instituto BioSistêmico (IBS); e Instituto de Desenvolvimento Humano Social e Ambiental (Desenvolver).

A Chamada será dividida em lotes compostos por municípios, assentamentos e número de famílias assentadas. A seleção ocorre em três (3) etapas: “habilitação”, “classificação” e “seleção”. A entidade vencedora de cada lote deverá manter uma base de trabalho dentro do lote ou dentro de um raio aproximado de 150 km do mesmo. Os trabalhos têm previsão para o início de 2020.

Ao todo, a primeira leva soma 6.726 famílias de agricultores assentados no Centro-Oeste que receberão Ater.

Por solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Secretaria do Tesouro Nacional autorizou o remanejamento de limites equalizáveis da safra 2020/2021, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Bancoob, Sicredi e Banrisul.

A redistribuição irá ampliar os recursos para o financiamento de operações de investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em cerca de R$ 500 milhões e do Programa para redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC) em R$ 154 milhões, no âmbito do BNDES.   

determinação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (12). 

De acordo com o diretor de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, a medida se soma à Resolução nº 4.896, recentemente aprovada pelo Conselho Monetário Nacional, que autoriza o financiamento de operações de investimento, na fonte Recursos Obrigatórios, no âmbito do Pronaf. O financiamento poderá resultar em até R$ 1,5 bilhão em recursos novos para essa finalidade. 

“Essas medidas vão ao encontro dos interesses dos agricultores familiares analisadas, aprovadas, e em seguida, liberadas para atender suas necessidades. Não só de carteira, como novas propostas, já que as contratações podem ocorrer até o mês de junho [30 de junho] deste ano”, destaca o diretor.

Considerando as duas medidas, os recursos adicionais para investimento no Pronaf podem chegar a R$ 2 bilhões.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Encontro virtual, realizado na tarde dessa quinta-feira (11), reuniu secretários e gestores da maioria dos municípios de Mato Grosso do Sul para conhecer a estrutura, os programas e projetos desenvolvidos pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). Foi a primeira reunião do gênero nos últimos anos e serviu para estreitar as relações com os municípios, visando ampliar a abrangência dos programas e projetos do estado, ouvir as demandas locais e se aproximar dos municípios.

O secretário, Jaime Verruck, e o secretário adjunto, Ricardo Senna, comandaram os trabalhos, que teve ainda a participação efetiva do superintendente de Produção, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Rogério Beretta e dos diretores-presidentes da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), André Nogueira Borges; e da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Daniel Ingold, além de técnicos da Semagro.

Verruck cumprimentou os secretários municipais elogiando pelo trabalho que vem sendo desenvolvido na área em todo o interior, considerado “fundamental” para o desenvolvimento do Estado como grande produtor de carnes e grãos. “Estamos passando por uma mudança substancial no perfil do agronegócio com a adesão de novas áreas produtivas, o que tem um impacto significativo por estradas e pontes, resposta que os senhores estão dando com firmeza, claro que tendo sempre a parceria do governo do Estado”, frisou.

Ao abrir o encontro, o secretário adjunto Ricardo Senna destacou o papel estratégico da Semagro na captação e encaminhamento de investimentos privados, salientando que o governo do Estado tem por diretriz distribuir de forma equânime esses negócios de modo a gerar emprego e renda em todos os municípios. “A Semagro atende o empreendedor em toda a demanda, desde a captação de financiamentos do FCO, enquadramento na Lei de Incentivos Fiscais, passando pelo licenciamento ambiental e toda orientação necessária para que seu negócio prospere”.

O superintendente Rogério Beretta fez uma rápida explanação dos programas e projetos sob sua coordenação, como o PDAgro, Zoneamento Ambiental e Econômico, Manejo Integrado de Praga, Projeto Siga, as ações desenvolvidas pelas Câmaras Técnicas, Propeixe, Proleite, PNEFA, Selo Arte, Leitão Vida, Precoce MS, Carne Sustentável e Orgânica do Pantanal e Cordeiro de Qualidade, entre outros. Também citou o CEMTEC/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) que trabalha com dados de 45 estações meteorológicas espalhadas por todo território estadual.

O diretor-presidente da Agraer, André Borges, detalhou a atuação da agência que tem como público alvo os pequenos agricultores estabelecidos em assentamentos rurais, comunidades indígenas e quilombolas, e que desenvolve ações de regularização fundiária, pesquisa, transferência de tecnologia, assistência técnica e abastecimento. Nos últimos quatro anos, o governo do Estado entregou, por intermédio da Agraer, 222 patrulhas mecanizadas que compreendem mais de 1,3 mil máquinas e implementos, também 32 caminhões caçamba e 28 motoniveladoras às prefeituras para investirem na manutenção das estradas vicinais.

Daniel Ingold, diretor-presidente da Iagro, destacou a “missão importante e desafio maior da agência” que é fazer com que Mato Grosso do Sul conquiste, em breve, o status sanitário de área livre da febre aftosa sem vacinação. A Iagro tem um trabalho forte na defesa sanitária animal e vegetal no Estado e conta com 14 programas para atingir suas metas. Antes de finalizar a reunião – que teve mais de duas horas de duração – os participantes puderam fazer perguntas para sanar dúvidas e encaminhar outras demandas. Verruck afirmou que, pela importância e abrangência do encontro (teve mais de 60 participantes), ela deve se repetir em breve e colocou toda a secretaria à disposição dos municípios.

Fonte: Agraer/MS

Agricultores familiares interessados na gestão de empreendimentos coletivos ou que desejam aprofundar os conhecimentos no tema já podem realizar a pré-inscrição para os cursos de capacitação em associativismo e cooperativismo lançados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV). Lideranças, técnicos e demais representantes do segmento da agricultura familiar também podem se inscrever. Os cursos são gratuitos e as atividades serão realizadas de forma virtual.

A pré-inscrição pode ser feita a qualquer momento, pois, a cada mês, serão abertas novas turmas, com 100 vagas por curso. Os inscritos que não conseguirem uma vaga imediata, ficarão no cadastro reserva e poderão ser chamados para compor as turmas seguintes. Informações sobre o período de realização das atividades estão disponíveis no site do Projeto Cooperativismo SAF/UFV. Para isso, basta acessar o endereço eletrônico www.coopsafufv.com e clicar em “Agenda”.

Os cursos estão divididos em quatro módulos: Gestão de Empreendimentos Coletivos e Mercados; Governança Participativa, Redes de Sociabilidade e Meio Ambiente; Contabilidade e Finanças; e Políticas Públicas e Agricultura Familiar: Características e Mecanismos de Acesso. A carga horária total de cada curso é de 20 horas, com duração de quatro semanas.

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) do Mapa, Fernando Schwanke, ressalta que a iniciativa é estratégica e visa impulsionar o desenvolvimento da agricultura familiar no país. “O cooperativismo e o associativismo são importantes ferramentas para promover a inserção de pequenos produtores nos mercados, ampliando, assim, a sua renda. E os cursos dialogam com essa ideia, pois chegam justamente para fortalecer o sistema associativista e cooperativista da agricultura familiar ao proporcionar para os produtores familiares conhecimentos em gestão de empreendimentos coletivos e acesso a políticas públicas”, ressalta.

Conteúdo

No primeiro módulo, Gestão de Empreendimentos Coletivos e Mercados, é apresentado aos participantes o conceito de ação coletiva, suas formas de organização e instrumentos de gestão, com ênfase no associativismo e no cooperativismo. Além disso, são analisadas e discutidas questões relacionadas aos mercados agroindustriais e mecanismos de comercialização.

Com o tema Governança Participativa, Redes de Sociabilidade e Meio Ambiente, o segundo módulo aborda a intercooperação e a diversidade do processo participativo, envolvendo diferentes atores sociais em empreendimentos coletivos, diante de cenários socioeconômicos, políticos e ambientais em transformação.

Os conceitos e técnicas de gestão financeira e suas aplicações são conteúdos apresentados durante as aulas do terceiro módulo, Contabilidade e Finanças, voltado para a contabilidade no contexto do gerenciamento de cooperativas e associações.

O quarto módulo, Políticas Públicas e Agricultura Familiar: Características e Mecanismos de Acesso, tem o objetivo de apresentar informações detalhadas dos principais programas de acesso a crédito e a mercados para a agricultura familiar, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e a Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).

Parceria

Os cursos ocorrem no âmbito do Projeto Cooperativismo SAF/UFV, resultado de parceria entre o Ministério da Agricultura e a Universidade Federal de Viçosa, que visa contribuir para o fomento do sistema associativista e cooperativista da agricultura familiar, apresentando aos participantes conteúdos sobre gestão de empreendimentos coletivos e acesso a políticas públicas. Outro objetivo da iniciativa é contribuir para a ampliação da renda do agricultor familiar a partir de maiores índices de produção e de produtividade.

O professor da UFV Brício Reis conta que o projeto foi iniciado para oferecer cursos presenciais sobre importantes temas vinculados à agricultura familiar, mas precisou ser readequado. “A partir da interrupção das atividades presenciais de formação, no início da pandemia, a equipe de professores e pesquisadores da UFV trabalhou na adaptação do método de ensino. Todo o processo didático foi modificado, de forma a permitir a utilização do modelo de educação à distância”.

A nova sistemática gerou a necessidade de ajustar as dinâmicas de transmissão do conhecimento. “Por isso, a estrutura da UFV, com destaque para seu know-how na área de EaD, e o apoio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, foram primordiais para a estruturação de um modelo de ensino pautado em métodos simples e, ao mesmo tempo, eficazes para transmissão do conhecimento”, destaca o professor.

À disposição dos cursistas, no Ambiente Virtual de Aprendizagem disponibilizado pela UFV, denominado de PVANET, estão ferramentas como fóruns abertos de discussão, espaços de troca de experiências entre cursistas, tutores e professores, salas de aula virtuais, entre outras, para proporcionar maior interatividade e prazer no desenvolvimento das atividades.

O projeto é coordenado pelo Departamento de Cooperativismo e Acesso aos Mercados da SAF. A iniciativa faz parte da estratégia de implementação do Eixo de Formação Técnica, do Programa Brasil Mais Cooperativo, lançado pelo Mapa, em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em julho de 2019.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

O evento é realizado de forma virtual, nos dias 9 e 10 deste mês

Nesta terça-feira (09), inicia-se o Seminário Internacional Agroecologia, agricultura familiar e ODS: políticas públicas na América Latina. A iniciativa visa promover, entre países latino-americanos, a socialização e a troca de experiências sobre políticas públicas para a agroecologia, identificando as principais ações e desafios para a região. O evento segue na quarta-feira (10).

Nos dois dias, a programação ocorrerá das 10h às 12h (horário de Brasília). O seminário será realizado de forma virtual, na plataforma de videoconferência Zoom, com tradução simultânea para o português e o espanhol. Ao final, será emitido certificado de participação para os inscritos que acompanharem toda a programação.

O seminário é voltado para técnicos e gestores dos governos de países da América Latina e membros de organizações e redes de agroecologia, universidades, centros de pesquisa, organizações não governamentais (ONGs) e de instituições internacionais.

Durante o evento, serão apresentadas experiências da Argentina, do Brasil, da Colômbia, do Paraguai, do Uruguai e da Nicarágua. A programação conta com três painéis, nos quais serão abordados os seguintes eixos temáticos: sociedades rurais prósperas e inclusivas; sistemas alimentares e dietas sustentáveis; e gestão sustentável dos recursos naturais e resiliência dos meios de subsistência.

No dia 9, às 10h40, o primeiro painel do seminário abordará os instrumentos de política que favorecem os efeitos da agroecologia na redução da pobreza e no fortalecimento de territórios inclusivos. Participam o diretor de Sistemas Produtivos Alternativos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Patricio Dowbley; a oficial de Agricultura da FAO Roma, Emma Siliprandi; e o diretor da Confederação das Organizações de Produtores Familiares do Mercosul Ampliado (Coprofam), Fernando López.

O segundo painel será realizado no dia 10, a partir das 10h10, e contará com a participação da coordenadora de Agroecologia e Produção Orgânica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Virgínia Cipriano; e do diretor de Políticas Agropecuárias do Ministério da Agricultura de Nicarágua, Omar Aguilar. Na pauta, as diferentes maneiras de como as políticas públicas de agroecologia podem contribuir para dietas saudáveis e sustentáveis.

Na sequência, às 11h05, ocorrerá o último painel, focado nas formas como as políticas públicas de agroecologia podem favorecer a resiliência dos meios de vida para as sociedades rurais frente aos efeitos decorrentes das mudanças climáticas. Participam a diretora executiva do programa de agroecologia da organização Alter Vida, do Paraguai, Hebe González; e o presidente da comissão de agroecologia do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Eduardo Blasina.

O evento faz parte do projeto Semeando Capacidades, uma iniciativa de cooperação sul-sul trilateral, que busca o fortalecimento de instrumentos e políticas para a Agricultura Campesina, Familiar e Comunitária (ACFC) na Colômbia, por meio da troca de experiências com governo e organizações brasileiras.

O projeto é executado em conjunto pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Colômbia (MADR). O evento também conta com o apoio da Reunião Especializada em Agricultura Familiar (REAF Mercosul) e está articulado com a iniciativa da FAO de ampliar a escala da agroecologia.

O seminário internacional sobre agroecologia e agricultura familiar será transmitido, ao vivo, no canal do Youtube da Organização das Nações Unidas da Colômbia. Clique aqui para acompanhar a programação do dia 9  e aqui para assistir aos painéis e debates do dia 10. 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou na última sexta-feira (5) a relação dos produtos agrícolas que têm bônus de desconto aos agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os valores se referem ao mês de fevereiro de 2021. 

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade de 10 de março a 9 de abril deste ano, conforme a Portaria nº 12, da Secretaria de Política Agrícola. 

Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: abacaxi (SE), banana (AL, PB e PE), batata (RS), castanha de caju (BA, PB, PE e PI) e maracujá (BA e CE).

ProdutoUnidade da FederaçãoUnidadePreço de Garantia (R$/unid)Preço Médio de Mercado (R$/unid)Bônus de Garantia de Preço (%)
ABACAXISEkg0,640,597,81
BANANAAL20 kg17,7612,7428,27
BANANAPB20 kg17,7615,7711,20
BANANAPE20 kg17,7613,6223,31
BATATARS50 kg42,3340,005,50
CASTANHA DE CAJUBAkg3,983,3515,83
CASTANHA DE CAJUPBkg3,983,3116,83
CASTANHA DE CAJUPEkg3,982,7929,90
CASTANHA DE CAJUPIkg3,983,3116,83
MARACUJÁBAkg1,821,668,79
MARACUJÁCEkg1,821,744,40
Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor obter desconto no pagamento ou amortização das parcelas de financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).  

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa.

Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agricultura.gov.br ou pronaf.spa@agricultura.gov.br.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Números mostram que elas são responsáveis por 31% dos contratos do Pronaf

A presença feminina vem crescendo no agronegócio brasileiro. De acordo com o IBGE, em Minas Gerais, a participação da mulher na direção dos estabelecimentos agropecuários saiu de 10,8% no Censo de 2006 para 14,4% no Censo 2017. Agora, elas vêm fortalecendo a presença num outro quadro importante, o de contratações de crédito rural. Dados do Banco Central revelam que, em 2020, foram feitos 53.956 contratos (Empresarial e Pronaf) para mulheres em Minas Gerais, o que corresponde a 24,27% do total de financiamentos agropecuários.

O número que mais chama a atenção é o percentual de mulheres nos contratos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que é 31,14% (44.684 contratos). Para o coordenador técnico estadual de Crédito Rural da Emater-MG, José Henrique Barbosa, é uma quantidade bastante significativa, pois é mais que o dobro do percentual de mulheres responsáveis pela gestão de propriedades rurais no estado, segundo os dados do IBGE.

“Diferente do setor empresarial, onde geralmente a esposa mora na cidade e tem outra profissão, na agricultura familiar toda a família está envolvida na atividade, tanto o casal, como os filhos. E a mulher participa ativamente do trabalho rural”, comenta José Henrique.

O coordenador da Emater-MG explica que o crédito agrícola é um importante instrumento para o fortalecimento da atividade agropecuária no país e ter acesso a ele ajuda o produtor a investir na propriedade e a melhorar a produção. “O crédito rural proporciona meios para que o produtor ou produtora conduza adequadamente suas atividades e realize o investimento necessário na propriedade, ao mesmo tempo que gera emprego e renda. Por isso, é importante que ele chegue também ao jovem e à mulher rural”, argumenta.

Uma comparação com os dados do crédito rural de 2019, disponibilizados pelo Banco Central, revela ainda que a quantidade de contratos destinados às mulheres cresceu em termos percentuais em relação ao total, nos dois últimos anos. Em 2019, em Minas Gerais, foram fechados 49.207 contratos para pessoas do sexo feminino nas linhas Empresarial e Pronaf, num valor total de R$2.592.088.044,56, ou seja, 23,02% do crédito total aplicado no estado.

Deste total, 40.306 mulheres tiveram acesso ao Pronaf (29,90%), num volume de R$332.826.943,14. “De 2019 para 2020, houve um crescimento superior a 5 por cento no percentual de operações contratadas por mulheres”, explica José Henrique.

As agricultoras e agricultores familiares interessados em fazer um financiamento agropecuário podem procurar ajuda no escritório local da Emater-MG de seu município. A empresa de extensão rural tem uma parceria com o Banco do Brasil, que facilita o acesso do produtor ao crédito rural. Em muitos municípios mineiros, os extensionistas da Emater-MG também atuam como Correspondente Bancário (Coban). Isso permite que o produtor possa realizar quase todo o processo de contratação de crédito do Pronaf via escritório da Emater-MG, ficando para o banco apenas a análise e aprovação.

Fonte: Emater-MG

Santa Catarina é o estado brasileiro com o maior índice de mulheres à frente das propriedades rurais: são quase 19 mil agricultoras que fazem a gestão dos estabelecimentos agropecuários, segundo o Censo Agropecuário de 2017.  Em porcentagem, porém, esse número representa 11% do total. Para que o público feminino assuma cada vez mais posições de liderança, a Epagri vem desenvolvendo ações com agricultoras e pescadoras por meio de capacitação, empoderamento  financeiro, acesso às políticas públicas, dentre outras ações.

Segundo a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, a Empresa se aproxima das mulheres para dar a elas as melhores ferramentas para tomarem sempre a decisão mais acertada. “Nós cultivamos esse solo fértil e os resultados florescem. Vou dar só um exemplo: um estudo recente da Epagri mostra a crescente presença delas como proprietárias de agroindústrias em Santa Catarina, sobretudo nos empreendimentos de processamento de produtos de origem vegetal. Isso nos enche de orgulho e esperança, porque sabemos que, muitas vezes, é das mulheres que saem as decisões capazes de mudar a realidade de uma família ou até de uma comunidade inteira”, afirma Edilene.

A pescadora de Balneário Piçarras, Adriana Ana Fortunato Linhares, 31 anos, é um exemplo de liderança na comunidade que faz parte: em 2017 ela foi eleita para a presidência da Colônia de Pescadores Z-26, a primeira mulher na história da entidade a alcançar esse posto. Ela atribui a conquista desse espaço à participação no curso para jovens do mar oferecido pela Epagri, que ela fez em 2016. “Através do curso chegamos à conclusão de que é possível fazer mudanças, fazer a diferença”, diz.

E foi baseada no sucesso do curso de organização, gestão e protagonismo oferecido pela Epagri aos jovens desde 2012, que em 2019 a Empresa formatou o curso Mulheres em Ação Flor-e-Ser, promovido até o momento no Norte e no Sul Catarinense. Por meio dele foram capacitadas lideranças femininas rurais e pesqueiras para que elas ocupem espaços estratégicos nos setores onde atuam. Durante o curso, as participantes elaboram um projeto empreendedor para ser aplicado na propriedade e para o qual recebem recursos da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.

Projeto similar ocorre no Oeste Catarinense, chamado “Mulherando”, além de palestras, seminários e cursos em todo Estado, que são espaços importantes do desenvolvimento feminino e de potencialidades empreendedoras. “O objetivo é que elas desenvolvam atividades para ter sua própria renda, sejam valorizadas socialmente e ocupem espaços importantes da agricultura e da pesca, como sindicatos, cooperativas, associações, conselhos municipais”, diz a coordenadora do Programa Capital Humano e Social da Epagri, extensionista Márcia da Rosa Gomes.

Em 2020, a Epagri fez 887 projetos de crédito em nome de mulheres, que também têm à disposição o Pronaf Mulher. Esses recursos vêm dos governos federal e estadual para possibilitar a concretização dos projetos de melhoria nos empreendimentos agrícolas e pesqueiros.

As mulheres detêm conhecimento sobre sementes, o que é fundamental para a garantia da segurança alimentar das comunidades onde vivem

Potencial feminino no campo

A produtora de leite Tatiane Machado, de Caçador, no Meio Oeste Catarinense, saiu da cidade para morar no campo quando se casou, há quatro anos, e hoje se diz realizada como agricultora. Mesmo assim, ela diz que o principal desafio da mulher rural é o preconceito social com a atividade, que não é reconhecida. “Quando falo que atuo com vaca de leite, as pessoas me perguntam se eu trabalho, como se a ordenha não fosse um trabalho. Mas eu não faço só isso: eu planto milho, cuido da sanidade dos animais, da medicação, da alimentação, sou dona de casa”, diz ela.

Tatiane, de Caçador, percebe que o trabalho da mulher rural ainda é pouco reconhecido

Segundo a extensionista Márcia Gomes, isso acontece porque o trabalho das agricultoras e pescadoras ainda é visto como doméstico. “Isso traz invisibilidade social e econômica dessas atividades. A Epagri se orgulha de acompanhar essa luta feminina colocando sua atuação com foco nas questões de gênero. Além disso, trabalhamos para que as mulheres acessem políticas públicas e tenham sua própria renda”, diz Márcia.

E Tatiane confirma isso. “A Epagri me ensinou a sonhar. Tudo o que sou hoje e tenho é graças a ela. Tudo o que sei foi através dos cursos, desde ordenhar uma vaca, fazer a higienização na ordenha, cuidar das terneiras. Se hoje eu e meu esposo estamos aqui, no campo, foi porque a Epagri acreditou que a gente era capaz”, diz a produtora.

A agricultora Juliane Orzekosky Sewald, do município de Princesa, no Oeste Catarinense, afirma que o desafio da mulher é mostrar que ela pode administrar uma propriedade rural e cuidar de tudo o que tem nela com a mesma competência dos homens. “As mulheres que trabalham na agricultura sofrem bastante preconceito porque a sociedade diz que fazemos o trabalho de homem. Não é assim. A gente pode ser vaidosa e trabalhar aqui, no meio das vacas, da silagem, de tudo”, diz Juliane.

Juliane, de Princesa, diz que o desafio da mulher é mostrar que ela pode administrar uma propriedade rural e cuidar de tudo o que tem nela com a mesma competência dos homens

“Por isso trabalhamos para despertar a autoestima e a importância do papel da mulher, para prepará-las para produzir e empreender, para se empoderarem economicamente e para que tenham consciência de todo o seu potencial e do importante papel na unidade familiar, seja como donas do próprio negócio ou em parceria com a família”, ressalta Márcia.

Em Santa Catarina, as mulheres têm participação ativa em todas as atividades econômicas da propriedade, com destaque para a pecuária leiteira. Além disso, a maioria delas é responsável pela manutenção da casa, pelo cuidado com os filhos e com as atividades que têm relação com o autoconsumo. Assim, as mulheres detêm conhecimento sobre sementes, técnicas de cultivo e de criação de animais, épocas de manejo da lavoura, armazenamento de alimentos e ainda fitoterápicos. Todo esse conhecimento é fundamental para a garantia da segurança alimentar e econômica e da saúde das comunidades onde vivem.

Fonte: Epagri-SC