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Durante a COP TV do Agro desta quinta-feira (20), o presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Camilo Capiberibe, destacou a atuação da instituição em todo o país e, especialmente, na Amazônia. Ele lembrou que a Anater é uma agência jovem, criada em 2013 e instalada em 2016, e que hoje coordena 11 programas presentes em todos os biomas brasileiros e nos 27 estados.

Segundo Capiberibe, quando se fala em presença em todos os biomas, inclui-se diretamente a Amazônia. Nessa região, três programas se destacam: Ater Mulheres, Bolsa Verde e Florestas Produtivas. Sobre este último, Capiberibe ressaltou que a equipe acompanha de perto a execução das ações, que promovem reflorestamento e ampliam a agricultura familiar em assentamentos não apenas no Pará, mas em toda a Amazônia.

Ao abordar o desafio histórico de quebrar o paradigma de que floresta não é desenvolvimento, Capiberibe avaliou que o cenário mudou. ”Se há 30 anos teríamos grande dificuldade de convencer sobre isso, hoje na Amazônia é possível comparar quanto se gera de riqueza em um hectare de soja, de açaí ou de outras culturas. Vivemos um choque de cultura”, disse.

Capiberibe reforçou que, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Anater, já é possível aumentar a renda das famílias agricultoras ao mesmo tempo em que se preserva e se refloresta. Ele afirmou que o mundo ainda desconhece a Amazônia e que a realização da COP 30 na região é estratégica. ”Trazer a COP para a Amazônia é fundamental. Vai ter um papel central para que tudo o que é discutido na Blue Zone tenha, daqui para frente, o olhar da floresta”, declarou.

Ele destacou, ainda, que todas as ações concluídas pelo MDA e executadas pela Anater são estruturadas dentro das pautas de justiça de gênero e juventude. Segundo o presidente, enfrentar o problema da sucessão rural é essencial para a segurança alimentar. ‘Precisamos de alimentos, e precisamos pensar nisso. Nossas políticas têm essa base. Vinte por cento são voltadas aos jovens e cinquenta por cento às mulheres’, afirmou.

Entre os exemplos mais simbólicos da economia da floresta, Capiberibe citou o açaí. ”Há pouco tempo, ninguém conhecia o açaí. Hoje é uma commodity global. O açaí está plantando e reflorestando”, falou. Ele reforçou que o programa Florestas Produtivas é um dos principais programas do MDA voltados para a Amazônia, com foco em produzir alimentos, recompor áreas e ampliar a cobertura florestal.

Capiberibe também comentou o programa União dos Municípios, voltado para territórios prioritários que respondem por grande parte do desmatamento da Amazônia Legal. A ação concentra esforços para fortalecer a presença da assistência técnica nessas localidades.

Ele defendeu que o país avance para um modelo nacional de extensão rural semelhante ao do SUS. ”Precisamos de dinheiro carimbado para assistência técnica, porque crédito sem assistência técnica vira endividamento. É essencial deixar aprovado um sistema que garanta presença nacional e acesso contínuo à orientação técnica”, afirmou.

Ao encerrar, o presidente reforçou que o Brasil sempre esteve no centro da mitigação das mudanças climáticas e que a economia da floresta é parte do futuro do país. ”A Amazônia ainda é desconhecida pelo mundo, mas é daqui que virão soluções para o clima, para a produção e para o desenvolvimento sustentável”, concluiu.

Leia mais em: https://planetacampo.canalrural.com.br/cop-30/o-brasil-sempre-esteve-no-coracao-da-mitigacao-das-mudancas-climaticas-diz-presidente-da-anater/amp/

Fonte: Planeta Campo/Canal Rural

Agência atende 45 mil unidades familiares de produção agrária

O presidente Luís Inácio Lula da Silva nomeou Camilo Capiberibe para a presidência da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Capiberibe exercia o cargo de diretor Administrativo e Financeiro da Agência.

O decreto de nomeação de Camilo Capiberibe foi assinado pelo presidente Lula e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, nesta quarta, 12, e está publicado no Diário Oficial desta quinta,13. A presidência interina estava sendo ocupada pela diretora técnica Loroana Santana.

Camilo Capiberibe foi governador do estado do Amapá, quando a federação bateu recordes na geração de empregos e deu saltos nos indicadores sociais, exerceu mandatos de deputado federal e deputado estadual. É formado em Direito e mestre em Ciências Políticas.

A Anater atua em todos os estados e no Distrito Federal e atende, atualmente, 45 mil unidades familiares de produção agrária inseridas em 11 programas do Governo do Brasil vinculados ao MDA, Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA) e do Ministério de Gestão e Inovação (MGI), além de 4 programas do eixo rural do Novo Acordo do Rio Doce.

Sérgio Rosa assume o cargo de diretor Administrativo e Financeiro da Anater. Rosa já foi diretor do Datasus, vinculado ao Ministério da Saúde, diretor no IRB Brasil RE, Cobra Tecnologia e Serpro.

Texto: Ascom/Anater
Foto: Rodrigo Stuckert/PR.

Por André Borges – FolhaPress

Brasília, 21/102025 – O governo Lula (PT) está em vias de iniciar uma operação de campo em milhares de propriedades de 81 municípios de estados da Amazônia Legal para verificar in loco a situação fundiária e ambiental das terras.

O objetivo é dar início ao enfrentamento do caos fundiário que impera na região, a partir dos municípios que concentram os índices mais alarmantes de desmatamento e queimada nas últimas décadas.

Nas próximas semanas, equipes serão selecionadas e contratadas para, a partir de janeiro de 2026, dar início às visitas que se concentrarão em propriedades pequenas, de até quatro módulos fiscais, critério que se refere a terrenos com tamanho de 20 e 400 hectares, dependendo da região.

O plano prevê três fases de execução, cada uma delas com dois anos de prazo. Na primeira etapa, 48 municípios serão abordados, englobando cerca de 7.312 famílias. Com os outros dois ciclos seguintes, espera-se chegar às 31 mil propriedades.

A iniciativa faz parte do Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima com apoio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). As ações em campo serão realizadas pela Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural).

Loroana Santana, presidente em exercício e diretora técnica da Anater, conta que um primeiro aporte de R$ 150 milhões já foi aprovado, recurso que será bancado pelo Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O programa como um todo é estimado em cerca de R$ 600 milhões.

Rodovia BR-319, que liga Boa Vista (RO) a Manaus (AM), é uma das regiões mais vulneráveis para ocupações e desmatamento irregulares

A Anater é uma instituição vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e atua como braço operacional, na execução de políticas públicas para a agricultura familiar. O projeto, segundo Loroana, prevê que a agência contrate instituições locais de assistência técnica, para tocar as visitas e alimentar um banco de dados com as informações captadas em campo.

As visitas servirão para confirmar as informações sobre esses locais. Um dos objetivos é checar o que consta no CAR (Cadastro Ambiental Rural), criado para mapear e monitorar o uso do solo nas propriedades rurais, mas que hoje é alvo de milhares de fraudes —ele é autodeclaratório.

Serão cruzados também dados com o Sigef (Sistema de Gestão Fundiária) e o Cnir (Cadastro Nacional de Imóveis Rurais), para identificar quais são as ocupações legítimas, as sobreposições e as inconsistências dos dados.

Tronco em área devastada no parque Cristalino 2, em Mato Grosso, em 2022. Divulgação/ICV (Instituto Centro de Vida)/Victor Ostetti

O objetivo, diz Loroana, é corrigir falhas históricas nos cadastros rurais e trazer segurança jurídica às famílias que vivem há décadas em áreas sem titulação definitiva.

“Mais do que titular terras, queremos promover uma mudança de modelo produtivo na região. Todas as ações têm foco agroecológico, para substituir a agricultura predatória por uma de base agroflorestal”, afirma.

Além dos recursos do Fundo Amazônia, financiado com recursos de outros países, há previsão de aportes complementares vindos do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e do programa Floresta+ Amazônia, que somados chegam a cerca de R$ 75 milhões.

Um mapeamento feito pelo governo mostra que os municípios selecionados responderam por 78% do desmatamento em 2022. Estados como Pará, Rondônia e Amazonas concentram os maiores índices, especialmente em municípios como Marabá, Novo Repartimento e São Félix do Xingu.

Dados levantados pelo governo indicam que há 23 mil registros de imóveis rurais localizados em áreas que pertencem à União ou aos estados, mas que ainda não têm destinação definida. Ou seja, elas não foram oficialmente transformadas em assentamentos, unidades de conservação, terras indígenas, reservas extrativistas ou áreas privadas regularizadas.

Na prática, são ocupações privadas dentro de áreas públicas, muitas vezes feitas de boa-fé por agricultores antigos, mas também usadas por grileiros que registram terras como se fossem suas.

O governo identificou, ainda, 33,5 mil propriedades rurais com registro de ocorrências de desmatamento de 2017 a 2023.

A Amazônia Legal é uma área criada por lei, para fins de planejamento e desenvolvimento regional. A região reúne nove estados brasileiros que possuem parte de seu território coberto pelo bioma amazônico: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, somando cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados, ou quase 60% do território nacional.

Como mostrou a Folha, a Receita Federal e o Incra firmaram um acordo de cooperação técnica para transformar a forma como é feita a cobrança e a fiscalização do ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural). A proposta cria um sistema de integração de dados e fiscalização que pretende simplificar e facilitar a vida do contribuinte dono de terra no campo.

A ideia é integrar informações de diferentes bases de dados em um único sistema e acabar com a fragmentação atual, que gera inconsistências e dificulta a fiscalização por parte da Receita.

A proposta prevista pretende consolidar essas informações no que tem sido chamado de CIB (Cadastro Imobiliário Brasileiro), que trará um identificador único para os imóveis rurais, uma espécie de “CPF da terra”. Nesta plataforma, todos os cadastros passam a conversar entre si, permitindo que os dados declarados sejam confrontados de forma automática, com valores oficiais.

(Fonte: Folha)

Legendas:

(foto rodovia) Áreas onde ocorreram a maior quantidade de queimadas receberão política de ATER para regularização fundiária e ambiental

(foto presidente Lula) Desmatamento no governo do Presidente Lula já caiu (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

(foto Loroana) – Presidente em exercício e diretora técnica da Anater: foco agroecológico para o desenvolvimento

     Brasília, 09/10/2025 – A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) lançou edital de chamada pública para prestação de serviço de ATER no estado do Rio Grande do Sul. A inscrição das propostas pelas entidades credenciadas na Anater abre dia 25 de outubro e encerra dia 11 de novembro. O Programa de Ater para Regularização Ambiental é uma ação do Governo do Brasil, executada através da Anater, do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O edital está disponível no site https://www.anater.org/editais-2/

     O Programa de Ater para Regularização Ambiental vai beneficiar 2.120 unidades familiares de produção agrícola no estado do Rio Grande do Sul, atingidas pelas enchentes nos anos de 2024 e 2025. O investimento é de R$ 3 milhões e 155 mil do Governo do Brasil, com recursos do MGI.

     A meta é promover a regularização ambiental por meio do Cadastro Ambiental Rural – CAR, e fundiária. O CAR é indispensável para acesso ao crédito rural, como o Pronaf Regularização Fundiária, adesão a programas de apoio produtivo e obtenção de incentivos ambientais, além de ser instrumento essencial para a conservação dos recursos naturais e o cumprimento da legislação ambiental.

     Território – O programa será desenvolvido em 5 lotes distintos: Central; Vale do Caí, Campos de Cima, da Serra, RGI Bento Gonçalves e Região Metropolitana de Porto Alegre; Centro Sul e Zona Sul; Pampa; e Missões.

     Abrangência – Serão priorizadas aquelas Unidades Familiares de Produção Agrícola (UFPA) fortemente atingidas pelos eventos extremos, que tiveram perdas superiores a 60% e necessitam de retificação do CAR e regularização fundiária. Em seguida, vêm as UFPAs que tenham registrado perdas de até 60%; as que tiveram perdas superiores a 60% necessitando retificação de CAR e acesso à crédito para retomada produtiva ou redefinição de sistemas produtivos; e as com essas necessidades, mas perdas até 60%.

     Objetivos – O edital da Anater elenca os impactos ambiental, econômico e social do programa: “Do ponto de vista ambiental, promove a conservação do solo, da água e da vegetação nativa, garantindo a recomposição dos biomas locais e a redução de passivos ambientais. Na esfera econômica, cria condições para que as famílias tenham acesso ao crédito e a programas de incentivo, possibilitando investimentos em tecnologias adequadas e sustentáveis. No campo social, fortalece a agricultura familiar, amplia a segurança jurídica e produtiva das propriedades e contribui para a recuperação da renda e a melhoria das condições de vida das comunidades rurais atingidas”.

     O documento considera importante esta política pública diante da situação climática extrema que afetou o Rio Grande do Sul. “A necessidade dessa ação se intensifica diante da catástrofe climática (…) que afetou severamente milhares de famílias agricultoras, ocasionando perdas superiores a 60% da produção agropecuária em diversos municípios”, bem como o apoio do poder público para a retomada das economias familiares locais: “A reconstrução das unidades produtivas demanda, além do apoio emergencial, a regularização ambiental e fundiária das propriedades, condição indispensável para retomar a capacidade produtiva, assegurar a preservação dos biomas e fortalecer a resiliência frente a futuros eventos climáticos extremos.”

     Ater Pública – Em outro ponto, promove a importância da ATER Pública para a reorganização das propriedades rurais, já que “desempenha papel fundamental nesse processo, atuando como mediadora entre os agricultores familiares e os órgãos competentes. Os(as) técnicos(as) de Ater orientam sobre os procedimentos do CAR, realizam diagnósticos, organizam a documentação necessária, apoiam o georreferenciamento e elaboram projetos técnicos que viabilizam o acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Regularização Fundiária. Dessa forma, a Ater não apenas garante a adequação ambiental, mas também promove inclusão produtiva e segurança jurídica.”


Sizan Luis Esberci
Assessor de Comunicação – Anater/MDA

Presidente anunciou a construção de 104 novos serviços do SUS em 48 municípios conectados ao Novo Acordo do Rio Doce. Foram empossados os integrantes do colegiado que vai fiscalizar ações de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem

“Cuidar para que o dinheiro do povo seja administrado pelo próprio povo e que pescadores, trabalhadores rurais, indígenas, quilombolas, todas as pessoas possam dizer como querem, para que a gente possa reconquistar neste país a credibilidade que a sociedade brasileira tem perdido junto aos políticos brasileiros.”

» Integrantes do Conselho de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba






Em cerimônia realizada em Manaus (AM), foi assinado o contrato entre o BNDES e a Anater, que dará início ao principal projeto do Programa União com Municípios, com investimento de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia, em cooperação com o MMA, o MDA e o Incra.

A iniciativa beneficiará 48 municípios prioritários da Amazônia Legal, em seis estados: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima, atendendo 7.300 famílias agricultoras já neste primeiro ciclo.

Com este projeto, milhares de agricultores familiares terão seus imóveis regularizados do ponto de vista fundiário e ambiental, além de acesso à assistência técnica e extensão rural, crédito, melhorias produtivas e ações de prevenção, controle e redução do desmatamento e da degradação florestal.

Também foi firmado contrato entre o BNDES e o Memorial Chico Mendes, para execução do projeto Sanear Amazônia, que implantará tecnologias sociais de acesso à água de qualidade em comunidades tradicionais. Além disso, foram lançados três novos editais do programa Restaura Amazônia, voltados para Unidades de Conservação no Arco do Desmatamento.

O evento reuniu autoridades e parceiros estratégicos, como MMA, MDA, Incra, PNUD, Funbio, Semas/PA, IPAAM, além de prefeitos e parlamentares da região.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também esteve presente, reforçando o compromisso do Governo do Brasil com a preservação da Amazônia, a agricultura familiar e o fortalecimento das comunidades locais.

Esta é mais uma oportunidade de transformar a vida de milhares de famílias, impulsionar a produção sustentável e contribuir de forma concreta para a redução do desmatamento e a proteção do maior patrimônio natural do mundo: a Amazônia.

Programa do MDA executado pela Anater se estenderá por 2 anos

Brasília, 28/08/2025 – A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) lançou nesta quinta, 28, mais um edital para prestação de serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) na Amazônia.

Sociobiodiversidade – O programa de ATER Sociobiodiversidade, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), vai alcançar 1.000 famílias vinculadas a organizações coletivas do território Médio Solimões no estado do Amazonas.

Os dois lotes contemplam os territórios da Floresta Nacional (FLONA) Tefé, onde serão atendidas 359 famílias, e da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, com 641 famílias, nos municípios de Alvarães, Carauari, Juruá e Tefé, e Fonte Boa, Japurá, Maraã, Tonantins e Uarini, respectivamente.

O investimento do Governo Federal neste Programa é de R$ 7,8 milhões e a execução acontecerá durante 2 anos. Obrigatoriamente, as mulheres devem ser no mínimo 50% das beneficiárias e os jovens, 20%.

O Governo Federal executa através da Anater, MDA, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e entidades parceiras outros, programas de assistência técnica e extensão rural na Amazônia: ATER Florestas Produtivas, ATER  Bolsa Verde, ATER Indígena Oiapoque e o ATER Mulheres Rurais.

Edital – A chamada pública 002/2025 vai selecionar entidades de ATER privadas, com e sem fins lucrativos, credenciadas na Anater, para prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural às famílias de agricultores extrativistas vinculadas a organizações coletivas.

A inscrição das propostas através do Sistema de Gestão de ATER (SGA), no site da Anater, para concorrer aos 2 lotes, abre no primeiro minuto do dia 15 de setembro e encerra às 23h59min do dia 27 de setembro. Cada entidade credenciada pode apresentar uma proposta diferente para cada lote. O calendário completo, as regras da chamada e objetivos do programa estão no Edital, no site www.anater.org

Objetivos – Com o serviço de ATER deste edital, o Governo Federal pretende fortalecer a qualificação dos sistemas produtivos da sociobiodiversidade e criar condições para a consolidação de uma sociobioeconomia inclusiva na Amazônia Legal.

Os programas de Ater da Anater/MDA estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU), que visa promover o desenvolvimento sustentável em suas três dimensões: social, econômica e ambiental. Também integram as ações do Governo brasileiro que serão apresentadas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorre em Belém (PA), no mês de novembro.

Lotes – Na Flona de Tefé, as comunidades têm na agricultura, na pesca artesanal e no extrativismo de produtos como castanha, açaí, andiroba, copaíba, mel de abelhas, além do Turismo de Base Comunitária, suas principais fontes de renda — este impulsionado pela juventude.

Já na RDS Mamirauá, destacam-se iniciativas de pesquisa científica, monitoramento ambiental — incluindo estudos sobre emissão de gases de efeito estufa em áreas de várzea —, ecoturismo e práticas de uso sustentável dos recursos naturais.

Sizan Luis Esberci
Ascom/Anater/MDA
ascom@anater.org

Brasília, 18/07/2025 – A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) está promovendo durante toda esta semana, no Oiapoque, norte do estado do Amapá, o Curso para capacitação de Agentes Ambientais Indígenas (Agamins) e extensionistas do Instituto de Extensão Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) que atuarão no Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Socioambiental para Famílias de Povos Indígenas do Oiapoque/AP (ATER Indígena do Oiapoque).
O primeiro programa de ATER específico para povos indígenas vai alcançar 400 famílias, em 65 aldeias nas Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã, dos povos Karipuna, Galibi Marworno, Palikur Arukwayene e Galibi Kali’na, em 5 regiões do município de Oiapoque (AP).
Investimento – O contrato chamado de Instrumento Específico de Parceria (IEP) assinado pela Anater com o Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (RURAP), entidade pública do Governo do Estado, prevê o investimento de R$ 4,7 milhões, dos quais R$ 3,8 milhões são do Governo Federal, destinados por meio de emenda parlamentar (R$ 1 milhão), da Secretaria de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais (SETEQ/MDA) (R$ 1 milhão), e do Programa Fomento Rural, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) (R$ 1,8 milhão). Outros R$ 900 mil são do Governo do Estado do Amapá. Pelo Fomento, cada família poderá receber R$ 4,6 mil não reembolsáveis para desenvolverem seus projetos produtivos.
Objetivos – O curso tem foco na construção participativa de projetos produtivos, como alternativas à produção de mandioca, severamente impactada pela praga vassoura-de-bruxa, além de outras variedades do tubérculo. Entre as possibilidades discutidas estão o cultivo de banana, melancia, o incentivo à comercialização e ao empreendedorismo com o artesanato indígena. 
Inclusivo – O diretor administrativo da Anater, Camilo Capiberibe, articulou a implantação do Programa de ATER Indígena do Oiapoque pelo Governo Federal, a pedido do Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO). Do Oiapoque, onde participou de vários momentos da capacitação, considera a iniciativa um exemplo de política pública inclusiva, compromisso do Governo Federal para a proteção dos povos originários, a produção de alimentos saudáveis e a segurança alimentar. “É um curso que prepara os agentes locais para atuar com as famílias indígenas, respeitando seus modos de vida e criando alternativas viáveis frente a crise na produção da mandioca. Estamos construindo soluções com os próprios protagonistas”, disse o diretor.
“Essa formação representa um marco para o fortalecimento das comunidades indígenas, pois alia conhecimento técnico com valorização cultural e fomento direto à produção sustentável. A união entre os Agamins e nossos técnicos é fundamental para garantir resultados concretos”, afirmou o diretor-presidente do Rurap, Kelson Vaz.
Caminhos – O Agamin Vanderson Iaparra participa do curso, representando sua comunidade e ressaltou a relevância da capacitação e está otimista com o Programa. “É importante aprender essas técnicas para ajudar nossa comunidade a encontrar novos caminhos. A mandioca é a base da nossa alimentação e cultura, mas precisamos de novas opções para continuar vivendo bem em nossas terras”, declarou o indígena.
A analista técnica da Anater, Maria da Graça, instrutora do curso, enfatizou o caráter participativo da metodologia. “Trabalhamos com base no diálogo e na escuta ativa das comunidades, respeitando seus saberes e propondo soluções que possam ser aplicadas de forma concreta. O protagonismo dos Agamins é essencial nesse processo”, reforçou.
Capacitação – Nesta semana, além do curso no Amapá, para o Programa ATER Indígena do Oiapoque, a Anater realizou cursos presenciais em outros 3 estados (MA, RN e AL), para o Programa ATER Bem Viver Semiárido, que alcançará 5,5 mil famílias de agricultoras e agricultores, capacitando, ao todo, mais de 80 extensionistas de entidades parceiras.

Texto: Cristiane Mareco/Rurap/GEA e Sizan Luis Esberci/Ascom/Anater
Fotos: Cristiane Mareco/Rurap/GEA

Brasília, 25/06/2025 – Está iniciando pelo estado do Amapá o Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural aos Povos Indígenas do Governo Federal, por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). No primeiro programa de ATER específico para povos indígenas, serão beneficiadas cerca de 400 famílias, em 65 aldeias, nas Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã, dos povos Karipuna, Galibi Marworno, Palikur Arukwayene e Galibi Kali’na, localizadas no município de Oiapoque (AP), extremo norte do Brasil.

O Instrumento Específico de Parceria (IEP), assinado pela Anater com o Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (RURAP), entidade pública do Governo do Estado e parceira no Amapá, prevê o investimento de R$ 4,7 milhões, dos quais R$ 3,8 milhões são do Governo Federal, destinados por meio de emenda parlamentar (R$ 1 milhão), da Secretaria de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais (SETEQ/MDA) (R$ 1 milhão), e do Programa Fomento Rural, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) (R$ 1,8 milhão). Os R$ 900 mil restantes são do Governo do Estado do Amapá.

Cacique Gilmar, representante das comunidades indígenas, na assinatura do IEP (Foto Max Renê/Governo do Amapá)

O Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Socioambiental para Famílias de Povos Indígenas do Oiapoque/AP (ATER Indígenas do Oiapoque) resulta de um pedido do Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO) à Anater, como medida para combater a chamada “praga da mandioca” ou “vassoura de bruxa”, causada pelo Rhizoctonia theobromae. O fungo foi identificado posteriormente pelas equipes da Embrapa Amapá e da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), já como ação resultante da articulação junto ao Governo Federal.
O cacique Gilmar Nunes André, agente ambiental e agente de ATER indígena, vai integrar a equipe contratada para o Programa. Ele conta como foi quando surgiu a praga da mandioca: “A gente ficou apavorado. Ninguém sabia o que era. As mandiocas começaram a morrer dentro das nossas roças. A mandioca, a farinha, era uma renda nossa”, recorda ele, antes de dizer que está havendo um esforço muito grande para recuperar a produção. Hoje, a comunidade busca renda de outras formas, como na venda de açaí e de artesanato, para comprar alimentos. As famílias também recebem cestas básicas do Governo Federal. Ele diz estar feliz com a assinatura do contrato para iniciar o serviço de ATER do Governo Federal, por meio da Anater e do RURAP.

Coordenador do CCPIO, o cacique Edimilson dos Santos Oliveira afirma que a praga nas lavouras de mandioca precarizou a alimentação e a renda das comunidades. Mas está confiante com a implantação do ATER Indígena em ação conjunta dos Governos Federal e Estadual. “A gente agradece porque é uma política muito importante para a segurança alimentar. A gente fica feliz por isso. Só tem a ganhar, porque vai ajudar na questão do plantio; orientação técnica para ampliar e melhorar o plantio e a segurança alimentar.”

Fungo causou a perda das lavouras de mandioca, afetou a produção de farinha e a segurança alimentar (Foto: Divulgação/Embrapa)

Fruto de uma construção participativa entre órgãos do Governo Federal e os povos indígenas, o Programa foi ampliado para promover a soberania alimentar, fortalecer a autonomia produtiva das comunidades e contribuir para a construção de um território mais justo, inclusivo e sustentável. Atua com eixos de assistência técnica, fomento rural e presença de técnicos indígenas, garantindo o acesso a tecnologias e serviços, além do respeito e valorização dos saberes tradicionais.
O ATER Indígenas do Oiapoque é um modelo pioneiro para outros Programas de Assistência Técnica e Extensão Rural aos povos indígenas brasileiros.

Comunidades indígenas já participam de outros programas de Assistência Técnica e Extensão Rural do Governo Federal: 328 famílias das etnias Saterê-Mawé, Tupinambá, Guarani, Kaiowá, Terena e Kaingang são atendidas nos estados do Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Sizan Luis Esberci
Ascom/Anater/MDA