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As mudanças garantem autonomia ao agricultor familiar, desburocratizando e ampliando o acesso ao crédito

Foi publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), a Portaria nº 123, que aprova o Manual de Operações do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). A medida constitui a etapa final do processo de reformulação da política pública para desburocratizar e ampliar o acesso dos agricultores familiares ao crédito fundiário. O novo formato recebeu o nome de “Terra Brasil – PNCF”.

O documento estabelece diretrizes e procedimentos operacionais para orientar e servir como referência para Unidades Técnicas Estaduais (UTEs), Unidades Gestoras Estaduais, Agentes Financeiros, entidades públicas e privadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), prefeituras municipais e aos demais parceiros na implementação e execução do Terra Brasil – PNCF. 

Também como parte do processo de reformulação do programa, o Mapa publicou a Portaria nº 122, que aprova o novo Regulamento Operativo do Fundo de Terras e da Reforma Agrária e do Subprograma de Combate à Pobreza Rural, após alterações necessárias no normativo. 

“As publicações marcam o início de uma nova fase do programa de crédito fundiário. Após o processo de reformulação, que iniciamos em 2019, o programa terá o seu alcance ampliado para atender efetivamente aqueles que precisam acessar a compra da terra, concedendo financiamento com mais agilidade”, ressalta o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke. 

Entre as principais novidades implementadas por meio das duas portarias está a ampliação da faixa etária dos beneficiários. Diante da demanda recorrente dos candidatos e do aumento da expectativa de vida do brasileiro, anunciado pelo IBGE, foi ampliada de 65 para 70 anos a idade máxima para acessar o programa. 

A reformulação realizada pelo Mapa garante, ainda, uma maior autonomia ao produtor familiar, que passa a poder comprovar o seu trabalho na atividade rural por meio de uma autodeclaração de elegibilidade, acompanhada de documentação probatória de experiência, renda e patrimônio. 

A partir de agora, o agricultor interessado em financiar um imóvel rural pelo Terra Brasil – PNCF também poderá procurar a prefeitura municipal, além das empresas públicas ou privadas de Ater, para dar início aos procedimentos de solicitação do crédito. Isso porque, com o novo Regulamento Operativo, as prefeituras municipais passaram a poder prestar os serviços de Ater, no âmbito do programa, mediante a formalização de acordo de cooperação com a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa. 

“Estamos ampliando a participação dos governos municipais, possibilitando que estes elaborem os projetos técnicos de forma gratuita, reduzindo o valor do financiamento. É uma importante iniciativa, pois entendemos que as prefeituras conhecem a realidade local e estão em contato direto com o agricultor familiar que precisa do financiamento”, destaca Schwanke. 

>> Clique aqui para saber como cadastrar uma prefeitura no Terra Brasil – PNCF

 Para acessar o programa, não será mais necessária a apresentação da “Proposta de Financiamento”. O novo regulamento exige um “Projeto Técnico de Financiamento”, elaborado por uma instituição de Ater ou prefeitura municipal em conjunto com o agricultor, contendo a capacidade de pagamento do financiamento, demonstrando a viabilidade técnica, econômica, ambiental e social das atividades rurais a serem exploradas e comprovando a necessidade dos investimentos básicos e produtivos. 

A alteração visa a redução das etapas de análise da proposta e a realização da gestão de riscos agropecuários e climáticos, com a melhoria do planejamento das atividades do produtor e a viabilidade produtiva da propriedade rural. 

Após uma readequação na redação do regulamento, o Ministério da Agricultura passa a permitir a elaboração do “Projeto Técnico de Financiamento” por profissionais registrados no Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA) por meio do Termo de Responsabilidade Técnica (TRT). 

As medidas também ampliaram o acesso das empresas de Ater ao programa, que, agora, podem estar cadastradas na Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), no Sistema Informatizado de Ater (Siarter) ou nos bancos que operam o crédito fundiário. 

A avaliação do imóvel objeto do financiamento, antes realizada pelas UTEs, passa a ser feita pelas instituições responsáveis pela elaboração do Projeto Técnico. As UTEs realizarão a vistoria para validação do imóvel somente quando necessário. 

Para reduzir o fluxo de tramitação das propostas de financiamento e tornar o processo mais eficaz, no âmbito do Terra Brasil – PNCF, as diversas etapas de controle social foram transformadas na “Etapa Única de Controle Social no Município”, por meio do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRs). 

A mudança permite a simplificação do fluxo, que possuía um total de 14 etapas e passa a contar com menos de seis etapas. A otimização do processo deverá resultar na redução expressiva do prazo médio de contratação das operações, dos atuais dois anos para, aproximadamente, seis meses.

Recursos

O novo Regulamento Operativo do Terra Brasil -PNCF amplia o valor destinado à Ater, que antes era de R$ 7.500 e passa a ser de até R$ 10 mil. Desses, até R$ 2.500 podem ser destinados ao pagamento dos custos de apoio à elaboração do Projeto Técnico de Financiamento. 

Outra novidade está relacionada ao valor para investimentos básicos e produtivos, que, no âmbito do Fundo de Terras, se encontrava restrito a R$ 27.500. No novo regulamento, houve o aumento desse teto, que, agora, pode chegar, por beneficiário, a 50% do valor total do financiamento. A medida visa permitir maior flexibilidade no planejamento das atividades e dos investimentos necessários para viabilizar o imóvel rural a ser adquirido com o crédito.

Digital

O Manual de Operações do Terra Brasil – PNCF implementa oficialmente o serviço digital Cadastrar Entidades e Técnicos (CET). Plataforma destinada ao cadastro e certificação de instituições públicas e privadas, incluindo prefeituras municipais, que tenham interesse em integrar a Rede de Assistência do programa, para prestação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), incluindo a elaboração de Projetos Técnicos de Financiamento. 

Outro serviço digital apresentado no documento publicado pelo Mapa é o Obter Crédito Terra Brasil. Voltada para as instituições parceiras do programa, a plataforma possibilita o envio do Projeto Técnico de Financiamento e toda documentação do candidato a beneficiário, do vendedor e do imóvel rural, de forma totalmente digital, dispensando a necessidade de entrega de documentação física ao governo federal. 

Além de digitalizar processos, as novas portarias também apresentam informações adicionais sobre regime jurídico do imóvel financiado, maior detalhamento das competências das instituições públicas e privadas de Ater e a previsão de sanções pela não observância dos normativos, de informações falsas e danos ao Fundo de Terras e da Reforma Agrária.

O processo de reformulação do  Terra Brasil-PNCF contou, ainda, com a inclusão da possibilidade de interposição de recurso, junto à Comissão Recursal (CORE), pelos candidatos que tiverem a elegibilidade negada; o aprimoramento do dispositivo sobre casos de falecimentos do beneficiário no curso do financiamento; o detalhamento dos temas referentes ao monitoramento, supervisão e fiscalização dos projetos; e a regulamentação da vistoria dos imóveis e de casos de dissolução da sociedade conjugal ou união estável.

Política Pública

O Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário é uma política pública federal que oferece condições para que os agricultores familiares sem acesso à terra ou com pouca terra possam comprar imóvel rural por meio de um financiamento. Além da terra, os recursos financiados podem ser utilizados na estruturação da propriedade e do projeto produtivo, na contratação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e no que mais for necessário para que o agricultor desenvolva as suas atividades de forma independente e autônoma.

O PNCF compõe o escopo de serviços da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e seu novo formato já está sendo trabalhado.

Anater debate plano de trabalho sobre o Terra Brasil com a Emater-RS

No mês de fevereiro, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS), debateram a reformulação do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) – Terra Brasil. O encontro, por videoconferência, teve o objetivo de alinhamento para a assinatura do Instrumento Específico de Parceria (IEP) que viabilizará Ater no âmbito do PNCF.

O presidente da Anater, Ademar Silva Júnior, explicou que o empenho não será somente na fase de alcançar os beneficiários, mas também de garantir acesso a outras políticas públicas. “Não vamos só ajudar a adquirir a área, vamos trabalhar a estrutura com assistência periodicamente. Devemos saber a aptidão da região para determinadas atividades e depois, continuaremos com a Ater para que se consolide a agricultura familiar”. Ele também destacou a parceria com a Emater-RS para tornar realidade o plano que deve ser modelo para o País.

A reformulação do PNCF beneficiará cerca de 400 famílias no estado gaúcho. Os recursos direcionados serão utilizados para o pagamento de horas técnicas dos extensionistas rurais envolvidos na execução das atividades de Ater e para as despesas que forem necessárias. Saiba mais sobre o assunto.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

“A piscicultura é um monstro adormecido”, afirma o zootecnista Miguel Stahl, prestador de serviço do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS). A afirmação se refere tanto ao potencial de crescimento do consumo de peixe no Rio Grande do Sul, quanto da produção de pescados, que ainda tem muito campo – ou água – para se expandir.

Em cada uma das milhares de pequenas propriedades do Estado, é preciso haver açude ou tanque, seja para dar água aos animais ou para irrigação. Esses mesmos espaços, se em condições adequadas, podem ser criadouros de peixes – tanto para subsistência quanto para renda complementar. Em ambos os casos, porém, o produtor precisará de orientação técnica, e poderá obtê-la junto ao Senar-RS.

A instituição oferece dois cursos específicos no campo da piscicultura – Criação de Peixes de Água Doce e Processamento de Peixes – que oferecem subsídios que vão desde a montagem e manutenção de tanques até cortes e conservação dos peixes para o consumo. 

“Os cursos são voltados para produtores que tenham interesse na área. O de Criação tem duração de 20 horas, e é dividido em três dias. A gente começa bem básico e vai avançando dentro de uma sequência lógica. Começa com construções, depois vamos para a qualidade de água, que deve ser bem controlada, já que os peixes vivem em ambiente artificial. Depois, falamos de densidade de povoamento, alimentação e vamos até a parte comercial”, explica Stahl.

Já o curso de Processamento de Peixes, que tem 16 horas de duração, tem como ponto de partida as boas práticas de manuseio dessa proteína, muito sensível a altas temperaturas.

“Em condições inadequadas de armazenamento, o peixe se deteriora rapidamente. No curso ensinamos os produtores a como manter seu frescor durante e após o abate. As próprias técnicas de abate, como a insensibilização, que é mais moderna, estão no curso. Por fim, mostramos técnicas de evisceração, cortes e porcionamento de variados tipos de peixe”, conta.

Aprender para ganhar mercado

Piscicultor há 3 décadas diz que aprendeu bastante com os cursos do Senar nos últimos anos.

Piscicultor e comerciante, Irineu Wünsch, 55 anos, vende tilápias, carpas, traíras e jundiás no estabelecimento que montou em Horizontina. Apesar de ter 30 anos de experiência na criação de peixes, ele diz que aprendeu muito com os cursos do Senar feitos há três anos. Ele afirma que o conhecimento se reverteu em aumento na clientela.

“Eu não sabia fazer a despesca, que é tirar o peixe do açude e colocar em água limpa para ele se limpar durante um dia antes do abate. A gente nunca fazia isso. Só pegava o peixe e carneava, nem deixava sangrar completamente. Quando se faz dessa maneira, o sangue fica coalhado no animal e fica aquele gosto ruim de lodo. Depois que aprendi isso, minha clientela cresceu uns 80%, porque um vai falando para o outro que o seu peixe é bom”, conta Irineu.

Prestador de serviço do Senar-RS, o engenheiro agrônomo Fábio Miguens afirma que ter esse tipo de conhecimento é fundamental para os produtores que quiserem investir na piscicultura comercial. E ele também recomenda aos interessados que busquem conhecimentos em gestão de negócios.

“O custo de produção é alto e o consumo ainda é baixo, infelizmente. O produtor precisa ter conhecimento de quais serão seus custos fixos e variáveis, que benfeitorias serão necessárias, e se tem que mercado, porque aí tem uma carência muito grande. Mas não é impossível. Onde não existe mercado, às vezes, dá para criar”, garante Miguens.

O agrônomo cita como exemplo um ex-aluno, o produtor rural João Luís Cunha da Silva, 52 anos. Na propriedade de seis hectares onde vive, em Santo Antônio da Patrulha, ele planta batata, aipim e milho, tem gado de leite, galinhas e porcos. Tudo isso, basicamente, para subsistência. O sustento mesmo vem dos 30 açudes nos quais há 23 anos ele cria carpas, tilápias, jundiás, entre outros peixes. 

A produção, ele vende em casa mesmo, em uma feira de peixe vivo que ele promove às sextas e sábados e que atrai gente da capital e da região metropolitana. Alevinos também estão à venda na banca caseira. Com a pandemia, a clientela diminuiu. Mas João Luís conta que, antes, havia fila de carros na porta. O chamariz para tanta gente era uma placa à beira da estrada em direção às praias e o conhecimento repassado ao freguês.

“Aprendi com o Senar a criar e processar os peixes. Eu ensino aos meus clientes como fazer. Ainda mais para quem compra alevinos. Tem gente que acha que é só largar o peixe no açude que ele se cria. Mas tem de ter cuidado até com os açudes para ter um peixe bom”, ensina o piscicultor.

Casal triplica produção de peixe com assistência técnica 

A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) têm feito a diferença na vida de produtores de todo o país. Com as orientações necessárias, muitos aprimoraram a gestão da propriedade e ganharam escala e transformaram suas atividades em negócios rentáveis.

Foi o que aconteceu com os piscicultores Carlos César dos Santos e Isabel Melo. O sítio usado para lazer nos finais de semana, no município de Santa Inês, no Maranhão, tornou-se uma fonte de renda para o casal com a produção de peixes, graças aos trabalhos prestados pelo Senar.

Desde 2019, eles são atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial gratuita do Senar/MA. Desde então, a produção de peixes em viveiros saltou de cinco toneladas naquele ano para 15 toneladas na safra 2021, que está sendo comercializada na Semana Santa.

O piscicultor Carlos César planeja aumentar a produção para 20 toneladas de peixe por safra
O piscicultor Carlos César planeja aumentar a produção para 20 toneladas de peixe por safra

“A propriedade mudou da água para o vinho a partir do acompanhamento do Senar. A cada safra a produção aumenta e o retorno disso está sendo muito positivo. Já fazemos planos para alcançar o total de 20 toneladas por ano”, destaca o piscicultor, que destaca o apoio da esposa no cuidado da gestão e de comercialização.

O sítio, que era utilizado apenas ao lazer, se transformou em fonte de renda
O sítio, que era utilizado apenas ao lazer, se transformou em fonte de renda

A área total do sítio é de 10 hectares, dos quais cinco são dedicados ao cultivo dos peixes tabatinga e curimatá. Mensalmente, o técnico do Senar e engenheiro de pesca, Marcos Pedro de Lima, realiza o atendimento na propriedade.

No início, o foco estava na organização do manejo e nas anotações econômicas. “Após o diagnóstico produtivo individualizado, identificamos a necessidade do monitoramento da água, construção de um berçário para os alevinos, separação dos peixes por tamanho e peso para o melhor controle no manejo da ração de acordo com cada fase”, destaca o técnico do Senar.

A piscicultora Isabel e o técnico do Senar, Marcos Pedro (antes da pandemia)
A piscicultora Isabel e o técnico do Senar, Marcos Pedro (antes da pandemia)

Com todos os ajustes realizados, acrescenta o técnico, eles conseguiram realizar um planejamento que resultou em ótima safra para este ano. “O valor médio do quilo na Semana Santa foi comercializado a R$ 10, o que consideramos muito bom apesar da pandemia”, finalizou.

O Senar disponibiliza acompanhamento técnico e gerencial para mais de 20 cadeias produtivas do agronegócio, incluindo a aquicultura. Em todo o país, são 3.692 propriedades rurais de piscicultura, 326 da área de produção de camarão (carcinicultura) e 76 dedicadas à produção de moluscos (maricultura).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produziu mais de 529 mil toneladas de peixes de cultivo, em 2019, com destaque para Paraná, São Paulo e Rondônia.

O país tem potencial para expandir a produção de pescado e ampliar o consumo do produto. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que cada brasileiro consome em média 10 quilos dessa proteína por ano. A ATeG do Senar pode auxiliar a alavancar a produção, como é o exemplo do casal de Santa Inês.

Capacitação – O Senar oferece cursos de formação profissional rural nessa área. Além disso, disponibiliza cursos a distância e online com foco no manejo na produção e os sistemas de produção de peixes e seus aspectos essenciais. Para conhecer, acesse http://ead.senar.org.br/

 A videoteca do Senar ainda disponibiliza vídeos sobre aquicultura, que mostram como realizar a biometria e classificação, além do povoamento na piscicultura. Clique aqui https://www.cnabrasil.org.br/senar/colecao-senar/videos

Piscicultores da Barragem Acauã (PB) comercializam 4t de peixe nesta semana

Piscicultores da Barragem Acauã (PB) comercializam 4t de peixe nesta semana

A Associação dos Piscicultores da Barragem Acauã, em Itabuba, vai comercializar pelo menos 4 toneladas de peixe fresco durante a Semana Santa. A informação é do presidente da entidade, Luiz Pedro, que demonstrou otimismo com a previsão de vendas, apesar do momento difícil da pandemia.

O dirigente da Associação também ressaltou que o grupo de pescadores iniciou a produção de mais 6 toneladas de peixes em tanques, para comercializar através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Governo do Estado, a fim de atender à demanda de consumo no próprio município, a partir do mês de maio.

Assistidos pela extensão rural da Empresa Estadual de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), vinculada à Sedap, na produção do pescado produzido pela Associação e outros pescadores que usam as águas da Barragem Acauã, os criadores devem comercializar cerca de 20 toneladas de peixe, nos próximos meses.

Na região, o peixe tem preço médio de R$ 6,00 e R$ 8,00 o quilo, o que gera boa expectativa para dezenas de pescadores residentes nas comunidades Melancia, Tabocas e Cajá e outros que trabalham utilizando as águas da barragem. O técnico Geogles Dantas é quem presta assistência aos piscicultores, com o acompanhamento do gerente regional da Empaer em Itabaiana, Paulo Emilio de Sousa.

Fonte: Informações do CNA/Senar e Empaer/PB

Atividade representa 4% do Valor Bruto de Produção. Com tecnologia e assistência técnica, expectativa é chegar a 5%

A Emater-DF está trabalhando para ampliar a participação da fruticultura no Valor Bruto de Produção (VBP) do Distrito Federal. O VBP retrata a produção agropecuária no ano e estima o faturamento bruto dentro das atividades produtivas, na propriedade (produção x preços médios pagos aos produtores). Atualmente, a fruticultura representa 4% do VBP agrícola do DF. A expectativa é que a produção possa alcançar até 5%.

Atualmente, a produtividade média de frutas no Distrito Federal é de 24 toneladas por hectare. São 1,3 mil hectares de área plantada. A produção em 2020 foi de 32 mil toneladas. A maior cultura é a da goiaba, mas também há cultivos significativos de maracujá, laranja e limão. “Com tecnologia e assistência técnica de qualidade que já oferecemos, é viável aumentar o leque”, acrescenta o coordenador de Operações da Emater-DF, Pedro Ivo Braga.

“Temos uma alta demanda por frutas. É possível estruturar melhor a cadeia e oferecer produtos de qualidade à população”Loiselene Trindade, diretora-executiva da Emater

Para a diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade, mesmo diante das incertezas provocadas pela crise sanitária, o setor tem grande potencial de crescimento. “Temos uma alta demanda por frutas. É possível estruturar melhor a cadeia e oferecer produtos de qualidade à população”, analisa.

Integrantes da direção da empresa têm se reunido, de forma virtual, para traçar estratégias de aquecimento da produção de frutas na capital do país. A última reunião foi na quinta-feira (18) passada. Participaram do encontro a diretora-executiva, Loiselene Trindade; a gerente de Desenvolvimento Agropecuário, Adriana Nascimento; o coordenador do Programa de Fruticultura, Felipe Camargo; e o coordenador de Operações, Pedro Ivo Braga.

Emater-DF

A Emater-DF é uma empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do Distrito Federal e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

Fonte: Agência Brasília

Na primeira reunião do ano da Comissão Nacional de Empreendedores Familiares Rurais, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu a implantação do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) que irá substituir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). O evento foi realizado na última quarta-feira (24).

O CAF foi instituído pelo Decreto nº 9.064, de 31 de maio de 2017, que regulamenta a Lei da Agricultura Familiar. O Cadastro substituirá a DAP e irá aprimorar e aperfeiçoar os mecanismos de identificação do público da agricultura familiar, a qualificação das Unidades de Produção Agrária (UFPA) e os empreendimentos familiares rurais para ampliação do acesso às políticas públicas de incentivo à produção e geração de renda. 

A coordenadora de Cadastro da Agricultura Familiar da Secretaria da Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvia Cristina Castanheira, fez uma apresentação sobre o assunto.

Segundo Silvia, o ministério criou um plano de ação do CAF com eixos estratégicos (regulamentação, automatização, estruturação, capacitação, orientação e comunicação, promoção e divulgação, monitoramento e fiscalização).

“Nossa expectativa é, além da segurança no processo e da melhoria na gestão, que o CAF possa ofertar para a sociedade os serviços da agricultura familiar e, aos agricultores, o acesso a políticas públicas”, afirmou.

O Mapa prevê a capacitação de mais de 16 mil pessoas que compõem a rede emissora durante a transição, que deverá durar aproximadamente dois anos, segundo explicou Silvia. “O agricultor não precisa sair correndo para fazer essa mudança se tiver uma DAP válida”.

Ela ressaltou que as principais diferenças entre o CAF e a DAP são a identificação de todas as pessoas da unidade familiar; forma de atuação da rede emissora; exigência de qualificação do agente emissor; definição e graduação de penalidades para todos os envolvidos (emissores e beneficiários) e especificação das vedações. “A partir de abril começaremos a fazer o diálogo com a rede emissora.”

O CAF permitirá ao agricultor familiar ter acesso ao seguro rural, compras públicas, garantia safra, selo, garantia de preços mínimos, habitação, assistência técnica e extensão rural e crédito, além das principais políticas públicas para esses produtores rurais: Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Proagro Mais.

A Comissão também tratou das ações voltadas ao estímulo da comercialização de produtos da agricultura familiar. O coordenador-geral de Acesso a Mercados da SAF/Mapa, Mateus Rocha, apresentou o Mais Brasil Cooperativo, que envolve apoio à internacionalização das cooperativas, acesso dos agricultores aos mercados institucionais por meio do PNAE e do PAA e estratégias de comercialização em mercados privados e plataformas digitais.

Rocha falou ainda do novo Selo Nacional da Agricultura Familiar, que servirá como identificador da origem e das características desses produtos, como também servirá para o fortalecimento das identidades social e produtiva dos vários segmentos da agricultura familiar perante os consumidores e o público em geral. Segundo ele, atualmente mais de sete mil produtos já utilizam o selo nacional.

Para o presidente da Comissão da CNA e da Federação de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, essas ações devem ser multiplicadas com a aproximação da CNA com a Coordenação de Acesso a Mercados do Mapa.

“A CNA tem investido muito para levar os produtos dos pequenos e médios para ao exterior por meio de iniciativas como o projeto de internacionalização, o Agro.BR, que desenvolve ações para viabilizar geração de negócios internacionais para pequenos e médios empresários rurais brasileiros.”

Outro item da pauta foram as propostas da Confederação para o Plano Agrícola e Pecuário 2021/2022. A ideia foi ouvir sugestões das Federações de Agricultura e Pecuária sobre as propostas que serão encaminhadas pela CNA ao Mapa.

“A reunião foi extremamente proveitosa. Ficamos felizes porque nosso segmento não parou e estamos buscando melhores oportunidades para os produtores”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Júlio da Silva Rocha Júnior.

Assessoria de Comunicação CNA

Insatisfeito com a pecuária de corte, o produtor Vanderlan Gonçalves Dias, do município de Almenara, no Vale do Jequitinhonha, decidiu mudar de atividade. Orientado pela Emater-MG, ele investiu em fruticultura irrigada. A mudança foi possível por meio do um projeto piloto desenvolvido pela empresa e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). 

A propriedade de Vanderlan Dias tem 7,5 hectares. No local, ele mantinha um rebanho com seis animais, uma horta e um pequeno pomar com mamão e banana. Tudo desenvolvido de forma bem rústica, sem adoção de tecnologias apropriadas para as atividades. 

Após o produtor ser selecionado para integrar o projeto piloto, os técnicos da Emater-MG elaboraram um novo planejamento de produção para a propriedade. Com isso, a área destinada à fruticultura foi ampliada, com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

O principal foco foi aumentar a produção de banana, que passou a ocupar 2 hectares. As áreas destinadas ao cultivo de mamão e de hortaliças foram mantidas. Com relação à pecuária de corte, a decisão foi finalizar a atividade. “Para conseguir algum retorno com a pecuária, eu teria de gastar muito. Seria complicado”, conta o produtor. 

“A inovação foi a utilização de irrigação de alta tecnologia por micro aspersão automatizada, fertirrigação e uso de mudas clonadas da variedade prata-anã. A adoção das tecnologias mencionadas foram fundamentais para atingir os resultados esperados pelo agricultor”, relata o técnico da Emater-MG, Mílvio Cardoso Laranjeira.

As inovações implementadas proporcionaram melhorias no sistema de produção. Em média, a propriedade produz 25 toneladas de banana por hectare. Tudo vendido no mercado local de Almenara. Além disso, Vanderlan Dias comercializa seus produtos na feira livre da cidade e por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “Está melhor do que a pecuária. O retorno está sendo bom, está dando para pagar as contas. Continuando assim, eu pretendo investir mais na fruticultura”. 

Atualmente, em Almenara, 20 famílias de agricultores familiares participam do projeto piloto. Destaque para o desenvolvimento de projetos de horticultura e fruticultura.

Projeto Piloto

A parceria entre Anater e Emater-MG busca viabilizar projetos produtivos em quatro regiões de Minas Gerais e compartilhar conhecimentos agropecuários. A iniciativa beneficia 100 municípios das regiões Norte, Nordeste, Leste e Central. Pelo acordo, a Emater-MG, vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), e os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) são responsáveis pela seleção e cadastramento dos agricultores. 

Os técnicos prestam assistência técnica coletiva e individual, realizam o diagnóstico das propriedades, além de coordenarem a implantação de unidades de referência (UR). Nessas unidades são desenvolvidos os projetos produtivos elaborados pela Emater-MG, de acordo com as possibilidades e objetivos dos produtores. 

São as mais diversas atividades, que visam a geração de renda e uma produção sustentável. As unidades são implantadas em uma área cedida pelo produtor em sua propriedade. 

MelhorAção

A ação desenvolvida por extensionistas da Emater na propriedade de Vanderlan Dias foi uma das vencedoras regionais do prêmio MelhorInovação 2020. Os autores do projeto são da unidade regional da Emater-MG de Almenara: Milena Oliveira Ângelo e Mílvio Cardoso Laranjeira. 

A iniciativa da Emater-MG tem como objetivo reconhecer e disseminar, interna e externamente, ações e projetos inovadores que tenham obtido resultados relevantes para a empresa ou para os clientes da Emater-MG, tendo ainda como perspectiva a ampliação dos conhecimentos dos colaboradores nas ações de assistência técnica e extensão rural.

Fonte: Ascom Emater-MG

Preocupações com o meio ambiente e dietas balanceadas impulsionam a pesquisa e a inovação

No quinto e último dia da Semana Internacional de Agricultura Tropical – AgriTrop2021, que teve como tema Inovação e o futuro da alimentação mundial: uma rota para a sustentabilidade, especialistas apontaram o consumidor como farol da agricultura do futuro. Marcos Fava Neves, professor da USP e da FGV, falou sobre o macroambiente que influencia as cadeias produtivas do agro atualmente: político, econômico, social e tecnológico na palestra de abertura da última sessão, que foi moderada por Rodrigo Lima, do Agroícone,

Para Fava Neves, a mudança no perfil dos consumidores são duradoras, como exemplo ele citou a preocupação com o desperdício; o fortalecimento da inclusão socioeconômica, especialmente entre os mais jovens; a valorização da alimentação balanceada e saudável; o bem-estar animal; o engajamento coletivo; a confiança na ciência e o apoio à produção local.

Na avaliação do professor, as mudanças que se destacam se referem também nas novas formas de trabalho, com a introdução do home-office, além da economia circular e a gestão de riscos. No que se refere a agricultura, para Fava Neves, a digitalização mudou completamente o cenário “A agricultura de precisão, a partir de instrumentos de monitoramento por satélite, sensoriamento remoto, georreferenciamento e uso de aplicativos e softwares, permite monitorar a produção agrícola em detalhes nas propriedades rurais não mais em hectares, mas, literalmente, em metros quadrados”, pontuou.

Para ele, a procura por empregos relacionadas ao agro é cada vez maior, especialmente entre os jovens. Ele ressaltou, ainda, que há um crescimento acentuado de startups no Brasil, com boa parte deste segmento voltado para o setor.  

Financiamento de redes de inovação

Eugenia Siani, secretária-executiva do Fontagro, explicou o funcionamento deste fundo regional para tecnologia agrícola, que financia plataformas e ecossistemas e conta com a participação de 14 países da América Latina e quatro do Caribe. “Nosso desafio é criar novos conhecimentos com tecnologia e inovação de maneira que possamos ter segurança alimentar e ajudar a reduzir a pobreza”, exolicou. Segundo ela, atualmente há 167 plataformas de inovação. “Para nós, é importante formar sistemas agroalimentares do conhecimento, para sermos mais inclusivos do ponto de vista ambiental e da sociedade”.

De acordo com Eugenia, a instituição foca em três estratégias principais: dentro dos estabelecimentos para aumentar a produtividade e criar redes; fora das fazendas para ajudar na construção de sistemas produtivos mais sustentáveis; e no desafio da alimentação, nutrição e saúde para assegurar que todos os consumidores recebam a nutrição e quantidade de vitaminas e nutrientes corretos. Ela destacou que o Brasil ainda não participa do mecanismo.

Fazendas Verticais

Em sua apresentação, Ítalo Guedes, pesquisador da Embrapa Hortaliças, falou sobre um exemplo prático de inovação: as fazendas verticais para produção de hortaliças. O sistema permite produzir em locais fechados, e em centros urbanos, a partir de tecnologias como sensores de condições ambientais, iluminação artificial e cultivos sem solo. “As fazendas indoor não estão sujeitas a impactos climáticos ou a sazonalidade de culturas. Outra vantagem é o controle rigoroso de pragas, o que elimina a necessidade de defensivos químicos, e a reutilização de quase toda a água empregada, o que torna a prática ideal para cidades que sofrem com restrições hídricas”, explicou.

Segundo Guedes, o consumo de hortaliças ainda é baixo no Brasil e a área cultivada é pequena, de cerca de 1 milhão de hectares. “Investir em tecnologias para aumentar a inclusão desses alimentos na dieta dos brasileiros sempre foi uma preocupação da Embrapa”, pontuou o pesquisador. Estimativas apontam que em 2050, 80% da população estará concentrada em centros urbanos e as fazendas verticais levam o campo para as cidades, além de ser um sistema sustentável por prescindir da necessidade de solo. “Não se trata de uma tecnologia que vai substituir o cultivo de hortaliças no campo, mas é mais um nicho nesse mercado”, ponderou.

Virada TecnológicaO diretor de Inovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Cleber Soares, falou sobre a agenda de inovação do governo federal para a agricultura com horizonte até 2025. Segundo ele, até os anos 1990, mais de 70% do fator que explicou o incremento de produtividade era terra e trabalho e menos de 25%, tecnologia. “Na virada do século, esses indicadores mudaram a ponto de hoje o fator tecnologia explicar mais de 80% dos incrementos de produtividade”, disse.Por isso, segundo Soares, o Ministério da Agricultura possui uma agenda com cinco eixos estratégicos que chama de B2, para se referir a uma “agricultura cada vez mais agrobiodigital”.De acordo com Soares, o primeiro eixo é a sustentabilidade. “Quando falamos de sustentabilidade, não estamos falando apenas do carbono e do uso de forma consciente da água, mas também do clima, especialmente pelas mudanças climáticas. O segundo eixo é a bioeconomia pelo fato de que hoje mais de 70% da alimentação do mundo está sustentada pelas nove principais culturas agrícolas e dessas nenhuma tem centro de partida no Brasil. Em contrapartida, nós temos cerca de 20% da mega biodiversidade do planeta”, comparou.O terceiro eixo, é o digital, que, de acordo com o diretor de Inovação do MAPA, é uma grande ferramenta para promover a transformação do agronegócio com robôs e inteligência artificial. “O quarto eixo é a inovação aberta sob a lógica de fortalecer as parcerias, pois precisamos conectar o agronegócio com outros setores produtivos”, explicou.De acordo com Soares, o último eixo é o de food tech. “Estamos construindo uma agenda para avançarmos com novos ingredientes e processos que agreguem valor sobre o produto, além de alimentos à base de planta, fazendas verticais, entre outras agendas” resumiu.  

Alimentos do futuro

Segundo Paulo Silveira, CEO da  Food and Tech Hub, o modelo de inovação na área de alimentos está bastante consolidado no Brasil e a expectativa é expandir para outros países da América Latina, como Argentina, Colômbia e México.

Criado há pouco mais de dois anos, a ideia do hub é aglutinar food techs disruptivas para construção virtual de stakeholders. O principal objetivo do Food Tech Hub é facilitar a inovação aberta e, para isso, trabalha com parceiros públicos e privados de CT&I no Brasil e no exterior.

“Os pilares que norteiam a atuação do Hub estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis da ONU e priorizam novas tecnologias voltadas à alimentação com base no aproveitamento sustentável e agregação de valor à biodiversidade brasileira, que representa cerca de 20% do Planeta”, disse Silveira. Ele explicou que o hub iniciou parceria com o MAPA para elaborar um roteiro de novos nutrientes e proteínas alternativas.

Entre as principais linhas de atuação do Food Tech Hub, destacam-se a redução do desperdício e perda de alimentos durante o processo (food lost), segurança alimentar (food safe) e, com a pandemia, cresceu muito a tendência de serviços de alimentação (food service).

Relação produtor ConsumidorA agro influencer e produtora de hortaliças, Camila Teles, CEO da FarmCom, ressaltou a importância de intensificar a comunicação sobre o agro brasileiro e a Agricultura Tropical e de combater fake news no setor. “Decidi defender o agro de inverdades nas redes sociais porque estamos em uma era em que as pessoas espalham as informações que elas acham mais coerentes e as transformam em conhecimento com suas próprias conclusões”, disse.Para ela, o risco é que as novas gerações do agro podem ser influenciadas de forma errada, com informações sem comprovação. Para ela, uma das consequências da desinformação é desconectar a agenda do agro dos conceitos ligados à sustentabilidade. “Sustentabilidade tem que ser uma palavra que ande ao lado da palavra agropecuária”, enfatizou.Na avaliação da agro influencer, um dos desafios da comunicação do setor é aproximar o produtor do consumidor final. “Muitas vezes, produtores acabam passando uma imagem de superioridade, em fotos de colheitadeiras, uma do lado da outra, enfatizando que o agronegócio é gigante. A gente tem que humanizar o agro. Agricultura não tem tamanho, tem importância. O pequeno agricultor tem importância, assim como o médio e o grande, todos são importantes e isso deve ser valorizado e comunicado”, disse. “O Brasil já está no futuro em relação a agricultura. Nós conseguimos enxergar que não tem só um modelo ideal de agricultura, mas vários nichos e formas de produção. O agro está sempre em desenvolvimento e sempre em mudança”, concluiu.  

Novas Edições do AgriTrop 21

No encerramento do evento, o coordenador de Agronegócios da FGV e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, lembrou o legado do ex-ministro Alysson Paolinelli para o desenvolvimento do sistema de pesquisa agropecuária brasileiro, e disse que o evento, que prestou tributo a um dos fundadores da Embrapa, foi baseado exatamente nos dois eixos que Paolinelli legou: a valorização da ciência e da tecnologia. “Ambos fazem parte do DNA dos organizadores deste evento: a Embrapa e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA”, ressaltou.  

Para Gabriel Delgado, representante do IICA no Brasil, o evento que rendeu homenagens a toda a vida de Paolinelli propôs uma agenda para o futuro da Agricultura Tropical. “Acredito que o evento organiza as discussões não somente regionais, mas também em todo o mundo”, disse.  Ele defendeu que a Semana Internacional de Agricultura Tropical se torne periódica. Para ele, as discussões colocaram luz sobre as estratégias, discussões e decisões que precisam ser implementadas no futuro.  “O Brasil pode liderar a agricultura tropical em boa parte do planeta”, disse.

O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville, reforçou a ideia de tornar o evento periódico. “A parceria entre a Embrapa e o IICA é antiga e para sempre. E um evento desse nível técnico merece e deve ter continuidade”, pontuou.

Em relação ao homenageado do AgriTrop, Capdeville disse que a escolha não poderia ser mais adequada. “Veio dele o pontapé inicial para que a agricultura tropical brasileira se transformasse na potência que é hoje”, ponderou, lembrando que ele sempre foi um incentivador da ciência, “base para um modelo agrícola de sucesso”. O diretor da Embrapa ressaltou ainda que é o objetivo do Brasil é estreitar parcerias com países vizinhos para transformar a América do Sul em um celeiro para a produção de alimentos.

Mais informações, links e resumos das sessões em:  www.embrapa.br/agritrop21

Fernanda Diniz (MTb/DF 4685/89)
Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento (SPD)

Contatos para a imprensa
fernanda.diniz@embrapa.br

Claudia Dianni
Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)

Contatos para a imprensa
claudia.dianni@iica.int

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa

No dia 31 de março, das 19h às 21h, a Epagri promove um dia de campo virtual para demonstrar a potencialidade de seus cultivares de feijão, as características de suas variedades de milho de polinização aberta, o desempenho de forrageiras desenvolvidas pela Embrapa, a indicação de plantas de cobertura para melhoria de solo e uma nova tecnologia de avaliação da qualidade de solo. O evento será no canal de capacitações on-line da Epagri, gratuito e sem necessidade de inscrição prévia. Haverá emissão de certificados aos participantes interessados.

Segundo o coordenador do evento, Donato João Noernberg, esses assuntos serão abordados em quatro estações, instaladas em área cultivada desde o ano passado em uma unidade demonstrativa do Centro de Educação Profissional Vidal Ramos (Cedup). “As parcelas foram implantadas na escola técnica com o objetivo de aprimorar os conteúdos didáticos dos alunos e, por meio de um dia de campo presencial, levar conhecimento para as respectivas famílias e para os agricultores do entorno. Em função da pandemia, decidimos promover o evento na modalidade on-line e no período noturno, pois além de evitar a aglomeração de pessoas, ampliamos a participação das famílias produtoras interessadas, que nesta época estão envolvidas com a colheita de grãos”, diz o extensionista rural, que também é líder dos programas Grãos e Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental da Epagri no Planalto Norte Catarinense.

O dia de campo é uma realização Epagri em parceria com a Embrapa e o Cedup Vidal Ramos. Confira as tecnologias apresentadas em cada estação do evento.

Estação 1 – Variedades de milho de polinização aberta (VPA) da Epagri

As variedades de milho de polinização aberta da Epagri serão apresentadas no evento. Foto: Alex Skolaude

– SCS154 Fortuna, SCS155 Catarina e SCS156 Colorado.

Assuntos: Principais características dos cultivares, produtividade, custo-benefício da semente e resistência às variações climáticas, pragas e doenças.

Instrutor: Eduardo Neves Vieira (extensionista rural da Epagri).

Estação 2 – Cultivares de feijão da Epagri

SCS204 Predileto é um dos cultivares de feijão desenvolvidos pela Epagri. Foto: Alex Skolaude

– SCS204 Predileto, SCS206 Potência e SCS205 Riqueza.

Assuntos: Principais características dos cultivares, densidade de semeadura e manejo da adubação.

Instrutor: Juliano de Oliveira (extensionista rural da Epagri).

Estação 3 – Cultivares de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum) do programa de melhoramento genético de capim-elefante da Embrapa

Unidade conta com cultivares de pastagem da Embrapa. Foto: Alex Skolaude

– BRS Kurumi e BRS Capiaçu

Assuntos: Características morfológicas, características agronômicas, aptidões de usos e manejo.

Instrutor: Antônio César Bortoletto (Embrapa – Estação Experimental de Canoinhas).

Estação 4 – Plantas de cobertura do solo

Plantas de cobertura melhoram os aspectos físicos, químicos e biológicos do solo. Foto: Alex Skolaude

– Crotalária (Breviflora, Ochroleuca, Spectabilis), feijão-de-porco, guandu-anão, guandu-amarelo, mucuna-cinza, mucuna-anã, mucuna-verde, teosinto, capim-sudão e trigo-mourisco.

Assuntos: Principais características das espécies, definição de plantas de cobertura e efeitos na melhoria dos aspectos físicos, químicos e biológicos do solo.

Instrutor: Vitor Mendes Lehmkuhl (extensionista rural da Epagri).

Estação 5 – Manejo conservacionista de solo

Dia de campo vai mostrar uma nova tecnologia de avaliação da qualidade de solo. Foto: Alex Skolaude

Assuntos: Avaliação da qualidade do solo através do método de perfil cultural e sistemas conservacionistas do solo.

Instrutor: Donato João Noernberg (Epagri – Coordenador do Programa Planorte Água e Solo/Grãos.

Serviço

O que: Dia de campo virtual: cultivares de forrageiras, milho e feijão, plantas de cobertura e manejo conservacionista do solo

Quando: 31 de março, das 19h às 21h

Onde: canal de capacitações on-line da Epagri. Para participar, clique aqui.

Informações e entrevistas: Donato João Noernberg, coordenador do evento, pelo fone: (47) 99173-2057.

Informações para a imprensa: Gisele Dias, jornalista, pelo fone (48) 99989-2992

Fonte: Epagri-SC

A regularização é um passo importante para que a agroindústria familiar consiga expandir seu público consumidor. Na região de Guarapuava os extensionistas do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater) acompanham diversos empreendedores rurais para que eles consigam acessar o mercado formal. Desde o ano passado, cerca de 70 agroindústrias foram regularizadas na região.

O município de Cantagalo tem se destacado na região quando se fala em agroindústrias. Há uma grande diversidade de produtores que trabalham com produtos de origem animal (mel, derivados de leite e ovos) e quatro agroindústrias estão finalizando o processo de legalização. “Quando o agricultor toma a decisão de legalizar a sua produção, é importante iniciar um planejamento que vai abordar todas as etapas para que a agroindústria consiga entrar no mercado”, ressalta a extensionista Estella Paula Galina, do IDR-Paraná de Guarapuava. Ela lembra que é preciso planejar a construção ou reforma da estrutura existente para atender às exigências legais. Estella destaca que ao formalizar a agroindústria, o produtor deve verificar a necessidade de contratação de mão-de-obra, além de organizar a documentação para encaminhar aos órgãos de fiscalização. Outra exigência é obter o licenciamento ambiental para o funcionamento da empresa.

Mesmo se tratando de um empreendimento familiar, no meio rural, é preciso ter um responsável técnico que responda pela agroindústria. Os produtos devem ter uma rotulagem adequada, contendo informações como ingredientes e data de validade. “São muitos aspectos que devem ser construídos num trabalho conjunto do agricultor  com o extensionista”, ressaltou Estella. 

O IDR-Paraná desenvolve o projeto Agroindústria Familiar em todo o estado. Por meio do trabalho de estruturação e regularização dos empreendimentos rurais, os extensionistas possibilitam que esses produtos cheguem a mercados antes inacessíveis. “A ampliação do mercado consumidor gera um aumento de renda das famílias, diversifica a produção, incentiva a utilização de mão de obra de mulheres e jovens. Outro fator importante é que  as agroindústrias familiares dinamizam o mercado local e regional, pois normalmente esses produtos são comercializados dentro do município ou em cidades vizinhas”, concluiu Estella. Qualquer produtor interessado em legalizar sua agroindústria pode procurar informações com os extensionistas do IDR-Paraná do seu município.

Fonte: IDR-Paraná

O PAA-CI permite que órgãos públicos realizem compras diretamente da agricultura familiar, pelo instrumento de chamada pública, com dispensa do processo licitatório

Promover a aproximação entre potenciais compradores da esfera pública com fornecedores de produtos da agricultura familiar foi o objetivo do 1º Encontro Programa de Aquisição de Alimentos/Compra Institucional (PAA/CI), promovido pela Superintendência Federal da Agricultura de São Paulo (SFA/SP), em parceria com o Instituto BioSistêmico (IBS).

Realizado por videoconferência, o evento reuniu na última semana representantes de instituições públicas e de associações e cooperativas de agricultores familiares da região Noroeste e Oeste do território paulista.

A atividade faz parte das ações do Programa Ater Mais Gestão, política pública do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) executada pelo IBS via contrato com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

A superintendente da SFA/SP, Andréa Figueiredo Procópio Moura, pontuou que a produção de alimentos, a prestação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e a compra institucional são ferramentas indissociáveis. Devem estar juntas e articuladas para o fomento de políticas voltadas à agricultura familiar, sobretudo neste período de enfrentamento à pandemia de Covid-19 que impacta o escoamento da produção desse segmento.

“Os esforços do Mapa são no sentido de manter o agricultor familiar assistido, contribuindo para sua permanência na atividade. E esse primeiro encontro é uma tentativa de promovermos a continuidade das cadeias produtivas na agricultura familiar. É na colaboração e compartilhamento de ideias que vamos conseguir construir juntos os mecanismos e os caminhos para que essa política seja fortalecida”, destacou a superintendente Andréa Moura.

O presidente do IBS, Ricardo Cerveira, ressaltou a importância do Programa Ater Mais Gestão para o fortalecimento das entidades de agricultores familiares no mercado institucional. Ele citou como exemplo o trabalho realizado pelo IBS desde 2019 no Mais Gestão, voltado a 31 organizações das regiões Noroeste e Oeste do Estado de São Paulo.

“São organizações que estão preparadas para atender às demandas de mercado, com qualidade. Passaram por aprimoramento de práticas gerenciais, planejamento estratégico, capacitações para aperfeiçoamento dos processos produtivos com qualificação da produção”, relatou.

PAA – Compras Institucionais

Um dos princípios do PAA é favorecer estratégias de mercado em circuitos curtos. Com isso, os consumidores de alimentos não precisam ir muito longe de onde estão localizados para comprar o que precisam. Isso representa mais sustentabilidade nas relações de compra, menos combustível gasto no transporte, além de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico local em diferentes regiões do Brasil.

O PAA-CI é uma das modalidades do Programa de Aquisição de Alimentos. Permite que órgãos públicos, federais, estaduais e municipais, realizem compras diretamente da agricultura familiar, pelo instrumento de chamada pública, com dispensa do processo licitatório. E a fonte dos recursos é o orçamento próprio do órgão público.

Durante o encontro, o programa foi apresentado pelo chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural/SFA/SP, Rodrigo Beccheri Cortez. “A partir deste primeiro encontro, esperamos criar uma agenda positiva junto aos fornecedores e aos compradores do estado de São Paulo, com novas chamadas públicas ao longo do ano”, afirmou.

Cortez reforçou que a SFA/SP está à disposição para esclarecer dúvidas e atuar como instituição facilitadora do PAA – CI em território paulista, tanto para os agricultores familiares, como para as instituições públicas. No estado de São Paulo, o contato pode ser feito através do e-mail: ddr.sfa-sp@agricultura.gov.br. Fora de São Paulo, os interessados podem obter mais informações nas unidades da SFA do respectivo estado.

Oferta e procura

Num segundo momento do encontro, o gestor das atividades do IBS no Mais Gestão, Sidnei Niederle apresentou a “Caracterização geral da oferta e produção das associações e cooperativas da Agricultura Familiar”. Ele forneceu um panorama da oferta de produtos das entidades atendidas pelo IBS no programa.

Para a agricultora Gislaine Oliveira, presidente da Cooperativa dos Produtores Agropecuários de Dracena (COOPADRA), o encontro foi uma excelente oportunidade para divulgar os produtos e entender como funciona o PAA-CI. Formada por membros da Associação dos Produtores Rurais de Dracena, a COOPADRA está entre as organizações atendidas pelo IBS e oferece uma boa diversidade de produtos, como leite pasteurizado e derivados, polpa de frutas, além de frutas, verduras e legumes minimamente processados.

“Encontros como esses são muito importantes para a agricultura familiar, pois precisamos conhecer as instituições que necessitam dos nossos produtos, assim com eles precisam saber o que temos a oferecer”, afirmou a agricultora.

Entre as instituições públicas que participaram do evento, a Prefeitura de Araçatuba relatou a experiência de operacionalização do PAA na modalidade compra com doação simultânea. Semanalmente, são adquiridas cerca de 20 toneladas de alimentos provenientes de 240 agricultores familiares da região. São frutas, legumes, verduras, ovos e feijão que servem ao abastecimento de diversos equipamentos públicos de Araçatuba.

“Foi muito produtivo esse encontro. Deu para conhecer outros fornecedores da agricultura familiar da nossa região, além de conhecer os atores que poderão nos dar suporte no que se refere às chamadas públicas para o PAA-CI. Quando surgir a oportunidade, já sabemos a quem recorrer”, destacou Joel Lourenço, dirigente administrativo da área de Segurança Alimentar do Município de Araçatuba.

A previsão da equipe da SFA/SP é de realizar novos encontros como esse, destinando-se a outras regiões do Estado. Para mais informações sobre o PAA–CI, acesse o site do Ministério da Cidadania.  

Fonte: Instituto BioSistêmico

Produtores rurais do Norte de Minas têm obtido bons resultados a partir da implantação de tecnologias que visam fortalecer a agropecuária no semiárido do estado. “As atividades de produção de leite e de gado de corte melhoraram com as técnicas adotadas e com pastagens reformadas nas propriedades”, afirma o agrônomo Fredson Chaves, da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG).

Em três regiões, Alto Rio Pardo, Médio e Baixo Jequitinhonha, são disponibilizadas alternativas viáveis aos produtores rurais, principalmente para a produção de forragens para a pecuária, a fim de tornar a atividade mais eficiente e garantir a geração de renda durante o ano todo. Fredson explica que, a partir de demandas apresentadas por produtores dessas regiões, a Embrapa uniu esforços com outras instituições e assim surgiu o projeto “Tecnologias Agropecuárias para o Semiárido Mineiro”.

O agrônomo Cloves Ribeiro Neto, de Taiobeiras-MG, comenta como é o contexto local. “Nossa região é de semiárido, tipicamente com produtores familiares, produção de leite e de carne, porém com pastagens já antigas e áreas muito degradadas. Então, buscamos essa parceria com a Embrapa para que os produtores locais possam ter acesso com maior facilidade ao que existe de melhor em pesquisa agropecuária”.

O projeto foi estruturado com a implantação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs), onde são conduzidos experimentos para validação local das tecnologias. Assim, é possível avaliar quais práticas e cultivares apresentam melhor adaptação à região.

“Nós, técnicos, precisamos utilizar tecnologias vindas de outras regiões e aplicar aqui, e nem sempre essas tecnologias são as melhores para os produtores. Dessa forma, o principal objetivo da unidade é difundir as tecnologias específicas para nossa região. Nós temos diversas variedades de capins, de palma forrageira, sorgo, milheto, entre outras culturas que aqui podem melhor se adaptar. E é isso que a gente vem testando”, comenta o zootecnista Bruno Lage, responsável técnico pela URT de Jequitinhonha-MG.

Foram implantadas quatro URTs em municípios representativos de cada região: Araçuaí, no Médio Jequitinhonha; Almenara e Jequitinhonha, no Baixo Jequitinhonha; e Taiobeiras, no Alto Rio Pardo. As URTs são utilizadas como centros regionais de capacitação, com realização de dias de campo e treinamentos para técnicos e produtores.

Além disso, foram selecionadas 16 propriedades rurais para instalação de Unidades Demonstrativas (UDs), que têm como objetivo a divulgação e a disseminação das tecnologias validadas nas URTs.

A propriedade do produtor Jorge Gonçalves sedia a UD de Francisco Badaró-MG, onde foi implantada uma área de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Jorge conta que cultivou o sorgo com capim e ficou muito satisfeito com os resultados. “A produção de sorgo foi muito boa para melhorar o tratamento do gado na seca e já ficou a pastagem formada para continuar a tratar dos animais”.

Cada Unidade Demonstrativa conta com o acompanhamento de extensionistas da Emater-MG que orientam os produtores na implantação das práticas recomendadas e também na gestão da propriedade como um todo.

Robspierre Ferraz, técnico da Emater-MG, destaca que a atuação articulada da extensão rural com a pesquisa é fundamental para levar conhecimentos aos produtores e promover o desenvolvimento econômico e social. “Acompanhamos Unidades Demonstrativas com diversas tecnologias, como a implantação da cultura do capim BRS Capiaçu, a Integração Lavoura-Pecuária, técnicas de conservação de solo e água, como construção de Barraginhas e terraços. Em pouco tempo que esse trabalho tem sido desenvolvido, já temos grandes resultados e podemos demonstrar para produtores de toda a região”.

O jovem Rogério Júnior dos Santos assumiu a condução da propriedade da família em Bandeira-MG há três anos e tem se valido da parceria com as instituições de pesquisa e extensão para alavancar a produção, que passou de cerca de 20 litros de leite para 150 litros por dia. “A gente vem adquirindo conhecimento e bons resultados dentro da propriedade, vendo que dá certo o trabalho em conjunto com a Embrapa e a Emater e seguindo as orientações que são passadas”.

Confira o vídeo sobre o projeto “Tecnologias Agropecuárias para o Semiárido Mineiro”. Para assistir, clique aqui.

Parcerias

O projeto, coordenado pela Embrapa Milho e Sorgo, conta com uma rede de parcerias, que envolve Emater-MGAnaterSenarSebraeEpamigInstituto Federal do Norte de Minas Gerais, sindicatos rurais e os consórcios de municípios das três regiões atendidas: Ameje (Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Jequitinhonha), Comar (Consórcio Público Intermunicipal Multifinalitário do Alto Rio Pardo) e Nova Ambaj (Nova Associação dos Municípios da Microrregião do Baixo Jequitinhonha).


Contatos para a imprensa
milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br
Telefone: (31) 3027-127
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Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/