noticia_secundaria_sem_destaque (Page 36)

Em 2020 o Valor de Produção Agropecuária (VPA) de Santa Catarina ficou em R$40,9 bilhões, o maior da história, superando o recorde anterior, alcançado em 2017. No ano passado, a agropecuária catarinense também bateu recorde de participação no valor de exportações do Estado: 70,2%.

Estes e outros números fazem parte da 41ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, publicação anual da Epagri/Cepa lançada em evento virtual realizado nesta quarta-feira, 14. No evento também foi lançado o livro Indicadores de Desempenho da Agropecuária e do Agronegócio de Santa Catarina 2019/2020. As duas publicações trazem os resultados do mais recente ciclo agrícola do Estado.

“O agronegócio é um dos motores mais importantes da nossa economia. Os números refletem essa grandiosidade e mostram que o setor se mantém forte e ativo, no mercado interno e também internacional, graças ao empreendedorismo, à força dos trabalhadores do campo e à qualidade dos nossos produtos”, afirma a governadora Daniela Reinehr.

A presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, lembra que os resultados positivos se deram apesar das adversidades que o agronegócio catarinense enfrentou na safra 2019/20. O clima não ajudou, e estiagem, granizo e até tornados afetaram cultivos pelo Estado. A pandemia foi outro empecilho que agricultores e profissionais da Epagri precisaram contornar para seguir garantindo segurança alimentar para a população brasileira.

O Secretário do Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, destaca que Santa Catarina tem um conjunto de líderes com vocação natural para o agro, fazendo do Estado um sucesso no setor, demonstrado nos números das publicações da Epagri/Cepa. “Temos trabalhado fortemente com municípios e Epagri para impulsionar os fatores de produção do Estado, como estradas rurais de qualidade, melhorias no fornecimento de energia elétrica e de água e acesso à internet”.

VPA

O VPA de R$40,9 bilhões alcançado pelo Estado em 2020 é 21,1% superior ao de 2019, quando ficou em R$33,8 bilhões. Entre 2018 e o ano seguinte, o índice já havia registrado variação positiva de 8,7%. O aumento nos preços recebidos pelos produtores foi a principal razão do crescimento do VPA estadual nos dois períodos, com destaque para suínos, bovinos, leite e grãos.

Para alcançar o VPA histórico em 2020, Santa Catarina contou principalmente com a produção de suínos, que participou com 23% do total, de frangos (17,5%) e de leite (11,9%). A Síntese aponta que nos últimos anos houve grandes variações na composição do VPA catarinense, com ampliação da participação de suínos, bovinos, soja e leite e perda de participação dos frangos e do tabaco.

Exportações

Em 2020 o agronegócio catarinense exportou US$5,7 bilhões, valor 6,7% menor do que em 2019 (US$6,1 bilhões). Apesar da redução no valor total das suas exportações, o setor agropecuário seguiu a trajetória de aumentar sua participação nas exportações de Santa Catarina, chegando a 2020 como responsável por mais de 70% do valor total exportado pelo Estado.

De 2019 para 2020 houve grande redução do valor das exportações de carnes de frango e derivados (-32,2%), de tabaco e derivados (-22,6%), de outras carnes e derivados (-19,5%) e de couros e peles (-18,4%). A expressiva expansão no valor exportado de carne suína (+35,3%), de madeira e suas obras (+15,4%) e de outros produtos de origem animal (+35,9%) não foi suficiente para evitar a queda das exportações no ano.

Mesmo com a expressiva queda de 2019 para 2020, a carne de frango segue destacadamente como principal produto das exportações do agronegócio de Santa Catarina, representando 26,3% do valor exportado pelo setor (já foi mais de 40%). 

Confira abaixo o desempenho das principiais cadeias produtivas do Estado na safra 2019/20 e algumas estimativas para o período agrícola 2020/21.

Alho

Na safra 2019/20, a produção catarinense foi de 16,4 mil toneladas de alho

Santa Catarina é o terceiro maior produtor de alho do país, respondendo por 11,78% da produção nacional. Na safra 2019/20, a produção catarinense foi de 16,4 mil toneladas, redução de 7,34% em relação ao ciclo anterior. A safra 2019/20 foi afetada pela ocorrência de estiagem, mas mesmo assim o volume produzido ficou dentro da média dos últimos anos, que tem oscilado entre 15 e 20 mil toneladas.

A produção catarinense no ciclo mais recente foi de boa qualidade comercial, apesar dos bulbos de menor calibre. Assim, os produtores de alho do Estado obtiveram bons resultados econômicos na safra 2019/20. A safra 20/21 está sendo colhida agora, com estimativa de produção de pouco mais de 15,5 mil toneladas. Estiagem e granizo provocaram perdas.

A produção brasileira de alho permanece estacionada em torno de 120 mil toneladas por safra, desde 2015. O consumo interno anual de alho (produção nacional mais importação) se mantém acima de 280 mil toneladas. Esse quadro mostra, por um lado, o potencial do mercado interno e, por outro, a necessidade de superação de gargalos que afetam a cadeia produtiva da cultura no país, entre os quais destaca-se a redução de custo de produção.

Arroz

A produção catarinense de arroz é a segunda maior do país, chegando na safra 2019/20 a 1.254.139t, o que representa 11% do total nacional. A produtividade média foi de 8,4 toneladas por hectare, o que representa um incremento de aproximadamente 9% em relação ao período agrícola anterior.

O arroz irrigado é produzido em 93 municípios catarinense, concentrados no Litoral Sul (61,9%), Médio/Baixo Vale do Itajaí e Litoral Norte (25,2%), Alto Vale do Itajaí (9,04%) e Litoral Centro (3,9%). O grão ocupou o oitavo lugar no VPA do Estado em 2020, com cerca de R$1,25 bilhão.

A alta do dólar fez da exportação uma boa alternativa para os rizicultores catarinenses em 2020. De janeiro a outubro do ano passado Santa Catarina exportou 47,9 mil toneladas, contra 6,1 mil toneladas exportadas em 2019. O mês de maior movimentação foi agosto. Este cereal é o alimento-base de mais de 3 bilhões de pessoas no mundo.

Cebola

SC se firma como o maior produtor nacional de cebola (Foto: Aires Mariga)

Santa Catarina é o maior produtor nacional de cebola, cultivada basicamente por agricultores familiares, em pequenas áreas. Segundo o Censo Agro 2017/IBGE, são 8.289 estabelecimentos agropecuários no Estado dedicados à atividade. Na safra 2019, segundo dados da Epagri/Cepa, a produção bruta colhida foi de 528.440 mil toneladas. A disponibilidade líquida para o mercado foi de aproximadamente 430 mil toneladas.

A colheita da safra 2020/21 está ocorrendo normalmente, mas perdas causadas pela estiagem e outros eventos climáticos devem derrubar a produção em 25% em relação à safra anterior, finalizando em volume inferior a 400 mil toneladas.

A cebola é produzida em todos os continentes e está presente em quase todos os países. A produção mundial se mantém acima de 94 milhões de toneladas/ano desde 2014

Feijão

A cultura do feijão foi menos produtiva na safra catarinense 2019/20, com 101.295t. Problemas climáticos, como estiagem próxima da época de colheita da primeira safra e durante toda segunda safra, reduziram o potencial produtivo das lavouras, acarretando num volume cerca de 2% menor do que na safra anterior. 

Para a safra 2020/21, que está a campo, a expectativa é de aumento da produção em Santa Catarina, com estimativa de alcançar 105.117t. O bom momento por que passa o agronegócio brasileiro, com preços bastante favoráveis ao setor produtivo, motivou os agricultores a investir na atividade. O resultado foi a ampliação das áreas plantadas.

As últimas nove safras catarinenses de feijão enfrentaram declínio sistemático da área plantada, com redução de aproximadamente 33%. Na safra catarinense 2019/20, mais uma vez observou-se queda, desta vez de 3%. A grande oscilação de preços nos últimos anos causa insegurança ao produtor na tomada de decisão em relação ao que plantar e quanto plantar. Além disso, a cultura é bastante suscetível às intempéries.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil é o maior consumidor per capita mundial de feijão, com 16 kg/ habitante/ano em 2013. Em 2018 o Brasil ocupava a segunda posição mundial em área plantada de feijão, sendo responsável por 8,8% do total.

Milho

Em 2020, a demanda total de milho grão em SC chegou a 7,37 milhões de toneladas (Foto: Nilson Teixeira)

Na safra 2019/20 Santa Catarina produziu 2.866.905t de milho. Para a safra 2020/21 a estimativa de produção, que era de 2,3 milhões de toneladas em dezembro, deve se reduzir em função da estiagem e da incidência da cigarrinha-do-milho no início de 2021.

Nesse cenário, a relação entre oferta e demanda, que já não é favorável, se agrava. A menor produção do grão se soma ao crescimento da demanda provocada pela expectativa de aumento nas exportações de carnes.  A Epagri/Cepa estima que Santa Catarina precisará adquirir mais de 5 milhões de toneladas de milho em 2021.

Em 2020, a demanda total de milho grão em SC chegou a 7,37 milhões de toneladas, um incremento de 2% em relação ao ano anterior. Com a oferta de 2,58 milhões de toneladas, houve um déficit de 4,36 milhões de toneladas, atendido pelas importações interestaduais, principalmente de Mato Grosso do Sul e Paraná, bem como pela importação de países como Paraguai e Argentina.

A falta de produção para atender toda a demanda tem como reflexo o aumento do custo do produto, principalmente em função do transporte. Mercado futuro, câmbio, relações comerciais entre países e fundos de investimentos estão entre os outros fatores que vêm influenciando a formação dos preços do grão, que se mantiveram altos em 2020. As cotações de 2021, tanto internas como no mercado internacional, demonstram a manutenção de preços fortalecidos.

Soja  

A Epagri/Cepa estima que as lavouras catarinenses produziram 2,24 milhões de toneladas de soja em 2020. Para a safra 2020/2021 a expectativa é de produzir 2.308.070t. O crescimento é impulsionado pelo aumento da área plantada.

Entre as safras de 2012/13 e 2019/20, foram incorporados cerca de 167 mil hectares para a produção da oleaginosa e a elevação da produção chegou próximo de um milhão de toneladas no período, avançando sobre áreas de milho, feijão e pastagens. Na safra 2020/21 o cultivo da soja deve ocupar uma área próxima a 700 mil hectares no Estado.

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se consolidou como o maior exportador de soja nos últimos anos. Na safra 2018/19 embarcou 74,9 milhões de toneladas, enquanto as exportações americanas registraram 47,5 milhões. A China, maior comprador mundial, intensificou as compras do produto brasileiro já no início de 2020. As exportações brasileiras de soja tiveram uma evolução superior a 250% de 2012 a 2020.

Tabaco 

No território catarinense, segundo a Epagri/Cepa, a estimativa para a área plantada de tabaco na safra 2020/21 praticamente se manteve em relação à safra anterior, com apenas 0,4% de aumento. Em sentido oposto, estima-se uma redução de 5,6% na safra em relação à anterior. A explicação para essa estimativa de queda na produção se relaciona à redução observada no rendimento da atual safra (-6,1%), em decorrência de eventos climáticos, como estiagem e granizo.

Entre 2013 e 2020 Santa Catarina observou uma taxa de crescimento negativa da área plantada (-3,7% ao ano) e da produção (-2,4% ao ano). A menor taxa de queda da produção, quando comparada ao declínio da área plantada, decorre do aumento do rendimento do tabaco, ocorrido no mesmo período.

O Brasil mantém a posição de liderança mundial de exportação de tabaco por 27 anos seguidos, sendo responsável por 22% do total mundial em 2019. Em segundo lugar, com aproximadamente 9%, está a Bélgica.  A maior parte da produção brasileira tem como destino o mercado internacional, entre outros motivos em decorrência de sua qualidade

Tomate

Santa Catarina é o sétimo maior produtor de tomate no Brasil

Segundo estimativas da Epagri/Cepa, Santa Catarina deve produzir 149,4 mil toneladas de tomate na safra 2020/21, contra 139,9 mil toneladas produzidas em 2019/20.

Santa Catarina é o sétimo maior produtor de tomate no Brasil. Contribuiu, segundo dados da PAM/IBGE de 2019, com 4,5% da área total plantada e 4% da produção total nacional. Os municípios de Caçador e Lebon Régis são os maiores produtores do Estado, com o plantio de 450ha e 400ha, respectivamente, na safra de 2019/20.

A China lidera o ranking das produções mundiais de tomate, considerando a soma do produto de mesa e processado, alcançando uma participação de 31% do total mundial, conforme a FAO. O Brasil se posiciona em décimo lugar no ranking das produções mundiais. O tomate possui um dos maiores custos de produção do segmento olerícola.

Trigo

É o terceiro grão mais produzido do mundo, atrás do milho e do arroz. Na safra 2019/20 Santa Catarina produziu 154.774t e para este período agrícola espera-se 188.490t. No ciclo agrícola 2019/20, foi cultivada no Estado uma área de aproximadamente 50,8 mil hectares, o que representa uma redução de 5,8% em relação à safra anterior. Mesmo com redução da área, a produção estadual cresceu 13,8%, resultado do incremento de 20,8% na produtividade média das lavouras. Para a safra 2020/21, é esperado um plantio de 64,5 mil hectares, o que representaria um crescimento de 26,9% em relação a 2019/20.

Uma característica importante dos produtores catarinenses é que o trigo é plantado em sucessão às culturas de verão, como milho e soja. Assim, propicia a rotação de culturas e formação de palhada para plantio das culturas de verão, condição de uso das áreas produtivas que permite um maior aproveitamento econômico dos fatores de produção, como o solo, agrícola da propriedade, da mão de obra e do maquinário. Praticamente todo o trigo produzido em Santa Catarina é transformado em farinha. Boa parte é consumida dentro do próprio Estado, direcionada para o setor de confeitaria e panificação ou para o uso doméstico. Em 2020, o trigo bateu recordes no preço pago aos produtores

Uva e vinho

Santa Catarina é o quarto maior produtor de uva do Brasil, com 55,1 mil t em 2019. Os dados catarinenses de 2020 estão desatualizados, devido ao sistema de declaração realizado pelas empresas, que é novo e se encontra em fase de adaptação. A safra em Santa Catarina apresentou elevada qualidade, como no Rio Grande do Sul, com uvas sadias, pouca podridão e elevadas concentrações de sólidos solúveis.

A produção de vinhos de mesa e sucos predomina no Estado catarinense. Porém, houve incremento na produção de vinhos finos nas regiões de altitude, o que está relacionado à tendência de aumento de consumo no Brasil. É relevante, também, o aumento na produção de vinhos espumantes, o que acompanha a evolução de consumo em todo o país. Verifica-se, ainda, importante aumento na produção de suco de uva e sua relação inversa com a produção de vinhos de mesa.

O maior processador de uvas de Santa Catarina é o município de Pinheiro Preto, com mais de 12 milhões de litros e uma participação de 58,7%. Videira está em segundo lugar, com 14,5%.

A safra brasileira 2020 foi, em volume, menor que a safra 2019, com uma queda de 18,2 % na produção geral de uvas. Contudo, a qualidade foi muito superior. O Rio Grande do Sul se destaca, representando cerca de 65% da área plantada e 47% da produção do país, em 2019

Carne bovina 

Segundo dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em 31 de dezembro de 2020 o rebanho bovino catarinense era constituído por 4,51 milhões de cabeças, 3,91% abaixo da quantidade registrada no ano anterior. Dentre outros fatores, essa queda tem relação com a significativa alta nos preços do boi gordo observada em 2020, principalmente ao longo do 2º semestre, o que estimulou o aumento no abate. No ano passado Santa Catarina abateu 827.794 cabeças de gado, contra 750.666 em 2019.

A mesorregião Oeste Catarinense (microrregiões de Chapecó, Joaçaba, São Miguel do Oeste, Xanxerê e Concórdia) foi responsável por 52,31% dos bovinos produzidos no ano de 2020, levando-se em consideração o abate inspecionado, o autoconsumo e o comércio interestadual. Quando são contabilizados somente os animais abatidos em estabelecimentos inspecionados, o Oeste Catarinense responde por 50,22%.

O preço de dezembro de 2020 pago aos pecuaristas catarinenses foi 27,17% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Na comparação com fevereiro de 2019, a diferença é de 66,72%.

Embora a demanda interna seja superior à produção estadual, Santa Catarina exporta carne bovina. Em 2020, o estado ocupou a 15ª posição no ranking nacional, tendo exportado 3,06 mil toneladas, com US$9,51 milhões em receitas, quedas de 19,46% e 14,05% em relação ao ano anterior, respectivamente. O principal destino da carne bovina catarinense é Hong Kong, que respondeu 50,01% das receitas com esse produto em 2020.

Carne de frango

Em 2020, foram produzidos no Estado e destinadas ao abate 848,31 milhões de frangos, segundo a Cidasc, alta de 0,7% em relação ao ano anterior. Esse montante inclui tanto as aves cuja finalidade principal é o abate, quanto aquelas com outras finalidades, mas que, em algum momento, são abatidas. São contabilizados somente os animais abatidos em estabelecimentos inspecionados, seja em Santa Catarina ou em outras unidades da federação. A mesorregião Oeste Catarinense foi responsável por 79,76% da produção catarinense em 2020, pequeno recuo em relação ao ano anterior, quando respondeu por 80,53%

Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do país, tendo sido responsável por 25% das receitas brasileiras com esse produto em 2020. Por outro lado, ano passado a quantidade de carne de frango exportada pelo Estado caiu 24,05%, enquanto a variação das receitas foi de -32,17%.

O ranking nacional é liderado pelos três estados da Região Sul, sendo o Paraná o maior produtor nacional de frangos do país, com quase um terço do total. A segunda posição varia de acordo com o parâmetro utilizado. Quando se leva em consideração a produção de carne em equivalente-carcaça, Santa Catarina segue sendo o segundo principal produtor. Quando se considera o número de aves abatidas, o Rio Grande do Sul assume a posição.

Os dados preliminares do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam um crescimento de 1,52% na produção mundial de carne de frango em 2020. No ano passado a produção mundial de carne de frango superou a de carne suína. Essa é a primeira vez que isso ocorre desde o início da série histórica, na década de 1960.

Carne suína 

De acordo com os dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, em 2019 a produção catarinense atingiu 1,12 milhão de toneladas de carcaça, alta de 3,31% em relação ao registrado em 2018. Nos três primeiros trimestres de 2020, as variações foram ainda mais expressivas em relação ao mesmo período do ano anterior: aumento de 14,84% no número de animais abatidos e de 18,51% na produção de carcaça. Até a finalização desta publicação, o IBGE ainda não havia divulgado os dados do 4º trimestre.

Em 2020, 7.318 suinocultores catarinenses destinaram suínos para abate em estabelecimentos inspecionados, queda de 3% em relação ao ano anterior. Entre 2015 e 2020, o número de produtores caiu 15,57%, o que indica um processo de concentração em curso no setor, com produções cada vez maiores e um número decrescente de suinocultores. A mesorregião Oeste (microrregiões de Concórdia, Joaçaba, Chapecó, São Miguel do Oeste e Xanxerê) foi responsável por 79,40% dos animais produzidos em 2020.

Assim como observado no cenário nacional, as exportações catarinenses de carne suína também apresentaram crescimento significativo em 2020: foram embarcadas 523,39 mil toneladas, aumento de 25,63% em relação ao ano anterior, o que mantém Santa Catarina no topo do ranking de maiores exportadores da proteína do país. As receitas registraram incremento ainda mais expressivo: US$1,17 bilhão, alta de 35,30%. Tais resultados representam recordes históricos nas exportações de carne suína do estado, tanto em valor como em quantidade. Os bons resultados de 2020 devem-se, principalmente, ao crescimento dos embarques para a China. Em relação a 2019, as exportações para aquele país cresceram 70,32% em quantidade e 76,32% em valor.

O fator que afetou de forma mais expressiva a suinocultura mundial em 2020 foi a peste suína africana (PSA), doença que atingiu a Ásia em meados de 2018 e, desde então, afeta drasticamente a atividade na principal região produtora e consumidora da proteína. Como já havia sido observado em 2019, quando a produção mundial caiu 9,71%, em 2020 registrou-se nova queda, dessa vez de 4,02%, de acordo com os dados da USDA.

Para 2021, as projeções iniciais do USDA apontam um crescimento de 4,4% na produção mundial, impulsionado pela gradativa recuperação da economia após as fases mais críticas da pandemia de Covid-19, e por aumentos consideráveis na produção chinesa (9,2%), brasileira (3,6%), russa (5,9%) e vietnamita (4,9%), entre outros países.

Leite

Preços do leite variaram ao longo de 2020 em SC

Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM/IBGE), a produção catarinense de leite em 2019 foi 8,1% superior à levantada pelo Censo Agropecuário 2017. Os analistas da Epagri/Cepa avaliam que é certo que houve crescimento nesse período, mas, ao se comparar os dados municipais e regionais dessas duas fontes e considerando o histórico de alta subjetividade nos dados da PPM, é possível afirmar que, mesmo a produção total de 2019 podendo, de fato, não ter sido muito diferente dos 3,040 bilhões de litros apontados pela PPM, há problemas com a sua distribuição geográfica. A Epagri/Cepa entende que é muito improvável, por exemplo, que as produções das mesorregiões Oeste e Sul, as duas principais produtoras, tenham crescimentos a taxas menores que as mesorregiões Norte, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis.

No que diz respeito aos preços recebidos pelos produtores, o ano de 2020 teve dois semestres bem distintos. No primeiro semestre, os preços estiveram em patamares bem inferiores aos do segundo semestre, o que fez com que o preço médio anual alcançasse o maior patamar da série histórica da Epagri/Cepa. A elevação dos valores é resultado da combinação da produção com desempenho apenas discreto e abaixo do esperado e, principalmente, pelo crescimento da demanda de lácteos por milhões de pessoas beneficiadas pelo auxílio emergencial, em face da pandemia da Covid-19.

Moluscos

A produção catarinense de moluscos na safra 2019 foi de 15.156t, valor 6,62% maior que no ano anterior. A produção do Estado segue crescendo desde 2018, que havia sido precedido por três anos seguidos de queda. O aumento em 2019 foi impulsionado pela produção de ostras, com crescimento de 29,5%, enquanto a produção de mexilhões teve incremento de 2,4% em 2019.

Um total de 485 produtores estiveram envolvidos no cultivo de moluscos em Santa Catarina em 2019. Seguindo a tendência de redução observada nos últimos anos (2016 a 2018), a quantidade de produtores em 2019 diminuiu 1,4% em relação a 2018. No entanto, esse valor é menor que as reduções observadas em 2017 e 2018, de 10, 8% e 8,4%, respectivamente.

O documento traz ainda informações completas sobre o desempenho da aquicultura e do setor florestal.

Confira aqui a íntegra da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina e aqui a publicação Indicadores de Desempenho da Agropecuária e do Agronegócio de Santa Catarina.

Fonte: Epagri-SC

Quem toma pela primeira vez o café orgânico e especial, produzido pelos pequenos produtores Luciene Santos Mota, 42 anos,  e José Wilson da Silva, 46 anos, nem de longe imagina a trajetória dessas vidas, antes da bebida chegar pronta  às mãos dele e de outros consumidores. Até chegar ao atual estágio de produção, com as marcas Café Luci e a mais recente, Café Alecrim Dourado, os produtores de Pedralva, Sul de Minas Gerais, passaram por muitas dificuldades. No entanto, com persistência e a ajuda da assistência técnica e extensão rural pública estadual, solidariedade dos arrendatários, donos das terras onde eles realizam quase todo o processo de produção do café, eles superaram e alavancaram o negócio. Depois de muito aperto financeiro e de uma vida de trabalho pesado, hoje eles respiram mais aliviados. A renda familiar melhorou. Agora, a família tem a casa própria reformada, carros, filho na faculdade, qualidade de vida e fazem planos para o futuro.

A atividade, que só conta com a mão de obra familiar, é realizada em três propriedades de mesmo nome: Alecrim Um, Alecrim Dois e Alecrim Dourado. Todas localizadas na Comunidade Alecrim, na zona rural do município de Pedralva. Os sítios têm respectivamente 500 pés de café, 6 mil e 2 mil. Duas propriedades são arrendadas e a menor delas, de 1 hectare, é herança da mãe de José Wilson. Todas elas têm certificação do sistema participativo da Central das Associações de Produtores Orgânicos do Sul de Minas (Orgânicos Sul de Minas). As duas maiores também têm o Certifica Minas Café, do Governo do Estado, sendo que a mais produtiva delas, a dos 6 mil pés de café, possui ainda, a certificação Fairtrade, por meio da Associação dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Ascarive), de Carmo de Minas. No geral, todas as certificações podem ser consideradas uma espécie de atestado, que comprovam, entre outros itens, que o produto tem qualidade, rastreabilidade e respeita normas socioeconômicas, ambientais, trabalhistas e de comércio justo.

Com estimativa de produção entre 20 e 25 sacas de café para este ano de 2021, mesmo quantitativo alcançado em 2020, os produtores não têm do que se queixar. As duas linhas do produto têm garantido mercado, em empórios, cafeterias, lojinhas de orgânicos, casas de produtos naturais, porta a porta e quitandas, entre outros estabelecimentos comerciais do ramo. A comercialização acontece localmente, em outras cidades mineiras e até em estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2016, o café da família, ainda sem uma marca, rendeu 50 sacas, que foram exportadas para o Japão, por meio da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive), de Carmo de Minas. De lá pra cá, em decorrência de intempéries da natureza e perdas de alguns pés de café, mal podados, a produção caiu e a exportação para o país asiático findou após dois anos. Entretanto, o que faltou em quantidade, sobrou em qualidade, segundo Luciene.

“Tivemos perdas com alguns pés de café sim e isso derrubou a quantidade de sacas. Mas tivemos a qualidade reconhecida. No ano de 2018, não exportamos, mas conseguimos vender para a Três Corações. Fechamos com preço muito bom”, diz a produtora, sem revelar o valor. Luciene acrescenta que, no mesmo ano de 2018, recebeu de presente dos arrendatários, que ela chama de parceiros, a marca Luci Café Orgânico e passou a comercializar diretamente com os compradores. “Fazemos todo o trabalho de colheita e pós-colheita, limpamos e descascamos, mas a torra é terceirizada, porque precisaríamos de ter um local exclusivo para essa finalidade, um profissional especializado em torra e a autorização da Vigilância Sanitária. É um projeto que ainda podemos realizar. Fechamos parcerias com cafeterias e torrefações. Estamos tendo muitos pedidos, inclusive pelo Instagram, WhatsApp e Correios. Isso está sendo muito bacana”, afirma.

A família dos cafeicultores também é composta pelos filhos João Mateus, 15 anos e Breno, 21 anos. Os dois sempre ajudaram os pais. O mais novo, ainda em casa, cuida do pequeno rebanho de bovinos e das tarefas correlatas. O filho mais velho tornou-se universitário do Instituto Federal do Sul de Minas (IFSul), onde cursa Gestão Ambiental, e agora mora, faz estágio e trabalha em Inconfidentes. A previsão é que ele se forme, neste ano de 2021. Era ele, que desde os 11 anos de idade, fazia as anotações das atividades, uma vez que os pais abandonaram cedo a escola e tinham dificuldades em executar os lançamentos. “Esperamos que os nossos filhos deem continuidade sucessória. Temos o conhecimento da prática e eles também, mas estão buscando o conhecimento teórico. Nossa expectativa é que tragam”, revela a mãe.

Assim, enquanto o Breno estuda, Luciene se viu diante de outras demandas, como a de fazer os apontamentos, relativos à rastreabilidade do produto, uma norma das certificadoras, entre outras anotações. Também acumulou funções de secretaria, além dos trabalhos inerentes da produção de café. Ela, que deixou a escola muito cedo, voltou a estudar para substituir o filho Breno, nas tarefas que ficavam sob responsabilidade dele.  Atualmente está quase concluindo o ensino médio. “Como o meu irmão, eu não quis estudar, então fui trabalhar na roça, primeiro acompanhando os meus pais que eram trabalhadores rurais e atuavam na coleta de café. Depois casei, vim morar na propriedade herdada pelo meu marido, onde moramos até hoje, e onde comecei a produzir e vender hortaliças convencionais”, conta.

Desafios

Mas até chegar aos dias atuais, Luciene e Wilson viveram dias difíceis no sítio herdado. Enquanto Wilson trabalhava em lavouras convencionais, ela colaborava na renda, cuidando das poucas vacas da propriedade, vendendo frango e outros produtos artesanais como queijo e iogurte, além das hortaliças na feira de Pedralva. Em 2009, mesmo ano em que a Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), passou a atender o casal, a saúde de Wilson ficou abalada. Com problemas respiratórios e de coluna eles decidiram investir em hortaliças orgânicas. Com a permissão de um amigo do Wilson, que cedeu suas terras ociosas, o casal passou a produzir hortaliças orgânicas nesse outro sítio, já que o deles ainda não tinha água.

Após algum tempo e com a orientação dos técnicos locais da Emater-MG, o casal de produtores começou a fornecer hortaliças para as escolas de Pedralva e municípios vizinhos, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Em paralelo, continuou a comercializar na feira de orgânicos do município. “Vendemos muito tempo, mais ou menos uns 5 anos para o Pnae. A maior participação foi no ano de 2015, onde a gente tinha variedades de hortaliças para oferecer às escolas”, explica Luciene. De acordo a produtora, tudo começou a mudar, quando o amigo do esposo que havia emprestado o seu sítio para o casal produzir hortaliças, decidiu vender a propriedade. “Eu avisei aos meus clientes que não iria mais vender os produtos. Um casal cliente e amigos meus, que eu chamo de anjos, comprou o sítio e continuamos com o nosso trabalho”, relembra.

Foi a partir daí que o desejo de se tornarem cafeicultores começou a ser construído, segundo a produtora de Pedralva. Os novos donos do sítio assinaram um contrato de arrendamento em nome do esposo José Wilson da Silva. E eles continuaram com as hortaliças, mas plantaram 500 pés de café. Para completar a alegria do casal de produtores, um outro sítio vizinho de 12,4 hectares e 6 mil pés de café já em produção, também foi adquirido pelos mesmos donos do primeiro sítio e arrendado para o casal, por meio de outro contrato. Desta vez, firmado em nome de Luciene Santos Mota. À frente da exploração dessa nova propriedade, a produtora conseguiu a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e o reconhecimento oficial de sua atividade.

“A carteirinha de produtora rural foi um grande sonho realizado.  Até então eu era reconhecida como doméstica e do lar, mas na verdade eu não era. Porque fui parceira, em tudo que fiz. Desde os meus pais até o meu esposo eu sempre tive uma participação ativa, na lavoura, na agricultura”, argumenta. Entre os muitos desafios enfrentados pelo casal de produtores, Luciene pontua alguns: levantar de madrugada com o filho de quatro anos para ir vender na feira, enfrentando o clima frio; o período de transição das hortaliças e do café convencionais (6 mil pés) para o sistema orgânico, quando muitas pessoas duvidavam dessa possibilidade e a saída do filho Breno para estudar e morar fora, obrigando ela a assumir tarefas que exigiam mais estudo e até a mexer no celular.

Mas com o tempo, Luciene e o marido vêm superando as limitações, inclusive participando de capacitações sempre que podem. O casal tem muitos planos para o futuro e já trabalha para concretizá-los. Um deles é tornar o próprio sítio, onde moram, numa propriedade produtiva e diversificada, apesar do pequeno tamanho. O primeiro passo foi o plantio de 2 mil pés de café. Destes, 600 pés já produziram a primeira safra que resultou no lançamento do Café Alecrim Dourado, há dois meses, em nome do produtor José Wilson. “É um produto orgânico como o Luci Café, pois os tratos culturais são os mesmos, mas ainda não tem o selo, por isso está sendo vendido como café agroecológico. Estamos regularizando a parte burocrática”, informa Luciene.

Outro projeto, segundo a cafeicultora, é construir uma pequena cozinha industrial, na própria casa, para fabricar geleias e desidratados, aproveitando as frutas do local, plantadas junto ao cafezal, como as variedades de bananas, abacate e abacaxi. A ideia é colocar em prática, em parceria com outras mulheres vizinhas que também precisam de uma renda extra. A proposta, de acordo com Luciene, é também ajudar na complementação da renda do filho Breno que, para se manter, cultiva hortaliças orgânicas com um colega, na fazenda da faculdade e vende a consumidores da cidade de Inconfidentes. “Temos muitos planos sim e a gente espera realizá-los com bastante êxito. Queremos mostrar que nesse pequeno pedaço de terra a gente consegue viver e produzir muito e tirar uma boa renda desse lugar”.

Emater-MG

Para Luciene, a Emater-MG foi fundamental desde os primeiros atendimentos ao casal, quando o agrônomo da época orientou os produtores a participarem da feira e do Pnae. Segundo ela, foi na ocasião que começou o “laço de união” que tem hoje com a empresa pública de extensão rural, seja por meio do escritório local ou da unidade regional do órgão, na cidade de Pouso Alegre. “A Emater teve papel fundamental pra nós desde o começo. Estamos sempre nos comunicando, através da Orgânicos Sul de Minas. E somos muito agraciados com esses atendimentos. Costumo dizer que, quando o extensionista chega na propriedade, não traz apenas o conhecimento de como semear e produzir. Ele traz a semente da esperança, pois mostra que temos capacidade de transformar a nossa terra. Somos muito gratos à Emater”, ressalta.

Atualmente, os produtores Luciene e José Wilson estão focados no cultivo de café e não produzem mais hortaliças para a comercialização, mas ainda mantém as estufas de verduras, para consumo deles e dos parceiros, além de familiares de ambos, amigos e vizinhos. “Não há divisão de lucros, mas tudo que produzimos aqui é compartilhado com nossos parceiros”, afirma a cafeicultora. De acordo a produtora, as hortaliças continuam sendo cultivadas no sistema orgânico. 

Especial, orgânico e concurso

O café produzido nas duas propriedades arrendadas e no sítio do casal é da espécie coffea arábica, a mais usada na produção de café especial. As variedades cultivadas em talhões divididos são: Catuí Vermelho e Catuí Amarelo. No final de 2018, eles plantaram 1.800 pés da nova cultivar Arara, que segundo Luciene vem sendo considerada mais resistente a doenças, principalmente a ferrugem. “A primeira colheita vai ser esse ano. São essas as variedades que temos por aqui. Elas geram essa bebida diferenciada, que vem se destacando no mercado”, afirma.

O engenheiro agrônomo Cleber da Mota Pereira, do escritório local da Emater-MG, em Pedralva, que vem acompanhando e orientando o casal há cerca de dois anos, confirma que o café é de alta qualidade. “São produzidos em um sistema diferenciado. Eles colhem somente os cafés maduros de forma seletiva, grão a grão. Eles são secados em estufas e terreiro suspenso (bancada de madeira forrada com um sombrite). Esses grãos não têm contato com solo e são secados de forma natural. Por esses cuidados eles atingem pontuações superiores a 85 pontos, o que caracteriza um café ser considerado especial, conforme a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA)”, explica.

Todas as lavouras, segundo a produtora, são tratadas com produtos naturais dos próprios sítios. Os tratos culturais, incluem esterco de gado e galinha; palha de café, capim e cana para fazer composto orgânico. A adubação verde também é usada, assim como caldas, cujas receitas são da Emater-MG. Os cuidados incluem também monitoramento anual da saúde da planta e do solo pra ir dosando o uso dos produtos. “A gente faz todo ano a análise de solo e de folha, pra ver o que café está precisando. Se tiver algum talhão que não tem necessidade de potássio, a gente não incorpora a palha do café na compostagem. Mas se acaso, tiver necessidade a gente coloca também a palha do café”, informa Luciene.

Além de orgânico e especial, o café dos produtores de Pedralva também já acumula bons desempenhos em variados concursos promovidos por instituições e empresas do setor cafeeiro. Em 2017, ficou em 9º lugar, entre os dez cafés top do Concurso Café Mantiqueira de Minas, promovido pela Ascarive Fairtrade e Cocarive. No ano de 2018, conquistou o 3º lugar do Concurso Florada Premiada, da Três Corações e da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), concorrendo com 633 amostras. O mesmo feito se repetiu em 2019, novamente em 3º lugar.  Também em 2019, conquistou o 2º lugar na 16ª edição do Concurso Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, da Emater-MG, Região Sul de Minas, na categoria Café Natural.

Fonte: Emater-MG

O objetivo é levar tecnologia ao campo e tornar o contato com o técnico da Empaer mais fácil e rápido

Com objetivo de levar tecnologia ao campo e tornar o contato com técnicos da Empaer mais fácil e rápido, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) lançará uma plataforma digital para atender agricultores familiares. O aplicativo está sendo desenvolvido em parceria com a Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e tem previsão de lançamento para a segunda quinzena do mês de maio.

O técnico em Administração Sistêmica da Empaer, Eder Antônio da Silva, comenta que o aplicativo será inserido na plataforma de Governo MT Cidadão e vai atender o público rural e também urbano. A ferramenta vai facilitar a rotina dos agricultores e simplificar a vida no campo por meio de uma interação de fácil manuseio.

“O produtor vai interagir com uma equipe composta por técnicos, pesquisadores e profissionais de várias áreas aptos a prestarem informações e atendimento”, explica.

De acordo com Eder,  por meio do aplicativo o produtor poderá acessar as informações da sua propriedade e dúvidas sobre assuntos diversos, como crédito rural e administração da propriedade, obter informações técnicas sobre culturas e criações e solicitar visitas para atendimento in loco na propriedade rural. Além dos produtores, os moradores urbanos, feirantes, diretores de escolas, ou qualquer outra pessoa que tenha alguma dúvida relacionada ao trabalho rural também poderá entrar em contato para obter orientação. Tudo isso diretamente pelo celular.

O novo aplicativo estará interligado com o Sistema de Acompanhamento e Gerenciamento das Atividades da Empaer, o Sagae. A plataforma está sendo utilizada para coletar as informações dos serviços prestados ao público alvo, além de avaliar o ganho social dos produtores rurais e o trabalho executado pelos técnicos da Empaer. O cadastramento dos produtores começou em 2019 e já foram cadastrados, pelo Sistema Sagae, mais de 50 mil agricultores familiares de 2.270 comunidades rurais em 123 municípios.

“O produtor cadastrado no Sagae, quando solicitar um atendimento pelo aplicativo, o técnico da Empaer já contará com os dados relacionados à sua propriedade, produção, localização, área total e outros. Esses dados vão auxiliar a equipe a prestar um atendimento de qualidade de forma remota e caso o produtor solicite, de forma presencial. O agricultor contará com um  novo canal para troca de informações com a Empaer”, enfatiza Eder.

A nova ferramenta está sendo desenvolvida pelo setor de Tecnologia da Informação com a colaboração da equipe de Comunicação da Empaer, de técnicos da área de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural), Pesquisa e Fomento, com recursos do Programa REED+For Early Movers (REM). A publicitária da Empaer, Lara Jordani, responsável pela parte visual e fluxo de informações do aplicativo, comenta que a ferramenta tem como objetivo atender o agricultor e a sociedade em geral de forma mais prática, célere e econômica.

Conforme Lara, além desse atendimento direto ao produtor e a sociedade em geral, o aplicativo também permitirá uma comunicação mais eficiente entre os próprios técnicos de diferentes localidades no Estado, considerando a especialidade de cada um e atendendo, assim, a uma demanda específica que já existia dentro da empresa.

Fonte: Empaer-MT

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta sexta-feira (9) a relação dos produtos agrícolas com bônus de desconto em abril para agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade para o período de 10 de abril a 9 de maio de 2021, conforme a Portaria Nº 16, da Secretaria de Política Agrícola.

Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: abacaxi, açaí (fruto), banana, cará/inhame, castanha de caju, juta/malva, maracujá e uva. Os estados que integram a lista deste mês são: Alagoas, Acre, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo, Piauí, Amazonas e Santa Catarina.

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização nas parcelas de financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa.

Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agricultura.gov.br ou pronaf.spa@agricultura.gov.br.  

Ouça a matéria na Rádio Mapa

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

A Câmara do Agro 4.0 aprovo,u na última quarta-feira (7), o Plano de Ação para o período 2021-2024, focado na expansão do acesso à internet no campo e na aquisição de tecnologias e serviços inovadores no ambiente rural.

Dentre as ações listadas no Plano, estão a identificação e o desenvolvimento de soluções para o Agro 4.0, o fortalecimento de instrumentos adequados de oferta e acesso a inovações pelos proprietários rurais e a garantia do volume de recursos necessários, a um custo viável, para a implementação dessas soluções.

Nesse sentido, espera-se o aumento da oferta de soluções inovadoras no mercado, por parte de empresas de base tecnológica, startups e integradoras, bem como a utilização, cada vez mais rotineiras dessas soluções no dia a dia das propriedades rurais do Brasil, em especial nas de pequeno e médio portes. Além disso, a coordenação apontada no Plano de Ação evitará a sobreposição de esforços individuais de instituições públicas e privadas para solucionar necessidades e demandas do Agro 4.0 no País.

“Existe uma expectativa muito positiva em relação à transformação digital da nossa agropecuária. A agenda Agro 4.0 levará ao campo conectividade, informação qualificada, tecnologia e inovação, elementos essenciais para manter o Brasil como protagonista no Agro global”, diz o coordenador-geral de Inovação Aberta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Daniel Trento. 

O objetivo da Câmara do Agro 4.0 é implementar ações destinadas à expansão da internet no meio rural, ao aumento da produtividade no campo, e à difusão de novas tecnologias e serviços inovadores nas propriedades rurais. Participam da Câmara representantes de entidades dos setores produtivo e de pesquisa agropecuária e de tecnologia do país, além de representantes do Mapa, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

A iniciativa vai garantir capacitação a 20 profissionais recém-formados na área de Ciências Agrárias

Treinamento avançado para especializar um profissional não é exclusividade da área de saúde. Um exemplo é a recente parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), que vai garantir a capacitação de 20 profissionais recém-formados em graduações na área de Ciências Agrárias como residentes agrícolas.

Os selecionados integram o Programa de Residência Profissional Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que no Pará tem a primeira experiência implantada pelo Instituto de Ciências Agrárias da Ufra, executada com o apoio do órgão de assistência técnica.

Além de profissionais de Engenharia Agrônoma, a Residência Profissional Agrícola da Ufra também abrange as áreas de Engenharia Florestal, Zootecnia e Engenharia de Pesca.

A presidente Cleide Amorim garantiu que a Emater está preparada para receber os residentes

Experiência de campo – “A Emater já está preparada para receber os residentes que serão capacitados nas comunidades com todo o apoio dos técnicos dos escritórios locais da empresa, o que vai ser de grande relevância na formação desses novos profissionais, que terão toda uma experiência de campo dentro da realidade da agricultura familiar do Estado”, ressalta a presidente da Emater, Cleide Amorim.

O primeiro módulo da residência será cursado no escritório local da Emater, e dois módulos já estão programados para propriedades rurais em vários municípios e na Unidade Didática de Bragança (UDB), na região Nordeste.

De acordo com a coordenadora da residência, Antônia Bronze, o projeto visa à capacitação dos profissionais da área de Ciências Agrárias, a partir de atividades na agricultura familiar para o desenvolvimento de tecnologias integradas e práticas sustentáveis no uso dos recursos naturais, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida do homem no campo.

“O residente vai estar dentro da comunidade, interagindo com o produtor rural e com a equipe técnica da Emater, promovendo uma troca de aprendizado, o que é importante para os residentes, para a Ufra e para a Emater. Queremos levar uma visão empreendedora dos produtores das unidades residentes, a fim de que estas aumentem a produtividade, geração de emprego e oferta de produtos agrícolas nos centros urbanos, dando contribuição à segurança alimentar da população”, explicou a coordenadora.

O aprendizado será fundamental na formação profissional dos selecionados

Expectativa – Recém-formada, a engenheira agrônoma Jaqueline Silva integra a primeira turma de 10 residentes, que já iniciou a capacitação nos próximos dias. “Eu estou muito grata pela oportunidade de participar dessa residência muito almejada por todos, e espero superar meus limites. Minhas expectativas para esse ano é me capacitar profissionalmente, adquirir habilidade e conhecimento através das diversas atividades práticas, do convívio com os produtores rurais e técnicos da Emater. Que seja uma experiência inesquecível”, disse a residente.

Dentro das etapas de capacitação, os residentes atuarão em Unidades de Produção Familiar e Associações em oito municípios paraenses (Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara do Pará, Santa Izabel do Pará, Santo Antônio do Tauá e Castanhal). Está prevista também uma etapa na Unidade Didática de Bragança (UDB), que há mais de 50 anos é um espaço de referência para treinamentos e capacitações em Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

A UDB é referência para encontros, cursos, intercâmbios e outras atividades

Estrutura de conhecimento – A Unidade Didática de Bragança tem uma área de 100 hectares, utilizada para a promoção de encontros, reuniões, cursos, oficinas, intercâmbios, excursões e outras atividades, além de um auditório com capacidade para até 60 participantes por evento e estrutura para acomodação. A Unidade apoia instituições educacionais dos mais diversos níveis na área de Ciências Agrárias, e reúne dados meteorológicos coletados desde 1977.

Referência também no apoio a agricultores locais, a UDB dispõe de um Laboratório de Solos e uma agroindústria de leite e frutas. O Laboratório de Solos analisa a fertilidade, determina o pH e faz exames de nutrientes, fatores essenciais que beneficiam diretamente agricultores empenhados em melhorar a produção.

Fonte: Emater-PA

A Emater-DF completa  43 anos de atividade, nesta quarta-feira (7), comemorando pelo quinto ano consecutivo aumento no Valor Bruto de Produção (VBP) do Distrito Federal. O VBP é calculado multiplicando o valor da produção de cada produto agrícola e da pecuária pelos preços médios recebidos pelos produtores (produção x R$). Em 2020, a produção agropecuária do Distrito Federal alcançou R$ 3.577.979.032,77, crescimento de 23,04% em relação a 2019, que foi de R$ 2.907.865.990,96.

O setor com maior crescimento foi a pecuária, com VBP de R$ 1,412 bilhão (aumento de 28,82% na comparação com o ano anterior), seguido das grandes culturas (milho, soja, feijão e feno), com R$ 1,1 bilhão (+61,66%). As cadeias produtivas da olericultura (hortaliças), floricultura, fruticultura, produtos orgânicos e silvicultura somadas tiveram um valor bruto de R$ 1,064 bilhão em 2020.

“Esses números demonstram não apenas o potencial econômico do setor agropecuário do Distrito Federal, mas como a assistência técnica e a extensão rural dão resultado na vida das pessoas do campo, em especial na dos pequenos produtores e agricultores familiares. Apesar do ano difícil por causa da pandemia, é com alegria que a gente apresenta esses números neste aniversário de 43 anos da Emater”, afirmou a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca.

Apesar do número final positivo, algumas culturas tiveram redução de área plantada e de volume produzido em razão da pandemia, mas acabaram tendo um impacto menor no resultado acumulado por conta do aumento de preços no período, explica a diretora-executiva da Emater, Loiselene Trindade.

Cards comemorativos com homenagens feitas por funcionários da empresa

Comemoração

Em razão das restrições causadas pelo coronavírus, a Emater-DF  está celebrando seu aniversário com a publicação de cards nas redes sociais com imagens de funcionários da empresa em suas atividades diárias com o mote “Eu faço parte dessa história” (veja acima).

A empresa tem um corpo técnico formado por profissionais de várias áreas: veterinária, agronomia, economia doméstica, engenharia, administração de empresas, além das atividades de apoio (jurídico, assessoria de comunicação, serviços gerais etc.).

Também como parte das comemorações dos 43 anos da empresa, a Emater-DF lança a TV Emater, canal de comunicação com entrevistas com técnicos, especialistas, produtores e outros profissionais ligados ao setor agropecuário. Os vídeos estarão disponíveis nas redes sociais da empresa.

Clique na imagem para assistir.

A Emater-DF

Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

Confira mais matérias

No DF, 5 mil mulheres estão à frente de propriedades rurais atendidas pela Emater
Emater trabalha para aumentar participação da fruticultura na agricultura do DF

Fonte: Emater-DF

A Epagri se uniu aos agricultores catarinenses na luta contra a pandemia. Para evitar a disseminação da Covid-19, as atitudes vão muito além de usar álcool em gel e máscara. Tem quem tenha priorizado as vendas on-line, tem gente que deixou o pai em casa e assumiu as entregas e tem novas regras para a execução da atividade de extensão, que, como é essencial, não parou.

Sandra Castanha e Joel Leandro Eger produzem morangos e geleias artesanais em Ituporanga. Com a pandemia, o casal passou a vender praticamente toda a sua produção pela internet. Assim, atendem ao cliente de forma diferenciada, entregando diretamente nas casas com todas as garantias de segurança estabelecidas pelos protocolos contra a Covid.

Em Antônio Carlos, o agricultor Eugênio Petri Junior evita sair de casa, mas quando sai, leva suas próprias refeições, para não precisar se alimentar fora. Álcool gel, máscara e distanciamento social fazem parte da rotina, que inclui também tomar um banho e colocar toda a roupa para lavar quando volta da rua para casa.

Reginaldo Espanhol, de Guaramirim, divide o trabalho na roça com o pai de 60 anos. Mas na hora das entregas, ele tem procurado ir sozinho, para poupar o patriarca da família. Outra providência importante que tomou foi fazer as entregas nas primeiras horas da manhã, quando a circulação de pessoas é menor. Sem esquecer nunca da máscara, do distanciamento social e da higiene das mãos.

Saúde mental

Em Trombudo Central, a Ivone Mateussi, que é uma agricultora já idosa, investiu na sanidade mental para atravessar a pandemia. “Me cuido com as minhas verduras, as minhas plantas, tudo que faço é com amor, daí não é difícil”. Sobre a necessidade de isolamento, ela garante que está “levando a vida numa boa, porque, a gente estando na casa da gente já é um pedaço do céu aqui na terra”. Quando sai de sua propriedade, o que é raro, é com máscara, álcool gel e distanciamento. “Não é porque a gente está na área rural que não tem que se cuidar, o perigo é o mesmo. A gente tem que valorizar muito a vida”.

Dona Ivone Mateussi, agricultora já idosa, investiu na sanidade mental para atravessar a pandemia.

No mercado municipal de Canoinhas, os agricultores adotaram “todas as medidas possíveis e cabíveis para proteger a saúde”, descreve Juliano Wardenski. Ele conta que lá dentro cada feirante tem sua máscara, além de álcool gel distribuído nas bancas, pelas paredes e na entrada do mercado. Na porta também são distribuídas senhas aos consumidores, para evitar aglomerações. Juliano dá o recado:  “nós, agricultores, também estamos aí, tomando todos os cuidados”.

Juliano Wardenski garante que no mercado municipal de Canoinhas todas as medidas foram tomadas

Em Arroio Trinta, Marilse Baldo Serighelli recebe o extensionista da Epagri com um mantra: “boa tarde, seja bem-vindo aqui em casa, usando máscara que nem a gente, mantendo distância”. Ela aprendeu a aplicar o protocolo direitinho, para proteger, além da sua saúde, a do marido que é asmático, da mãe que é idosa e da irmã que é portadora de deficiência. “Temos muito carinho com as visitas, mas qualquer pessoa tem que respeitar esse momento”, sentencia a agricultora. O seu esposo Gilberto Agostinho Serighelli conta que a regra na casa é evitar sair, mas quando sai é com máscara e álcool gel no carro. “Temos que respeitar para ver se termina o quanto antes essa pandemia”, afirma ele com sabedoria.

Para manter as atividades de turismo rural, a Rosângela Erahardt, que é agricultora em Petrolândia, exige que todos os visitantes usem máscara e álcool em gel, que está disponível na entrada da propriedade. Ela, que também fabrica queijo artesanal de ovelha, garante que tenta ao máximo se cuidar e cuidar da segurança sanitária de seus visitantes.

Extensão

Ricardo Probst é extensionista rural da Epagri nas cidades de Taió e Mirim Doce. “Sabemos dos problemas que estamos enfrentando com o coronavírus, mas as nossas visitas não podem parar. Para isso, a gente tem tomado certos cuidados”, relata. Uma das principais medidas de cautela é, ao marcar antecipadamente a visita à propriedade, questionar os assistidos sobre possíveis sintomas. Laís Santos Capel, extensionista em Lontras, faz coro com o colega e apela aos agricultores: “se a família tiver algum sintoma gripal, deve nos avisar, pois estaremos cuidando de nós e da saúde de vocês”.

Ricardo Probst é extensionista rural da Epagri: “nossas visitas não podem parar”

Tomás Pellizzaro Pereira, extensionista da Epagri em Petrolândia, lembra que também são adotadas medidas de prevenção no próprio escritório municipal. Afixado na parede da unidade, um cartaz elaborado pela Epagri já repassa todas as medidas de prevenção. Há também cartazes informando que só entra um assistido por vez e que o agricultor deve aguardar ser chamado. Dentro do escritório, é mantida distância de dois metros entre as pessoas. Caso o agricultor precise usar a caneta do escritório, ela é higienizada com álcool logo em seguida.

“Com a adoção dessas medidas, logo passaremos por esse momento difícil e estaremos juntos novamente”, lembra a extensionista da Epagri em Lontras, Franciani Rodrigues da Silva. Ela reflete a filosofia da Epagri e dos agricultores, da importância de cada um fazer a sua parte para a superação dessa crise sanitária.

A Epagri participa do Comitê Gestor de Inteligência de Dados para o enfrentamento da Covid-19 e mantém o serviço de mapas “Vulnerabilidade Social, Redes Agrícolas e a Covid-19 em Santa Catarina”, que gera dados para tomada de decisão do Estado em relação à pandemia. Também cabe à Epagri acompanhar a evolução dos casos no meio rural.

Fonte: Epagri-SC

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Paraíba (Senar/PB) está ampliando a sua participação dentro do Próspera Semiárido – Agronordeste. A política pública é implementada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), juntamente com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Responsável pela oferta de Assistência Técnica e Gerencial (ATeg) aos produtores, o Senar abriu mais 10 turmas para a oferta desse atendimento.

Cada grupo contará com até trinta produtores, que estão distribuídos em todas as regiões do Estado. São agricultores e pecuaristas das cadeias da olericultura, fruticultura, avicultura, bovinocultura de leite e ovinocaprinocultura, tanto de leite quanto de corte. Os atendimentos terão início ao longo deste mês de abril.

O gerente do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Senar, Gabriel Petelinkar, explicou que essas novas turmas já são resultado da aprovação da ATeG por produtores que perceberam o sucesso de vizinhos que eram atendidos.

“Com a divulgação da evolução da produção em alguns grupos, e a participação ativa dos sindicatos, houve esse aumento do interesse de produtores ainda não envolvidos no sistema. Para nós isso representa uma validação, uma aprovação do nosso trabalho”, avaliou.

As cidades beneficiadas pela ampliação do trabalho são: Alagoa Grande (cana-de-açúcar), Alagoa Nova (fruticultura), Caaporã (fruticultura), Catolé do Rocha (apicultura), Esperança (apicultura), Gurjão (caprinocultura), Pedras de Fogo (cana-de-açúcar), Pombal (bovinocultura de leite), Prata (bovinocultura de leite) e Sousa (fruticultura).

Fonte: Ascom Sistema Faepa/Senar-PB

Em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) produziu a 2ª edição da cartilha “Colheita do Café 2021 – Orientações para prevenção do novo Coronavírus”.

Neste ano, a cartilha traz novas informações sobre o vírus, com o objetivo de combater a Covid-19 e proteger os cafeicultores e as famílias rurais capixabas durante o período da colheita.

Baixe a cartilha aqui:  Download 

Cafés capixabas premiados conquistam cafeterias no exterior

Os grãos da bebida exportados são os vencedores do Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo, realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em dezembro de 2020.

Os cafés capixabas especiais estão conquistando cafeterias em Nova York e Los Angeles, nos Estados Unidos, e também do outro lado do mundo, na Austrália. Os grãos da bebida exportados são os vencedores do Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo, realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em dezembro de 2020. 

Além de premiar e incentivar a produção de cafés arábica e conilon especiais no Espírito Santo, o prêmio promoveu rodadas de negócios e a venda dos cafés. Uma delas resultou na exportação de lotes para a microtorrefação e cafeteria Sey Coffee, com sede no Brooklyn, Nova York, que tem a proposta de entregar uma seleção dos melhores, mais dinâmicos e complexos cafés do mundo. A Sey Coffee já ganhou o prêmio de melhor torrefação e cafeteria dos Estados Unidos.

Os cafés vendidos foram premiados em primeiro, segundo e terceiro lugares, na categoria arábica do prêmio. A produção dos cafés é feita nas cidades de Castelo e Brejetuba, respectivamente, pelos cafeicultores premiados William Sartori, José Antônio Romão e Valdeir de Paula. A qualidade dos cafés está rendendo elogios na “capital do mundo”, onde os provadores classificaram os cafés capixabas como exóticos, de perfil sensorial inovador e de grande complexidade de sabor.

O avaliador de café com certificação mundial Q-Grader, Rafael Marques, participou como juiz nas provas de cafés do prêmio. Ele também foi comprador dos cafés arábicas por meio da Faf Coffees, empresa responsável pela compra, conexão e exportação dos lotes campeões para as torrefações e cafeterias dos Estados Unidos e da Austrália. Os cafés foram exportados em sacas com a estampa Reserva Capixaba, um projeto criado pela empresa para ilustrar o vale onde foi produzido o café e a sua qualidade.

“Os compradores ficaram surpresos com os cafés capixabas. Destacaram que são perfis semelhantes aos cafés do Quênia, que têm grande complexidade de sabor, características únicas de terroir, que resultam em uma herança de fatores decisivos para deixar a bebida mais refinada. Não é comum encontrar no Brasil café com tamanha inovação de perfil sensorial. Isso vem para coroar o trabalho que foi feito no prêmio e, para mim, é o maior sucesso que podemos ter como pessoas que trabalham lado a lado com os cafeicultores”, disse Rafael Marques.

Fonte: Incaper e Seag