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Os pequenos e médios produtores rurais continuarão sendo favorecidos, além de incentivos para a produção de milho, para a irrigação e para o armazenamento

As prioridades para o próximo Plano Safra continuarão sendo os pequenos e médios produtores rurais, além de incentivos para a produção de milho, para a irrigação e para o armazenamento. O tema foi debatido nesta quarta-feira (5) em reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. 

“Desde o início temos tentado priorizar os pequenos e médios produtores com o crédito, com base na premissa de que, para esses grupos o crédito rural oficial é mais importante, uma vez que os produtores maiores conseguem obter outras fontes de financiamento”, disse a a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, lembrando que o Plano Safra 2021/2022 ainda está em negociação com a área econômica do governo. 

Segundo a ministra, o governo também trabalha em incentivos para a produção maior de milho no Brasil. “A produção de milho vem batendo recordes no Brasil, mas esse é um produto que cada vez nós usamos mais. O mundo e o Brasil precisam de milho porque ele agrega valor no frango, suínos, bovinos, peixes, leite. O Mapa vem fazendo desde o ano retrasado uma campanha para aumento da área de milho”, disse, lembrando que na semana passada o Conselho Monetário Nacional aprovou medidas para estimular o plantio de milho da safra 2021/2022. 

A ampliação de recursos para armazenamento também será importante por causa das expectativas de aumento na produção agropecuária. “Todas as expectativas são que a safra atual e a próxima safra serão maiores. Nós acompanhamos a compra de insumos e estamos vendo que os produtores estão comprando mais fertilizantes, então isso é um sinal de que o agricultor continua com boa expectativa, acreditando nas políticas públicas e com certeza teremos isso revertido em uma safra ainda maior do que a deste ano”, disse a ministra. 

A abertura de mercados para produtos brasileiros também foi destacada pela ministra na audiência. Segundo ela, desde 2019 foram abertos 134 mercados para os produtos do agronegócio brasileiro: 34 em 2019; 74 em 2020; e 26 nos quatro primeiros meses de 2021. “Desde o primeiro ano do governo trabalhamos muito porque precisávamos ter mais aberturas de mercados. A exportação traz equilíbrio aos preços internos”, disse. 

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Previsões 

A ministra anunciou que será lançado ainda em maio a ferramenta Analisa CAR, que será um módulo de análise dinamizada do Cadastro Ambiental Rural, disponibilizadas para os estados. “São mais de 7 milhões de cadastros no Brasil todo que poderão ser analisados de maneira remota, para que os estados possam fazer isso através de sensoriamento remoto de maneira mais célere”. 

A liberação de seis estados brasileiros como zonas livres de febre aftosa sem vacinação também foi abordada pela ministra. Ela lembrou que essas áreas já foram aprovadas pelo comitê técnico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e no final de maio, a assembleia da OIE deverá aprovar os estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. “Isso é muito importante para vender carne para países que exigem essa opção e que pagam mais caro pela carne. Há uma série de exigências, os estados tiveram que se empenhar, colocar recursos e ter todos os requisitos para chegar neste momento”, ressaltou Tereza Cristina. 

Assista à Comissão de Agricultura – com a participação Tereza Cristina explica prioridades da Agricultura para 2021- 05/05/2021

Ouça a matéria na Rádio Mapa

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Nessa quinta-feira (06), foi realizado o Intercâmbio Brasil-Etiópia para trocar experiências de Assistência Técnica e Extensão Rural destes dois países. O evento, promovido pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ Brasil) em parceria com a Asbraer, teve a intenção de compreender os aspectos políticos e técnicos das instituições estaduais de Ater brasileiras, oferecer inputs sobre as culturas do feijão-fava e trigo tropical (prioritárias para a Etiópia) e apontar possíveis temas futuros de cooperação.

A ocasião contou com a participação do presidente da Asbraer, Nivaldo Magalhães, diretora de pesquisa do IDR-Paraná, Dr.ª Vânia Cirino, diretor de assistência técnica e extensão rural do IDAM/AM, Luiz Herval, para falar sobre a ater brasileira em suas diferentes dimensões. Do lado Etíope, o evento teve a participação do ministro de Desenvolvimento Agropecuário da Etiópia, Girmame Garuma e da Sra. Yenenesh Egu, Diretora de Extensão Rural – Ministério da Agricultura da Etiópia.

Segundo o Ministério da Agricultura da Etiópia, o país possui em torno de 60 mil extensionistas, que são chamados de agentes de desenvolvimento, e possuem formação em áreas diversas de nível superior e técnico. O país possui um centro de capacitação de produtores onde eles vão para receber o atendimento dos extensionistas. Segundo a senhora Yenenesh Egu, o país busca desenvolver uma extensão pluralista em nível federal ligando a extensão à pesquisa.

Como desafios, a Etiópia  classifica o sistema inadequado de serviços, uma produção focada em sistemas ineficientes e isso dá acesso pequeno aos serviços de financiamento, o que impede a escalabilidade de sistemas e uma capacidade limitada de serviços aos produtores. Além de quadro institucional limitado principalmente para produção de conhecimento. Segundo Yenesesh, precisam desenvolver novas tecnologias, no entanto o sistema de extensão para disseminar tecnologias não é robusto. Ela entende que é necessário linkar o sistema de mercado com o produtor, além de diversificar os serviços de extensão rural no país.

O presidente Nivaldo Magalhães, da Asbraer, deu um panorama nacional da extensão rural brasileira e contou a história da representação da ater pública em nível nacional quando a ater pública deixou de ser custeada pelo governo federal e passou a ser entidades estaduais. “Com toda essa mudança tem entidade que faz a assistência técnica, a extensão rural, a pesquisa e a regularização fundiária”, afirmou Nivaldo. 

Enquanto a Etiópia tem 60 mil extensionistas, o Brasil tem 15 mil. Mas no Brasil isso funciona porque cada estado tem seu escritório central e coordenadorias regionais e escritórios locais nos municípios dando capilaridade à extensão rural pública. É a extensão rural pública que aplica a política pública no Brasil. Além disso, o diferencial brasileiro é que a ater fornece serviços gratuitos ao agricultor familiar e pequeno produtor, tendo taxas apenas aos médios e grandes agricultores. 

“Nós que fazemos a Asbraer, fazemos o intercâmbio entre estados para trocar experiências e com isso, damos uma melhor qualificação na ater pública. Apesar de sermos 27 estados, temos uma coordenação única pela Asbraer e fazemos a representação de todo o país junto ao governo federal. A partir daí temos uma orientação única para todos os estados. Com essa orientação única, desenvolvemos as políticas públicas”, completou. Nivaldo acrescentou ainda, que a ater pública, além da assistência técnica na produção,  orienta também o agricultor na comercialização.

O Intercâmbio contou ainda com a experiência do IDAM/AM, com a apresentação do diretor de assistência técnica e extensão rural, Luiz Herval, que mostrou as dificuldades da região norte por sua extensão e especificidade. “ a ater no Amazonas é a mais cara, mas conseguimos também dar capilaridade e atender nosso público, inclusive povos tradicionais”, afirmou.

Representando o sul do país, a Drª Vânia Cirino, do IDR-Paraná, apresentou a experiência do estado mostrando suas boas práticas, após a junção da assistência técnica e extensão rural com a pesquisa.

Os representantes etíopes puderam tirar suas dúvidas, onde focaram entender como funciona a estruturação da ater pública com serviços gratuitos, capacitação e cooperativismo.

O evento continuará na próxima quarta-feira (12) às 8h30 (horário de Brasília) com apresentações técnicas sobre feijão fava e trigo tropical de técnicos da Empaer/PB e IDR-Paraná, além da participação da Embrapa.

Fonte: Asbraer

Entre julho do ano passado a abril deste ano foram liberados R$ 201,43 bilhões aos produtores rurais e cooperativas de produção. O crescimento verificado foi de 12% em relação a igual período da safra anterior. “Decorridos dez meses da safra 2020/2021, o valor das contratações de crédito rural continua com desempenho crescente, indicativo de que todo o orçamento programado será executado” diz o diretor de Crédito e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo. 

A novidade, de acordo com o Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2020/2021, é que nesse montante foram contabilizadas as aquisições de CPRs (Cédulas de Produto Rural) e operações com agroindústrias, que somaram R$ 10,84 bilhões entre julho e fevereiro deste ano .

O destaque desta safra tem sido para o investimento, cuja elevação percentual foi de 46%, comparativamente à safra passada, atingindo R$ 59,56 bilhões. O custeio teve um crescimento de 19% e representou R$ 102,46 bilhões. Pela primeira vez nesta safra, a comercialização aumentou o montante contratado (R$ 18,35 bilhões), e a industrialização atingiu R$ 10,22 bilhões, com crescimento equivalente a 4%.

Do total das operações contratadas no período, as fontes controladas correspondem a 60%. No caso do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), essas fontes respondem por quase 100% do valor contratado, o que evidencia a prioridade de acesso ao crédito rural oficial aos pequenos e médios produtores.

Entre as contratações de crédito rural realizadas com recursos controlados (R$ 120,19 bilhões), destaca-se a participação da Poupança Rural Controlada (R$ 45,78 bilhões) e dos Recursos Obrigatórios (R$ 37,95 bilhões), apesar da diminuição em 16% na utilização destes comparativamente à safra passada.

Quanto à participação das fontes não controladas (R$ 81,24 bilhões), a LCA – Letras de Crédito do Agronegócio (R$ 38,29 bilhões) e a Poupança Rural Livre (R$ 25,11 bilhões) foram as mais representativas. Especialmente neste final de safra, ficou evidenciado o aumento de 6% das contratações com fontes não controladas e de 17% com fontes controladas.

Em relação aos financiamentos realizados nos programas de investimento, com recursos da fonte BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), administrados pelo Mapa, os programas que se destacaram, pelo valor contratado e respectivo aumento, foram o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota): R$ 7,10 bilhões (9%), o Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC): R$ 2,15 bilhões (10%) o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro): R$ 1,58 bilhão (27%), o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA): R$ 1,84 bilhão (63%) e o Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra): R$ 766 milhões (117%). 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

A Epagri está divulgando medidas para que os agricultores possam enfrentar a estiagem em Santa Catarina, que persiste desde 2019, principalmente na região Oeste. A falta de chuva vem impactando os rios catarinenses: das 34 estações hidrológicas de monitoramento de nível de rios da Epagri/Ciram no estado, 20 apresentam situação de estiagem. Segundo o meteorologista Clóvis Corrêa, a previsão para os meses de maio, junho e julho é de chuva abaixo da média histórica devido à atuação do fenômeno La Niña.

Das 34 estações hidrológicas de monitoramento de nível de rios da Epagri/Ciram em SC, 20 apresentam situação de estiagem ( Foto: Rúbia Cristina Marian Horst)

O gerente de extensão rural e pesqueira da Epagri, Darlan R. Marchesi, ressalta que a Empresa, além de desenvolver tecnologias que auxiliam os agricultores, também operacionaliza Políticas Públicas disponibilizadas pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, que possibilitam investimentos nas propriedades para mitigar a restrição hídrica em cultivos agrícolas e produções pecuárias. Confira a seguir as indicações importantes da Epagri que podem ser adotadas para enfrentar a estiagem na área rural.

Orientações básicas

– Procure apoio nos escritórios municipais da Epagri, nossos técnicos estão preparados para orientar em práticas, tecnologias e políticas públicas.

– Acompanhe as previsões metereológicas da Epagri/Ciram.

– Sempre que possível, faça o planejamento para enfrentar a estiagem: implante e ou amplie a capacidade de reservas de água no solo e em cisternas.

– Invista em reservatórios dimensionados para maior disponibilidade, principalmente onde há produção animal.

– Poços artesianos podem ser opções complementares, mas atenção, sempre procurar profissionais habilitados e critérios técnicos.

Práticas estruturantes

Proteção de Fonte Modelo Caxambu é uma das tecnologias indicadas

– Implante e/ou amplie a capacidade de reserva de água na propriedade.

– Capte a água da chuva para armazenar no próprio solo, mas também em reservatórios e cisternas. Conheça o Kit Solo Saudável e o programa Cultivando água e protegendo solo. Essas políticas públicas fornecem subsídios aos agricultores com enquadramento para aquisição de sementes de adubos verdes, proteção e recuperação de nascentes, terraceamento, cobertura do solo e armazenamento de água.

– Proteja nascentes e se viável utilize a proteção de Fonte Modelo Caxambu, de baixo custo e alta eficiência.

– Faça avaliação da qualidade do solo em profundidade: perfil cultural. Se necessário, em caso de compactação e adensamento, escarifique e implante imediatamente culturas com sistema radicular bem desenvolvido.

– Faça análise química e física do solo, corrija a fertilidade do solo.

– Utilize sistema de rotação de culturas, com plantas de cobertura do solo e Semeadura Direta.

– Implante práticas mecânicas de conservação do solo e da água como: terraços e curvas de nível.

Pecuária

Faça semeadura e sobressemeadura das pastagens de inverno quando o solo apresentar condições de umidade

– Faça a orçamentação alimentar, ou seja, calcule a demanda de forragens e a oferta de reservas de alimento para período mínimo de 154 dias.

– Em caso de balanço negativo, descarte de animais: inicie por aqueles que jamais produzirão leite, seguidos de vacas com problemas sanitários, reprodutivos e/ou com idade avançada e por último as vacas com baixa produtividade.

– Produza alimentos concentrados na propriedade e utilize alternativas balanceadas de rações contendo soja em grão, casquinha de soja, cereais de inverno (Trigo, farelo de trigo e outros).

– Procure os técnicos da Epagri para calcular a viabilidade técnica e econômica desses alimentos, em substituição ao milho e farelo de soja.

– Faça semeadura e sobressemeadura das pastagens de inverno quando o solo apresentar condições de umidade.

– A médio e longo prazo, implante pastagens perenes de alto potencial produtivo, tolerantes ao estresse hídrico, como é o caso do capim-pioneiro e do Tifton 85.

– Implante e/ou amplie a capacidade de reserva de água da propriedade, tanto para abastecimento dos animais, quanto para irrigar pastagens, se for o caso.

– Melhore a disponibilidade de água de qualidade ofertada aos animais nos piquetes.

Grãos – cereais de inverno e plantas de cobertura do solo

– Planeje para semear as culturas na melhor época, de acordo com o zoneamento.

– Acompanhe previsões climáticas e escalone a semeadura.

– Utilize sementes fiscalizadas ou certificadas de boa procedência e selecione variedades mais indicadas para a região.

– Adeque a densidade de semeadura. Caso as previsões apontem para redução nas precipitações, poderá ser utilizada a estratégia de reduzir a populações de plantas.

– Se necessário, utilize semeadoras com hastes sulcadoras.

– Faça Semeadura Direta, com mínimo revolvimento, monitorando as áreas para que tenham palhada suficiente, preferencialmente acima de 10 toneladas de massa seca por hectare.

Cebola e alho

Utilize o SPDH para ampliar a capacidade de reserva de água no solo e reduzir em 50% a necessidade de uso de irrigação

– Dimensione lavouras em função da disponibilidade de água de reservatórios para de irrigação. Cebola e alho exigem volumes que variam de 600 a 850 mm no ciclo.

– Para cebola, reserve água para garantir o pegamento de mudas e 4 a 5 irrigações no período crítico da cultura.

– Amplie a capacidade de reserva de água da propriedade.

– Planeje com antecedência a necessidade em implantar e ou ampliar sistemas de irrigação, recomendados, visando o uso racional da água.

– Maneje a irrigação com tensiômetros, dados de estações meteorológicas da Epagri/CIRAM e outros métodos.

– Utilize o Sistema Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) para ampliar a capacidade de reserva de água no solo e reduzir em 50% a necessidade de uso de irrigação.

Fruticultura

Podas devem ser feitas nos momentos mais adequados para a cultura para minimizar eventuais danos ocasionados por geadas ou pela intensificação da estiagem (foto: Aires Mariga)

– Implante ou amplie a reserva de água da propriedade, com sistema de irrigação por gotejamento, que otimiza o uso da água. No caso de controle de geada, o sistema de aspersão poderá ser considerado.

– Mantenha a cobertura de solo com a semeadura de adubos verdes e manejo com roçadas.

– Efetue manejos de inverno nos pomares, como podas de limpeza e controles fitossanitários.

– Acompanhe previsões climáticas para efetuar as práticas de podas nos momentos mais adequados para a cultura e minimizar eventuais danos ocasionados por geadas e/ou intensificação da estiagem

Apicultura

Evite abrir as caixas, pois há perda de calor, gasto de energia e alimento para elevar a temperatura novamente

– Acompanhe as floradas e adapte os manejos das colmeias. 

– Monitore apiários para evitar a morte ou enfraquecimento das colônias.

– Forneça alimento proteico e energético. *O bife proteico deve ser colocado próximo às crias.

– Evite abrir as caixas, pois há perda de calor, gasto de energia e alimento para elevar a temperatura novamente.

– Em dias frios, não pulverize com ácido oxálico para controle de varroa, pois poderá ocorrer o congelamento dentro do ninho;

– Instale “alvado invertido”. Emergencialmente pode ser utilizado um sarrafo na parte central do alvado.

– Coloque o poncho ou entre tampa horizontal. Emergencialmente pode ser utilizado entretampa de ráfia.

– Utilize poncho ou entre tampa vertical nas colmeias que for necessário.

– Acesse o site Apis on-line.

Piscicultura

Uma dica é acompanhar a qualidade de água nos viveiros (foto: Aires Mariga)

– Acompanhe a qualidade de água nos viveiros: monitore oxigênio dissolvido (>4 mg/L), a alcalinidade (> 30 mg/L) e a transparência (entre 25 a 40 cm).

– Controle adubações, fertilizações ou arraçoamentos em caso de falta de água, com oxigênio baixo e transparências abaixo de 25 cm.

– Utilize biometrias e a tabela de alimentação (Epagri) para alimentação para tilápias. 

– Evite drenagens e corrija possíveis vazamentos nas comportas.

– Apenas renove a água de forma pontual quando os parâmetros não estejam adequados. Se necessário, reduza cerca de 10 a 20% do volume, posteriormente, eleve o nível novamente.

A seguir os links dos documentos Epagri para auxiliar nesses manejos: Sistema de produção de tilápia / Manejo de alimentação e desinfecção de viveiros

Em todos os casos, procure orientação técnica da Epagri nos escritórios municipais. Nossa equipe está disponível para auxiliar os agricultores catarinenses.

Fonte: Epagri-SC

Os pequenos e médios produtores rurais continuarão sendo favorecidos, além de incentivos para a produção de milho, para a irrigação e para o armazenamento

As prioridades para o próximo Plano Safra continuarão sendo os pequenos e médios produtores rurais, além de incentivos para a produção de milho, para a irrigação e para o armazenamento. O tema foi debatido nesta quarta-feira (5) em reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. 

“Desde o início temos tentado priorizar os pequenos e médios produtores com o crédito, com base na premissa de que, para esses grupos o crédito rural oficial é mais importante, uma vez que os produtores maiores conseguem obter outras fontes de financiamento”, disse a a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, lembrando que o Plano Safra 2021/2022 ainda está em negociação com a área econômica do governo. 

Segundo a ministra, o governo também trabalha em incentivos para a produção maior de milho no Brasil. “A produção de milho vem batendo recordes no Brasil, mas esse é um produto que cada vez nós usamos mais. O mundo e o Brasil precisam de milho porque ele agrega valor no frango, suínos, bovinos, peixes, leite. O Mapa vem fazendo desde o ano retrasado uma campanha para aumento da área de milho”, disse, lembrando que na semana passada o Conselho Monetário Nacional aprovou medidas para estimular o plantio de milho da safra 2021/2022. 

A ampliação de recursos para armazenamento também será importante por causa das expectativas de aumento na produção agropecuária. “Todas as expectativas são que a safra atual e a próxima safra serão maiores. Nós acompanhamos a compra de insumos e estamos vendo que os produtores estão comprando mais fertilizantes, então isso é um sinal de que o agricultor continua com boa expectativa, acreditando nas políticas públicas e com certeza teremos isso revertido em uma safra ainda maior do que a deste ano”, disse a ministra. 

A abertura de mercados para produtos brasileiros também foi destacada pela ministra na audiência. Segundo ela, desde 2019 foram abertos 134 mercados para os produtos do agronegócio brasileiro: 34 em 2019; 74 em 2020; e 26 nos quatro primeiros meses de 2021. “Desde o primeiro ano do governo trabalhamos muito porque precisávamos ter mais aberturas de mercados. A exportação traz equilíbrio aos preços internos”, disse. 

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Previsões 

A ministra anunciou que será lançado ainda em maio a ferramenta Analisa CAR, que será um módulo de análise dinamizada do Cadastro Ambiental Rural, disponibilizadas para os estados. “São mais de 7 milhões de cadastros no Brasil todo que poderão ser analisados de maneira remota, para que os estados possam fazer isso através de sensoriamento remoto de maneira mais célere”. 

A liberação de seis estados brasileiros como zonas livres de febre aftosa sem vacinação também foi abordada pela ministra. Ela lembrou que essas áreas já foram aprovadas pelo comitê técnico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e no final de maio, a assembleia da OIE deverá aprovar os estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. “Isso é muito importante para vender carne para países que exigem essa opção e que pagam mais caro pela carne. Há uma série de exigências, os estados tiveram que se empenhar, colocar recursos e ter todos os requisitos para chegar neste momento”, ressaltou Tereza Cristina. 

Assista à Comissão de Agricultura – com a participação Tereza Cristina explica prioridades da Agricultura para 2021- 05/05/2021

Ouça a matéria na Rádio Mapa

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

A Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) realizou a 32ª Assembleia Extraordinária, na qual houve eleição de dirigentes e a abordagem de pautas elencadas como prioritárias no cenário da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) no País. Na ocasião, transmitida por videoconferência nesta quarta-feira (05), também foi empossada a diretoria do biênio 2021/2023. Os seguintes temas foram abordados: ações e perspectivas do Mapa para o biênio 2021/2022, projetos e proposições de políticas públicas para fomento da agricultura familiar nacional, Ater Digital e demais projetos e convênios da SAFC, Projeto Dom Hélder Câmara (PDHC), implantação do Programa Nacional de Crédito Fundiário – Terra Brasil, entre outros.

A Assembleia contou com a participação de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e também da Câmara dos Deputados. Os dirigentes dos Departamentos de Assistência Técnica e Extensão Rural e de Gestão de Crédito Fundiário do Mapa destacaram a questão da Ater Digital e a ampliação do Programa Produzir Brasil.

Já o deputado federal Zé Silva, presidente da Frente Parlamentar de Extensão Rural e membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), pontuou mais uma vez a necessidade de maior orçamento para a Ater.

“A assistência técnica e extensão rural precisa de recursos. Não adianta aprovarmos bons projetos, se não tivermos recurso”. O deputado apresentou as propostas que compõem o Pacto para Fortalecimento da Ater e mostrou o status de suas tramitações. Ele também sugeriu que a Asbraer e Anater elaborem material das entidades estaduais de para colaborar com a redução do efeito estufa.

O presidente da Anater, Ademar Silva Júnior, reiterou sobre a parceria constante da Asbraer na solução de questões acerca da Ater no País. “Precisamos unir forças, criar uma rede forte de cooperação sobre a extensão rural. Devemos nos responsabilizar cada vez mais para dar solução à agricultura familiar e temos instrumentos para trabalhar até conseguirmos novos recursos”.

Sobre o PDHC, pontuado como instrumento de Ater, o dirigente informou que o programa receberá uma nova edição, de acordo com o empenho do Mapa e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). “Conseguimos ganhar a confiança desse órgão internacional e sanar alguns pontos deficitários, fazendo com que a Ater Pública tivesse mais efetividade. O PDHC tem foco no agricultor que está abaixo da linha da pobreza e é de extrema importância a afinidade com as Emateres”, destacou.

Vice-presidentes eleitos

Foram eleitos os vice-presidentes suplentes das regiões Sudeste e Norte., na vacância dos eleitos na assembleia ordinária realizada no mês de fevereiro, são: o diretor-presidente Otávio Maia da Emater/MG, eleito vice-presidente suplente da região Sudeste e o diretor-presidente Emerson dos Santos do Dater/RR, eleito vice-presidente suplente da região Norte.

Proposta de Ater Pública Nacional

A Asbraer pretende pautar os presidenciáveis de 2022 sobre as propostas para a assistência técnica e extensão rural em nível nacional. Para isso, a associação buscar elaborar um documento contendo proposta de ater pública nacional para apresentar aos candidatos a presidência da república. A intenção é pautá-los sobre a temática de forma a inserir na agenda política e ampliar o diálogo e articulação sobre ater pública em âmbito nacional, credenciando a Asbraer a dialogar e levando em consideração todas as especificidades da extensão territorial e diversidade brasileira.

O presidente da Asbraer, Nivaldo Magalhães, conduziu a assembleia de forma a propor medidas e tirar todas as dúvidas das associadas. “É sempre muito importante essas assembleias com nossos parceiros para fortalecer a ater pública e buscar ampliar e potencializar a oferta de assistência técnica e extensão rural e sanar problemas”, considerou. Nivaldo se disponibilizou a manter sempre diálogo para fortalecer o atendimento aos agricultores familiares e pequenos produtores buscando sempre levar qualidade de vida ao campo, desenvolver economicamente de forma sustentável e garantir o abastecimento de alimentos à sociedade brasileira.

Fonte: Ascom Asbraer, com edição Anater

Com o crescente consumo de cervejas artesanais e diferenciadas na capital, produtores estão apostando no cultivo do lúpulo, um dos principais ingredientes da bebida. Em formato de cone, a flor verde é responsável por garantir aroma, textura e sabor à bebida. Em Brasília, capital do país, o interesse pelo cultivo, que tem mercado certo, vem crescendo. 

Em cinco anos, o número de cervejarias cresceu 264%, segundo dados do Anuário da Cerveja no Brasil, levantamento divulgado no início de 2020 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em 2015, eram 332 fábricas. Em 2019, esse número saltou para 1.209. Já um outro levantamento realizado pela Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo) aponta que, em 2019, o Brasil importou 3.600 mil toneladas do produto.

De olho no mercado, a Emater-DF tem auxiliado produtores com o cultivo de lúpulo na capital. No Lago Oeste, Breno Borges, 42 anos, arquivista de formação e profissão, é um dos exemplos de produtores que estão investindo na planta. Há dois anos, ele se interessou pelo mercado e começou os experimentos em sua propriedade. “Foi por curiosidade. Tinha conhecidos que plantavam ou que conheciam quem plantava. É um mercado que está crescendo. É um insumo que não se encontra com tanta facilidade nas proximidades. Achei que seria uma boa oportunidade de plantar o lúpulo e conquistar o mercado cervejeiro”, conta.

Nas primeiras conversas com o produtor Pablo Tamayo, Breno conta ter se interessado ainda mais e, com isso, já comprado algumas mudas. No início, o cultivo era na varanda da propriedade, apenas como experimento. Mas, de acordo com ele, logo veio a vontade de ocupar mais espaços com a plantação. Foi então que decidiu entrar de vez no ramo e investiu nas estruturas de eucalipto e cabo de aço para aguentar o peso da planta, que, segundo ele, pesa entre 20 kg e 25 kg.

“Apesar do investimento alto e de todo o trabalho, eu estou feliz. Está indo no ritmo que eu imaginava. Está funcionando bem”, diz, orgulhoso. Breno já provou a cerveja feita com seu lúpulo e garante que gostou do resultado. “Já tem cervejeiros caseiros e pequenas cervejarias interessados no lúpulo que estou produzindo. Já passei para algumas pessoas da área que se comprometeram a fazer a cerveja justamente para testar e, posteriormente, me darem um retorno da qualidade.”

O lúpulo fresco, antes de ser seco e embalado à vácuo – Foto: Pablo Tamayo/Arquivo Pessoa

Na propriedade de Breno, a Emater-DF tem prestado assistência com orientações diversas sobre o cultivo. “Como não sou agrônomo e não sou da área, não tenho muita noção da parte de adubação, manejo do solo, o que colocar na terra, como fazer análise. Foi então que procurei ajuda da Emater”, conta.

No Distrito Federal, por ter um clima diferenciado, com estações chuvosa e seca bem definidas, é possível ter até três safras do lúpulo por ano. No entanto, para os iniciantes, vale destacar que apenas na terceira ou quarta safra é que o lúpulo atinge boa maturidade e chega na qualidade ideal de sabor e aroma para a bebida.

“Por ser uma cultura trabalhosa e com alto investimento, ao longo do processo ela dá um retorno muito grande. Então, a partir deste despertar, a Emater começou a atender de forma mais efetiva e até estimular os produtores no cultivo de lúpulo, que tem muito valor agregado”, afirma o extensionista Daniel Oliveira, gerente do Escritório de Agricultura Orgânica e Agroecologia da Emater-DF. Auxílio com técnicas de irrigação e adubação, identificação de pragas na plantação, análise de solo, questões de pós-colheita e aquisição de crédito rural são alguns dos auxílios prestados pela empresa aos produtores. 

“Minha expectativa é começar a comercializar meu lúpulo no próximo ano, a partir do momento que eu conseguir uma qualidade boa para venda”, diz Breno, que está na fase de experimentos do lúpulo. Em flor, para consumo in natura, o ingrediente precisa ser utilizado poucos dias após a colheita. No formato de flor seca e embalada a vácuo, o tempo de uso sobe para dois anos. Já quando transforma a flor em pelet, deixando-a em formato igual ao dos lúpulos importados, em formato de pastilha, o prazo de validade é aumentando para até três anos. 

Em 200 metros quadrados, Pablo Tamayo cultiva 60 plantas – Crédito: Pablo Tamayo/Arquivo Pessoal

Referência entre produtores do DF

Considerado uma das referências em conhecimento no cultivo do lúpulo, Pablo Tamayo começou a investir e estudar o lúpulo em 2017. Hoje, sua produção ainda não é em grande escala, mas ele consegue ter até três safras no ano e vender seu produto fresco e também embalado à vácuo e refrigerado. De acordo com ele, mesmo o lúpulo desidratado e embalado à vácuo, com validade de até seis meses, tem alto valor agregado por ser considerado fresco.

Em 200 metros quadrados, em sua propriedade no Lago Norte, Tamayo consegue cultivar cerca de 60 plantas, o que lhe rende entre 30 kg a 45 kg por colheita e entre 100 kg e 150 kg por ano. Como a planta cresce para cima, é possível colocar entre 2,5 mil a 3 mil plantas em 1 hectare, o que, segundo ele, dá para ter um produto final, já seco, entre mil e dois mil quilos.

“É um negócio bastante atrativo do ponto de vista financeiro. […] Ele é um produto que tem um potencial muito bom de preço de venda. Tem lúpulos bons, brasileiros, sendo vendidos entre R$ 150 e R$ 300 o quilo. O custo de algumas produções varia entre R$ 40 e R$50 reais o quilo”, explica o produtor Pablo Tamayo.

Hoje, ele consegue vender seu lúpulo para fábricas de kombucha em Brasília e em Florianópolis, além de algumas cervejarias artesanais da capital. Por vender lúpulo orgânico, ele garante ter um bom retorno das vendas. “A expectativa é expandir para um cultivo profissional e comercial maior”, diz.

Pablo trabalhava com infraestrutura de tecnologia de redes quando começou a se interessar por agricultura e cultivo orgânico. Com o conhecimento repassado por alguns amigos sobre o cultivo orgânico de hortaliças, seu interesse era cultivar algo diferente. Na época, ouviu falar do lúpulo, sobre ser uma planta importada, sem cultivo no Brasil e que dava sabor e características especiais para a cerveja. Motivos suficientes para se apaixonar, aprender tudo sobre o cultivo e começar o investimento no quintal de casa.

Produtor Breno Tamayo (direita) e o extensionista da Emater-DF Daniel Oliveira fazem a colheita do lúpulo

Colheita

No processo de colheita, a parte aérea da planta é arrancada no tronco. Da parte arrancada são aproveitados os cones. A rebrota ocorre a partir da raiz (rizoma) que permanece em campo, sendo vigorosa, crescendo até 30 cm por dia. A nova colheita somente ocorre após quatro meses, quando as hastes já estão grandes novamente e com flores. Com a colheita feita toda manual, Breno conta ter bastante trabalho. “Tem que arrancar a planta e arrancar cone por cone. Isso demanda muito tempo. Quem tem o maquinário agiliza todo esse processo. Mas adquirir o maquinário tem um custo muito alto”, relata.

De acordo com o extensionista Daniel, a perspectiva da Emater e do grupo de produtores que cultivam lúpulo é adquirir o maquinário por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR). Com isso, todo o trabalho hoje manual, de colheita e separação do cone, será realizado pelo maquinário, eliminando grandes gargalos para pequenas produções.

Após a colheita dos cones, Breno diz que o passo seguinte é levar para a secagem, para depois embalar à vácuo. No caso do uso sem secar, ele diz que a cervejaria precisa ser próxima para utilização do produto em até 48 horas. O consumo do lúpulo fresco, segundo Breno, dá mais frescor e sabor à cerveja. No entanto, a quantidade usada acaba sendo quase quatro vezes maior do que o lúpulo seco.

Fonte: Emater-DF

Deverão ser vacinados 170 milhões de bovinos e bubalinos de todas as idades, na maioria dos estados brasileiros

A primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2021 começou no sábado (1°) e avança nos estados brasileiros. Bovinos e bubalinos de todas as idades devem ser vacinados, conforme o calendário nacional de vacinação. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 170 milhões de animais. 

Dos 21 estados que realizam a imunização dos animais neste período, no Amazonas e em Mato Grosso participam apenas os municípios que ainda não suspenderam a vacinação, enquanto no Espírito Santo ocorrerá para bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade. 

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina. 

Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser realizada de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados. 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforça que devem ser adotadas medidas de cuidado com a Covid-19 para a garantia da manutenção dos compromissos com as zonas reconhecidas como livre de febre aftosa com vacinação perante a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). 

Em caso de dúvidas, a orientação é procurar o órgão de defesa sanitária animal de seu estado.

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Sergipe inicia a 1ª etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa

Como exemplo, Sergipe iniciou a campanha e deve imunizar bovinos e bubalinos contra a doença até o final deste mês. A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) estima superar o índice vacinal de 2020, que foi de 96,4% do rebanho no estado, correspondendo a pouco mais de 1.1 milhão de animais vacinados.

O órgão alerta aos criadores que, antes de adquirirem seus imunizantes, atualizem seus cadastros e verifiquem se as revendedoras possuem autorização da Emdagro. Após a vacinação, o criador terá até 10 de junho para declarar que vacinou seus animais nos escritórios da empresa ou pelos meios digitais, como o Sistema de Integração Agropecuária (Siapec3) no site da Emdagro (www.emdagro.se.gov.br), pelo WhatsApp (79) 99191-4341 ou pelo e-mail codea@emdagro.se.gov.br.

“Os criadores que não vacinarem e não realizarem a declaração de vacinação junto à Emdagro sofrerão penalidades, em multas”, alertou a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade. Segundo ela, para regularizar a situação, o criador deve procurar um escritório do órgão e resolver a pendência, evitando algum tipo de dificuldade na hora de adquirir a vacina.

“O criador que não se regularizar ficará impossibilitado de comercializar seu rebanho, por não conseguir emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) emitida pela Emdagro, ou realizar empréstimos bancários que dependam de algum documento que comprove o status sanitário do seu rebanho”, frisou a diretora.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Emdagro

Mapa e BNB lançam Profinor, programa que vai oferecer crédito facilitado para produtores instalarem ou modernizarem sistemas de irrigação e assistência técnica

Você sabia que 100% da produção nacional de melão está localizada no Nordeste do Brasil? E que 80% das frutas exportadas são cultivadas nessa região? Esses resultados têm larga relação com a agricultura irrigada, tendo vários de seus polos baseados no desenvolvimento dessa tecnologia.

Para estimular o crescimento da agricultura irrigada no Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)  e o Banco do Nordeste (BNB) lançaram, nesta quinta-feira (29), o Programa de Fomento à Agricultura Irrigada no Nordeste (Profinor).

O programa tem como meta ampliar a área de agricultura irrigada na região em 80 mil hectares até 2024, além da modernização de 8 mil hectares de sistemas de irrigação obsoletos.

>> Veja aqui a live de lançamento do Profinor

A promoção do desenvolvimento sustentável ocorrerá por meio de crédito aos produtores rurais para que possam instalar ou trocar equipamentos de irrigação por outros mais eficientes e também instalar sistemas de energia alternativa.  

“A partir da linha de crédito criada pelo BNB, os pequenos e médios produtores rurais da região poderão agora ter acesso facilitado tanto a recursos para a implantação ou expansão de projetos de irrigação e drenagem, como também à assistência técnica necessária para que seus projetos sejam economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis”, destacou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) na live de lançamento.

A ministra acrescentou que a missão do Mapa é oferecer ao Nordeste “as mesmas condições da produção agropecuária do Centro-Sul”. “Conciliaremos aumentos de produtividade e diversificação da produção com incrementos na renda e na qualidade de vida do produtor, além de benefícios incontestes para o meio ambiente”.

Recursos

Produtores rurais e empresas da Região Nordeste, do norte de Minas Gerais e do norte do Espírito Santo que tenham interesse em implantar a agricultura irrigada ou que precisem modernizar ou expandir o sistema de irrigação poderão contar com R$ 900 milhões em crédito por meio do Profinor. Os recursos são provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), BNB Agro Inovação e Pronaf, com taxas de juros que variam de 4,38% a 4,78% ao ano, dependendo do porte do produtor (pequeno, médio e grande) e com bônus de adimplência. O crédito será operacionalizado pelo Banco do Nordeste.

“Temos grandes celeiros no Nordeste e precisamos dar dinamicidade a esses polos de desenvolvimento com a produção agrícola pelo emprego de novas tecnologias, melhoria de processos e concessão de outorgas. Que possamos melhorar a produtividade e o agronegócio do Brasil olhando para o Nordeste”, ressaltou o presidente do BNB, Romildo Rolim.

Os itens que poderão ser financiados pelo Programa são: aquisição de sementes e mudas para cultivos irrigados; implantação das culturas sob irrigação; aquisição de insumos para áreas irrigadas; aquisição de equipamentos de irrigação, bombas e sistemas de adução de água; construção de barramentos e açudes para acúmulo de água para irrigação; financiamento de sistemas/equipamentos para manejo da agropecuária irrigada; sistema de energia de fontes alternativas e convencionais; custeio agrícola.

Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, o programa atende aos anseios de produtores do Nordeste. “Temos terras muito produtivas e condições de duplicar as áreas irrigadas para transformar o Nordeste numa região empreendedora e moderna”.

No caso da contratação de assistência técnica específica para agricultura irrigada, serão priorizados os territórios definidos dentro do AgroNordeste, programa do Mapa para alavancar cadeias produtivas da região. 

Área irrigada

Dados do Censo Agropecuário de 2017 e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) mostram que a área irrigada no Brasil é de aproximadamente 7 milhões de hectares, o que corresponde a 3% da área agricultável. A relação média mundial entre área irrigada e agricultura de sequeiro é de 20%, no Brasil esse índice é de apenas 10% da área plantada, ou cerca de 8,2 milhões de hectares.

Existem 55 milhões de hectares, ocupados atualmente pela agricultura de sequeiro e por pastagens, aptos para irrigação, de acordo com pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo – Esalq/ USP, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

Foto: iStock/Mapa

Foto: iStock/Mapa

No Profinor, o produtor rural, com apoio de extensionistas, definirá em qual lavoura pretende colocar sistema de irrigação. Uma das cadeias produtivas a serem beneficiadas é a de frutas, como lavouras de manga, uva e banana e citrus. O potencial para a produção de frutas com alto valor agregado é grande, e ainda há espaço para incrementar a partir da irrigação do solo, bem como o desenvolvimento social, econômico e ambiental.

“Acreditamos que com ciência e tecnologia vamos mudar o cenário do Nordeste brasileiro, levando a riqueza do agro. Fazer agricultura irrigada inteligente atendendo ao binômio de produção com sustentabilidade”, disse o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo.

Participaram do evento o secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação e diretor do AgroNordeste, Cleber Soares; o diretor substituto do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Gustavo Goretti;  o secretário executivo substituto do Ministério do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira, que representou o ministro Rogério Marinho; e o superintendente do Banco do Nordeste, Luiz Sérgio.

Ouça a matéria na Rádio Mapa

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará fomenta a agricultura familiar com ações educativas como cursos, dias de campo, demonstrações técnicas

A agricultora Daise Alves, da localidade do Itaqui, em Castanhal, é uma das trabalhadoras rurais atendidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater-PA). Para ela, os conhecimentos repassados pelos técnicos do escritório local definiram o rumo que sua história iria tomar, em um momento em que ela pensou em desistir das atividades do campo.

“Foi essencial o conhecimento que eles nos trouxeram aqui, porque nós não tínhamos conhecimento para poder trabalhar com a terra, a gente terminava fazendo da forma errada e não tínhamos resultado. Agora a nossa propriedade é muito produtiva”, afirmou Daise Alves.

Já se vão 10 anos, desde que Daise Alves passou a ter o apoio da Emater, e a partir de então conseguiu estruturar a propriedade dela dentro do modelo de Sistemas Agroflorestais (SAFs), com produção de diversas espécies de frutas o ano todo. Atualmente, ela consegue beneficiar parte de sua produção em forma de polpas, doces e licores e ainda tem como alternativa de renda a produção de pequenos animais, como frangos e suínos.

“A Educação no campo vai muito além do ler e escrever e ela passa pela experiência e pela vivência que o agricultor ganha ao longo de sua vida naquilo que ele pratica. E nós, enquanto Emater, levamos a questão da educação no sentido que ele possa aprender com qualidade e técnica e exercer essa técnica para que possa ter melhoria e assim ter alimento de qualidade na mesa e excedente para atender o mercado local e gerar renda”, disse o engenheiro florestal, Denilson Batista de Souza.

Para a pedagoga Liduina Bentes, que há 15 anos atua na Emater e já acompanhou agricultores de cinco municípios paraenses, “a educação é troca e em cada ação, que será executada, precisamos considerar os vários meandros e cada um colocar o seu olhar e, no retorno, precisamos observar como esse agricultor nos percebe. A gente sempre precisa dar voz ao agricultor para ele expressar as dificuldades e se posicionar frente ao conhecimento que está recebendo e nos devolver o conhecimento que ele tem, e em cima do qual nós podemos trabalhar uma atualização. Com esse olhar pedagógico a possibilidade de êxito é maior”, considera a pedagoga.

No ano de 2020, a Emater realizou mais de 56 mil atendimentos, em todos os 144 municípios paraenses. Parte desses atendimentos foram de ações educativas como cursos, oficinas, demonstrações técnicas, implementação de unidades de observação, e dias de campo, entre outras metodologias utilizadas pela extensão rural.

Fonte: Emater-PA