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Pesquisadores vão orientar os produtores sobre o uso eficiente de fertilizantes e insumos

Pesquisadores e analistas da Embrapa, começarão nesta terça-feira (10), a percorrer 48 polos produtivos agropecuários, levando informações e conhecimento a técnicos, cooperativas, associações, sindicatos, consultores e produtores rurais sobre como promover o aumento da eficiência de uso dos fertilizantes e insumos no campo, diminuir custos de produção e estimular a adoção de novas tecnologias e de boas práticas de manejo de solo, água e plantas. É a Caravana Embrapa FertBrasil, que terá como ponto de partida a cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, e passará depois, no dia 12, por Chapadão do Sul, e no final do mês por algumas cidades paulistas.

Em junho e julho, cinco caravanas passarão por cidades mineiras: no dia 8 em Sete Lagoas, no dia 28 em Unaí, no dia 30 em Patos de Minas; Passos  no dia 6 de julho e Uberaba no dia 7 de julho. De 25 a 29 de julho, edições da Caravana  serão realizadas nas cidades de Santa Maria, Três de Maio e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul; e de 8 a 12 de agosto, nas cidades de Chapecó, Campos Novos e Canoinhas, em Santa Catarina. As datas das próximas caravanas ainda não estão definidas pela Embrapa, mas seguirão as épocas de plantio de cada polo até o final do ano e a logística de deslocamento dos pesquisadores que farão as palestras.

“É lógico que nossas equipes não poderão passar por todas as cidades importantes. Por isso, cada polo escolhido terá uma cidade como referência, mas técnicos das outras cidades ao seu entorno serão chamados para participar. Em Dourados, esperamos contar com a presença também de lideranças rurais das cidades do entorno, como Maracaju, Rio Brilhante, Ponta Porã, Naviraí, Sidrolândia. Já em Chapadão do Sul, serão mobilizados os públicos das cidades de São Gabriel do Oeste, Bandeirante e Costa Rica”, explica Paulo Galerani, coordenador geral da Caravana em todo o país. 

O chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados – MS), Harley Nonato de Oliveira, destaca a relevância da Caravana FertBrasil e o fato das atividades começarem em Mato Grosso do Sul, reflexo da força da agropecuária regional, com seus diversos sistemas produtivos e representatividades locais, desde a geração de tecnologias, planejamentos, políticas públicas, logísticas e inovação, bem como dos trabalhos que são realizados pela Unidade. E aproveitou para agradecer a todos os colegas e parceiros que estão se dedicando nas últimas semanas para a realização dos eventos no estado.

Apresentações em módulos adaptados a cada região produtora

Galerani detalha que as palestras de cada caravana serão divididas em cinco módulos, adaptados às diversas condições dos biomas brasileiros, que deverão nivelar e customizar as informações para cada uma das regiões produtoras do país. Em Dourados e Chapadão, o primeiro módulo, sobre ferramentas para o planejamento agrícola: onde e quando plantar?, será apresentado pelo pesquisador Ademir Fontana, da Embrapa Solos. Já o segundo,  que terá como tema boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes, será conduzido pelo pesquisador Álvaro Resende, da Embrapa Milho e Sorgo. O tema do módulo seguinte, novas tecnologias para suprimento eficiente de nutrientes às plantas, será ministrado por Alberto Bernardi, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste. O quarto módulo terá como foco o uso de tecnologias digitais e sistemas de informação para manejo sustentável da agropecuária e será apresentado pelo pesquisador da Embrapa Solos, Ronaldo Oliveira. E o último terá a participação de dois pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo e Julio Cesar Salton, que ficarão responsáveis pelo tema tecnologias e práticas de manejo de plantas para sustentabilidade agroambiental A coordenação das ações no Mato Grosso do Sul ficarão com o técnico Sergio Abud, da Embrapa Cerrados, e o pesquisador Pedro Machado, da Embrapa Arroz e Feijão.

Redução no uso de fertilizantes

“Esperamos, com essa ação, sensibilizar lideranças ligadas às cadeias produtivas da agropecuária, além de técnicos, consultores e multiplicadores, para que o Brasil possa superar a crise dos fertilizantes por meio de capacitação e troca de conhecimentos sistematizados entre os institutos de pesquisa e o setor produtivo, estabelecendo um diálogo da pesquisa com o agronegócio no Brasil, propondo soluções tecnológicas para cada um desses 48 polos agrícolas”, explicou Celso Moretti, presidente da Embrapa.

Segundo ele, a Caravana vai abordar questões práticas e de impacto imediato, que ao serem adotadas poderão, junto com outras iniciativas do Plano Nacional de Fertilizantes, promover uma economia de até 20% no uso deste tipo de insumo agropecuário no Brasil, já na safra 2022/23, podendo resultar em até US$ 1 bilhão de dólares de economia para o produtor rural brasileiro.

O Brasil, atualmente, consome cerca de 8,5% dos fertilizantes a nível global, ocupando a quarta posição. China, Índia e Estados Unidos aparecem no topo da lista de consumo. Esses países, ainda, são grandes produtores mundiais de fertilizantes, à exceção do Brasil, que importou em 2021 cerca de 89% das 43 milhões de toneladas consumidas na produção agrícola. No país, as culturas de soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes.  A Rússia é responsável por fornecer 25% dos fertilizantes para o Brasil. Junto com a Bielorrússia, chega a fornecer mais de 50% do potássio consumido pelo agricultor brasileiro anualmente.

Alinhamento e debate

Ao final das apresentações da Caravana em cada polo produtivo, será realizado um alinhamento das necessidades de conhecimento tecnológico, seguido de um amplo debate sobre os principais problemas encontrados em cada região. Em algumas regiões será demonstrada ainda, a eficiência de algumas das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa por meio de Unidades Demonstrativas de Referência Tecnológica.

As atividades presenciais serão voltadas para técnicos de extensão rural, técnicos de cooperativas, sindicatos e associações rurais, e produtores líderes, pretendendo atingir cerca de 10 mil profissionais, tornando-os multiplicadores das técnicas e orientações repassadas pela equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa e parceiros que integrarão cada Caravana.

A Embrapa pretende modular digitalmente o conhecimento sistematizado para alimentar um hotsite e contribuir para construção de uma ampla plataforma digital de conhecimento sobre o tema, que poderá ser ofertado à multiplicadores de referência, tais como CNA, SENAR, EMATERs e cooperativas agroindustriais.

A Caravana Embrapa FertBrasil é uma ação realizada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Embrapa e da Rede FertBrasil, com o patrocínio da Bayer e da Rede ILPF e apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Em Dourados, o evento conta com o apoio da Aastec, Sindicato Rural de Dourados, Bioma e Aprosoja. Em Chapadão do Sul, os parceiros locais são Fundação Chapadão, Ampasul, Bioma, Sindicato Rural de Chapadão do Sul e Aprosoja.

Mais informações: https://www.embrapa.br/caravana-embrapa

Serviço:
Caravana Embrapa FertBrasil – Dourados
Cidade: Dourados (MS)
Local: Auditório Embrapa Agropecuária Oeste (Rodovia BR 163, km 253,6)
Data: 10 de maio (terça-feira)
Horário: das 7h30 às 12h (MS)
Inscrição gratuita: www.embrapa.br/caravana-fertbrasil/dourados

Caravana Embrapa FertBrasil – Chapadão do Sul
Cidade: Chapadão do Sul (MS)
Local: Auditório Ampasul (Rodovia BR 060, km 10)
Data: 12 de maio (quinta-feira)
Horário: das 8h às 12h (MS)
Inscrição gratuita: www.embrapa.br/caravana-fertbrasil/chapadao-do-sul

Fonte: Ascom Embrapa

A programação diversificada, na próxima semana, conta com atividades presenciais e virtuais

Seguem abertas as inscrições para as atividades da 14ª Semana de Integração Tecnológica (SIT), que será realizada entre os dias 09 e 13 de maio. A SIT é um evento de Transferência de Tecnologia que busca impulsionar o setor agropecuário. A 14ª edição carrega o tema: “Desenvolvimento regional, inclusão socioprodutiva e empreendedorismo”, e será organizada em Sete Lagoas, Minas Gerais.

A programação diversificada conta com atividades presenciais e virtuais. Serão quatro seminários, seis dias de campo, 28 cursos e 12 palestras. Os cursos abordam assuntos variados, como pecuária, agricultura de precisão, máquinas agrícolas, técnicas de produção orgânica, manejo de irrigação, fabricação de laticínios, propagação de hortaliças e implantação de pomares, dentre outros.

Os seminários terão transmissão on-line com inscrições gratuitas e os seguintes títulos: “Cultivos intercalares antecipados como estratégia para o aumento de produtividade em cultivos de safrinha”, “Empreendedorismo e inovação na agricultura”, “Atividade de cria e recria na bovinocultura”, “Contribuição dos bioinsumos para a sustentabilidade da produção agrícola”.

Haverá dias de campo presenciais sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e sobre bioinsumos, e também um dia de campo virtual sobre tecnologias para cria e recria de bezerros.

As inscrições devem ser feitas para cada atividade selecionada pelo participante. Acesse a programação completa no site da SIT:  https://sitintegracao.com.br/

A SIT é uma realização da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), do Sistema Faemg (Faemg/Senar/INAES/Sindicatos) e da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

Diversas instituições apoiam a realização da SIT, a fim de integrar os vários setores que compõem o segmento agropecuário regional. Entre elas, a empresa Bioma, a Cooperativa Central dos Produtores Rurais (CCPR), a Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped), a KWS Sementes, a NOOA Brasil e o Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira (PDPL).

Emater-MG na SIT

A Emater-MG irá promover seis cursos durante a 14ª SIT, nas áreas de bovinocultura, fertilização do solo, olericultura e energia solar fotovoltaica. Todos serão em formato virtual e com vagas limitadas.

Anater e Embrapa

A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) apoia a realização. Em parceria com a Embrapa, executa ações que incentivam adoção dos princípios de Boas Práticas Agrícolas (BPA) por meio da socialização de tecnologias, técnicas, produtos, processos e serviços associados aos sistemas integrados de produção agropecuária no estado de Minas Gerais. A iniciativa, conhecida como Embrapa Milho e Sorgo, trata de TT com a execução do projeto “Socialização do Conhecimento em Sistemas Integrados de Produção Agropecuária nos Vales do Médio Jequitinhonha, Baixo Jequitinhonha e Alto Rio Pardo”.

Fonte: Embrapa Milho e Sorgo

Proposta também cria o Selo de Inclusão Tecnológica no Campo

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (4) o Projeto de Lei 349/21, que cria o Selo de Inclusão Tecnológica no Campo e dá incentivo tributário a pessoas jurídicas que doarem recursos para a contratação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para agricultores familiares situados abaixo da linha de pobreza.

Pelo texto aprovado, as empresas tributadas pelo lucro real terão direito a deduzir o valor doado do imposto de renda. A dedução estará limitada a 5% do imposto devido.

Regulamento a ser editado pelo Poder Executivo estabelecerá critérios para concessão do selo e enquadramento dos agricultores beneficiados.

Falta de recursos: A proposta é do deputado federal José Silva e foi relatada pela deputada Edna Henrique, que recomendou a aprovação. Ela apresentou uma emenda com um ajuste de redação no projeto, sem interferir no conteúdo.

A relatora destacou a importância do texto. “Nos últimos anos, os recursos destinados pelo orçamento federal para a assistência técnica vêm diminuindo. Os maiores prejudicados com essa falta de investimento são justamente os agricultores familiares que mais necessitam de apoio”, disse Henrique.

As doações serão feitas aos pequenos agricultores por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), uma instituição público-privada que atua na disseminação de conhecimentos técnicos no meio rural. A proposta prevê ainda penas para que a empresa ou o beneficiário que usarem o incentivo de modo irregular.

Tramitação: O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Epagri-SC, apresenta nesta terça-feira (03), em Florianópolis, casos de sucesso de agricultores catarinenses que encontraram alternativas ao cultivo do tabaco. É o Encontro Técnico Sobre Diversificação em Áreas Cultivadas com o Tabaco, que acontece no Hotel Cambirela, a partir das 13h30min.

São esperadas cerca de 130 pessoas, entre agricultores e técnicos da Epagri das regiões de Criciúma, Tubarão, Florianópolis, Rio do Sul e Canoinhas. Eles vão conhecer o relato de um extensionista da Epagri sobre a proposta, além de oito casos de sucesso apresentados pelos próprios agricultores.

Alberto Luiz Ávila, extensionista e gestor estadual de Diversificação Tabaco da Epagri, explica que o projeto nasceu em 2018, em parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ao longo deste período, a Epagri capacitou cerca de 100 extensionistas, que atenderam cerca de 2,4 mil famílias rurais produtoras de tabaco.

Os profissionais da Epagri oferecem serviços de assistência técnica e extensão rural para ofertar aos agricultores alternativas viáveis economicamente ao cultivo de tabaco, de forma perene ou em rotação. Ávila explica que normalmente as propriedades produtoras de fumo são menores, por isso o uso para olericultura e fruticultura tornou-se uma boa possibilidade. Houve casos também em que a alternativa foi estimular vocações naturais já presentes nas propriedades rurais, como bovinocultura de leite e de corte, por exemplo.

Estímulo à mudança

O encontro desta terça-feira marca o encerramento do projeto. Uma das metas que a Epagri comemora é a concretização de 99,9% das atividades previstas no projeto. Foram realizadas reuniões, atendimentos individuais e coletivos, diagnósticos comunitários, entre outras ações. A Epagri também elaborou 2.279 planos de trabalho com a famílias, levando sempre em consideração os anseios dos beneficiários, o diagnóstico e as possíveis alternativas de diversificação.

“O estímulo à mudança para sistemas produtivos compatíveis com a conservação de recursos naturais trouxe resultados positivos na melhoria da qualidade ambiental das propriedades rurais, incentivando o cadastro ambiental, a preservação de nascentes e a adoção de práticas agroecológicas”, descreve o extensionista da Epagri. Ele lembra ainda que jovens rurais e mulheres tiveram atenção especial durante o projeto, propiciando espaços para o exercício do protagonismo dentro das propriedades e das organizações.

Ávila destaca que a extensão rural é uma atividade continuada, por isso, mesmo após o encerramento oficial do projeto, o acompanhamento segue junto aos agricultores. “A avaliação que fazemos é que o trabalho deve continuar e que instrumentos como esse devem ser disponibilizados como forma de fortalecer a viabilização do atendimento qualificado e continuado de assistência técnica e extensão rural”, finaliza o gestor da Epagri.

Serviço

  • O que: Encontro Técnico Sobre Diversificação em Áreas Cultivadas com o Tabaco
  • Quando: terça-feira, 3 de maio, a partir das 13h30min
  • Onde: Hotel Cambirela, Avenida Marinheiro Max Schramm, 2199, Estreito, Florianópolis

Fonte: Ascom Epagri-SC

Desde 2019, 80.363 famílias receberam documentos de titulação, definitivos e provisórios, no estado

Aos 80 anos, Maria Teixeira recebeu, nesta quinta-feira (28), o título da terra, documento que espera ter nas mãos há mais de 20 anos. Na propriedade, que fica no Assentamento Maria Bonita, em Irituia (PA), moram a agricultora e o marido, Daniel Teixeira, de 81 anos, quatro filhos, além dos netos e bisnetos.

“O título é segurança e certeza. E vai ficar gravado dentro do meu coração como eu trabalhei, o quanto eu esperei e um dia eu alcancei. Eu vou guardar esse documento bem guardado, com todo o carinho e amor, pois, agora, posso dizer que a terra é minha, do meu esposo e dos meus filhos”, diz, emocionada.

No terreno, a família planta melancia, jerimum, bacabi e, principalmente, mandioca. É na fábrica artesanal, montada no quintal de casa, que eles produzem em média 900 kg de farinha de mandioca por mês. Tudo é vendido para uma cooperativa local, que vai até a propriedade buscar a produção.

Do cultivo do açaí vem outra parte da renda da família. Maria Teixeira ressalta que, durante a safra do fruto, que se inicia em agosto e vai até novembro, chega a comercializar, por mês, cerca de 20 sacas de açaí, com 60 kg cada. “Olha, nós trabalhamos muito, graças a Deus, e, agora, estamos aqui recebendo o documento da terra. E isso é uma felicidade, porque vou seguir trabalhando e colhendo”.

No mesmo assentamento, outras 51 famílias receberam o título de propriedade rural (definitivos e provisórios). Entre elas, estão Antônia Francisca dos Reis, de 53 anos, e Manuel Lopes, de 51 anos.

“Há 13 anos estamos aguardando esse documento. Então, é uma vitória receber o título e poder ficar feliz, aqui na nossa terra, sem medo de vir alguém tomar e a gente perder toda a plantação, como já aconteceu no passado. Tivemos que recomeçar do zero. Agora, tudo que a gente produzir também vamos colher, porque estamos com a segurança do título”, relata Antônia.

Além de plantar laranja, limão, milho e feijão, para consumo próprio, junto aos três filhos, eles cultivam açaí e chegam a produzir cerca de 300 litros da polpa por mês. Todo o processo de lavagem, separação e despolpamento é realizado na propriedade. O produto final é vendido de porta em porta nas cidades vizinhas. Boa parte da clientela está em Paragominas (PA), que fica a aproximadamente 155 quilômetros do assentamento.

“Em Paragominas, as pessoas me conhecem como a dona Antônia do Açaí. Toda sexta-feira acordo às 5 horas da manhã, entro na van e vou para lá. Chego às 7 horas, pego uma bicicleta emprestada, coloco nela um isopor com 20 litros de açaí e vou vendendo na rua. E vendo tudinho. É muito consumido”, conta a produtora.

A renda da família também vem da produção de farinha de mandioca. Na propriedade, onde há uma fábrica artesanal, são produzidas, aproximadamente, dez sacas de farinha por mês, cada uma com 60 kg do alimento.

Antônia Francisca e Manuel Lopes planejam ampliar e mecanizar a produção – Foto: Guilherme Martimon/Mapa

Após anos de espera pelo título, a família agora relata que se sente segura de fazer planos para o futuro. “Eu tenho o sonho de ter um trator para a gente mecanizar a terra. Vai ajudar muito na hora de limpar a terra e até na colheita. E esse título é muito importante para a gente acessar o crédito no banco para melhorar o nosso plantio e a nossa produção”, revela Manuel Lopes.

No lote vizinho, encontramos o casal de agricultores Selma Noleto, de 59 anos, e Hernandes Silva, de 61 anos, que aguardavam o título desde 2007 e relatam estar aliviados após receberem o papel da terra.

“O título é uma grande segurança e um orgulho. Depois desses anos todos, eu já pensei em desistir, mas aí um dia sonhei que estava assinando os documentos e alguém me dizendo que ia dar certo. E o sonho se realizou”, conta Selma.   

Apesar de ter iniciado recentemente o cultivo de café, açaí, milho e melancia, o foco da família é a criação de gado. “Estamos investindo no gado. Temos atualmente dez cabeças, mas a ideia é ir crescendo aos poucos, talvez até buscar crédito do banco para comprar umas cabeças”, afirma Manuel Lopes.    

Desde 2019, no Pará, 80.363 famílias receberam documentos titulatórios, definitivos e provisórios, concedidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A regularização fundiária é uma das prioridades do Governo Federal. Em todo o Brasil, desde 2019, foram entregues 345.205 títulos a beneficiários da reforma agrária e ocupantes de áreas públicas federais, que aguardavam há décadas pelo documento.

Fonte: Imprensa Mapa

O encontro reuniu representantes de 25 entes federativos para discutir pautas ligadas à assistência técnica, extensão rural e pesquisa agropecuária

A Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) sediou, nos dias 28 e 29 de abril, a 61ª edição da Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer). O evento, que aconteceu pela primeira vez na agência goiana, foi realizado no Complexo de Inovação Rural, onde está instalada a sede da Emater, em Goiânia (GO).

O encontro é realizado duas vezes por ano e tem o objetivo de alinhar demandas do serviço público de extensão rural, reunindo todas as entidades estaduais ligadas ao setor. Representantes das instituições de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) de 24 estados e do Distrito Federal estiveram presentes, com exceção apenas de Roraima e Amapá. Com isso, mais de 4 mil municípios foram representados na reunião, que teve como anfitrião o presidente da Emater, Pedro Leonardo Rezende.

Pedro Leonardo salientou o trabalho realizado pela Agência no desenvolvimento e difusão das tecnologias necessárias para consolidar o Estado como um dos mais produtivos do cenário agropecuário nacional. “Essa é a missão do extensionismo público: a promoção da inclusão produtiva. É fazer com que os agricultores rurais de baixa renda também possam ser beneficiados de todo o cenário promissor que é proveniente do agronegócio”, declarou.

Nivaldo Magalhães, presidente da Asbraer, mediou o debate e ressaltou a necessidade do desenvolvimento e aplicação de políticas públicas nacionais e regionais no setor agropecuário. Ele abriu a assembleia destacando a importância da presença de representantes de todo o País, que se mobilizaram com o objetivo de construir projetos e desenvolver políticas públicas nacionais que valorizem e apoiem as ações de Ater. “No Estado de Goiás, a Ater pública encontrou respeito”, mencionou, valorizando a atuação capilarizada que a instituição desenvolve.

O presidente da Asbraer mediou o debate e ressaltou a necessidade do desenvolvimento de mais políticas públicas nacionais e regionais. Foto: Asbraer

Pautas

Durante a reunião, foram abordados temas ligados ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), Programa Nacional de Crédito Fundiário (Terra Brasil), projetos da Anater para a Ater pública e crédito rural.  

Pedro Leonardo Rezende aproveitou a oportunidade para compartilhar com os membros o programa Gestão Por Resultados (GPR). Implementado em 2021, o GPR contribui para a entrega de resultados positivos dos serviços ofertados para o produtor rural goiano, em especial o produtor familiar.

Ao lado de Antelmo Teixeira, diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emater, o presidente apresentou a ferramenta, que foi criada para avaliar, medir e premiar o trabalho realizado pelos servidores da Agência. “Como servidores públicos, nós temos o dever de cumprir as metas e apresentar os resultados. Precisamos prestar contas de como, efetivamente, cada ação e atendimento custaram ao montante que o Estado investe naquele trabalho”, explicou Antelmo. 

Ações em Goiás

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Tiago Mendonça, esteve presente no segundo dia do encontro, representando o governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado. Tiago destacou o trabalho da Emater Goiás e o potencial das pequenas propriedades para a economia regional e nacional.

De 2019 a abril de 2022, a Emater já realizou mais de 131,6 mil atendimentos no campo, no Estado, com quase 4 mil eventos de multiplicação de tecnologia e aporte de R$ 592 milhões nos municípios goianos em crédito rural. 

Tiago Mendonça citou, ainda, a iniciativa precursora do Governo de Goiás no desenvolvimento de bioinsumos. “Os bioinsusmos são fundamentais para diminuir os custos de produção na nossa agricultura familiar e para trazer uma agricultura mais sustentável. Estamos fazendo uma mobilização no Estado e Goiás está na vanguarda disso”, explicou o secretário, referindo-se ao Programa Estadual de Bioinsumos. 

Joel Sant’Anna, secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC), também esteve presente e chamou a atenção para o poder de investimento do Estado e o apoio da SIC nas iniciativas voltadas para o agronegócio. 

Avanço nacional

O deputado federal José Mário Schreiner fez questão de prestigiar o evento, reconhecendo como essenciais as ações da Emater para a melhoria da qualidade de vida dos produtores familiares goianos. Ele ressaltou a importância da pesquisa no cenário agropecuário nacional e internacional, tornando o Brasil referência no assunto. “Se o Brasil conseguiu chegar aonde chegou no setor produtivo rural, nós devemos à ciência, à pesquisa e à inovação desenvolvida. Nós exportamos tecnologia”, declarou. 

O superintendente nacional da Caixa Econômica Federal, Jaime Daniel da Silva, contribuiu com o debate apresentando as linhas de crédito da Caixa direcionadas para o desenvolvimento do produtor rural no Brasil. “Nós temos uma meta de chegar a R$ 35 bilhões de carteira até o final deste ano, com um portfólio adequado de soluções que atendam todo o ciclo produtivo dos nossos clientes”, explicou Jaime.

Participantes

Além dos membros da Asbraer e autoridades locais, participaram da assembleia Márcio Cândido, secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/Mapa), e Pedro Arraes, diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo e ex-presidente da Emater de Goiás. Eles destacaram a importância do extensionismo rural e de programas de incentivo na inclusão produtiva do agricultor familiar.  

Também participaram José Ferreira da Costa e Oto Ferreira Cândido, presidente e diretor da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), respectivamente; o consultor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Sérgio Paganini; o superintendente nacional da Caixa Econômica Federal, Jaime Daniel da Silva; e o presidente da Associação Goiana dos Produtores de Cachaça de Alambique (Agopcal), Luís Manteiga.

Fonte: Ascom Asbraer

Embrapa celebra 49 anos em evento com ministros, parlamentares, lideranças do agro, pesquisadores, empregados e demais autoridades

Em uma cerimônia que reuniu governadores, parlamentares, embaixadores, instituições como a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Sebrae, Apex, Confederação, da Agricultura, Pecuária do Brasil (CNA), universidades, lideranças do agro e de empresas públicas e privadas, nessa quarta-feira (27), a Embrapa reafirmou seu compromisso em desenvolver pesquisas e inovação em prol dos desafios da agricultura, entre eles alcançar, nos próximos anos, a autossuficiência na produção do trigo e a redução da dependência mundial por fertilizantes.

Durante o evento, também foram assinados Acordos de Cooperação Técnica com Senai Cimatec, Senar, Fundo JBS pela Amazônia, Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Bosch e CropLife Brasil. São contratos e convênios com o objetivo de fortalecer e ampliar parcerias para ações técnico-científicas nas áreas de pesquisa e inovação. No mesmo evento, foi anunciada a contagem regressiva para os 50 anos da Empresa, em 2023, que pode ser acompanhada a partir do novo Portal da Embrapa (disponível em www.embrapa.br). Antes da solenidade, às 14h, foi inaugurada a Galeria Embrapa com uma exposição permanente que retrata os principais marcos da história da Empresa.

Confira matéria sobre parcerias em :Embrapa fortalece parcerias com o setor produtivo

Em seu discurso, o presidente Celso Moretti explicou que a Embrapa está fazendo testes na Região Sul, no Triângulo Mineiro e no entorno do DF de novos materiais de trigo, com o propósito de lançá-los no ano que vem. Ele disse também que a produção de trigo no país deve crescer, este ano, na ordem de 13%, em área e produção, saindo de 2,7 milhões de hectares para 3,1 milhões e de 7,5 para 8,5 milhões de toneladas. “Essa notícia tem conexão com todo o nosso esforço de tornar o Brasil autossuficiente e um dos 10 maiores exportadores de trigo do mundo”, complementou o gestor.

Ele lembrou que a guerra na Ucrânia, um dos maiores produtores mundiais de trigo, fez a sociedade perceber que o país ainda é grande importador do cereal. No entanto, a ciência agropecuária já trabalha há décadas com este desafio e demonstrou que é possível plantar trigo nos cerrados. Atualmente, são 200 mil hectares, mas com possibilidade de alcançar 2 milhões de hectares em produção, somente no cerrado. Outra experiência que vem sendo realizada é a colheita de trigo em Roraima. A produtividade e o ciclo da cultura surpreenderam com 3 toneladas por hectare em 66 dias.

Um dos homenageados da cerimônia, Jonas Antonello, da Cooperativa Agrícola Mista General Osório, destacou o trabalho realizado pela Embrapa Trigo na busca pela autossuficiência do cereal no sul. “Eu quero dizer que no Rio Grande do Sul estamos levando o trigo para outros cultivos, no caso de Terras Baixas, e não só o trigo, mas o triticale, um insumo importante para a cadeia da produção animal, em substituição ao milho”, afirmou o produtor rural.

A produção de alimentos associada à preservação ambiental também foi tema abordado pela Embrapa. Foram citados dados de pesquisa da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire), que diz que o país provê segurança alimentar para mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo, aliando segurança alimentar e preservação ambiental.

“São dois terços do território preservados, o que corresponde a 564 milhões de hectares de área protegida ou preservada. Isso equivale a 9 vezes o território da França, 11 vezes o da Espanha, 15 o da Noruega, 16 o da Alemanha e 25 o do Reino Unido”, acrescentou o presidente da Embrapa.

“O mundo precisa do Brasil para a sua alimentação. E a Embrapa, que foi a grande protagonista ao elevar o Brasil ao patamar de importador para exportador de alimentos, volta a cena para nos ajudar a enfrentar o problema da crise dos fertilizantes. Já colocou em campo a Caravana FertBrasil e está abrindo frentes de pesquisa com os remineralizadores do solo. Por isso hoje a Embrapa é peça fundamental para oferecermos ao mundo a segurança alimentar que tanto precisamos”, afirmou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes.

A busca pela autossuficiência em fertilizantes

A Embrapa apresentou aos participantes um panorama sobre a situação dos fertilizantes no país. O Brasil importa 85% de todo  fertilizante que utiliza. “É uma dependência preocupante para um setor da economia que responde por 27,4% do PIB. Somente Rússia e Belarus respondem por 50% da importação de potássio”, disse o presidente da Empresa. No entanto, para Moretti a solução está na incorporação cada vez maior no processo produtivo dos chamados biofertilizantes. “Muita gente só conheceu o problema agora, mas a Embrapa há décadas busca soluções para reduzir a dependência da importação de fertilizantes.”, afirmou.

Foi citado como exemplo a fixação biológica de nitrogênio, tecnologia que vem sendo desenvolvida desde os primeiros anos de vida da empresa: Uma bactéria que transforma o nitrogênio captado na atmosfera e o coloca à disposição de plantas como a soja. Por causa dessa solução, no ano passado o Brasil economizou 38 bilhões de reais em importações de adubos nitrogenados.

E mais recentemente, em 2019, a Embrapa colocou no mercado, em parceria com o setor privado, o BiomaPhos, um bioinsumo que reduz a necessidade de uso de adubo fosfatado. De 300 mil hectares na safra 2019/2020, o agronegócio chegou a 3,5 milhões de hectares na safra 2021/2022 com o uso deste biofertilizante. Isso corresponde a mais de 5% da área plantada com grãos no país, em 1ª e 2ª safras.

“O Biomaphos contribui para uma agricultura mais limpa, um produto que agrega valor ao fósforo e ao solo,  sem poluir o meio ambiente. Uma tecnologia que durou 18 anos para ser desenvolvida e teve um co-desenvolvimento inovador com uma parceria público-privada. A união de duas empresas brasileiras que culminou neste primeiro produto nacional”, disse a pesquisadora Christiane Abreu de Oliveira Paiva, da Embrapa Milho e Sorgo. Ela recebeu homenagens na categoria Mérito Científico.

“Esse sucesso não é só da ciência e da Embrapa, mas do produtor que abriu mão das suas resistências, usou em uma pequena área e no ano seguinte expandiu. E aqueles que viram o exemplo e foram, lado a lado, expandindo. É muito emocionante ver o selo Embrapa abrindo portas”, relatou a pesquisadora.

Balanço Social e entrega de tecnologias

Nos últimos 3 anos, 170 soluções tecnológicas da Embrapa foram incorporadas ao sistema produtivo, contribuindo para o resultado alcançado pelo Balanço Social, nesses últimos 25 anos.

Em uma edição especial, o Balanço Social que a Embrapa apresenta para celebrar o seu aniversário, reúne os resultados das contribuições da Empresa à sociedade nos últimos 25 anos, incluindo os dados de 2021. De acordo com esse estudo, a Embrapa gerou, nesses últimos 25 anos, ou seja, praticamente em metade de sua existência, um lucro social de R$ 1,2 trilhão, um retorno médio 12 vezes maior do que o que foi investido na Empresa, por meio do orçamento federal, que correspondeu a R$ 104 bilhões em 25 anos.

Lucro Social da Embrapa em 25 anos é de R$ 1,2 trilhão

Confira a seguir os principais lançamentos da Embrapa anunciados na cerimônia:

Chegam ao mercado primeiras cultivares de soja com tecnologia X-Tend

Novos clones de cupuaçuzeiro garantem sanidade e alta produtividade

Caatinga ganha plataforma de inteligência e análise de dados

Novo teste genômico auxilia criadores a melhorar a produção

Brasil cria sua primeira cultivar de Capim Braquiária ruziziensis

Cultivar de trigo amplia oferta de forragem na região Sul

Homenagens institucionais

A Embrapa homenageou representantes de 8 categorias vinculados ao agronegócio: a pesquisadora Christiane Abreu de Oliveira Paiva, da Embrapa Milho e Sorgo (Categoria Mérito Científico); Guilherme Scheffer, presidente do Grupo Scheffer, (categoria Produtor Rural); o produtor rural Luciano de Oliveira Souza (Categoria Agricultura Familiar); o produtor Jonas da Silva Antonello, da Cooperativa Agrícola Mista General Osório Cotribá, (Categoria Setor Produtivo);  Augusto Souto Pestana, presidente da Apex Brasil,  (Categoria Institucional); o deputado federal Sérgio Souza, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (Categoria Legislativo Federal); Ênio Mathias Ferreira, vice-presidente corporativo do Banco do Brasil, (Categoria Governo Federal) e o pesquisador Eliseu Alves, um dos fundadores da Embrapa (Categoria Especial).

Além dos ministros Marcos Montes (Mapa), Paulo Alvim (Ciência, Tecnologia e Inovações), Joaquim Leite (Meio Ambiente), participaram da mesa Fernando Camargo, presidente do Conselho de Administração da Embrapa (Consad); Candido Teles, secretário de agricultura do DF, representando o governador do Distrito Federal;  os senadores da República Elmano Ferrer e Eliane Nogueira; os deputados federais Tereza Cristina (ex-ministra do Mapa) e Sérgio Souza (presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária); presidente da CNA, João Martins; o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles; o presidente da Anater, José Ferreira da Costa Neto;  e o pesquisador Eliseu Alves, um dos fundadores da Embrapa. Estiveram presentes os 43 chefes dos centros de pesquisa da Embrapa, além empregados das Unidades do Distrito Federal.

Ex-empregado da Embrapa e atual secretário de Agricultura do GDF, Candido Teles, encerrou a cerimônia afirmando: “O mundo precisa do Brasil e o Brasil precisa da Embrapa”.

Confira a cerimônia completa pelo canal da Embrapa no Youtube, acessando aqui

Fonte: Imprensa Embrapa

A entrega do Prêmio Mulheres Rurais – Espanha Reconhece será realizada nesta quinta-feira (28), às 11h, como homenagem e contribuição ao Dia Nacional da Mulher no Brasil, celebrado no dia 30 de abril.  O evento, na Embaixada da Espanha, contará com a participação de autoridades do setor. A premiação destaca ações e empreendimentos de mulheres (agricultoras, pescadoras, apicultoras e extrativistas) que fomentam suas comunidades e a preservação da agrobiodiversidade por meio de iniciativas inovadoras.

O lançamento foi divulgado em 15 de outubro de 2021, Dia Internacional da Mulher Rural.  Devido ao grande número de consultas para realizar inscrição, o prazo foi ampliado até 31 de janeiro. Os requisitos para concorrer eram: realização no Brasil e iniciativas de coletivos de mulheres rurais. Foram recebidas cerca de 500 inscrições de todos os estados brasileiros.

A iniciativa é uma realização da Embaixada da Espanha no Brasil em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a ONU Mulheres e tem o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Organização dos Estados Ibero- Americanos (OEI), do Serviço Social do Comércio (Sesc) e da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer).

Serão classificados e premiados três projetos de dez iniciativas finalistas. A premiação consiste em valores destinados a melhorar o empreendimento. O primeiro lugar receberá R$ 20 mil, o segundo, R$ 10 mil e o terceiro, R$ 5 mil.

Além da premiação em dinheiro as três experiências mais bem pontuadas também receberão: acompanhamento e assistência técnica ao empreendimento – por parte da Asbraer/Rural Commerce; notebook HP; e um ano de uso gratuito da Plataforma Rural E-commerce.

As dez experiências finalistas receberão:

– Um curso, na modalidade ensino à distância, voltado para o Empoderamento pessoal e econômico das mulheres rurais, por parte da OEI;

– Publicações técnicas das instituições promotoras relacionadas às questões de gênero; e

– Certificado de reconhecimento internacional.

O Embaixador da Espanha, Fernando García Casas, deverá entregar o primeiro prêmio. Os outros serão entregues pelos representantes das instituições envolvidas na organização: Anastasia Dimiskaya da ONU-Mulheres, Gabriel Delgado do IICA e Gustavo Chianca da FAO.

O evento será presencial e transmitido pelo YouTube nos canais:

Canal Espanha no Brasil

Canal do IICA

Canal ONU

Fonte: Ascom Anater com informações do IICA

Neste mês, a Embrapa completa 49 anos realizando transformações em sua estrutura, por meio do projeto Transforma Embrapa, e atuando fortemente para contribuir com soluções para a agricultura brasileira. Uma das ações mais recentes, programada no segundo semestre do ano passado, e agora evidenciada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, é a estratégia para a redução do impacto do alto custo dos fertilizantes.

Trata-se da Caravana FertBrasil, que irá atender regiões de todo o Brasil oferecendo alternativas eficientes para qualificar a produção.  “A ciência é sempre a principal resposta da Embrapa”, afirma Celso Moretti, presidente da empresa, referindo-se à trajetória de quase cinco décadas, construída a partir do investimento do Brasil em pesquisa e que elevou o país à categoria de um dos maiores players mundiais na produção de alimentos e referência científica no agro.

A solenidade de aniversário, que será composta pela apresentação dos resultados no Balanço Social da Empresa de 2021, da atualização da plataforma Visão do Agro (que traça tendências de futuro para o agro brasileiro), de lançamentos de novas soluções tecnológicas e de assinaturas de novas parcerias estratégicas, será realizada às 15 horas do dia 27 de abril, na sede da Embrapa, em Brasília, com a presença de autoridades governamentais, parlamentares, lideranças de instituições do agro nacional e parceiros.

Hoje, para o Brasil, o contexto em que a Empresa de quase cinco décadas se insere é ainda mais estratégico – e não só para a economia de agora, considerando-se a participação do agro de 27,4% no PIB brasileiro, mas para o que está por vir. No caso dos fertilizantes, por exemplo, Celso Moretti diz que é possível aumentar a eficiência de 60% para até 70% ainda este ano, gerando uma economia de 1 bilhão de dólares para a agricultura brasileira, a partir do uso racional.

“Associado a isso, há um conjunto de tecnologias que podem contribuir com a redução da dependência da importação de fertilizantes, a exemplo do biofertilizante BiomaPhos, que atua sobre o fósforo que está no solo e o deixa disponível para a planta, reduzindo o uso de fosfato e adubo”, explica. Segundo Moretti, a expectativa é a de que até 2030, com o avanço da adoção de fontes alternativas de fertilizantes, a necessidade de importação possa cair em 25%, ou seja 10 milhões de toneladas. A importação brasileira atualmente é de 43 milhões de toneladas.

Ainda no cenário que marca a passagem do aniversário de 49 anos da Empresa está a perspectiva de que a ciência possa apoiar no processo de autosuficiência interna do abastecimento de trigo, um dos produtos mais essenciais na produção dos alimentos mais consumidos pelo brasileiro, como o indispensável pãozinho do café da manhã. “Já conseguimos desenvolver aqui o trigo que não é produzido em nenhuma outra região tropical”, comemora o presidente.

Da demanda anual brasileira de 12,5 milhões de toneladas, ele lembra que foram produzidas 7,5 milhões e que o restante pode ser compensado com a utilização de áreas do cerrado, graças à tecnologia da Embrapa. Atualmente, no Cerrado 200 mil hectares já estão ocupados por cultivos de trigo tropical. “Além do mercado interno, ainda podemos ajudar a reduzir a fome em outros países do mundo”, completa.

Para Moretti, as boas perspectivas que a pesquisa da Embrapa está trazendo para o País com o desenvolvimento do trigo também nas áreas de cerrado em Roraima serão decisivas para o agro nacional. “As pesquisas são realizadas desde 2012, mas os avanços dos últimos três anos estão alterando o setor produtivo”, afirma, referindo-se aos recentes testes com três materiais para a região, que já revelaram o potencial de cultivo, principalmente no tamanho do ciclo até a colheita, de apenas 66 dias, e a produtividade de três toneladas por hectare, possibilitando a produção de duas safras de trigo no inverno.

“Com a pesquisa, a Embrapa tem cumprido o seu papel, que vai contribuir para que o Brasil seja mais do que autossuficiente em trigo”, afirma. “Já mapeamos o cerrado e temos disponibilidade de mais dois milhões de hectares de área consolidada para cultivo, que vão possibilitar que seja triplicada a produção atual, elevando o Brasil à categoria de um dos dez maiores exportadores de trigo do mundo”, garante.

Conexão com a pauta da sustentabilidade

Entre as principais defesas do presidente, no que diz respeito à imagem brasileira dentro e fora do país, a questão da sustentabilidade do agro nacional é uma prioridade. “É preciso reforçar e comunicar melhor o que realmente está sendo feito e os resultados desse esforço para que o mundo compreenda que o Brasil sempre buscou conciliar as atividades produtivas do agro com a preservação ambiental”, diz.

Ao completar quase meio século de pesquisas, ele lembra os destaques da contribuição da Embrapa que têm chamado a atenção em fóruns científicos estrangeiros. “Os Sistemas Agroflorestais (SAF) e de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), plantio direto, manejo integrado de pragas (MIP), fixação biológica de nitrogênio (FBN) e recuperação de pastagens são apenas algumas das tecnologias que temos apresentado e repercutido no exterior”, comenta.

Em novembro do ano passado, Moretti participou de duas semanas de painéis e mesas redondas com representações mundiais, durante a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26), em Glascow, Escócia, durante os quais teve a oportunidade de reforçar a sustentabilidade da ciência brasileira.

História de impactos positivos

Na trajetória da Embrapa, não faltam relatos de impactos positivos na economia, no meio ambiente e na mesa do brasileiro. Se hoje o Brasil se posiciona na liderança do mercado internacional de forrageiras, a marca da Empresa está presente: 90% da área plantada em todo território nacional usa variedades da Embrapa, adotadas em mais de 64 milhões de hectares, beneficiando mais de 44 milhões de cabeças de gado.

A tecnologia e a inovação em clonagem, o maior banco genético da América Latina, as pesquisas na área de melhoramento genético, o potencial da Carne Carbono Neutro, o agro digital e a agricultura de precisão, o incentivo ao desenvolvimento de startups e o desenvolvimento de softwares e aplicativos móveis já se tornaram referência no meio científico internacional e têm motivado o interesse de parceiros na Europa, Estados Unidos, Canadá, países do Oriente Médio e África.

O presidente destaca ter sido possível escrever boa parte dessa história graças às parcerias: “Ao longo da história, mantivemos cooperação com universidades, instituições de pesquisa e diferentes segmentos do setor produtivo, como cooperativas e associações de produtores, que se somaram aos esforços para que tantas entregas à sociedade fossem possíveis”, comenta. A cada ano, a empresa assina em médica 86 novos convênios e contratos com parceiros nacionais e internacionais, além de executar contratos firmados em anos anteriores.

“Nem mesmo durante a pandemia em que foi necessário adaptar todo o perfil de trabalho da Empresa, as metas foram comprometidas”, lembra o presidente, destacando a capacidade de adaptação e o esforço dos empregados na sede e em todas as Unidades Descentralizadas. Em 2021, 564 contratos foram executados voltados ao fomento à pesquisa e à prestação de serviços, com foco no compartilhamento de custos, na interação entre equipes e na aceleração da obtenção de resultados.

Dos destaques mais recentes da inovação na pesquisa agropecuária, o presidente citou o desenvolvimento do bioinsumo BiomaPhos, o bioinseticida Crystal e a sua eficiência no controle de lagartas, as novas cultivares de seringueira, soja, guaraná, mandioca, algodão, trigo e arroz irrigado, a Cana Flex I e II, primeiras canas editadas geneticamente consideradas não-transgênicas, que facilitam a fabricação de etanol (de primeira e segunda geração) e a extração de outros bioprodutos.

A pesquisa com o café robusta, que agrega valor e promove transformação social na Amazônia, a plataforma Aquaplus, reunião de tecnologias de soluções inovadoras para produtores e empresários voltadas à melhoria de manejo e genética de espécies aquícolas, o banco ativo de germoplasma de peixes nativos do Brasil e ainda as cultivares que mais geraram royalties para a Embrapa (BRS Piatã, BRS Zuri, Soja BRS 284, Arroz BRS Pampa CL e Trigo BRS 264) também entraram para o rol de resultados de maior impacto para o agro nacional. 

Repensando a organização interna

Enquanto busca contribuir com a superação dos desafios da atualidade, internamente a Embrapa está envolvida com a implantação de um novo modelo operacional dentro da organização. “A proposta do projeto Transforma Embrapa é fazer com que a empresa se modernize, tenha mais agilidade e efetividade no desenvolvimento de suas metas, com equipes mais produtivas e eficientes, com redução de custos”, explica Celso Moretti.

Resultado do trabalho da consultoria Falconi, por iniciativa Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com apoio da CNA, OCB, Sebrae e Funarbe, o projeto visa impulsionar as áreas de inovação e negócios, gestão de pessoas, governança e transformação digital.

A nova estrutura prevê a substituição de cinco secretarias pelas diretorias de Pessoas, Serviços e Finanças; de Governança e Gestão; de Negócios; e de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. “A previsão é a de que a partir do novo desenho institucional haja uma redução de gastos da ordem de R$ 222 milhões por ano, a curto, médio e longo prazos, desde as despesas correntes até a centralização de processos corporativos e otimização do quadro. Apenas com a eliminação das Secretarias e criação de uma Diretoria, a estimativa de economia será de R$ 1 milhão por ano”, comenta Moretti, ao definir a nova estratégia como parte do amadurecimento da gestão da Empresa.

Fonte: Ascom Embrapa

O evento deve ser palco para debater políticas e perspectivas para o futuro da Ater brasileira

Nos dias 28 e 29 deste mês, será realizada a 61ª Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) no estado de Goiás. O objetivo é alinhar demandas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) em âmbito nacional. O evento deve ser palco para debater ações, políticas e perspectivas para o futuro da Ater brasileira.

A abertura da assembleia contará com presença de autoridades federais, como o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/Mapa), Márcio Cândido, o presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), José Ferreira da Costa Neto, o presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), Nivaldo Magalhães, e autoridades locais como o deputado federal José Mário Schreiner e o anfitrião do evento, presidente da Agência Goiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-GO), Pedro Leonardo Rezende.

A 61ª Assembleia da Asbraer visa entender e debater os projetos e perspectivas do Mapa e da Anater para a Ater pública em 2022, além de elucidar dúvidas sobre o Programa Nacional de Crédito Fundiário – Terra Brasil. Na ocasião, serão apresentadas boas práticas como modelo de resultados para intercâmbio entre as associadas.

Proposta de ATER aos presidenciáveis 2022

A Asbraer, com consultoria de Sérgio Paganini da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), formulou a Proposta de Ater Pública que será entregue a todos os presidenciáveis de 2022.

A proposta demonstra dados da Ater Pública, sua importância e potencial transformador para as pessoas do campo, para o desenvolvimento sustentável e crescimento econômico do país. O objetivo é manter a construção e diálogo com o Governo Federal eleito para os próximos 4 anos.

Fonte: Ascom Asbraer