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Mais de 11,3 mil famílias assentadas já receberam documento de titulação no estado

Há quase 26 anos esperando pelo título da terra, Wagner Mendes, de 61 anos, e Edilamar Caetano, de 49 anos, receberam o documento definitivo de posse na última quarta-feia (20). O casal mora com três filhos e dois netos na propriedade que fica no Projeto de Assentamento Pontal do Buriti, na zona rural do município de Rio Verde, em Goiás.

“Depois desse tempo todo, muitos desistiram, mas nós não. A gente sempre foi da roça e viveu trabalhando na lavoura. Desde que chegamos aqui, começamos a plantar. Primeiro compramos umas vacas, mas não dava renda, porque a terra era fraquinha. Então, a gente corrigiu a terra e começou a plantar. Agora, ficou uma beleza”, diz o agricultor, mostrando orgulhoso o resultado alcançado com o trabalho de correção do solo, realizado por ele.

No terreno, de 34 hectares, a família produz milho e soja, vendidos para empresas da região e de outros estados. “O milho, a gente vende para o pessoal lá de Santa Catarina e do Paraná. Eles vêm comprar direto na roça. Nós não pagamos nem o frete. Eles já chegam com o caminhão e nós só colocamos para dentro e pronto. Já a soja vai para uma empresa grande de Rio Verde”, diz Mendes.

Na propriedade, são colhidas cerca de 1.500 sacas de soja e outras 2.500 sacas de milho por safra. O produtor conta que, junto com os filhos, realizou o plantio do milho safrinha em fevereiro e a colheita está prevista para agosto. Depois que a terra descansar, por cerca de dois meses, na mesma área, a família faz o plantio da safra de soja.

Hoje, com o título da terra, os planos são de investir na propriedade, que ficará para os filhos e netos. “Agora, é um documento definitivo, que prova que é nosso. A gente vai conseguir fazer um financiamento com juros mais baixos, para melhorar as coisas, e ter mais segurança para os filhos, com a garantia de que eles vão ter um lugar para trabalhar”, conta o produtor.

A família também tem criação de suínos e aves. Uma parte da pequena produção é para consumo próprio e a outra é vendida na vizinhança, o que garante uma renda extra. “Isso aqui é a melhor coisa que existe no mundo para quem quer trabalhar como nós. A gente tinha muita vontade de ter uma terra, mas nunca tivemos condição de comprar. Com a chegada do título, estamos realizando um sonho”, afirma Wagner Mendes.

Novos investimentos

Em outra propriedade, a 8 quilômetros de distância, vivem Maria de Lourdes Mota, de 53 anos, e Waldecir Mota, de 59 anos, outra família que não esconde a felicidade de finalmente ter recebido o título da terra, após 12 anos de espera. Com 48 hectares, o sítio do casal também fica no Projeto de Assentamento Pontal do Buritis. “Essa terra significa tudo para nós, pois o nosso futuro está aqui”, diz a produtora, emocionada.

O sustento da família vem do plantio do milho safrinha e da soja, em 17 hectares. A colheita dos dois produtos rende cerca de 1.500 sacas por safra, que são vendidas para uma cooperativa local e viram ração animal.

O casal Maria de Lourdes e Waldecir planeja montar uma minifábrica de queijo – Foto: Guilherme Martimon/Mapa

O casal conta que está fazendo alguns planos de investimento na propriedade rural. “Vamos poder andar com as nossas próprias pernas. O nosso sonho era que esse título chegasse para fazermos um bom financiamento e aumentar o nosso meio de vida, ampliar a lavoura, comprar gado, melhorar o curral e a alimentação do gado”, explica Maria de Lourdes.

A produtora revela, ainda, que vai investir em uma atividade iniciada recentemente, mas que já está dando um bom retorno. “Comecei a produzir queijo muçarela há dois meses e já estou recebendo encomenda de fora. Por isso, queremos montar uma minifábrica de queijo. E, com o título, vamos poder buscar crédito no banco para comprar as máquinas de produção e a seladora a vácuo, para embalar, além de contratar gente para me ajudar e ampliar a produção”.

O casal tem uma criação de gado leiteiro, com produção, em média, 80 litros de leite por dia. A maior parte vai para fabricação de queijo, por enquanto, vendido apenas dentro do próprio assentamento.

Quem também está comemorando a chegada do título da terra é Lucimar Vieira, de 42 anos, e o esposo Gilson dos Santos, de 44 anos. No sítio de 31 hectares, o casal cultiva limão, tamarindo, maracujá melão e outras frutas que viram polpas. Além disso, eles criam aves e suínos.

Lucimar e Gilson querem ampliar a plantação de milho e soja – Foto: Guilherme Martimon/Mapa

Gilson Santos conta que, além da segurança, ter o documento da terra traz facilidades. “O título é liberdade. Não ter o documento, dificulta o acesso ao crédito e tudo o que você vai fazer precisa do aval dos outros. Com o título, vai dar uma melhorada boa”.

O casal, que esperava pelo título há 12 anos, também mora no Projeto de Assentamento Pontal do Buriti e cultiva milho e soja. Por safra, são produzidas na propriedade aproximadamente 3.000 sacas de milho e 1.700 de soja. “Essa terra é tudo para nós, pois é aqui que a gente vive e planta. Com o título em mãos, podemos dizer agora que somos os verdadeiros donos da terra e ninguém tira isso da gente”, ressalta o produtor.

Programa Produzir Brasil: titulação e assistência técnica

No âmbito do Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil – a parceria entre o Incra e a Anater, sob governança do Mapa, fortalece os projetos da reforma agrária com o incentivo à produção em cadeias de valor.

A iniciativa viabiliza Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) aos produtores assentados que foram titulados ou estão em processo de titulação, fomentando o desenvolvimento sustentável no campo. Três eixos de sustentabilidade são trabalhados: o eixo produtivo, o de promoção social e o agroambiental.

A execução é realizada nas seguintes etapas: definição dos beneficiários, diagnóstico e planejamento das ações, elaboração e entrega dos projetos, intervenções técnicas e avaliação dos resultados.

Em Goiás, a Anater possui Instrumento Específico de Parceria (IEP) firmado com a Emater-GO e também contrato de Ater com empresa privada para implementar o PPB. São mais de 2.500 Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPAs) beneficiadas pela política pública.

Fonte: Imprensa Mapa

Emater-MG promove seis cursos on-line durante o evento

Estão abertas as inscrições para as atividades da 14ª Semana de Integração Tecnológica (14ª SIT), que ocorrerá entre os dias 9 e 13 de maio, em Sete Lagoas, Minas Gerais. A SIT é um evento de Transferência de Tecnologia que busca impulsionar o setor agropecuário. A próxima edição recebeu o tema: “Desenvolvimento regional, inclusão socioprodutiva e empreendedorismo”.

A programação diversificada conta com atividades presenciais e virtuais. Serão quatro seminários, seis dias de campo, 28 cursos e 12 palestras. Os cursos abordam assuntos variados, como pecuária, agricultura de precisão, máquinas agrícolas, técnicas de produção orgânica, manejo de irrigação, fabricação de laticínios, propagação de hortaliças e implantação de pomares, dentre outros.

Os seminários terão transmissão on-line com inscrições gratuitas e os seguintes títulos: “Cultivos intercalares antecipados como estratégia para o aumento de produtividade em cultivos de safrinha”, “Empreendedorismo e inovação na agricultura”, “Atividade de cria e recria na bovinocultura”, “Contribuição dos bioinsumos para a sustentabilidade da produção agrícola”.

Haverá dias de campo presenciais sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e sobre bioinsumos, e também um dia de campo virtual sobre tecnologias para cria e recria de bezerros.

Para Fredson Chaves, coordenador da 14ª SIT, “o diálogo e a socialização de conhecimentos e tecnologias beneficiam o setor agropecuário por meio de novas conexões e agendas positivas em busca do desenvolvimento de territórios”.

A programação completa da Semana de Integração Tecnológica pode ser conferida no site https://sitintegracao.com.br/. As inscrições devem ser feitas para cada atividade selecionada pelo participante.

A SIT é uma realização da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), do Sistema Faemg (Faemg/Senar/INAES/Sindicatos) e da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

Diversas instituições apoiam a realização da SIT, a fim de integrar os vários setores que compõem o segmento agropecuário regional. Entre elas, a empresa Bioma, a Cooperativa Central dos Produtores Rurais (CCPR), a Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped), a KWS Sementes, a NOOA Brasil e o Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira (PDPL).

Emater-MG na SIT

A Emater-MG irá promover seis cursos durante a 14ª SIT, nas áreas de bovinocultura, fertilização do solo, olericultura e energia solar fotovoltaica. Todos serão em formato virtual e com vagas limitadas.

 Cursos da Emater-MG

  • Produção e processamento da mandioca de mesa 

Dia: 10 de maio

Horário: 8h às 12h

Descrição: Técnicas de produção eficiente de mandioca e o seu processamento pós-colheita, visando a comercialização do produto 

  • Técnicas de produção orgânica (rochagem) 

Dia: 10 de maio

Horário: 13h às 17h

Descrição: Descrição das diferentes técnicas de aplicação de rocha em pó na produção orgânica, para aumentar a atividade biológica e a fertilidade do solo. 

  • Produção e alimentação do rebanho leiteiro com diferentes tipos de silagem 

Dia: 11 de maio

Horário: 8h às 12h

Descrição: Descrição de aspectos relevantes para a produção e ensilagem de diferentes tipos de forragem, e descrição das características destes alimentos para seu fornecimento ao rebanho leiteiro 

  • Manejo de pragas e doenças em olerícolas 

Dia: 12 de maio. 

Horário: 13h às 17h

Descrição: Conceitos sobre pragas e doenças, ocorrência, manejo integrado, boas práticas na produção, sistemas de certificados de produção de hortaliças, rastreabilidade de produtos vegetais frescos (IN02) 

  • Tratamento de dejetos bovinos para uso de biofertilizantes na melhoria de pastagens 

Dia: 13 de maio

Horário: 8h às 12h

Descrição: Poluição e contaminação da água e do solo por dejetos bovinos não tratados, uso da esterqueira como forma de manejo de dejetos, fertirrigação com biofertilizantes. 

  • Energia fotovoltaica

Dia: 13 de maio 

Horário: 13h às 17h

Descrição: Fundamentos básicos sobre a geração distribuída da energia solar fotovoltaica. Organização do processo de geração e distribuição no campo e na cidade.

Fonte: Emater-MG

A produção integrada busca a racionalização de produtos agroquímicos, o monitoramento de recursos naturais e a rastreabilidade da cadeia

Morangos vermelhos, suculentos e nutricionalmente equilibrados atraem os consumidores nas prateleiras de hortifrúti. Mas não são apenas as características físicas do produto que importam. Saber de onde o produto veio, de que forma foi cultivado, por quem foi colhido e embalado e como chegou até os estabelecimentos comerciais também são critérios preponderantes na escolha dos consumidores mais atentos.   

Elevar os padrões de qualidade de morangos com agregação de valor, permitindo a rastreabilidade de todas as etapas de produção, é apenas uma das vantagens de uma produção integrada, já que os benefícios também se apresentam para os produtores. No campo, a produção integrada ao ambiente específico do cultivo reduz custos de produção; permite a conservação ambiental; traz segurança para o trabalhador rural, rentabilidade da lavoura e maior desenvolvimento regional.   

O cenário de ganha-ganha na produção integrada do morango (PIMo) foi discutido no IX Simpósio Nacional do Morango nessa terça-feira (19), realizado virtualmente com transmissão pelo Youtube da Embrapa.

A produção de morangos neste sistema comprovado de pesquisa e inovação a partir de boas práticas agrícolas permite a integração sócio-econômica e ambiental da região. Assim, se o produtor optar por seguir rigorosamente os critérios técnicos desenvolvidos a partir de aplicação em unidades-piloto, terá um mercado diferenciado para sua produção estando apto a receber o selo Brasil Certificado: Agricultura de Qualidade.

Foi assim que, em maio de 2019, a produtora paranaense Ingrid Souza certificou sua produção integrada de morangos se tornando a primeira mulher produtora a receber a certificação PIMO. Sua fazenda também foi a pioneira no estado a receber o selo para a produção de morangos.

Seja no campo ou no mercado consumidor, ela comprovou as vantagens da produção em sistema integrado. A marca de Pinhalão comercializa morangos frescos in natura, desidratados ou liofilizados. Nesse último processo, a água é retirada do morango in natura preservando os nutrientes do alimento e deixando os morangos crocantes. Para uma porção de 10 gramas de morango liofilizado passam por esse processo 130 gramas de morango in natura.

“Sei que inspiramos muitos produtores. Os produtores sabem que todo cuidado no manejo impacta muito no produto final, já que o morango é muito sensível. A PIMO dá mais qualidade e rentabilidade para o produtor e principalmente para o consumidor, pois a gente que produz alimentos tem, sim, a responsabilidade de produzir um alimento seguro porque nós também somos, eu e minha família, os maiores consumidores”, defendeu Souza que estuda expandir os produtos à base de morango.

Foi para atender a esses outros produtos a partir do morango in natura que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento atualizou recentemente o normativo técnico de forma a atender a Portaria 443/2011 do Inmetro, que traz os requisitos de avaliação da conformidade para a PI Brasil.

“A IN nº 17 foi criada no fim de 2021 e começou a valer neste ano de forma a atender a certificação de mais de 2 milhões de kg de morangos por ano”, explicou a agrônoma da Embrapa Fagoni Calegario, pesquisadora frente às pesquisas da tecnologia da produção integrada. 

Além do Paraná, outros dois produtores do Rio Grande do Sul e um grupo de produtores em São Paulo têm a produção de morangos integrada ao meio regional local de forma ambiental, econômica e social. A PI organiza a atividade do sistema produtivo de acordo com a região, respeitando suas funções ecológicas de forma a promover o desenvolvimento sustentável.

Para a coordenadora de Produção Integrada Agrícola do Ministério, Rosilene Souto, esse sistema de produção se destaca como ferramenta de adaptação frente economia de recursos naturais e insumos como fertilizantes.

“A PI consegue reunir muitos conhecimentos e profissionais altamente qualificados chegando diretamente no produtor principalmente em épocas como as atuais com a racionalização de insumos, de água, de energia, de adubos. A gente nunca esteve tão atuante como hoje ao longo desses 20 anos que estamos qualificando e adequando os produtores a essa tecnologia”, frisou.

Como funciona a produção integrada (PI)?

As normas técnicas de produção são testadas e validadas a partir da aplicação em unidades-piloto. Neste processo, são utilizadas as mais adequadas tecnologias, buscando a racionalização de produtos agroquímicos, o monitoramento da água, do solo, da cultura, da pós-colheita e a implantação de registros em todas as fases de produção para obtenção da rastreabilidade.

Ao final do trabalho, estarão disponíveis para os produtores todas as orientações estabelecidas para o sistema de Produção Integrada: normas técnicas específicas, grade de agroquímicos, listas de verificação, cadernos de campo, cadernos de pós-colheita e cadernos de agroindustrialização, todos aprovados e homologados pelo Ministério da Agricultura.

A adesão ao do produtor é voluntária, mas quem optar por seguir o modelo de produção integrada deverá seguir todos os critérios estabelecidos nas normas técnicas assim como o Tiago Andreazza , de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

“Atendemos o varejo, distribuidores e indústria e temos como objetivo com a certificação da PIMo, além de garantir a segurança do alimento, garantir um bom posicionamento no mercado com condições de agregar valor ao produto e também servir de referência para outros produtores adotarem e acreditarem na certificação como ferramenta importante de diferencial num mercado atualmente tão competitivo”, comentou ele.

Nas gôndolas dos mercados, os produtos do Tiago e da Ingrid são reconhecidos pelo consumidor a partir do selo Brasil Certificado: Agricultura de Qualidade. A certificação faz parte do Programa de Avaliação da Conformidade da Produção Integrada para todos os produtos do setor agropecuário no Brasil e é emitido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) após acreditação por empresa de terceira parte habilitada.

Fonte: Imprensa Mapa

Convênio firmado recentemente entre a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de MS (Fundect) e a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) deve garantir o financiamento de 11 projetos voltados ao desenvolvimento e inovação da agricultura familiar. O recurso é de de R$ 1,1 milhão, conforme foi publicado em Diário Oficial do Estado de Mato Grosso do Sul, no início desta semana.

Com o investimento, serão desenvolvidos projetos no centro de pesquisa da Agraer, em Campo Grande; em Dourados e na unidade de pesquisa da Itamarati, em Ponta Porã. “Importante destacar que esse é um termo de parceria, edital fechado. É um convênio realizado entre Fundect e a Agraer onde a Fundação repassará os respectivos recursos, cujos projetos e pesquisadores já estão devidamente selecionados”, aponta a Dra. Ana Cristina Araújo Ajalla, Gerente de Pesquisa do Centro de Pesquisas da Agraer (Cepaer).

Esses projetos serão desenvolvidos nas áreas de agricultura de baixo carbono e bioeconomia e biotecnologia, com foco sempre na agricultura familiar, através de estudos para desenvolvimento da: produção de leite; integração lavoura/pecuária/floresta; espécies nativas; fruticultura; controle alternativo/biológico de pragas e doenças; recuperação de pastagens degradadas e ainda agroecologia.

Com isso, os seguintes projetos serão contemplados:

Crescimento, desenvolvimento, produtividade e qualidade de frutos de Pitayas como cultura alternativa aos produtores de MS.

Desenvolvimento do cultivo da guavira (Campomanesia sp): propagação vegetativa e integração com pecuária.

Avaliação de estratégias tecnológicas no desenvolvimento inicial de mudas micropropagadas de banana no estado do MS.

Avaliação da semeadura direta e plantio de mudas de espécies florestais nativas com potencial de uso em sistemas Silvipastoris.

Sistema Silvipastorial como estratégia de baixo carbono: indicadores de sustentabilidade, produtividade e índices de conforto térmico animal.

Ocorrência da seca dos ponteiros da goiabeira (Erwinia psidii) em Mato Grosso do Sul e o seu controle alternativo in vitro e in vivo.

Controle Biológico de pragas da goiabeira em área de agricultores familiares na região da Grande Dourados (MS).

Sobrevivência, crescimento e desenvolvimento de mudas de erva mate (Ilex paraguariensis) sob diferentes épocas de plantio e tipos de mudas.

Efeito de diferentes doses de Fosfato Natural Reativo de Bonito (FNRB) e Potássio Natural (KMC – Rocha Nefelina Sienito) em pasto de Brachiária Brizantha cv. Piatã.

Avaliação das dinâmicas de fertilidade e de teor de matéria orgânica de solos em Sistemas Agroflorestais Biodiversos.
Boas práticas agropecuárias e qualidade do leite de propriedades de leite que utilizam resfriadores comunitários na região central de Mato Grosso do Sul.

Fonte: Agraer-MS

O evento marcou o início da campanha Abril Verde e Amarelo, força-tarefa do Governo Federal para ampliar a regularização fundiária no país

Nessa quinta-feira (14), foi realizado ato, no Estádio José Carlos Romero, no município de João Pinheiro (MG), para marcar a entrega de documentos da regularização fundiária. Desde 2019, 8.225 famílias mineiras receberam títulos de propriedade rural emitidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), sendo 1.885 nos primeiros meses de 2022.

O evento iniciou também a campanha Abril Verde e Amarelo, força-tarefa do Governo Federal voltada a ampliar a regularização fundiária no país, por meio da titulação de terras a beneficiários da reforma agrária e ocupantes de terras públicas. Em todo o país, 60 mil documentos foram emitidos no primeiro trimestre deste ano.

Participaram da solenidade o presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro da Agricultura, Marcos Montes, e o presidente do Incra, Geraldo Melo.

Durante a cerimônia, foi anunciado o resultado de ações em Minas Gerais, como a concessão de R$ 22,7 milhões em Crédito Instalação, do Incra. O financiamento permite às famílias estabelecerem uma estrutura inicial para a vida no assentamento, além de impulsionar o desenvolvimento de atividades produtivas.

Na ocasião, cinco famílias dos municípios mineiros de João Pinheiro e Unaí receberam os Títulos de Domínio, documento que transfere os lotes em caráter definitivo para os agricultores que se tornam proprietários da terra.

“Na hora que você prestigia a agricultura familiar, na hora que você prestigia o assentado, nós estamos prestigiando o verdadeiro agro brasileiro. Aquilo que nós acreditamos para o agro, só é possível se dermos dignidade a essas pessoas”, ressaltou o ministro Marcos Montes. 

O presidente do Incra, Geraldo Melo, destacou que a campanha Abril Verde e Amarelo tem o objetivo de promover “um mês de respeito, dignidade e segurança para quem quer viver e produzir no campo”. “Trazemos a regularização do direito das famílias no campo, com a titulação. Em Minas Gerais, não é diferente. Hoje, autorizamos a entrega de documentos de 288 assentamentos em 133 municípios, totalizando mais de 8 mil títulos, superando todos os governos anteriores”. 

Produtores rurais

Para Ana Paula Pereira de Lima, produtora do assentamento Campo Grande de Cima, em João Pinheiro, o título possibilitará ampliar a sua produção. “Dedicamos grande parte de nossa vida em busca desse desejo. O plano para o futuro é dar continuidade no nosso trabalho e buscar algum financiamento”, disse.

No lote onde vive com o esposo, Valdir Gomes da Silva, cultivam hortaliças e maracujá e produzem leite, queijo, rapadura e farinha, além da criação de gado de corte.

Titulação

A regularização fundiária é uma das prioridades do Governo Federal. Na atual gestão, já foram emitidos 340.330 títulos em todo o país a beneficiários da reforma agrária e ocupantes de áreas públicas federais, que aguardavam há décadas pelo documento, concedido pelo Incra.

Desta maneira, a família passa a ter acesso a crédito rural para investir no terreno e assistência técnica. Também elimina intermediários e ganha independência e liberdade para o desenvolvimento de atividades produtivas. Ao final, torna-se a dona em definitivo da terra com a conclusão do processo de regularização.

Título x Ater

Em 2020, o Mapa lançou o Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil. É executado pela parceria entre o Incra e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A iniciativa fortalece os projetos da reforma agrária com o incentivo à produção em cadeias de valor, gerando desenvolvimento sustentável nos assentamentos do país.

A implementação viabiliza Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) aos produtores assentados que foram titulados ou estão em processo de titulação. O trabalho é pautado em três eixos de sustentabilidade: o Produtivo, a Promoção Social e o Agroambiental. A Ater é executada em cinco etapas: definição dos beneficiários, diagnóstico e planejamento das ações, elaboração e entrega dos projetos, intervenções técnicas e avaliação dos resultados.

Fonte: Imprensa Mapa

Dia Nacional da Conservação do Solo é celebrado no dia 15 deste mês

Para aprofundar os debates sobre a necessidade de uso e manejo sustentáveis do solo como um dos fatores básicos da produção agropecuária, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou nesta segunda-feira (11) um seminário em comemoração ao Dia Nacional da Conservação do Solo, a ser celebrado no dia 15 deste mês.

Técnicos e pesquisadores do tema discutiram os principais desafios e as políticas públicas para o desenvolvimento rural sustentável. O seminário foi transmitido pelo canal do Youtube do Mapa.

A conservação do solo diz respeito a um conjunto de princípios e tecnologias agrícolas que visam o manejo correto das terras cultiváveis, mantendo sua qualidade física, química e biológica, para evitar a degradação. Quando o solo é utilizado adequadamente, além de garantir a produção de alimentos, fibra e energia, fornece serviços ambientais essenciais, como reservação de água, regulação do clima, conservação da biodiversidade, sequestro
de carbono, entre outros, beneficiando toda a sociedade.

“O solo é, sem dúvida alguma, um dos recursos naturais mais importantes da humanidade, é base para a garantia da segurança alimentar e conservação da biodiversidade, além de grande reservatório de carbono. O Brasil lidera as políticas públicas estratégicas para promover, fomentar o manejo sustentável do solo”, destacou o ministro Marcos Montes, ao citar programas do Mapa como Pronasolos, Águas do Agro e ABC+.

A adoção de práticas ambientalmente adequadas contribui para a melhoria da sustentabilidade e resiliência dos sistemas de produção, pois diminui os riscos de perdas de solo por erosão, a lixiviação de nutrientes, e o consequente assoreamento e contaminação dos rios e cursos d’água. Entre as principais práticas agropecuárias voltadas à conservação do solo estão o Sistema de Plantio Direto, o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a rotação de culturas, a adubação orgânica, a adubação verde, a construção de terraços e curvas de nível e o plantio em faixas.

De acordo com o presidente da Embrapa, Celso Moretti, o Brasil armazena em seus solos 5% do carbono orgânico de todo o ecossistema terrestre, principalmente nos biomas Amazônico e Pampa, conforme o Mapa de Carbono dos Solos. “Conservar os solos é contribuir para mitigar as mudanças climáticas e para reduzir os gases de efeito estufa. É importante lembrar que os solos são um dos maiores sumidouros de carbono do ecossistema terrestre. Se hoje já alimentamos 800 milhões de pessoas, preservando dois terços do território brasileiro e conhecendo apenas 5% dos solos brasileiros. Imagina o que poderemos fazer conhecendo 50% dos solos”, defendeu Moretti.

Maior programa de investigação do solo brasileiro, o Pronasolos reúne o conhecimento de mais de 30 instituições públicas e privadas com intuito de engajar a participação de outros setores da sociedade para cooperação neste desafio continental para uma melhor gestão dos solos do Brasil. A partir do detalhado conhecimento sobre os solos sistematizados, o PronaSolos proporcionará aumento da usabilidade dos dados e informações, aprimorando
a aplicação dos conhecimentos que estarão disponíveis em uma única plataforma tecnológica.

Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Alvim, o Pronasolos é exatamente uma ação concreta que vai além do discurso, caracterizando-se como um esforço no sentido de mostrar como fazer, fazendo. “As parcerias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o Mapa são algo crescente. Hoje é um seminário de celebração e reconhecimento. Celebração, porque, quando falamos em conservação do solo, estamos falando da marca da produção agropecuária brasileira, que é a sustentabilidade”, disse Alvim na abertura do seminário.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, informou que está em estudo a realização de um seminário internacional, em setembro, para debater o tema que irá reunir representantes do Brasil, países da América Latina e Caribe. O evento será importante para mostrar o avanço das práticas conservacionistas do solo na região e servirá para o debate com outras nações e o IPCC. “A nossa prática é conservacionista e retém carbono. Agora, temos que ser remunerado por esse carbono que é retido no solo”. 

Os representantes do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA),Gabriel Delgado, e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, também participaram do seminário. Eles ressaltaram as medidas já adotadas pelo Mapa e setor produtivo para a conservação e recuperação de solos. 

O Dia Nacional da Conservação do Solo foi instituído em 1989, por iniciativa do Mapa. A data é uma homenagem ao pioneiro da conservação do solo, Hugh Hammond Bennett, e tem como objetivo promover a reflexão sobre a importância do solo para nossa sociedade, e a necessidade de sua conservação.

Organismos internacionais

Na manhã desta segunda-feira (11), o secretário Fernando Camargo reuniu-se com representantes de organismos internacionais, da academia e do setor privado, para discutir iniciativas multilaterais internacionais e políticas públicas voltadas para a conservação dos solos no Brasil.

Segundo o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, dada a sofisticação do setor agrícola, o Brasil deve ter as boas práticas para agricultura tropical promovidas e valorizadas.

Dentre os temas debatidos, destacam-se a necessidade de gerar oportunidades valorativas de ativos estratégicos como solos produtivos, mitigação da emissão de carbono e preservação dos recursos hídricos como forma de beneficiar países que preservam seus recursos e as oportunidades para a atuação conjunta em fóruns internacionais dos países praticantes da agricultura tropical, especialmente junto ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC); além da necessidade de aprimorar as parcerias público-privadas para projetos agrícolas sustentáveis. 

Fonte: Imprensa Mapa

Gestor deixa a diretoria administrativa da Conab para assumir o comando da Agência

O novo presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica Extensão Rural (Anater) tomou posse na tarde desta terça-feira (12), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). José Ferreira da Costa Neto foi empossado pelo ministro Marcos Montes, que desejou sucesso ao gestor na missão de levar conhecimento e capacitação aos produtores rurais brasileiros. O evento contou com a presença dos secretários do Mapa e a antecessora da pasta, deputada federal Tereza Cristina, além dos diretores da Anater.

A nomeação de Costa Neto foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (08). O administrador com experiência em gestão do agronegócio, estava à frente da Diretoria Administrativa, Financeira e Fiscalização (Diafi) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Foram três anos em cargos na gestão da estatal, desde sua chegada em fevereiro de 2019. Chegou a assumir a presidência interina em 2021, além de ser diretor de Gestão de Pessoas (Digep).

Ministro Marcos Montes empossa Costa Neto.

Agora no comando da Anater, o novo presidente assume a missão de dar continuidade ao trabalho direcionado pelo Mapa na implementação de políticas públicas voltadas às famílias no campo. A expectativa é ampliar cada vez mais o acesso à uma Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) de qualidade por todo o Brasil.

Costa Neto com ministro Marcos Montes e sua antecessora, dep. Tereza Cristina.
Secretários do Mapa, diretores da Anater e da Conab participaram da posse. Créditos: Mapa.

Atuante no cenário agro brasileiro há mais de 35 anos, ele destacou a nova fase: “A expectativa é somar esforços junto aos entes do setor, como a Secretaria de Agricultura familiar do Mapa, o Senar, entre outras instituições, para que cada vez mais tenhamos o pequeno e médio produtor rural respaldado por uma assistência técnica compatível, assegurando o seu potencial produtivo”.

Costa Neto assume no lugar de Ademar Silva Júnior, que estava na presidência da Anater desde o início de 2019.

Currículo de Costa Neto

Natural do Rio Grande do Norte, José Ferreira da Costa Neto, viveu em alguns estados brasileiros como Ceará, Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS). Mudou-se para a capital do país em 2019.

“Durante minha trajetória, os desafios foram constantes. Mas, um destaque no percurso foi a atuação como gerente regional/site manager na multinacional Cargill Agrícola S/A, que, em 20 anos de atuação, me permitiu abrir novas fronteiras no agro brasileiro”, ressaltou.

Ao todo, são cerca de 37 anos dedicados ao agrobusiness, com expedições internacionais em países da América do Sul (Paraguai, Bolívia, Chile, Uruguai), além dos Estados Unidos da América (EUA) e da China.

Fonte: Ascom Anater

Assistência técnica e atividades de extensão refletem qualidade, aumento da produção e melhoria de vida do homem do campo

Ao completar 44 anos de existência, a Emater-DF comemora os trabalhos bem-sucedidos junto aos produtores rurais. A empresa oferece serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) que impactam a produtividade, a qualidade dos alimentos e a geração de emprego e renda.

São trabalhos que selam o compromisso do GDF com o desenvolvimento rural sustentável e a segurança alimentar, auxiliando pequenos, médios e grandes produtores com novas tecnologias e técnicas de cultivo de alimentos que chegam à mesa da população urbana. Só em 2021, a Emater-DF registrou 194.331 atendimentos, com mais de 12 mil visitas técnicas e orientação a 13.278 produtores rurais.

Emater-DF trabalha com assistência e orientação de boas práticas na agricultura e na pecuária; foco é a sustentabilidade

Servidora do quadro desde 1998, a presidente da empresa, Denise Fonseca, conhece de perto o trabalho realizado nas mais variadas áreas de atuação. “Investir em saneamento e energia limpa contribuem para a sustentabilidade ambiental e para o futuro da agricultura”, afirma a gestora. Foi pensando no desenvolvimento rural da capital e em ações sustentáveis que a Emater-DF decidiu apostar em energia renovável e saneamento rural.

Saneamento

As instalações de sistemas individuais de tratamento de esgoto visam contribuir para a melhoria da qualidade de vida do morador do campo, já que um dos maiores limitadores para a promoção das boas práticas agropecuárias é a ausência dessa estrutura.

Entre 2020 e 2021, foram instalados 284 sistemas individuais de esgoto sanitário. Produtores rurais das regiões de Brazlândia, Alexandre de Gusmão, Vargem Bonita, Ceilândia, São Sebastião, Gama, Paranoá e Sobradinho receberam 165 fossas ecológicas e biodigestores em 2020.

Já em 2021, 119 propriedades rurais do PAD-DF, Pipiripau, Rio Preto, Taquara, Planaltina e Vargem Bonita foram beneficiados pelo sistema. Cada sistema individual de esgotamento sanitário atende uma família com até cinco pessoas – assim, mais de 1,4 mil agricultores e moradores dessas áreas rurais foram atendidos diretamente e, indiretamente, toda a população que consome os alimentos produzidos por eles.

Energia fotovoltaica

Por meio dos técnicos extensionistas, a empresa tem levado orientações e informações técnicas sobre sistema de energia renovável aos produtores rurais em todo o DF. Com recursos originários de emenda da deputada distrital Arlete Sampaio, foi estruturado um sistema sustentável de captação e irrigação de água por meio da energia fotovoltaica no Assentamento Estrela da Lua, região do PAD-DF.

Esse complexo sistema tem capacidade para bombear cerca de 30 mil litros/dia com economia energética viabilizando a produção agrícola de oito famílias assentadas.  É o primeiro sistema autônomo sustentável implantado em assentamentos no DF, por meio de uma captação superficial e estoque da água em tanques superficiais, com distribuição por tubulação enterrada, por 1,2 km de extensão.

“Deu dignidade para a gente, porque sem água não tem produção”, afirma Marisângela de Fátima da Silva Reis, produtora de mandioca, milho, pitaya, suculentas e ervas medicinais no Assentamento Estrela da Lua. “Nós já chegamos a comprar água; buscávamos na carretinha, os vizinhos davam para a gente, e agora não precisamos mais comprar.”

Em 2021 foi concluído o processo de licitação para a implantação de energia fotovoltaica em 12 escritórios locais da Emater-DF e também no Centro Integrado a Educação Profissional do Gama, escola que atende 530 alunos em período integral. Durante a AgroBrasília (17 a 21 de maio), também será instalada uma usina de solo para a geração distribuída de energia e espaço de demonstração permanente do sistema fotovoltaico ao produtor visitante da feira.

Filhos deste Solo

Desenvolvido em 2019, o Programa de Empreendedorismo e Sucessão Rural Filhos deste Solo tem por objetivo capacitar jovens entre 19 e 26 anos moradores do campo em empreendedorismo e gestão de negócios.  O foco é desenvolver competências e habilidades para uma inclusão socioeconômica mais sustentável, com novas perspectivas culturais, sociais e empreendedoras para a propriedade e comunidade em que esses jovens estão inseridos.

Atenta ao êxodo do jovem rural, a Emater-DF enxerga o jovem do campo como um público prioritário nas intervenções para o desenvolvimento. “Temos trabalhado para promover o desenvolvimento rural, integrando políticas públicas existentes para propor novas ações de forma a alterar o cenário de esvaziamento do campo pelos jovens e ofertar novas oportunidades para permanecerem e se desenvolverem neste solo”, resume Denise Fonseca. “A geração de renda por meio de novos empreendimentos e habilidades é uma forma de criar no jovem o sentimento de pertencimento”, ressalta Denise Fonseca.

As ações têm sido desenvolvidas por meio da divulgação do projeto nas comunidades, orientações individualizadas para os negócios já implantados, oficina digital sobre comercialização, orientação de jovens na participação do Concurso Jovem Rural da América Latina, criação de grupos interativos para troca de informações sobre gestão, palestras, workshops e cursos em gestão e planos de negócios. Desde 2019, mais de 400 jovens já participaram do programa.

Fonte: Agência Brasília

O produtor recebe o bônus quando o preço de seu cultivo fica abaixo do valor de referência do programa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou a relação dos produtos agrícolas com bônus de desconto para agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A lista foi divulgada na sexta-feira (08) e é válida para este mês de abril.

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade para o período de 10 de abril a 9 de maio deste ano, conforme a Portaria Nº 27, da Secretaria de Política Agrícola.

Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: açaí (fruto de cultivo), banana, cacau cultivado (amêndoa), feijão caupi, juta/malva embonecada e maracujá. Os estados que integram a lista deste mês são: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso.

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização nas parcelas de financiamento do Pronaf. 

Dentre os principais responsáveis pela variação de preços, na ocorrência de elevação ou queda das safras, estão o clima e a época do ano. A concorrência de produtos de outros estados também pode contribuir para a oscilação de preços. 

Os descontos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa, que repassa recursos aos agentes financeiros para que estes concedam o desconto aos produtores nos financiamentos do Pronaf de forma automática e sem a necessidade de solicitação. 

Outras informações podem ser solicitadas à equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agro.gov.br ou pronaf.spa@agro.gov.br.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

A regularização fundiária é uma das prioridades do Governo Federal

O Governo Federal iniciou uma força-tarefa para garantir a titulação de terras a um grande número de famílias assentadas no país. Na campanha denominada Abril Verde e Amarelo, serão feitas entregas de títulos de propriedade rural, definitivos e provisórios, em diversos estados a partir deste mês. A expectativa é entregar pelo menos 50 mil títulos em abril.

A regularização fundiária é uma das prioridades do Governo Federal. De 2019 a março de 2022, já foram emitidos mais de 337 mil títulos a beneficiários da reforma agrária, que aguardavam há décadas pelo documento. Os títulos são concedidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Com o título, o produtor se torna o dono da terra, passa a ter acesso a crédito rural para investir, assistência técnica, elimina intermediários e ganha independência e liberdade para o desenvolvimento em sua área.

Além de garantir segurança jurídica aos assentados, a titulação movimenta a economia local, reduz conflitos fundiários, grilagem de terras e desmatamento ilegal.

“A ação segue, e a partir de abril, nós faremos um esforço concentrado para, em vários lugares do país, entregarmos títulos, regularidade, paz e tranquilidade para que estas famílias sigam produzindo”, destaca o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho.

Nos últimos três anos, o Incra disponibilizou mais de R$ 689 milhões em crédito para famílias assentadas, por meio do Crédito Instalação.

Programa Produzir Brasil: títulação e assistência técnica

O Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil – é executado pela parceria entre a Anater e o Incra. A iniciativa fortalece os projetos da reforma agrária com o incentivo à produção em cadeias de valor, gerando desenvolvimento sustentável nos assentamentos do país.

A implementação viabiliza Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) aos produtores assentados que foram titulados ou estão em processo de titulação. É realizada a definição dos beneficiários, o diagnóstico e planejamento das ações, a elaboração e entrega dos projetos, intervenções técnicas e avaliação dos resultados.

Somente no estado sul-mato-grossense, além de Ponta Porã, assentamentos dos municípios de Anastácio, Aquidauana, Bodoquena, Maracaju, Jardim, Nioaque, Itaquirai, Angélica, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante e Terenos recebem Ater. Cerca de 2.800 produtores são assistidos.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)