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Após o desenvolvimento do Projeto Dom Helder Câmara (PDHC) em Pernambuco, a situação financeira das famílias rurais beneficiárias foi transformada. Uma dessas histórias é a do casal Maria e Edvaldo da Silva, no município de Lajedo. Com o recurso de R$ 2.400 e a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), eles puderam investir na propriedade.

O casal comprou dez ovelhas, construiu um aprisco para abrigá-las de forma adequada e consegue produzir a alimentação indicada. A criação triplicou e hoje, são 30 animais. O resultado deve-se à dedicação da família à oportunidade oferecida pelo PDHC.

A beneficiária Joelma da Silva destacou a diferença na rotina da atividade produtiva. “Eu tenho notado a saúde dos animais. Melhorou 100%. Tínhamos muitos problemas com verminose porque o espaço era trancado. Compramos estacas e construímos cercado também. A alimentação era só silagem, agora a gente reveza com pastagem”.

A execução do PDHC na região é realizada pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), contratado pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). O objetivo é promover a segurança alimentar e nutricional, geração de trabalho, melhoria da renda e qualidade de vida.

O extensionista rural, Fábio Francisco Leite, lembra quando iniciou o trabalho junto ao casal. “Eles entraram no programa e participaram de reuniões e capacitações. Com as nossas visitas, eles passaram a receber orientações na área de genética, alimentação, controle de doença, cura e só foi desenvolvendo”, explicou.

Assista à reportagem abaixo.

TV PE/TV Cultura

O IPA atende pelo PDHC famílias de 11 municípios no estado pernambucano.

“A família tinha um criatório muito rudimentar, sem tecnologia nenhuma, sem genética. Chegamos aqui e verificamos a mudança. Hoje, vemos como o PDHC trouxe benefícios para essa família e as outras que nós atendemos”, ressaltou o gerente regional do IPA, Geová Lopes.

Saiba mais sobre o PDHC

O Projeto Dom Helder Câmara (PDHC) desenvolve ações de combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável nos estados do Semiárido brasileiro. Uma das frentes é oferecer Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

A política pública é de governança do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e surgiu por meio de um acordo de empréstimo firmado entre o Brasil e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

Hoje, as contratações da Anater, de recursos oriundos do contrato de gestão firmado com o Mapa e parceria com o Fida, beneficiam cerca de 51.200 Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPAs). Desde o início dos trabalhos no final do ano de 2017, foram cerca de 470 mil atividades executadas. Atualmente, restam cerca de 10% para conclusão dos projetos.

De forma articulada, a Ater com as demais políticas públicas voltadas para o meio rural possibilitam incrementar e fortalecer a estruturação produtiva e as formas de convivência com os biomas do Semiárido.

O PDHC integra dimensões sociopolíticas, ambientais, culturais, econômicas, tecnológicas e também processos participativos de planejamento, gestão e controle social. Resultado: autonomia econômica, social e organizativa das famílias beneficiadas.

Fonte: Ascom Anater, com informações da reportagem à TV PE/TV Cultura

O criador terá acesso a informações sobre o que é proibido, obrigatório e recomendado na produção de aves orgânicas

Buscando orientar técnicos, produtores, criadores, estudantes, professores e profissionais interessados sobre as normas de criação de aves em sistema orgânico de produção, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto do Bem-Estar (IBEM), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lançam o Manual de Avicultura Orgânica, com foco nas galinhas de postura e frangos de corte (Gallus gallus domesticus). A publicação faz parte de uma série sobre produção animal orgânica, sistema de produção que vem crescendo no Brasil e no mundo e é carente de informações técnicas específicas.

“Este manual traz um conteúdo técnico e atualizado de fácil leitura para todos os produtores e profissionais. Certamente será uma importante ferramenta na difusão da pecuária orgânica brasileira”, explica a auditora fiscal federal agropecuária, Michele de Castro Iza.

O conteúdo informa o que é proibido, o que é obrigatório e o que é recomendado a fazer na produção de aves orgânicas, tendo em vista a atualização da legislação de produção orgânica brasileira, pela publicação da Portaria 52/2021.

“Quando o objetivo é a produção e comercialização de carne ou ovos orgânicos certificados, todos os detalhes devem atender exatamente o estabelecido pela legislação brasileira de produção orgânica, além das normas para registro de estabelecimentos avícolas exigidos pelos Serviços Veterinários Oficiais”, explica a médica veterinária e diretora do IBEM, Angela Escosteguy.

Aos criadores que atuam no sistema orgânico de produção ou aqueles que pretendem converter ou iniciar nesse ramo, o manual de Avicultura Orgânica é organizado em temas como documentação, conversão, bem-estar animal, nutrição, ambiente da criação e sanidade.

Eventos

A divulgação do manual ocorrerá em diversos eventos com a participação de técnicos, estudantes e produtores.

No dia 18, o lançamento ocorrerá na Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ). Em Brasília, será realizada uma roda de conversa sobre Avicultura Orgânica, no dia 23 de agosto, no Instituto Federal de Brasília (IFB). Nos dias 25 e 26, São Paulo terá palestras de apresentação do Manual na sede da Fundação Mokiti Okada e na sede do Projeto Natureza Conecta. Já no dia 29, será realizado um evento na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis.

“A demanda por produtos orgânicos vem aumentando significativamente em nosso país e no mundo. O consumidor está cada vez mais atento às características positivas que o produto orgânico agrega. A produção animal orgânica precisa ser estimulada cada vez mais, pois nosso país tem grande potencial para a aplicação dos requisitos para a qualidade orgânica e bem-estar animal”, ressalta a coordenadora da Produção Orgânica, Virgínia Lira. 

Fonte: Imprensa Mapa

Mais uma vez, a parceria entre a UFV e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) está garantindo a presença de centenas de mulheres num evento especialmente preparado para elas na Semana do Fazendeiro. Até 18 de agosto, elas estarão participando da 9a Semana da Mulher Rural, cujos objetivos são motivar e valorizar o papel das mulheres na transformação da sociedade e das famílias. Serão cerca de 900 mulheres, em turmas diferentes, visitando o campus Viçosa para trocar experiências, conhecer ou revisitar a Universidade, fazer novas amizades e refletir sobre assuntos relacionados à temática central da 92a Semana do Fazendeiro – Plantar, cuidar, florescer: sonhos, conquistas, vidas! 

A primeira turma, com 278 mulheres, veio nesta terça-feira (16) das regionais da Emater de Pedra do Anta, Paula Cândido, Coimbra, Teixeiras, São Miguel do Anta, Cajuri, Canaã, Guiricema e Ubá. No Centro de Vivência, elas foram recepcionadas e receberam as tradicionais camisetas do evento que ajudam a colorir ainda mais o campus. Dali se reuniram no Espaço Acadêmico-Cultural Fernando Sabino para uma palestra com a coordenadora de Bem-Estar Social da regional da Emater de Ponte Nova, Scheilla Forza. A proposta era promover uma reflexão sobre a força e perseverança da mulher no cuidado com a vida. Scheilla convidou as mulheres a pensar sobre a importância do sonho coletivo para as transformações necessárias ao mundo. Para isso, lembrou personagens e fatos da história recente que fizeram diferença para o empoderamento da mulher.

Numa breve linha do tempo, comentou, por exemplo, sobre a conquista do direito ao voto; sobre a criação da pílula anticoncepcional; sobre a primeira delegacia da mulher no Brasil e sobre a Lei Maria da Penha e a história da mulher que deu nome a essa lei tão importante no combate à violência doméstica e familiar. Todas as referências foram para lembrar às convidadas que essas conquistas são resultantes de sonhos de mulheres que lutaram coletivamente por eles. Por isso, chamou a atenção para a necessidade de elas fazerem parte de uma rede de apoio, de valorizarem o trabalho de outras mulheres, de combaterem a violência, de se cuidarem e de acreditarem em si. Só assim, na avaliação da palestrante, haverá o florescer e a construção de um futuro melhor.

A palestra de Scheilla aconteceu logo após a abertura oficial da Semana da Mulher Rural pela vice-reitora Rejane Nascentes. Ela comentou sobre a sua felicidade em ver as mulheres, “com suas lindas histórias”, novamente ocupando os espaços da Semana do Fazendeiro, depois de dois anos de realização virtual do evento em função da pandemia de covid-19. A vice-reitora dividiu a mesa oficial com representantes da Emater, de prefeituras e das mulheres, como a agricultora Cleuza Maria Júlio, de Coimbra, que contou ter perdido as contas de quantas vezes participou da Semana do Fazendeiro, de onde, segundo ela, sempre se volta feliz e realizada para casa. “A gente vem buscar sabedoria e volta com o coração, a cabeça e a alma cheia de coisas boas”.

A programação da Semana da Mulher Rural incluiu, no turno da tarde, uma dinâmica coordenada pela ex-professora da UFV, Maristela Lima (Teinha), que fez as participantes do dia dançarem sob o sol, e uma palestra motivacional ministrada pela psicóloga Raíssa Araújo Morais, com o tema Você nasceu para brilhar. A programação voltará a movimentar o campus da UFV nesta quarta e quinta-feira. Estão sendo aguardadas mais cerca de 600 visitantes, 300 em cada dia.

O número é um pouco menor do que em outras edições, como conta a coordenadora regional de Bem-Estar Social da Emater, Margareth Guimarães, que há nove anos atua na organização da Semana da Mulher Rural. A explicação se deve especialmente à pandemia que não acabou, demandando ainda restrições sanitárias. Apesar do público reduzido, Margareth celebra a realização de mais um evento e o sentimento de dever cumprido, de colaborar para que as mulheres rurais tenham sonhos e futuro.

Nesta edição em especial, o desejo, conforme seus organizadores, era ver as mulheres felizes, motivadas e interagindo entre elas depois de um longo período de isolamento. Cláudia Saraiva, extensionista de Bem-Estar Social da regional da Emater de Coimbra, conta que elas “estavam com sede de se encontrar”. E, pelo visto, a sede foi saciada, conforme pode ser conferido nos depoimentos de algumas delas sobre o primeiro dia da Semana da Mulher Rural que estão no vídeo abaixo. Registros fotográficos do evento estão no link tinyurl.com/b3mcm5e3.

Fonte: UFV

Os cursos são gratuitos e ocorrerão no Centro de Treinamento da Emater-RO, na cidade de Ouro Preto do Oeste

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG) promoverão, a partir da segunda quinzena de agosto, o Projeto Cooperativismo SAF/UFV com foco em capacitações em cooperativismo e gestão de empreendimentos coletivos para agricultores familiares.

Os cursos são gratuitos e ocorrerão no Centro de Treinamento da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), na cidade de Ouro Preto do Oeste.

Participarão 120 cursistas, dentre agricultores familiares, representantes de associações, lideranças e técnicos de assistência e extensão rural, além de dirigentes e técnicos das entidades do segmento, como o Sistema OCB/RO (Organização das Cooperativas Brasileiras) e a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

Ao todo, nove cooperativas rondonienses estarão presentes.

 >> Confira a programação – agosto/2022:

  • Gestão de Empreendimentos Coletivos e Mercados – de 15 a 17 de agosto;
  • Governança Participativa, Redes de Sociabilidade e Meio Ambiente – de 17 a 19 de agosto;
  • Contabilidade e Finanças – de 22 a 24 de agosto;
  • Políticas Públicas e Agricultura Familiar: Características e Mecanismos de Acesso – de 24 a 26 de agosto.

O Projeto Cooperativismo SAF/UFV já capacitou mais de 2.000 pessoas em todo o território nacional.

Para a diretora do Departamento de Cooperativismo e Acesso aos Mercados do Mapa, Fabiana Durgant, “a iniciativa exitosa com foco na profissionalização da gestão dos empreendimentos coletivos visa preparar os agricultores familiares para novas perspectivas de mercados e acesso a políticas públicas, contribuindo para o fortalecimento e desenvolvimento da agricultura familiar e cooperativismo no país”.

Para mais informações sobre o Projeto Cooperativismo SAF/UFV entre em contato com o Departamento de Cooperativismo e Acesso a Mercados (Decam/SAF) pelo e-mail decam.saf@agro.gov.br ou pelo telefone (61) 3218-3413.

Fonte: Imprensa Mapa. Foto: EBC

O volume passará de R$ 53,6 bilhões para R$ 60,1 bilhões

Em virtude da forte demanda por financiamentos de custeio no Pronaf, nesse início de safra, foi autorizada a destinação de mais R$ 6,54 bilhões de recursos equalizados pelo Tesouro Nacional para financiar os agricultores familiares, o que representa um aumento de 12% (passando de R$ 53,6 bilhões para R$ 60,1 bilhões).

A maior parte, R$ 4,74 bilhões, virá de recursos novos a partir da alocação de mais R$ 126,8 milhões de recursos orçamentários em 2022 para o Plano Safra 2022/23. A outra parte, R$ 1,8 bilhão, será proveniente de remanejamentos no âmbito dos bancos públicos federais (Caixa, BNDES e do Banco do Brasil).

Esses recursos serão destinados aos bancos que operam Pronaf Custeio e que já sinalizaram insuficiência de recursos para atender a demanda dos agricultores. Assim, R$ 6,07 bilhões serão encaminhados ao Banco do Brasil e R$ 474 milhões, ao BNDES.

O BNDES será contemplado ainda com ampliação de recursos no Programa Agricultura de Baixo Carbono – ABC (R$ 287,5 milhões) e Programa de Construção e Ampliação de Armazéns – PCA (R$ 438,5 milhões).

Com isso, a expectativa é que não haja interrupção na concessão de financiamentos, sobretudo de custeio, nesse momento em que a safra começa a ser plantada e no atendimento prioritário aos pequenos agricultores.

Lançado em julho, o Plano Safra 2022/2023 conta com R$ 340,9 bilhões para financiar a produção agropecuária nacional até junho do próximo ano.

Dos R$ 340,9 bilhões, já foram contratados R$ 30 bilhões, o que corresponde a 8,8% do total. Mais de 90% dos recursos estão disponíveis para contratação por meio das diferentes instituições que operam no crédito rural, nas modalidades de custeio, comercialização e investimento.

Fonte: Imprensa Mapa

A agenda começa com uma visita à sede da Embrapa Algodão, onde conhecerão máquinas e implementos agrícolas desenvolvidos para otimizar a mão de obra no campo

De 11 a 13 de agosto, uma delegação formada por representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) e da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério de Relações Exteriores (ABC/MRE) participa de uma missão técnica à cidade de Campina Grande, na Paraíba, no âmbito do projeto de cooperação sul-sul trilateral +Algodão. Rafael Zavala, representante da FAO/ONU no Brasil, fará parte da delegação.

O projeto +Algodão, que integra as ações do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO, é executado desde 2013 de forma conjunta pela FAO/ONU e ABC/MRE com o objetivo promover o desenvolvimento sustentável da cadeia do algodão latino-americana. Mobiliza uma rede regional de mais de 90 instituições do setor público e privado que unem esforços para fortalecer a cadeia de valor do algodão. Sete países parceiros participam desta iniciativa: Argentina, Bolívia, Equador, Colômbia, Haiti, Paraguai e Peru.

Durante o período da visita técnica à Campina Grande, o grupo conhecerá as experiências na cadeia do algodão para a agricultura familiar em temas de inovações e tecnologias e avanços das pesquisas e boas práticas em Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), desenvolvidas pela Embrapa Algodão, Empaer-PB e Prefeitura de Ingá, instituições que são parceiras para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor do algodão da agricultura familiar.

A agenda contará ainda visita para conhecer as tecnologias de convivência com o Semiárido, no Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTi); visita em campo ao Assentamento Maria Margarida Alves, para conhecer a produção e a agregação de valor ao algodão da agricultura familiar; e reunião no Instituto “Casaca de Couro”, experiência de integração público-privado

No município de Ingá, o grupo conhecerá a experiência “Algodão Paraíba”, da Associação Brasileira da Indústria da Moda Sustentável (ABRIMOS). Encerrando a missão dia 13, uma visita para conhecer organizações de mulheres artesãs e o tema de comercialização.

Saiba mais sobre o projeto +Algodão

O projeto +Algodão promove sistemas de produção sustentáveis ​​e inclusivos, desde uma perspectiva integral da cadeia de valor do algodão para a promoção do desenvolvimento rural, promovendo a agregação de valor, o comércio justo e a promoção do sistema agro têxtil. Por meio do projeto, são geradas oportunidades de troca de conhecimentos e experiências, fomentado o acesso a mercados, promovidas inovações tecnológicas e de gestão agrícola, a partir de uma perspectiva de sistemas agroalimentares, onde os sistemas diversificados de produção contribuem para a segurança alimentar e nutricional das famílias algodoeiras nos territórios mais vulneráveis. Além de ser uma oportunidade para negócios inovadores em países parceiros.

Fonte: Palova Brito Comunicadora FAO

Estão abertas as inscrições para o Prêmio ATeG 2022 – Gestão e Resultado, lançado nessa quarta-feira (10). A iniciativa irá reconhecer produtores rurais e técnicos de campo que obtiveram os melhores resultados em ganhos produtivos e de qualidade de vida com a implantação da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

O objetivo é valorizar os bons trabalhos nas propriedades que passaram pelo menos por um ano de acompanhamento nas áreas de bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, olericultura, fruticultura e ovinocaprinocultura de corte. Neste contexto, inclui-se o Projeto Agronordeste – Assistência Técnica Gerencial, executado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

O Prêmio ATeG 2022 foi lançado durante o Encontro Nacional do Agro, em Brasília. A diretora de ATeG do Senar, Andréa Barbosa, destacou que o lançamento durante o encontro das principais lideranças do setor vai contribuir para que a ATeG alcance ainda mais propriedades rurais no Brasil.

“A novidade desta edição é a premiação dos técnicos de campo pelos resultados. É uma forma de valorização já que eles são facilitadores e responsáveis pelo acompanhamento técnico e gerencial e pelas orientações que vão impactar na geração dos resultados diretos”, disse.

As inscrições deverão ser feitas pela Administração Regional do Senar até o dia 10 de outubro, de acordo com o regulamento.

Os casos de sucesso serão avaliados por uma comissão que analisará o engajamento do com o Sistema CNA/Senar, promoção da sucessão familiar, desenvolvimento profissional, adoção de boas práticas agropecuárias e melhoria na qualidade de vida.

Assista ao vídeo:

Sobre a ATeG – Desde 2014, mais de 200 mil propriedades em todo o Brasil já foram beneficiadas pela ATeG do Senar com mais de 2 milhões de visitas técnicas. A metodologia é oferecida para 21 cadeias produtivas em 26 estados.

O Agronordeste e a ATeG

O Convênio n° 001/2019, celebrado entre a Anater o Senar, busca oferecer ATeG a pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região onde vivem. Trata-se da execução, em regime de mútua colaboração, que contribui na promoção e consolidação do desenvolvimento local na região Nordeste e parte de Minas Gerais.

A iniciativa visa atender 18 mil estabelecimentos rurais em 10 estados do semiárido brasileiro (AL, BA, CE, MA, PB, PI, PE, RN, SE, MG). Cadeias produtivas diversas são assessoradas, entre elas: bovinocultura e caprinovinocultura (corte e leite), apicultura, avicultura, fruticultura, suinocultura, olericultura, piscicultura, carcinicultura, cafeicultura, sisalicultura, floricultura, agricultura anual (feijão e milho) e cana-de-açúcar.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

Curso conta com a parceria da Epagri e já beneficiou mais de 370 mulheres de municípios catarinenses

A Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/ Mapa), representada pela Coordenação-Geral do Departamento de Cooperativismo e Acesso a Mercados (DECAM/ SAF), participou da solenidade de abertura e das oficinas da quarta turma de capacitação e formação técnica do Curso Mulheres em Ação: Flor-e-Ser. O projeto, que é uma iniciativa do Mapa em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), capacitará 30 agricultoras familiares em Joinville (SC).

O curso é gratuito e voltado para mulheres rurais e da pesca, que devem desenvolver um plano de negócios ao final. O objetivo é promover espaços de capacitação continuada a fim de oferecer ferramentas para qualificá-las para ter mais autonomia no campo, com foco em geração de trabalho e renda, melhoria dos processos de gestão, acesso aos mercados, desenvolvimento econômico, bem como contribuir para o fortalecimento delas no âmbito familiar e em empreendimentos coletivos como cooperativas, associações e colônias de pesca. 

O Mulheres em Ação: Flor-e-Ser capacitará 250 mulheres até o final deste ano. Atualmente, conta com 120 agricultoras formadas. Mais de 370 agricultoras e pescadoras de municípios catarinenses já foram beneficiadas pelo projeto. 

Desde 2019, o Mulheres em Ação: Flor-e-Ser é executado por uma equipe técnica multidisciplinar, baseada na Pedagogia da Alternância e Psicologia da Cooperação, com carga horária de 80 horas por turma em cinco alternâncias. A metodologia utilizada intercala um período de vivência em sala de aula com outro no campo, permitindo assim que o conteúdo teórico seja colocado em prática na propriedade ou nas organizações coletivas. O programa engloba aulas expositivas, oficinas, viagens educativas e mesas-redondas com mulheres que já desempenham papel de liderança. 

Durante a capacitação, as agricultoras familiares terão acesso a conhecimentos fundamentais para aprimorar sua atividade produtiva e ocuparem espaços estratégicos, como oficinas de cooperativismo e associativismo, abordagem de novas perspectivas de negócios, empreendedorismo, planejamento, liderança, educação financeira, segurança alimentar, educação socioambiental e acesso às políticas públicas. 

As interessadas em participar das próximas turmas devem procurar o escritório da Epagri em seu município. 

Fonte: Imprensa Mapa. Foto: Divulgação Mapa

O assentamento Salubrinho também produz aipim, feijão, laranja, limão e manga

O assentamento Salubrinho, situado no município de Andaraí, na região da Chapada Diamantina (BA), espera colher 100 toneladas de abacaxi no biênio de 2022 e 2023. A safra inicia este mês. Dentre as 40 famílias beneficiárias da reforma agrária nessa área, 13 se dedicam ao cultivo da fruta que leva 14 meses para produzir.

Com 838,4 hectares de terras, o Salubrinho também produz aipim, feijão, laranja, limão e manga. Atualmente, ocorre a introdução do cultivo do maracujá no assentamento, que produz frutos quatro vezes ao ano e, com isso, tem potencial de aumentar a rentabilidade das famílias.

Só o assentado Gilberto Oliveira colhe anualmente entre 30 e 40 mil unidades de abacaxi. Este ano, o agricultor também resolveu apostar no maracujá e plantou um hectare do fruto que ainda não está em ponto de colheita no seu lote.

Comercialização

No auge da colheita do abacaxi, Oliveira conta que comercializa caminhões da fruta junto a atravessadores. Os valores variam entre R$ 1 a unidade e até duas unidades por R$ 5, o que depende da oferta e da qualidade do fruto. “Vendemos também em feiras”, explica ele.

A agricultora Eni Rodrigues Teles, também produtora de abacaxi, conta que eles costumam comercializar o produto nas feiras dos municípios de Cascavel, Mucugê, Itaetê, Andaraí, Redenção e Wagner.

Ela ressalta que a “lida” com o abacaxi é difícil, devido à demora entre o plantio e a colheita. Além disso, a agricultora explica que se a produção no município de Itaberaba é grande, cai o preço do abacaxi, pois a oferta é muito maior nas feiras.

Segundo Eni, a vendagem é boa e eles não precisam se descolocar com tanta frequência quando conseguem participar do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Introdução do Maracujá

Diante das dificuldades de comercialização do abacaxi enfrentadas pelas famílias, o técnico agrícola Antônio Novaes, servidor da Prefeitura de Andaraí, trabalha na introdução da cultura do maracujá no Salubrinho.

“O maracujá possui uma rede de comercialização melhor. Além disso, o tempo de produção do fruto é mais curto. Enquanto o abacaxi tem um ciclo de um ano e meio, o maracujá produz quatro vezes ao ano”, frisa.

De acordo com o técnico, é importante os assentados conciliarem as lavouras do maracujá e do abacaxi, além da produção de culturas de subsistência, mais voltada para o consumo interno do assentamento.

O técnico frisa que existem plantios de maracujá em dois lotes e que, num período de um ano, a expectativa é de que eles colham até 60 toneladas do fruto. “Outros agricultores vão acabar aderindo à cultura diante do desempenho dessas primeiras famílias”, finaliza.

Políticas Públicas

Os agricultores do Salubrinho são atendidos com o Crédito Instalação do Incra, em modalidades antigas, tais como: Aquisição de Material de Construção, Fomento, Apoio Inicial e Semiárido.

Segundo o assentado Gilberto Oliveira, a expectativa das famílias é para a liberação do Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir), no estado da Bahia.

Com esse documento, as famílias poderão acessar modalidades do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Com o recurso, poderemos investir no melhoramento de nossas plantações, pois hoje só contamos com o nosso próprio recurso”, ressalta.


Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Incra/BA

A Companhia Nacional de Abastecimento é o órgão responsável pela realização do cálculo do bônus

lista do mês de agosto com todos os produtos com bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) foi publicada na última sexta-feira (5), no Diário Oficial da União, e pode ser acessada. O feijão-caupi foi o produto que mais recebeu bônus. Os preços de mercado e os bônus de desconto tem validade para o período de 10 de agosto a 9 de setembro de 2022. 

O objetivo da Portaria é informar aos agentes financeiros, operadores do Pronaf, os produtos que têm direito e o percentual dos bônus de desconto a ser concedido nas operações e parcelas de crédito rural.

O abacaxi (Sergipe) e o maracujá (Bahia) não tiveram bônus de desconto no mês passado, mas passarão a receber o bônus em agosto. Já o açaí (Acre), banana (Ceará, Paraíba e Pernambuco), borracha natural (Bahia e Maranhão), cacau (Amazonas, Pará, Rondônia, Bahia e Espírito Santo), castanha de caju (Piauí), feijão caupi (Tocantins, Maranhão e Mato Grosso) e laranja (Rio Grande do Sul, Pará e Bahia) continuam recebendo o bônus, segundo o documento.

Depois do feijão caupi no Mato Grosso, que recebeu o maior bônus de 39,14%, a laranja no Pará vem na segunda posição na lista com 39,04%, seguida do feijão caupi no Maranhão, com 36,05%.

Os produtores recebem o bônus quando os preços no mercado estiverem abaixo do preço de garantia do programa. Eles podem usar o bônus para descontar nas parcelas de financiamento do Pronaf. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Mapa, é o órgão responsável pela realização do cálculo do bônus. 

Fonte: Imprensa Conab. Foto: Magda Cruciol/Embrapa Meio-Norte