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A agenda começa com uma visita à sede da Embrapa Algodão, onde conhecerão máquinas e implementos agrícolas desenvolvidos para otimizar a mão de obra no campo

De 11 a 13 de agosto, uma delegação formada por representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) e da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério de Relações Exteriores (ABC/MRE) participa de uma missão técnica à cidade de Campina Grande, na Paraíba, no âmbito do projeto de cooperação sul-sul trilateral +Algodão. Rafael Zavala, representante da FAO/ONU no Brasil, fará parte da delegação.

O projeto +Algodão, que integra as ações do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO, é executado desde 2013 de forma conjunta pela FAO/ONU e ABC/MRE com o objetivo promover o desenvolvimento sustentável da cadeia do algodão latino-americana. Mobiliza uma rede regional de mais de 90 instituições do setor público e privado que unem esforços para fortalecer a cadeia de valor do algodão. Sete países parceiros participam desta iniciativa: Argentina, Bolívia, Equador, Colômbia, Haiti, Paraguai e Peru.

Durante o período da visita técnica à Campina Grande, o grupo conhecerá as experiências na cadeia do algodão para a agricultura familiar em temas de inovações e tecnologias e avanços das pesquisas e boas práticas em Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), desenvolvidas pela Embrapa Algodão, Empaer-PB e Prefeitura de Ingá, instituições que são parceiras para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor do algodão da agricultura familiar.

A agenda contará ainda visita para conhecer as tecnologias de convivência com o Semiárido, no Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTi); visita em campo ao Assentamento Maria Margarida Alves, para conhecer a produção e a agregação de valor ao algodão da agricultura familiar; e reunião no Instituto “Casaca de Couro”, experiência de integração público-privado

No município de Ingá, o grupo conhecerá a experiência “Algodão Paraíba”, da Associação Brasileira da Indústria da Moda Sustentável (ABRIMOS). Encerrando a missão dia 13, uma visita para conhecer organizações de mulheres artesãs e o tema de comercialização.

Saiba mais sobre o projeto +Algodão

O projeto +Algodão promove sistemas de produção sustentáveis ​​e inclusivos, desde uma perspectiva integral da cadeia de valor do algodão para a promoção do desenvolvimento rural, promovendo a agregação de valor, o comércio justo e a promoção do sistema agro têxtil. Por meio do projeto, são geradas oportunidades de troca de conhecimentos e experiências, fomentado o acesso a mercados, promovidas inovações tecnológicas e de gestão agrícola, a partir de uma perspectiva de sistemas agroalimentares, onde os sistemas diversificados de produção contribuem para a segurança alimentar e nutricional das famílias algodoeiras nos territórios mais vulneráveis. Além de ser uma oportunidade para negócios inovadores em países parceiros.

Fonte: Palova Brito Comunicadora FAO

Estão abertas as inscrições para o Prêmio ATeG 2022 – Gestão e Resultado, lançado nessa quarta-feira (10). A iniciativa irá reconhecer produtores rurais e técnicos de campo que obtiveram os melhores resultados em ganhos produtivos e de qualidade de vida com a implantação da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

O objetivo é valorizar os bons trabalhos nas propriedades que passaram pelo menos por um ano de acompanhamento nas áreas de bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, olericultura, fruticultura e ovinocaprinocultura de corte. Neste contexto, inclui-se o Projeto Agronordeste – Assistência Técnica Gerencial, executado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

O Prêmio ATeG 2022 foi lançado durante o Encontro Nacional do Agro, em Brasília. A diretora de ATeG do Senar, Andréa Barbosa, destacou que o lançamento durante o encontro das principais lideranças do setor vai contribuir para que a ATeG alcance ainda mais propriedades rurais no Brasil.

“A novidade desta edição é a premiação dos técnicos de campo pelos resultados. É uma forma de valorização já que eles são facilitadores e responsáveis pelo acompanhamento técnico e gerencial e pelas orientações que vão impactar na geração dos resultados diretos”, disse.

As inscrições deverão ser feitas pela Administração Regional do Senar até o dia 10 de outubro, de acordo com o regulamento.

Os casos de sucesso serão avaliados por uma comissão que analisará o engajamento do com o Sistema CNA/Senar, promoção da sucessão familiar, desenvolvimento profissional, adoção de boas práticas agropecuárias e melhoria na qualidade de vida.

Assista ao vídeo:

Sobre a ATeG – Desde 2014, mais de 200 mil propriedades em todo o Brasil já foram beneficiadas pela ATeG do Senar com mais de 2 milhões de visitas técnicas. A metodologia é oferecida para 21 cadeias produtivas em 26 estados.

O Agronordeste e a ATeG

O Convênio n° 001/2019, celebrado entre a Anater o Senar, busca oferecer ATeG a pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região onde vivem. Trata-se da execução, em regime de mútua colaboração, que contribui na promoção e consolidação do desenvolvimento local na região Nordeste e parte de Minas Gerais.

A iniciativa visa atender 18 mil estabelecimentos rurais em 10 estados do semiárido brasileiro (AL, BA, CE, MA, PB, PI, PE, RN, SE, MG). Cadeias produtivas diversas são assessoradas, entre elas: bovinocultura e caprinovinocultura (corte e leite), apicultura, avicultura, fruticultura, suinocultura, olericultura, piscicultura, carcinicultura, cafeicultura, sisalicultura, floricultura, agricultura anual (feijão e milho) e cana-de-açúcar.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

Curso conta com a parceria da Epagri e já beneficiou mais de 370 mulheres de municípios catarinenses

A Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/ Mapa), representada pela Coordenação-Geral do Departamento de Cooperativismo e Acesso a Mercados (DECAM/ SAF), participou da solenidade de abertura e das oficinas da quarta turma de capacitação e formação técnica do Curso Mulheres em Ação: Flor-e-Ser. O projeto, que é uma iniciativa do Mapa em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), capacitará 30 agricultoras familiares em Joinville (SC).

O curso é gratuito e voltado para mulheres rurais e da pesca, que devem desenvolver um plano de negócios ao final. O objetivo é promover espaços de capacitação continuada a fim de oferecer ferramentas para qualificá-las para ter mais autonomia no campo, com foco em geração de trabalho e renda, melhoria dos processos de gestão, acesso aos mercados, desenvolvimento econômico, bem como contribuir para o fortalecimento delas no âmbito familiar e em empreendimentos coletivos como cooperativas, associações e colônias de pesca. 

O Mulheres em Ação: Flor-e-Ser capacitará 250 mulheres até o final deste ano. Atualmente, conta com 120 agricultoras formadas. Mais de 370 agricultoras e pescadoras de municípios catarinenses já foram beneficiadas pelo projeto. 

Desde 2019, o Mulheres em Ação: Flor-e-Ser é executado por uma equipe técnica multidisciplinar, baseada na Pedagogia da Alternância e Psicologia da Cooperação, com carga horária de 80 horas por turma em cinco alternâncias. A metodologia utilizada intercala um período de vivência em sala de aula com outro no campo, permitindo assim que o conteúdo teórico seja colocado em prática na propriedade ou nas organizações coletivas. O programa engloba aulas expositivas, oficinas, viagens educativas e mesas-redondas com mulheres que já desempenham papel de liderança. 

Durante a capacitação, as agricultoras familiares terão acesso a conhecimentos fundamentais para aprimorar sua atividade produtiva e ocuparem espaços estratégicos, como oficinas de cooperativismo e associativismo, abordagem de novas perspectivas de negócios, empreendedorismo, planejamento, liderança, educação financeira, segurança alimentar, educação socioambiental e acesso às políticas públicas. 

As interessadas em participar das próximas turmas devem procurar o escritório da Epagri em seu município. 

Fonte: Imprensa Mapa. Foto: Divulgação Mapa

O assentamento Salubrinho também produz aipim, feijão, laranja, limão e manga

O assentamento Salubrinho, situado no município de Andaraí, na região da Chapada Diamantina (BA), espera colher 100 toneladas de abacaxi no biênio de 2022 e 2023. A safra inicia este mês. Dentre as 40 famílias beneficiárias da reforma agrária nessa área, 13 se dedicam ao cultivo da fruta que leva 14 meses para produzir.

Com 838,4 hectares de terras, o Salubrinho também produz aipim, feijão, laranja, limão e manga. Atualmente, ocorre a introdução do cultivo do maracujá no assentamento, que produz frutos quatro vezes ao ano e, com isso, tem potencial de aumentar a rentabilidade das famílias.

Só o assentado Gilberto Oliveira colhe anualmente entre 30 e 40 mil unidades de abacaxi. Este ano, o agricultor também resolveu apostar no maracujá e plantou um hectare do fruto que ainda não está em ponto de colheita no seu lote.

Comercialização

No auge da colheita do abacaxi, Oliveira conta que comercializa caminhões da fruta junto a atravessadores. Os valores variam entre R$ 1 a unidade e até duas unidades por R$ 5, o que depende da oferta e da qualidade do fruto. “Vendemos também em feiras”, explica ele.

A agricultora Eni Rodrigues Teles, também produtora de abacaxi, conta que eles costumam comercializar o produto nas feiras dos municípios de Cascavel, Mucugê, Itaetê, Andaraí, Redenção e Wagner.

Ela ressalta que a “lida” com o abacaxi é difícil, devido à demora entre o plantio e a colheita. Além disso, a agricultora explica que se a produção no município de Itaberaba é grande, cai o preço do abacaxi, pois a oferta é muito maior nas feiras.

Segundo Eni, a vendagem é boa e eles não precisam se descolocar com tanta frequência quando conseguem participar do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Introdução do Maracujá

Diante das dificuldades de comercialização do abacaxi enfrentadas pelas famílias, o técnico agrícola Antônio Novaes, servidor da Prefeitura de Andaraí, trabalha na introdução da cultura do maracujá no Salubrinho.

“O maracujá possui uma rede de comercialização melhor. Além disso, o tempo de produção do fruto é mais curto. Enquanto o abacaxi tem um ciclo de um ano e meio, o maracujá produz quatro vezes ao ano”, frisa.

De acordo com o técnico, é importante os assentados conciliarem as lavouras do maracujá e do abacaxi, além da produção de culturas de subsistência, mais voltada para o consumo interno do assentamento.

O técnico frisa que existem plantios de maracujá em dois lotes e que, num período de um ano, a expectativa é de que eles colham até 60 toneladas do fruto. “Outros agricultores vão acabar aderindo à cultura diante do desempenho dessas primeiras famílias”, finaliza.

Políticas Públicas

Os agricultores do Salubrinho são atendidos com o Crédito Instalação do Incra, em modalidades antigas, tais como: Aquisição de Material de Construção, Fomento, Apoio Inicial e Semiárido.

Segundo o assentado Gilberto Oliveira, a expectativa das famílias é para a liberação do Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir), no estado da Bahia.

Com esse documento, as famílias poderão acessar modalidades do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Com o recurso, poderemos investir no melhoramento de nossas plantações, pois hoje só contamos com o nosso próprio recurso”, ressalta.


Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Incra/BA

A Companhia Nacional de Abastecimento é o órgão responsável pela realização do cálculo do bônus

lista do mês de agosto com todos os produtos com bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) foi publicada na última sexta-feira (5), no Diário Oficial da União, e pode ser acessada. O feijão-caupi foi o produto que mais recebeu bônus. Os preços de mercado e os bônus de desconto tem validade para o período de 10 de agosto a 9 de setembro de 2022. 

O objetivo da Portaria é informar aos agentes financeiros, operadores do Pronaf, os produtos que têm direito e o percentual dos bônus de desconto a ser concedido nas operações e parcelas de crédito rural.

O abacaxi (Sergipe) e o maracujá (Bahia) não tiveram bônus de desconto no mês passado, mas passarão a receber o bônus em agosto. Já o açaí (Acre), banana (Ceará, Paraíba e Pernambuco), borracha natural (Bahia e Maranhão), cacau (Amazonas, Pará, Rondônia, Bahia e Espírito Santo), castanha de caju (Piauí), feijão caupi (Tocantins, Maranhão e Mato Grosso) e laranja (Rio Grande do Sul, Pará e Bahia) continuam recebendo o bônus, segundo o documento.

Depois do feijão caupi no Mato Grosso, que recebeu o maior bônus de 39,14%, a laranja no Pará vem na segunda posição na lista com 39,04%, seguida do feijão caupi no Maranhão, com 36,05%.

Os produtores recebem o bônus quando os preços no mercado estiverem abaixo do preço de garantia do programa. Eles podem usar o bônus para descontar nas parcelas de financiamento do Pronaf. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Mapa, é o órgão responsável pela realização do cálculo do bônus. 

Fonte: Imprensa Conab. Foto: Magda Cruciol/Embrapa Meio-Norte

Os recursos são destinados para financiamento de crédito rural e investimentos em infraestrutura

Foram liberados, de janeiro a junho deste ano, por meio do Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário (Terra Brasil – PNCF) R$ 58,99 milhões dos recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária. Das 529 operações analisadas nesse período pelo Departamento de Gestão do Crédito Fundiário (Decred) da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/ Mapa), 62,4% foram na região Nordeste; 14,4% no Sul; 13,4% no Sudeste e 9,6% no Centro-Oeste.  A previsão é que o programa beneficie mais de 400 agricultores no acesso à terra até o final de 2022.

O Terra Brasil – PNCF é um conjunto de ações e projetos, complementares à reforma agrária, que oferece condições para que os agricultores sem acesso à terra ou com pouca terra possam comprar imóvel rural por meio de um financiamento de crédito rural, oriundo dos recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária, e aos investimentos básicos e integrado pelo Subprograma de Combate à Pobreza Rural.

O programa tem como objetivo principal o acesso à terra, contribuindo para a geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento da agricultura familiar. Além da terra, os recursos financiados podem ser utilizados na estruturação da propriedade e na contratação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Todo o procedimento para a contratação se dá por meio de parcerias entre os governos federal, estadual e municipal.

Quem pode participar

Podem participar do Terra Brasil trabalhadores rurais não-proprietários, preferencialmente assalariados, parceiros, posseiros e arrendatários que comprovem, no mínimo, cinco anos de experiência na atividade rural. O programa também inclui agricultores proprietários de imóveis cuja área não alcance a dimensão da propriedade familiar e seja comprovadamente insuficiente para gerar renda capaz de propiciar-lhes o próprio sustento e o de suas famílias.

O Terra Brasil permite idade entre 18 e 70 anos, que comprovem ter experiência de, no mínimo, cinco anos em atividades rurais nos últimos 15 anos, e jovens de 16 anos e menores de 18 anos, desde que devidamente emancipados. Os jovens com idade entre 16 e 19 anos deverão comprovar dois anos de origem na agricultura familiar, como integrante do grupo familiar ou como aluno de escola técnica, dos Centros Familiares de Formação por Alternância, inclusive similares.

O agricultor não pode ser funcionário público, nem ter sido assentado da reforma agrária, ou ter participado de algum programa que tenha recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária. Não pode também ter sido dono de imóvel rural maior que uma propriedade familiar nos últimos três anos. 

Confira as informações gerais sobre como obter crédito via Terra Brasil 

Para mais informações sobre o acesso ao programa, entre em contato com o Departamento de Gestão de Crédito Fundiário (Decred/ SAF) pelo e-mail terra.brasil@agro.gov.br ou pelo telefone (61) 3276-4104.

A Anater e o PNCF – Terra Brasil

Com recursos originários do Contrato de Gestão firmado com o Mapa, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) celebrou nove contratos para implementar o PNCF – Terra Brasil. Cinco estados são contemplados: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Tocantins.

No âmbito do programa, os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) aprimoram as etapas que antecedem a contratação do financiamento: Divulgação, Mobilização e Elaboração dos Projetos Técnicos.

Assim, o trabalho junto aos governos municipais e famílias de agricultores amplia o acesso ao Terra Brasil. A meta da Anater é atender mais de 1.800 agricultores até o ano de 2024.

Reunião de Divulgação e Mobilização dos
potenciais beneficiários realizado no município de Moreilândia/PE.

Foto: Empresa Diamantina Projetos LTDA.

Desde o início dos trabalhos em campo, no mês de março deste ano, foram realizadas cerca de 1.900 atividades com mais de 200 beneficiários.

Curso PNCF – Terra Brasil

A Anater em parceria com Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) desenvolveu algumas capacitações e, dentre elas, essa explica o financiamento de imóveis por meio do PNCF – Terra Brasil.

O público inclui trabalhadores rurais, agricultores familiares e técnicos que tenham interesse em acessar ou auxiliar na sua instrumentalização. Entre no Portal EaD Senar/Anater e matricule-se.

Fonte: Imprensa Mapa

Produtor mineiro ficou em 1º lugar no prêmio CNA Brasil Artesanal na categoria tratamento térmico

Há mais de 70 anos a família Carvalho produz queijo artesanal na Fazenda Generosa, em Andrelândia, Minas Gerais. A queijaria começou com o bisavô do produtor Joaquim Luiz de Carvalho, que guarda “a sete chaves” o segredo do queijo meia cura “O Lendário da Generosa”, vencedor do 1º lugar no prêmio CNA Brasil de Queijos Artesanais na categoria Tratamento Térmico.

“Meu bisavô Quincas Tibúrcio começou a produção de queijos em 1945 e nunca mais paramos de produzir. A técnica foi passada de geração em geração para não perdermos a tradição. O Lendário da Generosa é produzido há mais de 30 anos com uma isca do fermento daquela época, nunca foi mudada e é guardada a sete chaves”, conta.

O queijo passa por um processo de tratamento térmico onde a temperatura do pasteurizador é elevada, por meio de uma caldeira a lenha, e depois é feito o resfriamento. E na maturação, a temperatura e a umidade são controladas.

“O processo de tratamento térmico é usado apenas para alguns queijos. Mas o diferencial do Lendário está no uso do fermento que atravessou gerações, além do clima da região que é propício para a geração das bactérias essenciais para o queijo”, explica.

Carvalho ressalta que quando assumiu a queijaria em 2020 quis expandir a visibilidade dos queijos para além das fronteiras da região e por isso começou a participar de concursos.

“Ano passado foi o primeiro e de cara já fomos medalha de ouro. Participamos também da Expo Araxá com o Novelo da Generosa que foi medalha de bronze. O prêmio CNA Brasil é o terceiro concurso que participamos e o concurso está abrindo muitas portas para nós, dando mais visibilidade aos queijos”, afirma.

Além do primeiro lugar, Carvalho também ficou em terceiro lugar na categoria queijos artesanais com 30 a 180 dias de maturação. Foto: CNA

Além do primeiro lugar, Carvalho também ficou em terceiro lugar na categoria queijos artesanais com 30 a 180 dias de maturação com o Parmesão da Generosa, também chamado de Quincas Terroir, em homenagem ao bisavô.

Com os prêmios o produtor está investindo na queijaria, ampliando as instalações ao construir uma nova sala de maturação.

“Estamos vivendo um conto de fada, estamos recebendo contato de pessoas do Rio Grande do Sul, Goiás e do Nordeste querendo conhecer e adquirir nosso produto e nós estamos nos organizando para atender. Está sendo muito gratificante e trazendo muito orgulho para nossa família.”

Sobre a produção de queijos artesanais no Brasil, Joaquim de Carvalho diz que a cadeia está vivendo um momento muito importante, com os produtores sendo ouvidos e tendo reconhecimento.

“Só quem trabalha com queijo artesanal é que sabe de todas as dificuldades que a gente vive no dia-a-dia. O queijo artesanal ainda traz muitos obstáculos para gente, mas é muito gratificante e estou vendo que cada vez mais nosso espaço está sendo ampliado no cenário nacional e internacional também.”

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

Tecnologias Sustentáveis e Cadeias Curtas na Produção de Hortaliças é o tema central da 56ª edição do Congresso Brasileiro de Olericultura (CBO), que acontece entre os dias 01 a 05 de agosto próximo, em Bento Gonçalves (RS). A ideia a partir dessa temática é estimular debates sobre questões consideradas importantes para o setor em torno de três eixos: novas tecnologias, sustentabilidade da produção e organização das cadeias produtivas.

A exemplo das edições anteriores, pesquisadores da Embrapa Hortaliças estão inseridos na programação do evento – ao lado de profissionais de ensino e pesquisa e de assistência técnica e extensão rural -, a partir de apresentação de resultados de pesquisas inovadoras, dentro do contexto norteador definido pelos organizadores do CBO. 

As apresentações dos pesquisadores serão divididas entre sessões de pôsteres e palestras, com os temas Hortaliças Biofortificadas (Alexandre Mello); Cultivo de Plantas Alimentícias Não Convencionais – PANC entre Turismo e Gastronomia (Nuno Madeira); Avanços Científicos e Tecnológicos no Cultivo da Batata – Manejo Integrado de Doenças da Batata (Carlos Lopes); Produção Orgânica de Hortaliças – Produção de Bioinsumos (Mariane Vidal); Avanços Científicos e Tecnológicos no Cultivo das Aliáceas – Resistência e Tolerância a Estresses Bióticos (Valdir Lourenço Júnior); e Embalagens para Minimamente Processados (Lucimeire Pilon). Vale destacar a participação de estudantes de pós-graduação com a apresentação de trabalhos envolvendo diversas áreas de pesquisas com hortaliças.

Abertura

A sessão de abertura desta 56ª edição do CBO contará com uma inovação: o chefe-geral da Embrapa Hortaliças Warley Nascimento – que representará o presidente da Embrapa Celso Moretti no evento – participará de entrevista, ao lado do professor José Magno Queiroz, da Universidade de Uberlândia (UFU) e de Gervásio Paulus, representante da Extensão Rural do Rio Grande do Sul,  no espaço reservado à apresentação técnico-científica, onde abordará os avanços verificados nas pesquisas com hortaliças dentro do eixo temático do congresso.

Fonte: Ascom Embrapa

O ministério também celebrou o Dia do Agricultor

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) comemorou, nessa quinta-feira (28), 162 anos de existência. Data em que se celebra também o Dia do Agricultor.

Em comemoração, foi inaugurada exposição de livros publicados pelo Ministério nos últimos anos e que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional da Agricultura (Binagri). A exposição está localizada no hall do 3º andar do prédio anexo à sede. 

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, agradeceu o trabalho e dedicação dos servidores, que executam com profissionalismo a missão do Ministério, de promover a transformação e valorização da agropecuária nacional.

Em homenagem aos agricultores, o ministro ressaltou que o setor tornou o país uma das maiores potências mundiais produtoras de alimentos. “Homens e mulheres que diuturnamente trabalham, com sol raiando ao anoitecer, pela agricultura brasileira. Nossos agradecimentos e respeito pelo excepcional trabalho que coloca o Brasil na vanguarda da produção de alimentos”.

A cerimônia teve a participação de servidores, secretários do Ministério e representantes dos órgãos vinculados. 

Fonte: Imprensa Mapa.

Evento sediado na Emater, em Goiânia, tem programação com palestras e oficinas sobre técnicas agropecuárias, crédito, comercialização e outros temas

A edição 2022 da Semana Estadual da Agricultura Familiar será aberta na quarta-feira (27/7), às 9 horas, no Centro de Tecnologia e Capacitação da Emater (Centrer), em Goiânia. Voltado a produtores rurais e sociedade em geral, o evento técnico seguirá até sexta-feira (29/7), com extensa programação de palestras e oficinas. A realização é do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e das jurisdicionadas Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e Centrais de Abastecimento (Ceasa).

Durante os três dias de evento, as atividades iniciarão às 9 horas. Serão oferecidas orientações teóricas e práticas sobre manejo rotacionado, indicações geográficas, panificação, derivados lácteos, hortas suspensas, bioinsumos, crédito rural, comercialização e outros temas. A condução das palestras e oficinas ficará a cargo de gestores e técnicos da Seapa, Emater e Agrodefesa, além de parceiros envolvidos.

Com a Semana da Agricultura Familiar, as pastas do agro cumprem a missão de contribuir para o desenvolvimento rural sustentável no Estado, por meio da inovação e da educação de adultos, possibilitando o aumento da renda e da qualidade de vida no campo. Titular da Seapa, Tiago Mendonça frisa que a realização da Semana da Agricultura Familiar é uma oportunidade de reconhecer a importância e estreitar o contato com o segmento. “A agricultura familiar gera renda e emprego no campo, tem um papel fundamental no abastecimento das cidades e ainda contribui para a preservação do meio ambiente”, afirma ele.

Como ressalta o presidente da Emater, Pedro Leonardo Rezende, os conhecimentos divulgados são importantes não só para os produtores rurais, mas para toda a população do Estado de Goiás. “Com o evento, não serão beneficiados apenas os segmentos abrangidos pelas cadeias produtivas da agricultura familiar. O conhecimento que divulgamos com palestras e cursos se pulveriza e provoca uma reação em cadeia, atingindo diversas outras esferas econômicas e sociais”, destaca.

Sobre o evento

A Semana Estadual da Agricultura Familiar foi instituída pela Lei nº 20.513, de 2019. O texto determinou que, na semana que compreende o Dia Nacional da Agricultura Familiar, comemorado em 24 de julho, devem ser desenvolvidas atividades que demonstrem a importância do segmento para a vida de cada um e para o desenvolvimento do Estado.

Segundo dados da Radiografia do Agro em Goiás, a agricultura familiar representa 62,9% dos estabelecimentos rurais goianos. E, de acordo com o presidente Pedro Leonardo Rezende, o evento é importante para celebrar essa força do setor no Estado. “A agricultura familiar é responsável por grande parte do alimento que chega à mesa dos brasileiros e, além de garantir a segurança alimentar para tantos, também tem grande importância econômica, sendo fundamental para o desenvolvimento rural de Goiás”, diz.

Para participar da programação gratuita de palestras e oficinas, os produtores e a comunidade devem se inscrever pelo seguinte link: https://bit.ly/SemanaDaAgricultura. Haverá emissão de certificados.

Serviço

Semana da Agricultura Familiar 2022
Data: 27 a 29 de julho de 2022
Horário: a partir das 9h
Local: Centro de Tecnologia e Capacitação da Emater (Centrer)
Rodovia R-2, Quadra Área, Lote AR-3 Campus Samambaia – Goiânia-GO
Inscrições: https://bit.ly/SemanaDaAgricultura
Programação gratuita

Programação Completa

27/07

9h – Abertura oficial
10h – Como acessar crédito rural e crédito fundiário?
11h – O papel da mulher no agro e a força do crédito cooperativo na agricultura familiar
12h – Almoço
14h – Manejo rotacionado irrigado otimiza e aumenta a produção
16h – Negócio lucrativo da panificação

Oficinas

9h30 – Importância da regulamentação de entrepostos de ovos
9h30 – Sistema de hidroponia para cultivo de hortas: como iniciar
14h – Vendas online para produtor rural
14h – Comercializar no campo
14h – Panificação

28/07

9h – Bioinsumos
10h – Cenário atual das indicações geográficas e marcas coletivas no Estado de Goiás
11h – Soluções financeiras para o agro
12h – Almoço
14h – Pró-Genética e Integra Zebu: mercado de touros PO acessível ao produtor familiar
16h – Como aumentar a produtividade da propriedade com sustentabilidade

Oficinas

9h – Boas práticas na manipulação de derivados lácteos
9h – Vendas diretas no campo
14h – Desmistificando o agro
14h – Controlar meu dinheiro no campo
14h – Derivados lácteos

29/07

9h – Cooperativismo: principais vantagens e benefícios
10h – Perspectivas da fruticultura em Goiás
11h – Portfólio do Sicoob voltado para a agricultura familiar
12h – Almoço
14h – Cultivo da mandioca em Goiás
16h – Artesanato e sustentabilidade

Oficinas

9h – Importância da regulamentação de casas de mel
9h – Custos para produzir no campo
14h – Negociar no campo
14h – Hortas suspensas
16h – Encerramento

Fonte: Seapa Goiás