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Acordo dos Ministérios da Economia e da Agricultura com a instituição financeira vai beneficiar cadeias produtivas como as do Programa AgroNordeste, que receberá US$ 230 milhões

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Economia (ME) assinaram um Termo de Cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o estabelecimento de uma linha de crédito no valor de US$ 1,2 bilhão, na segunda-feira (21). Os recursos serão destinados prioritariamente para projetos de desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas agropecuárias.

A nova linha de crédito poderá ser utilizada por entidades do governo federal e dos governos estaduais, além de instituições financeiras que atuem como intermediárias com o setor privado, seguindo as normas estabelecidas pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex). A Secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais (Sain) do ME será responsável pelo acompanhamento do Programa entre os órgãos dos governos federal, estados, Distrito Federal e o BID.

As linhas de crédito ficarão disponíveis por dez anos. Os projetos deverão estar alinhados com as políticas de apoio ao setor agropecuário e ao desenvolvimento rural, definidas como prioritárias pelo Plano Estratégico 2020-2031 do Mapa. Serão atendidas as áreas de defesa e inovação agropecuária – incluindo pesquisa, assistência técnica e extensão rural –, regularização fundiária e ambiental, além de sustentabilidade ambiental e resiliência às mudanças climáticas.

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Agropecuário no Nordeste (AgroNordeste) será o primeiro beneficiado, com US$ 230 milhões, para o desenvolvimento de oportunidades econômicas em cadeias de valor agropecuárias, na regularização fundiária e ambiental. Os recursos também serão utilizados em projetos do AgroNordeste para ampliação da área livre de moscas-das-frutas, no Rio Grande do Norte e no Ceará, e na consolidação da Área de Proteção Fitossanitária de moscas-das-frutas, na região do Vale do São Francisco.

Ao assinar o acordo, a ministra Tereza Cristina destacou a importância da assistência técnica para os pequenos produtores. “Isso pode ser uma revolução para a agricultura familiar, porque é tudo o que eles precisam. Eu fiquei muito bem impressionada com os cases de sucesso dos pequenos produtores atendidos pelo programa AgroNordeste. A transformação é impactante, principalmente no Nordeste”, disse a ministra. 

“A adoção de financiamentos no âmbito das linhas CCLIP permite replicar políticas setoriais concebidas pelo governo federal aos entes subnacionais, por meio de operações de financiamentos específicas. No âmbito do BID, a adoção desta linha de crédito admite um trâmite simplificado para o processo de análise interna dos projetos, proporcionando agilidade nas aprovações dos respectivos financiamentos”, explicou o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do ME, Roberto Fendt Júnior, que participou da assinatura do Termo de Cooperação na sede do Mapa, em Brasília.

O representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, disse estar empolgado com a parceria. “Entendemos que com esta linha vamos oferecer um pacote integral para os agricultores. É uma oportunidade de trabalharmos juntos neste acompanhamento, principalmente com os pequenos produtores, e fazer a diferença”, destacou. 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Entre os dias 21 a 25 de março, cerca de 100 profissionais de empresas públicas de Ater serão treinados para atuarem junto a agricultores familiares do Nordeste

Nesta segunda-feira (21), a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) inicia mais um Curso de Formação de Agentes de Ater a Distância sobre o Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil. O treinamento desta semana é voltado para os profissionais das entidades públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) que irão atuar na região da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O PPB tem o objetivo de assistir as famílias de agricultores(as) assentados(as) tituladas ou em processo de titulação.

A expectativa é de que até a próxima sexta-feira (25), cerca de 100 agentes concluam a formação que possui 40 horas para certificação da Anater. O treinamento é realizado em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

No início, é apresentada a estrutura do curso e o panorama do PPB Brasil. Também são abordadas políticas públicas relacionadas como o Programa Alimenta Brasil (PAB) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).Temas como Associativismo e Cooperativismo, Bioeconomia, Ater Digital, Projeto Individual e Coletivo de Ater, e Plano de Desenvolvimento Sustentável dos Assentamentos (PDSA) fazem parte da grade curricular.

As aulas são ministradas com base na metodologia, prática e execução de Ater pelo Sistema de Gestão de Ater (SGA), implementado pela Anater. Os extensionistas rurais compõem as equipes técnicas da Emdagro-SE, Emater-CE, Emater-RN e Emater-PB. As atividades em campo terão início após a formação dos profissionais. As famílias de agricultores beneficiárias pertencem aos assentamentos dos estados do Ceará, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte. 

Na próxima semana, o curso PPB Sudene será ministrado para os agentes das empresas de Ater selecionadas pela Chamada Pública 006/2021. Serão contemplados com os serviços os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Programa Produzir Brasil

Sob governança do Mapa, a Anater atua em parceria com o Incra, responsável pelo Programa Nacional de Regularização Agrária (PNRA). A iniciativa permite que as famílias ao conquistarem o documento de titulação, passem a receber Ater. A proposta é consolidar os assentamentos, com geração de renda e independência financeira. A Ater é dividida em cinco etapas: definição dos beneficiários; diagnóstico e planejamento das ações; elaboração e entrega dos projetos; intervenções técnicas e avaliação dos resultados.

Fonte: Ascom Anater

Neste mês, receberão o benefício agricultores de Alagoas, de Pernambuco, do Piauí e do Rio Grande do Norte

Foi publicada na sexta-feira (18), pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Portaria nº 276, que determina o pagamento do Garantia-Safra. Neste mês, receberão o benefício agricultores de Alagoas, de Pernambuco, do Piauí e do Rio Grande do Norte. O montante chegará a mais de R$ 13 milhões.

Em decorrência das medidas de enfrentamento da pandemia do Covid-19, o pagamento integral do benefício Garantia-Safra será realizado em parcela única de R$ 850, conforme publicado na Portaria nº 15, de 14 de abril de 2020.

O Garantia-Safra tem como objetivo garantir a segurança alimentar de agricultores familiares que residam em regiões sistematicamente sujeitas à perda de safra, por razão de estiagem ou enchentes. Têm direito a receber o benefício os agricultores com renda mensal de até um salário mínimo e meio, quando tiverem perdas de produção em seus municípios igual ou superior a 50%. O benefício Garantia-Safra é disponibilizado obedecendo o calendário de pagamento dos benefícios sociais.

Benefício bloqueado

Os agricultores aderidos ao Garantia-Safra que tiveram a concessão do benefício bloqueado nos municípios que tiveram autorização do pagamento no mês de fevereiro/2022 devem cumprir com as orientações dispostas na Portaria nº 25, de 08 de julho de 2020, para regularização do benefício.

Caso o benefício esteja bloqueado, o agricultor deve acessar o seu perfil no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra, clicando neste link, e verificar o motivo do bloqueio conferindo a notificação que consta no perfil. O agricultor terá até 30 dias, após a publicação da Portaria que autoriza o pagamento do benefício, para se manifestar quanto ao bloqueio, por meio do serviço “Solicitar Requerimento de Defesa após Bloqueio do Benefício Garantia-Safra”, na plataforma Gov.br

A relação dos agricultores que tiveram o benefício bloqueado, de forma cautelar, será encaminhada pelas Coordenações Estaduais aos gestores municipais. Outras informações sobre o Garantia-Safra podem ser solicitadas à Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa pelo e-mail garantiasafra.cgs@agro.gov.br ou pelo telefone (61) 3218-3319.

>> Clique aqui para verificar a relação dos agricultores que tiveram benefício bloqueado 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) lança esse conteúdo informativo com o intuito de implementar mais um meio de comunicação para divulgar as suas ações, promover a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e fortalecer a rede da Agricultura Familiar no Brasil. A publicação será bimestral e online, de forma interativa.

  • Entrega de Títulos e Ater: Produzir Brasil
  • Últimos Editais Publicados para contratação de Empresas de Ater
  • Formação e Qualificação de Agentes de Ater
  • Avaliação e Credenciamento
  • Convênio Senar e Anater: EaD
  • Ações de Monitoramento e Fiscalização
  • Sistema de Gestão de Ater (SGA)
  • Giro pela Agricultura Familiar
  • Panorama da atuação da Anater pelo Brasil
  • Mensagem da Diretoria Executiva

Confira a nossa primeira edição:

Fonte: Ascom Anater

A trajetória do produtor rural Ítalo Yure, 19 anos, na cadeia produtiva Bovinocultura de Leite, começou ainda na infância quando acompanhava o seu avô Luzimar Maia Fernandes nas atividades de campo e, principalmente, no momento da ordenha. “Uma vez ele me pediu para retirar o leite, eu apenas disse que ele podia escolher a vaca e fazer, e foi daí que vi que ele realmente tinha jeito”, disse o avô, orgulhoso do neto que hoje é referência no município de Rafael Fernandes.

O jovem aprimorou a gestão da propriedade com a chegada do projeto AgroNordeste, desenvolvido pela parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RN) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Antes, eram produzidos cerca de 5 litros de leite por vaca diariamente e hoje, atinge 11 litros. O alcance é fruto do trabalho conjunto com a zootecnista e técnica de campo Ana Paula Pinheiro “Iniciamos o trabalho em meio à pandemia, mas isso não dificultou. O produtor sempre questionou a atividade por vídeos, fotos e sanamos todas as dúvidas. Começamos a anotar todas as informações no caderno dele para acompanhar os custos e as receitas, além do manejo sanitário com todas as vacinações“, destacou.

Após o acompanhamento técnico, Ítalo realizou silagem, construiu a sala de ordenha montada, um galpão de armazenagem de tanque. Neste período ele também teve acesso ao crédito rural. “Nosso objetivo é melhorar a parte genética do rebanho com a compra do animal reprodutor e aumentar ainda mais a produção de leite”, disse o jovem produtor. Ele ainda destacou a satisfação com a Assistência Técnica e Gerencial (AteG) do Senar/RN, que auxilia de forma adequada que não tinha o conhecimento necessário e dominava a produção, com controle total.

Assista ao vídeo: 

AgroNordesteparceria Anater e Senar

O Plano AgroNordeste foi lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2019, para impulsionar, por meio da integração de ações e políticas públicas, o desenvolvimento econômico, social e sustentável da Região Nordeste e do norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Com o apoio de uma importante rede de parceiros, o plano fortalece as cadeias produtivas regionais, ampliando o potencial de sucesso dos agricultores familiares da zona semiárida, em 16 territórios.

No âmbito do AgroNordeste, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater)  e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) celebraram o Convênio n° 001/2019.

Trata-se da execução, em regime de mútua colaboração, para realização do Projeto AgroNordeste – Assistência Técnica Gerencial, que tem como principal objetivo contribuir na promoção e consolidação do desenvolvimento local na região Nordeste, e em  especial, a do Semiárido, e visa atender 17.144 estabelecimentos rurais em 10 Estados do semiárido brasileiro (AL, BA, CE, MA, PB, PI, PE, RN, SE, MG).

Fonte: Senar/RN

Entre elas, está o “rebate” no pagamento da dívida dos produtores rurais amparados pelo Pronaf, que foram prejudicados e que não dispõem de seguro rural ou Proagro

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) negocia as medidas que serão adotadas para minimizar os prejuízos causados pela estiagem nos estados do Sul e no Mato Grosso do Sul. Entre elas, está o “rebate” (desconto) no pagamento da dívida dos produtores rurais amparados pelo Pronaf, que foram prejudicados e que não dispõem de seguro rural ou Proagro, a exemplo dos pecuaristas – incluídas as atividades de bovinocultura, avicultura, suinocultura, ovinocaprinocultura, piscicultura, entre outras. O rebate será aplicado também sobre as parcelas de investimento. 

A medida deverá contar com R$ 1,2 bilhão, oriundo de crédito extraordinário, a ser autorizado mediante edição de Medida Provisória. Poderão ser abrangidas as parcelas das dívidas vincendas e vencidas até 30 de junho deste ano e beneficiados os produtores que estavam adimplentes até 31 de dezembro de 2021. No limite, o rebate poderá alcançar até 58% do valor da parcela devida . O Ministério espera a conclusão desta medida para os próximos dias. 

O governo também tem se empenhado no sentido de viabilizar a reabertura das linhas de financiamentos, custeio e investimento, com recursos equalizáveis, que estão suspensas desde o dia 7 de fevereiro, por razões de indisponibilidade orçamentária. Para tanto, será submetido à apreciação do Congresso Nacional, PLN 01/22 de crédito suplementar da ordem de R$ 800 milhões. Com isso, será possível a retomada das linhas de financiamento de custeio e de investimento no âmbito do crédito rural. 

Esses recursos possibilitarão que cerca de R$ 24 bilhões em novas operações de financiamentos sejam contratadas até o final desta safra, 30 de junho de 2022. A expectativa é de que a situação esteja normalizada nos próximos dias. 

Outra proposta que está na mesa das negociações com a equipe econômica diz respeito à prorrogação das dívidas de crédito rural, com vencimentos no ano de 2022, dos produtores rurais, incluindo os do Pronaf, Pronamp (médios produtores rurais) e demais produtores dos municípios que decretaram estado de calamidade ou situação de emergência, cuja produção e renda foram comprometidas. A proposta abrangerá os financiamentos de custeio e de investimentos, inclusive de dívidas que já foram objeto de prorrogações anteriores. Assim, o Mapa está em negociações com a área econômica e com o Congresso Nacional para viabilizar a alocação dos recursos necessários para o estabelecimento desta medida, estimados em R$ 600 milhões. 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Foto: Divulgação Jornal do Comércio RS

O Curso de Formação de Agentes de Ater a Distância – Ater para famílias de Agricultores e Agricultoras Orgânicos vinculados a OCSs será realizado durante esta semana

Nesta segunda-feira (14), a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) inicia uma nova qualificação online para extensionistas rurais. Os profissionais compõem as equipes técnicas das empresas contratadas para prestar serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) no âmbito do programa de produção orgânica no Brasil. Trata-se do Curso de Formação de Agentes de Ater a Distância – Ater para famílias de Agricultores e Agricultoras Orgânicos vinculados às Organizações de Controle Social (OCSs).

O treinamento segue até a sexta-feira (18), sendo necessária conclusão das 40 horas para certificação pela Anater. A previsão é que cerca de 80 extensionistas dos estados do Amazonas, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte participem. Os profissionais irão atuar com beneficiários que efetuam a produção e a comercialização de produtos orgânicos em venda direta por OCSs, legalmente constituídas e devidamente cadastradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O conteúdo do curso é ministrado por instrutores da Anater e do Mapa. Desta vez, participarão também representantes dos Núcleos de Estudo em Agroecologia e Produção Orgânica (NEAs) e das Comissões de Produção Orgânica (CPOrg).

Dentre os temas abordados na grade curricular, constam: Acesso às políticas públicas pertinentes aos agricultores familiares em OCS, Experiências de OCS com políticas públicas, Empreendimentos Coletivos de Associações e Cooperativas, Mercados Institucionais (PNAE e PAB), Principais normativas para a Produção Orgânica de base agroecológica; Plano de Manejo Orgânico e seus instrumentos de Controle Social, e Inovações tecnológicas e bioinsumos. Além disso, a avaliação da documentação do beneficiário, o monitoramento, incluindo a operacionalização do Sistema de Gestão de Ater da Anater (SGA Web e Mobile) também fazem parte do conteúdo.

Instrutor da Anater fala sobre Crédito Fundiário

O treinamento é coordenado pela Gerência de Ater, Formação e Qualificação da Anater. O próximo curso será voltado para extensionistas rurais que compõem as equipes técnicas das empresas contratadas para prestar serviço de Ater pelo Programa Produzir Brasil Sudene.

Saiba mais sobre a produção orgânica por OCSs

As OCSs almejam e demandam uma Ater de qualidade, específica para produtores orgânicos organizados, que aborde temas relacionados à legislação da Produção Orgânica (Lei nº10.831/2003); às tecnologias apropriadas; o aprimoramento dos processos de comercialização; a responsabilidade compartilhada do grupo; a promoção para a melhoria da qualidade orgânica e a rastreabilidade dos produtos; o incremento no seu valor; e o desenvolvimento regional da cadeia produtiva.

Fonte: Ascom Anater

Foto: CI Orgânicos

Produção de Alimentos em Sistemas Orgânicos e Introdução a Agroecologia e Produção Orgânica estão entre as novidades

O convênio celebrado entre a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) oferta novas vagas de capacitação neste ano. Os cursos são gratuitos, no formato de educação a distância (EaD) e com certificação. O desenvolvimento das capacitações prioriza o acesso ao conhecimento de tecnologias e boas práticas, considerando as atividades produtivas para o público do setor rural.

Os últimos cursos lançados foram: Introdução a Agroecologia e Produção Orgânica, Produção de Alimentos em Sistemas Orgânicos, Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) – Terra Brasil e Manejo e Conservação do Solo. O primeiro foi o de Agropecuária Digital. A expectativa é que ainda neste semestre seja lançado a próxima capacitação dessa parceria. Os cursos contribuem para complementar a formação dos agentes de Ater.

Importante destacar que a Anater lançou editais para empresas de Ater atuarem com família de Agricultores e Agricultoras Orgânicos vinculados a Organização de Controle Social (OCSs) e também no âmbito do PNCF – Terra Brasil.

Os interessados devem preencher a ficha para participar e assim, formarem as turmas. A equipe responsável entrará em contato, via e-mail, para avisar sobre a próxima capacitação desejada.

O projeto entre a Anater e o Senar (Convênio nº 001_2020) prevê a oferta de 160 mil vagas em cursos de educação a distância do portal EaD Senar. A iniciativa beneficia agricultores familiares, produtores e trabalhadores rurais, técnicos de campo, extensionistas e pessoas ligadas ao setor agropecuário.

Orgânicos

No curso Introdução a Agroecologia e Produção Orgânica, o aluno conhecerá os princípios da Agroecologia e o processo de produção e comercialização de produtos orgânicos, além de compreender como são as etapas de transição agroecológica de uma propriedade rural.

No curso Produção de Alimentos em Sistemas Orgânicos, o aluno conhecerá as principais etapas no processo de produção, certificação e comercialização de hortaliças, frutas e animais em sistemas orgânicos.

Terra Brasil

Na capacitação, serão apresentadas as possibilidades de acessar o programa Terra Brasil para financiar o imóvel. O público inclui trabalhadores rurais, agricultores familiares e técnicos que tenham interesse em acessar ou auxiliar na sua instrumentalização.

O aluno interessado terá uma visão geral, compreenderá o modo de funcionamento, os requisitos e a operacionalização, de forma que possa se candidatar ao financiamento e obter sucesso com a proposta. Os módulos, com carga horária de 54 horas, abordarão informações detalhadas sobre quais imóveis podem ser adquiridos pelo Terra Brasil; o que deve ter na proposta de solicitação do financiamento e as linhas de crédito.

Portal EaD Senar

O portal EaD Senar disponibiliza, atualmente, mais de 100 cursos em diferentes áreas, que vão desde a qualidade de vida, gestão e empreendedorismo, produção vegetal, campo sustentável, agricultura de precisão, inclusão digital rural e agricultura de baixa emissão de carbono.

Com linguagem objetiva e de fácil aplicação no campo, o Senar utiliza recursos para facilitar o processo de aprendizagem, como videoaulas, fóruns e chats, atividades interativas e o apoio de tutores e monitores.

As dúvidas também podem ser esclarecidas no telefone 0800 642 7070, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h (horário de Brasília).

Fonte: Ascom Anater

Produtores que recebem assistência técnica têm mais que o dobro de renda por hectare na comparação com aqueles que não recebem

Investir em assistência técnica e extensão rural significa fortalecer também o agronegócio brasileiro. O extensionismo, como é comumente chamado, é um instrumento de desenvolvimento econômico e social e, por isso, precisa conquistar cada vez mais espaço na formulação de políticas públicas voltadas para o aumento da produtividade e competitividade do setor no mercado nacional e mundial, principalmente quando se considera o pequeno produtor e o agricultor familiar.

Por meio de pesquisas, conhecimentos diversos, essenciais ao desenvolvimento rural em seu sentido mais amplo e, especificamente, ao desenvolvimento das atividades agropecuárias, florestal e pesqueira, a assistência técnica e extensão rural têm importância fundamental na comunicação de novas tecnologias, na identificação de problemas e na busca de soluções que garantem mais qualidade tanto na produção de alimentos quanto na vida das famílias rurais.

Trata-se, portanto, de um processo colaborativo que leva ao meio rural ensinamentos sobre a agricultura, a pecuária e a economia doméstica para, a partir dos conhecimentos adquiridos, mudar e aprimorar hábitos e atitudes não apenas em aspectos técnicos, mas também econômicos e sociais.

Nesse sentido, o movimento cooperativista é fator potencializador do acesso a assistência técnica e extensão rural pela própria natureza do seu modelo de negócios. Afinal, cooperativas nascem a partir de interesses comuns e que contribuam para um maior ganho de escala e fortalecimento de negócios e projetos que, sozinhos, não conquistariam o mesmo resultado. E, a partir dessa união de interesses, o acesso ao extensionismo também se fortalece.

As estatísticas comprovam o quanto o modelo cooperativo se mostra mais eficiente para que o agricultor consiga adquirir os conhecimentos necessários para ser mais competitivo, agregue valor ao seu produto e renda à sua família. De acordo com o Censo Agropecuário 2017, entre os cooperados, 63,8% recebe assistência técnica, enquanto a média Brasil é de aproximadamente 20%.

Somamos hoje cerca de 1,2 mil cooperativas agro e mais de um milhão de cooperados, com mais 9 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural atuando nos mais diversos pontos do país. Outro dado relevante é que 71,2% desses cooperados são de agricultores familiares, o que demonstra uma vez mais a importância do nosso modelo de negócio e sua relevância como fomentador das atividades extensionistas.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, em média, apenas 18% dos agricultores familiares brasileiros têm acesso à assistência técnica e extensão rural e, quando considerado somente os estados do Norte e do Nordeste, esse número cai para 7%. Por outro lado, um estudo realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz (Esalq) aponta que as famílias que possuem assistência técnica chegam a ter R$ 2 mil de renda ao ano por hectare, enquanto as que não têm chegam a apenas R$ 900,00 por ano por hectare.

Assim, ter acesso a assistência técnica e extensão rural pode significar a diferença entre ter algum resultado, ter um resultado significativo ou não ter nenhum resultado. Como cooperativistas, acreditamos na força da união e do trabalho colaborativo para fortalecer toda a cadeia produtiva e estamos sempre abertos para agregar novos associados ao nosso modelo de negócio. Se você é produtor rural venha conosco fazer parte dessa corrente.

*Márcio Lopes de Freitas é presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)

**as ideias e opiniões expressa neste artigo são de responsabilidade exclusiva de seu autor e não refletem, necessariamente, o posicionamento editorial da revista Globo Rural

Fonte: Revista Globo Rural

A reestruturação da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), pelo governo do estado, marca a chegada dos 63 anos da instituição, que faz aniversário nesta quinta-feira, dia 3 de março. Neste ano, a atual gestão finalizou a entrega das obras do Complexo de Inovação Rural, em Goiânia, onde está localizada a sede administrativa da entidade, instaurando uma nova etapa para o setor produtivo rural.

Com trajetória marcada por altos e baixos, a Emater alcança novamente um lugar de protagonismo graças ao empenho do governo estadual, que tem investido substancialmente tanto no eixo administrativo quanto no infraestrutural. Em julho de 2021 e em fevereiro último, a nova sede e o novo Centro de Tecnologia e Capacitação (Centrer) foram inaugurados, respectivamente, encerrando mais um ciclo de entregas relativas à agência.

Modernizar e dotar a Emater das condições necessárias para oferecer assistência técnica aos pequenos produtores e aos agricultores familiares são grandes preocupações do governo, segundo o governador Ronaldo Caiado. Foram implantadas medidas para valorizar a vocação produtiva agropecuária do estado.

O presidente da Emater, Pedro Leonardo Rezende, define este período como o “renascimento” da autarquia, que chegou a ser extinta ou incorporada a outras pastas em gestões anteriores. “É com grande alegria que completamos mais um ano de história. Todas essas conquistas simbolizam o ressurgimento de uma instituição que foi extremamente importante para que o Estado de Goiás se consolidasse como um dos expoentes mundiais da produção de alimentos”, afirma.

“Pensar no desenvolvimento do setor agropecuário em Goiás é sobretudo pensar no trabalho feito pela Emater nesses mais de 60 anos junto ao produtor rural”, sublinha o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Tiago Mendonça. “Ela foi e continua sendo parceira de primeira hora, seja na assistência técnica, na extensão rural ou na pesquisa voltada para o agro. São ações de excelência, realizadas por uma equipe altamente qualificada, que beneficiam produtores de Norte a Sul do Estado”, acrescenta.

Nova estrutura

O Complexo de Inovação Rural engloba uma rede de departamentos que integra a nova sede administrativa às áreas destinadas à pesquisa e qualificação agropecuária: Complexo de Laboratórios, Centro de Tecnologia e Capacitação (Centrer), Agroindústria Escola e Estação Experimental Nativas do Cerrado.

Para as obras do edifício em que funcionarão os escritórios, retomadas em dezembro de 2019, foram investidos R$ 11 milhões. Já o Centro de Tecnologia e Capacitação demandou o valor de R$ R$ 7,1 milhões. Os recursos são provenientes da antecipação de ativos remanescentes da liquidação da antiga Emater empresa.

O Centrer, que durante toda a história da Emater se caracterizou como um projeto pioneiro de capacitação aos profissionais do agro em Goiás, passou por uma grande reestruturação e disponibiliza unidades didáticas, refeitório e 32 apartamentos com três camas cada, totalizando 96 vagas para o alojamento dos participantes de cursos e oficinas intensivas ministradas pela instituição.

Já para o Complexo de Laboratórios, que está em atividade desde dezembro de 2018, foram destinados R$ 4,5 milhões para a construção de quatro setores especializados de pesquisa agropecuária: Laboratório de Biotecnologia, Cultura de Tecidos e Biofábrica; Laboratório de Entomologia e Controle Biológico; Laboratório de Fitopatologia e Sementes; e Laboratório de Solos e Resíduos.

Com trajetória marcada por altos e baixos, Emater alcança novamente um lugar de protagonismo graças ao empenho do governo estadual, que tem investido tanto administrativamente quanto em infraestrutura

O Complexo de Inovação Rural conta ainda com uma agroindústria, espaço voltado para a capacitação em produção industrial e fomento ao empreendedorismo rural; o Horto de Plantas Bioativas, dedicado à pesquisa com plantas medicinais, aromáticas e condimentares; e um viveiro especializado em produção de mudas de espécies nativas do Cerrado, que são disponibilizadas para comercialização a preços acessíveis.

Fonte: Emater-GO