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Na sequência da participação na AgroBrasília 2022, a Embrapa integrou na tarde de quarta-feira (18) o painel “Bioinsumos, as alternativas de correção e adubação no atual cenário”, com palestra do pesquisador Eder Martins, da Embrapa Cerrados (DF). Pela manhã, foi promovida uma degustação e teste de sucos de maracujás para os visitantes da vitrine de tecnologias. 

Principal feira agropecuária do Planalto Central, a AgroBrasília é promovida pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (COOPA-DF) no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, na região do PAD-DF, no Distrito Federal. Iniciado na última terça-feira (17), o evento vai até o próximo sábado (21).

O painel sobre bioinsumos debateu a nova regulamentação, em discussão na Câmara dos Deputados, proposta pelo Projeto de Lei 658/2021, que traz regras detalhadas sobre Ceci a classificação, o tratamento e a produção de bioinsumos no Brasil por meio do manejo biológico on farm, e ratifica o Programa Nacional de Bioinsumos. Autor do projeto, o deputado Zé Vitor (PL/MG), apresentou, via webconferência, as principais mudanças propostas com a regulamentação.

O pesquisador Éder Martins apresentou o tema “Remineralizadores como solução regional do manejo da fertilidade do solo”, explicando como esses produtos podem ser utilizados em conjunto com os bioinsumos. Ele falou sobre o papel dos agrominerais silicáticos na melhoria da qualidade do solo; os efeitos no aumento da capacidade de troca de cátions (CTC) e da capacidade de retenção de água (CRA) do solo, no aumento da eficiência de uso de nutrientes e no aumento da atividade biológica no solo, em convergência com os bioinsumos; o potencial de contribuição para a mitigação de gases de efeito estufa e o aumento da estabilidade do carbono no solo; além da situação atual da adoção dos remineralizadores de solo no País.

Ele explicou que rochas moídas de agrominerais silicáticos podem servir tanto como fertilizantes naturais ou industrializados quanto como remineralizadores de solos, com capacidade para corrigir o alumínio do solo e de fornecerem diversos macronutrientes como nitrogênio, potássio, fósforo e cálcio, além de micronutrientes como cobre, níquel, boro e zinco. Os fertilizantes naturais e remineralizadores são produzidos apenas por moagem desses agrominerais.

Tanto os remineralizadores como os condicionadores de solo promovem o aumento da CTC e do pH do solo, diminuem a perda de nutrientes e estimulam a atividade biológica do solo e das raízes. “A única diferença é que o remineralizador forma novas fases minerais, que ficam no solo no longo prazo. Isso é uma novidade importante desse tipo de insumo”, disse.

Os remineralizadores são regulamentados pela Lei 12.890/2013 e pela Instrução Normativa 5/2016 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “A remineralização dos solos já existe na natureza. Uma cinza vulcânica é uma rocha moída a partir de processos naturais de moagem, transporte e deposição”, exemplificou. “No Brasil, não temos vulcões ativos. Mas a mineração faz a moagem, depois nós transportamos e aplicamos no solo, imitando a natureza”, completou.

O pesquisador lembrou que os solos tropicais são muito antigos e intemperizados, tendo perdido grande parte dos minerais primários, ricos em silício, cálcio, magnésio e potássio, bem como da CTC, pela lixiviação ao longo do tempo. Por outro lado, as plantas mais cultivadas são oriundas de regiões de solos jovens e ricos em minerais primários. “Para aproximarmos os solos agrícolas tropicais dos centros de origem dessas plantas, aplicamos esses insumos minerais e fazemos a remineralização desses solos, aumentando o potencial do reservatório de cátions na camada mais superficial”, afirmou.

A partir do biointemperismo, processo em que as raízes das plantas e organismos vivos do solo interagem com o remineralizador, são liberados nutrientes. Ao mesmo tempo, ocorre a rápida formação de minerais secundários, que permanecem no solo em longo prazo e formam novas propriedades na camada onde o remineralizador foi aplicado. Martins citou o exemplo da biotita, que ao ser atacada por um fungo do solo, se transforma em vermiculita, liberando silício, magnésio, ferro e, principalmente, potássio, além de aumentar a CTC do solo.

Existem cinco grupos de agrominerais silicáticos, que podem ser ricos em magnésio (ultramáficos), em cálcio (calcissilicáticos), em cálcio e magnésio (básicos), em potássio (rochas alcalinas) ou em cálcio, magnésio e potássio (rochas ultramáficas alcalinas).

O pesquisador mostrou estudo de eficiência agronômica de diferentes fontes de agrominerais potássicos indicando variações de 40% a 80% de eficiência, além do aumento da disponibilidade de outros nutrientes como o potássio e aumento da produtividade em culturas como a do café arábica. Em outra pesquisa, a adubação com o agromineral biotita sienito promoveu aumento da disponibilidade de nitrogênio e potássio no tecido vegetal do milho. O fator genético também pode influenciar o efeito dos remineralizadores, como exemplificado numa comparação entre duas variedades de mandioca, mostrando variações na resposta ao uso de agrominerais silicáticos e de fontes solúveis.

Segundo Martins, o aumento da proporção e da atividade das raízes em diversas culturas com o uso de remineralizadores de solo é comumente observável. Ele também citou artigos científicos que demonstram o potencial de sequestro de carbono e de estabilização da matéria orgânica no solo com o uso desses produtos. Em outro estudo realizado em uma lavoura comercial, foi observado o aumento da densidade dos grãos em virtude da maior quantidade de nutrientes encontrada nas plantas onde houve uso dos remineralizadores. E numa pesquisa com maracujá, foi demonstrada melhor qualidade dos frutos devido à maior durabilidade da polpa pós-colheita.

No Brasil, atualmente 30 produtos estão registrados como remineralizadores de solo, e 1,5 milhão de toneladas de agrominerais silicáticos foram produzidas em 2020 – para 2021, estima-se que tenham sido produzidas cerca de 3 milhões de toneladas. Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná são os principais estados produtores. Os agrominerais silicáticos são geralmente produzidos nas pedreiras que produzem brita para a construção civil – no País, há cerca de 600 empresas ativas, sendo que 500 têm potencial para gerar produtos para a agricultura. Entre os produtos registrados, cinco foram desenvolvidos exclusivamente para a produção de remineralizadores. Se todos os solos agrícolas brasileiros fossem remineralizados, a demanda total seria de 75 milhões de toneladas por ano.

“Ainda estamos longe, produzindo apenas 3 milhões de toneladas/ano. Mas a indústria de produção de agregados para a construção civil produz 250 milhões de toneladas de brita/ano. Se ela adequar o processo de produção e gerar um produto mais fino, tem capacidade de atender a essa demanda, desde que observe todos os critérios definidos na Instrução Normativa 5/2016 do MAPA”, comentou Martins.

Ele citou a interação do tema bioinsumos com outras iniciativas governamentais, como o Programa Mineração e Desenvolvimento, do Ministério de Minas e Energia, que envolve, entre outras ações, o zoneamento agrogeológico e a pesquisa sobre remineralizadores; e o Plano Nacional de Fertilizantes, da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, que inclui os remineralizadores de solo e os bioinsumos nas cadeias emergentes de produção, que devem ser estudadas e desenvolvidas com investimentos para a geração de soluções regionais de manejo com essas fontes.

Um diagnóstico sobre a adoção dos remineralizadores e dos bioinsumos mostrou que a redução do custo de produção é o principal motivador apontado pelos agricultores. “Quando eles testaram esses produtos, observaram que em 70% dos testes a produtividade ficou igual ou superior. E ao longo do tempo, eles perceberam uma tendência de aumento da produtividade onde foi usado remineralizador”, disse Martins.

Ele explicou que a recomendação de uso dos agrominerais silicáticos como remineralizadores de solo é feita por meio das características físicas, químicas e mineralógicas dessas fontes, observando-se a biodisponibilidade de determinado nutriente. “Cada rocha tem um potencial diferente de liberação de nutrientes no curto, médio e longo prazo”, afirmou, citando, também, algumas rochas silicáticas, como os basaltos e as ultramáficas, que contribuem para o processo de correção dos solos.

O pesquisador concluiu a apresentação mostrando as correlações entre os agrominerais regionais, que constituem a base mineral para o manejo da fertilidade do solo; os bioinsumos, utilizados não apenas para o controle de pragas e doenças como também para o equilíbrio biótico do sistema; e o manejo do solo, que em condições tropicais deve ser mantido vivo e com cobertura vegetal todo o tempo. “Quando pensamos nesses três grandes conjuntos de ferramentas, criamos uma agricultura menos dependente de fontes importadas e de agroquímicos. Uma agricultura mais sustentável”, finalizou.

Também foi palestrante o engenheiro agrônomo Bruno Araújo, consultor da empresa Rehagro e membro do Comitê Estratégico Soja Brasil. Ele falou sobre a contribuição dos bioinsumos para o sucesso produtivo em lavouras de grãos.

Assista à reprise do painel aqui (a partir de 5:57:43)

Degustação

Promovida pela Embrapa Cerrados, uma degustação de sucos dos maracujás BRS Gigante Amarelo, BRS Rubi do Cerrado, BRS Pérola do Cerrado, BRS Sertão Forte, desenvolvidos pela Embrapa, além de uma cultivar de maracujá-maçã em fase de validação, foi oferecida aos visitantes do estande e da vitrine de tecnologias da Empresa na AgroBrasília. Os participantes foram convidados a responder um questionário sobre as percepções pessoais a respeito da cor, do aroma e do sabor de cada suco degustado.

“A ideia é promover cultivares já disponibilizadas pela Embrapa e de outras que ainda serão lançadas, além de verificar a aceitação do público quanto ao sabor e ao aroma”, explicou o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da unidade, Fabio Faleiro.

Na oportunidade, também foi apresentado o livro “Pitaya, uma alternativa frutífera”, disponível para download gratuito aqui.

Fonte: Ascom Embrapa

Em 20 de maio se comemora o Dia Mundial das Abelhas. E elas merecem um dia especial: afinal de contas, esses pequenos insetos também são responsáveis pela nossa sobrevivência. “Preservar as abelhas é preservar o meio ambiente, a produção de alimentos, a economia sustentável e a vida da humanidade”, resume Rodrigo Durieux da Cunha, coordenador de apicultura na Epagri-SC.

Descubra 7 curiosidades sobre as abelhas:

1 – Elas ajudam a garantir a vida no planeta

As abelhas prestam um serviço fundamental para a humanidade e a biodiversidade, pois são responsáveis pela polinização de aproximadamente 73% das plantas no mundo.

2 – Elas são parceiras da agricultura

Sem polinização, não temos produção de alimentos. Em Santa Catarina, o impacto econômico da apicultura vai muito além da produção de mel. Ele se reflete no ganho de produtividade de culturas como maçã, pera e ameixa, graças ao trabalho de polinização das abelhas.

Com o serviço de polinização, as abelhas têm participação em grande parte da produção de alimentos

3 – O Brasil tem mais de 1,5 mil espécies de abelhas descritas

Embora a primeira imagem que muitos têm de abelha seja da espécie africanizada, a Apis melífera, o Brasil conta com mais de 1,5 mil espécies descritas. E são as abelhas nativas sem ferrão as principais polinizadoras das matas brasileiras, contribuindo com a reprodução de 30% a 80% das espécies de plantas, dependendo do tipo de bioma.

4 – É possível criar abelhas sem ferrão

Em Santa Catarina, a meliponicultura, que é a criação racional das abelhas nativas, vem se popularizando na agricultura familiar com apoio da Epagri. A Empresa desenvolve diversas ações para a preservação, o manejo e a multiplicação das espécies sem ferrão, em um trabalho que resulta, anualmente, na introdução de milhares de abelhas nativas no Bioma Mata Atlântica. Já são aproximadamente 6 mil famílias rurais catarinenses que têm na meliponicultura uma fonte de renda complementar.

A meliponicultura, ou criação de abelhas nativas, é uma alternativa econômica sustentável

5 – Abelha não produz só mel

Criar abelhas ainda se destina à produção de própolis, pólen, geleia real e apitoxina. Esses produtos servem de matéria-prima para as indústrias farmacêuticas, alimentícias e cosméticas e geram renda para milhares de famílias apicultoras.

6 – O néctar não é a única matéria-prima do mel

Um exemplo disso é o mel de melato da bracatinga. Ele é resultado de um fenômeno que ocorre somente em anos pares no Planalto Sul brasileiro: é quando um inseto chamado cochonilha se alimenta da seiva da bracatinga, deixando no tronco um líquido adocicado, o melato. Com ele, as abelhas produzem um mel único, mais escuro, menos doce que o mel floral e com propriedades medicinais. Em 2021, o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul brasileiro conquistou uma Indicação Geográfica (IG).

O líquido excretado pela cochonilha quando se alimenta da seiva da bracatinga é usado pelas abelhas para produzir o mel de melato

7 – Em Santa Catarina, as abelhas produzem mais de 100 tipos de mel

O estado possui uma grande diversidade de plantas e tipos de solo, e, consequentemente, de composição do néctar. Isso possibilita que as abelhas produzam mais de 100 tipos de méis silvestres com cor, aroma, sabor e consistência diferentes.

Para saber mais sobre a apicultura catarinense, clique aqui.

Fonte: Epagri-SC

O benefício será disponibilizado em parcela única de R$ 850

Neste mês, mais de 92 mil agricultores da Bahia e de Minas Gerais irão receber o benefício do Garantia-Safra, conforme a Portaria n° 279. A autorização foi publicada nessa quarta-feira (18) pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O montante em recurso chegará a mais de R$ 78 milhões. 

Em decorrência das medidas de enfrentamento da pandemia do Covid-19, o pagamento integral do benefício será realizado em parcela única de R$ 850.

O objetivo do Garantia-Safra é certificar a segurança alimentar de agricultores familiares que residem em regiões com risco de perda de safra, por razão de estiagem ou enchentes. Têm direito a receber o benefício os agricultores com renda mensal de até um salário mínimo e meio, quando tiverem perdas de produção em seus municípios igual ou superior a 50%. O benefício Garantia-Safra é disponibilizado obedecendo o calendário de pagamento dos benefícios sociais.

Benefício bloqueado

Os agricultores aderidos ao Garantia-Safra que tiveram a concessão do benefício bloqueado nos municípios com autorização de pagamento no mês de maio/2022 devem cumprir com as orientações dispostas na Portaria nº 25, de 08 de julho de 2020, para regularização do benefício.

Caso o benefício esteja bloqueado, o agricultor deve acessar o seu perfil no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra, clicando neste link, e verificar o motivo do bloqueio conferindo a notificação que consta no perfil. O agricultor terá até 30 dias, após a publicação da Portaria que autoriza o pagamento do benefício, para se manifestar quanto ao bloqueio, por meio do serviço “Solicitar Requerimento de Defesa após Bloqueio do Benefício Garantia-Safra”, na plataforma Gov.br

A relação dos agricultores que tiveram o benefício bloqueado, de forma cautelar, será encaminhada pelas Coordenações Estaduais aos gestores municipais.

Outras informações sobre o Garantia-Safra podem ser solicitadas à Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa pelo e-mail garantiasafra.cgs@agro.gov.br ou pelo telefone (61) 3218-3319.

>> Clique aqui para verificar a relação dos agricultores que tiveram benefício bloqueado

Fonte: Imprensa Mapa

Estudantes, representantes de embaixadas e produtores rurais conheceram as novidades dos circuitos tecnológicos 

A AgroBrasília abriu as portas para o público na manhã desta terça-feira (17) e o espaço da Emater-DF iniciou os trabalhos apresentando os nove circuitos tecnológicos a estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB) e de escolas públicas do DF e Ride, representantes de embaixadas, produtores rurais, público em geral.

Representantes das embaixadas da Espanha, Argentina, Quênia, Venezuela, Alemanha, Belarus, Portugal, Hungria e Malásia percorreram os circuitos para conhecerem as novidades e como a Emater atua junto aos produtores do Distrito Federal. Entre as tecnologias apresentadas, a pulverização de insumos por meio de drone, o cultivo de peixe e de microalgas com aproveitamento da água na produção hidropônica, esgotamento sanitário para a área rural e produção de tinta de terra chamaram atenção.

Representantes das Embaixadas.

A presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, a diretora-executiva da empresa, Loiselene Trindade, o coordenador de Operações, Pedro Ivo, e assessores técnicos acompanharam a comitiva e explicaram o funcionamento e a implantação das inovações junto aos pequenos e médios produtores.

A conselheira de Agricultura, Pesca e Alimentação da Embaixada da Espanha, Elisa Barahona Nieto, está no Brasil há três anos, mas somente agora teve a oportunidade de conhecer a feira. A representante ficou surpresa com a variedade de cultivos que há no DF, incluindo o trigo e os diferentes métodos de produção de peixe.

“Dentro dos circuitos da Emater-DF, me impressionou bastante o que está sendo feito na Aquicultura, em especial sobre a tilápia com a combinação para a produção de folhosas hidropônicas. Fiquei impressionada também com o trabalho realizados pelos técnicos da Emater com os produtores rurais e como ensinam sobre o saneamento rural. Parece um trabalho simples, mas é importantíssimo tanto pela parte comercial como pela parte ambiental”, disse Elisa Nieto.

O IFB levou alunos do curso técnico em Agropecuária do campus de Planaltina para conhecer as novidades e tecnologias apresentadas no espaço da Emater-DF. Luize Jamile Miranda de Souza (18) é aluna do terceiro ano e é visitante assídua da AgroBrasília há oito anos. No entanto, é a primeira vez que visitou o Circuito da Bovinocultura no Espaço da Emater-DF e ficou surpresa com as informações recebidas.

“Foi muito bom, pois aprendemos com o olhar voltado para atender o que o produtor precisa. Me agregou coisas que eu não conhecia ainda, como os tipos de braquiaras, capins e o curral, foi muito bom”, disse Luize.

Alunos do Ensino Fundamental de GO visitam o circuito do Saneamento Rural e Segurança Alimentar.

O professor Timóteo Santos Fernandes levou 14 alunos do terceiro ano do Ensino Fundamental da Escola Souza Lima, no distrito de Marajó, em Cristalina (GO), para conhecerem o trabalho desenvolvido em torno do agronegócio. “Muitos conhecem e não sabem a principal atividade de todos esses produtos naturais que são desenvolvidos. Assim, trouxemos os alunos para que eles pudessem ter essa vivência. Eu também não conhecia e está sendo muito positivo para todos nós”, declarou.

Espaço da Emater-DF

Durante os dias da AgroBrasília, que vai até o dia 21 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, localizado no PAD-DF, cerca de 100 empregados da Emater-DF receberão os visitantes dos circuitos para levar as muitas novidades de cada um dos nove circuitos tecnológicos. Produção de biofertilizantes, produção de Plantas Alimentícias não Convencionais (Panc); novas formas de produção por meio do cultivo protegido e materiais genéticos de hortaliças diferentes e hidropônicas; materiais genéticos diferentes no desenvolvimento da nutrição animal e boas práticas na coleta de ovos caipiras; plantas forrageiras; possibilidades de saneamento para a área rural, como a implantação de fossa séptica e outros trabalhos interligados às boas práticas agrícolas; espécies de peixe, cultivo de microalgas e o uso de energia fotovoltaica para os aeradores são alguns dos temas que os coordenadores dos circuitos prepararam para levar aos produtores rurais.

Pulverização por drone apresentado no espaço da Olericultura da Emater-DF.

Emater-DF

Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

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Emater-DF apresenta pulverização com drone e plantadeira de hortaliças na AgroBrasília

Espaço da Emater-DF na Agrobrasília mostra opções de nutrição e manejo de bovinos

Fonte: Ascom Emater-DF / Fotos: Ana Nascimento

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Embrapa e a Emater-DF realizam na próxima sexta-feira (20), a partir das 8h30, um dia de campo durante a feira Agro Brasília, maior feira de tecnologia e negócios voltada para empreendedores rurais de diversos portes e segmentos no Planalto Central.

O dia de campo tem o tema “A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Aumento da Produtividade na Pecuária de Leite”. A Integração Lavoura, Pecuária e Floresta é uma estratégia de produção sustentável que integra atividades agrícolas, pecuária e/ou florestais em uma mesma área, seja consórcio, sucessão ou rotação. É uma das tecnologias preconizadas pelo Plano ABC+, que promove a agricultura com baixa emissão de carbono.

Além do dia de campo, ocorrerá o circuito tecnológico sobre o mesmo tema entre os dias 18 e 21 de maio. O circuito funcionará no mesmo horário da AgroBrasília.

Serviço:

Dia de Campo – A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Aumento da Produtividade na Pecuária de Leite

Horário: a partir das 8h30 (horário de Brasília)

Local: Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no Km 5 da BR-251, sentido Brasília-DF/Unaí-MG, a 70 km de Brasília, na área destinada à ILPF. https://goo.gl/maps/R4hsByHZRz7DH7KA9

Inscrições serão realizadas no local.

Fonte: Imprensa Mapa

Queijo artesanal está entre os principais produtos agropecuários do estado

Nesta segunda-feira, 16 de maio, é comemorado o Dia dos Queijos Artesanais de Minas Gerais. A data, instituída há quase cinco anos, é fruto da Lei Estadual 22.506, sancionada e publicada no Diário Oficial Minas Gerais, em 22 de junho de 2017.

A legislação foi um ato de reconhecimento da importância desses tipos de queijos feitos de leite cru, sem processo de pasteurização. A homenagem faz jus a um dos produtos agropecuários mais apreciados e respeitados em Minas e outros estados do país. A valorização dos queijos artesanais tem relação com os aspectos gastronômico, econômico, social e cultural. As variadas receitas de queijos artesanais costumam seguir tradições históricas passadas de geração a geração por famílias de produtores rurais.

O dia e o mês escolhidos para os queijos artesanais mineiros remetem ao registro, em 2008, do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro, da Serra da Canastra e do Salitre. Naquele ano, o jeito de produzir a iguaria foi lançado na categoria Saberes, pelo Conselho Consultivo do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tendo sido o quarto bem registrado no Livro de Registro dos Saberes. Um dos queijos artesanais feitos no estado, o Queijo Minas Artesanal (QMA), é reconhecido também como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Iphan.

Estimativas da empresa pública de assistência técnica e extensão rural mineira apontam que a produção de queijos artesanais gera renda e ocupação para cerca de 30 mil famílias de todas as regiões do estado. Juntas essas famílias produzem cerca de 85 mil toneladas do produto ao ano. Também mostram que, somente o QMA, primeiro queijo artesanal mineiro a ser regulamentado pela Lei Estadual 14.185/2002, é a fonte de renda de aproximadamente 9 mil famílias.

Queijo Minas Artesanal (QMA)

O Queijo Minas Artesanal (QMA) é um das muitas variedades de queijo artesanal produzidas em Minas Gerais. Como outros tipos artesanais, ele é feito de leite de vaca cru, sem pasteurização e costuma seguir processos tradicionais de confecção, em pequenas propriedades. “Foi o primeiro queijo a ser caracterizado no estado. O leite cru tem de ser produzido, exclusivamente, na propriedade de origem do queijo. Utiliza pingo, coalho, salga a seco e passa por processo de maturação, adquirindo uma casca lisa e amarelada”, explica a coordenadora técnica estadual da Emater-MG Maria Edinice Soares.

Nos dois últimos meses, Minas Gerais ganhou oficialmente mais duas novas regiões produtoras de Queijo Minas Artesanal. Em 29 de março, o governador Romeu Zema anunciou o reconhecimento da região de Diamantina que, além do município de mesmo nome, incluiu outros oito da redondeza. Já em 19 de abril, o governador noticiou mais uma região produtora do QMA. Nomeada de Entre Serras da Piedade ao Caraça, ela contempla os municípios de Catas Altas, Barão de Cocais, Santa Bárbara, Rio Piracicaba, Bom Jesus do Amparo e Caeté.

Com a oficialização dessas novas áreas produtoras de QMA, Minas Gerais totaliza agora 10 microrregiões caracterizadas. São elas: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serras da Ibitipoca, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro. Segundo informações do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), somente produtores dessas regiões são autorizados a usarem o nome da região na embalagem.

Produtores

O presidente da Associação de Produtores de Queijo da Região de Diamantina (Aprodia), Leandro Pereira de Assis, está apostando no crescimento do mercado para os queijeiros da nova região e também no incremento das atividades turísticas locais. “Vai agregar mais valor ainda ao produto, porque será mais procurado no mercado. Também vai ser mais um atrativo para o turismo, pois estamos montando rotas de vivência nas propriedades rurais produtoras, aqui da região de Diamantina”, afirma.

Segundo o presidente da Aprodia, as chamadas rotas de vivências são passeios para turistas nas propriedades produtoras de queijo. Nesses locais eles podem acompanhar todo o processo de produção do queijo: do manejo do gado à ordenha e até a fabricação do laticínio. “Alguns até ajudam a fazer o queijo. E no final da produção, todos podem degustar o queijo fresco que ajudaram a fazer e também um queijo maturado de 40 dias, que partimos para todos comerem”, explica Leandro.

O produtor Richard Andrich Santos está aplaudindo a oficialização da região Diamantina como produtora do Queijo Minas Artesanal. Proprietário do Sitio das Lajes, em Datas, ele produz entre seis e oito queijos por dia. Ele conta que aprendeu o ofício com os vizinhos e produz há 15 anos, embora conheça a região há 30 anos. O produto é comercializado principalmente para Belo Horizonte.

“Aprendi a fazer o queijo com meus vizinhos da forma como se faz tradicionalmente: leite cru, coalho, pingo e sal. Sei que estão homologando uma coisa que existe aqui há séculos. É o reconhecimento, com a própria palavra diz, de um produto que faz parte da cultura e tradição do povo da região”, argumenta.

Como o presidente da Aprodia, Richard já vislumbra o potencial turístico surgido com a criação da nova região produtora de Queijo Minas Artesanal de Dimantina e faz planos para atrair esse público. “As pousadas sempre mandam turistas. Por isso, pretendo melhorar a nossa estrutura, construindo sanitários masculino e feminino, fora da casa”, revela.

Ele considera sua produção de queijo pequena, mas seleta, pois o leite vem do guzerá, considerado um gado puro, mas que não produz muito leite. “O gado é criado a pasto e não produz muito leite, mas é um leite de altíssima qualidade. Tanto que ganhamos o primeiro lugar, na categoria super Ouro, do Mundial de Queijos do Brasil, em 2019, na cidade de Araxá”, informa, acrescentando que também trabalha para aumentar mais a produção do queijo.

No município de Rio Piracicaba, na recém-criada região de Entre Serras da Piedade ao Caraça, o produtor Pedro Henrique e sua família também têm uma história secular com a produção de queijo. Há pouco mais de cinco anos, ele resgatou a tradição de fazer queijo maturado na tábua e, a partir daí, surgiu o interesse de legalizar a produção, o que foi concluído no final do ano passado, com a obtenção do Selo Arte. Agora o seu queijo pode ser comercializado em todo o país.

Para o produtor piracicabense, o reconhecimento da nova região vai trazer mais oportunidades aos produtores. “A partir de hoje, nosso produto passa a ter mais valorização no mercado. As cidades que estão situadas em uma região reconhecida como produtora de Queijo Minas Artesanal ganham visibilidade”, afirmou.

Tipos artesanais

Além das dez microrregiões produtoras do Queijo Minas Artesanal, o estado mineiro tem mais outras cinco regiões caracterizadas. Isso significa que passaram por estudo que identificou e definiu o tipo de queijo. Essas regiões produzem os seguintes queijos artesanais: Cabacinha, Serra Geral, Vale do Suaçuí, Alagoa, Mantiqueira de Minas. Hoje já se sabe que cada um deles tem características peculiares, como o sabor, por exemplo, que sofre a influência do clima e da pastagem predominante. A origem e manejo do rebanho e até o perfil do produtor também são determinantes no tipo de queijo de cada lugar.

O queijo artesanal Cabacinha é produzido na região do Vale do Jequitinhonha. É feito de leite cru de vaca, mas a massa é aquecida, sem chegar a pasteurizar. Recebe soro fermento, retirado no final da mexedura da massa e reservado em temperatura ambiente para ser usado no dia seguinte, na fabricação do queijo. É moldado manualmente em forma de cabacinha.

Já o queijo artesanal da Serra Geral, produzido em 17 municípios da região Norte de Minas Gerais, não tem um processo definido quanto a forma de fazer. ”Ainda está em fase de estudo. Mas é feito de leite cru e coalho, sendo comercializado fresco”, esclarece a coordenadora Maria Edinice.

Por outro lado, os artesanais: queijo do Vale do Suaçuí, queijo de Alagoa e queijo da Mantiqueira de Minas têm praticamente o mesmo modo de fazer com pequenas diferenças: leite cru de vaca, soro fermento e coalho. A massa passa por um processo de cozimento, enformagem e salga salmoura.

Emater-MG

A Emater-MG trabalha em parceria com o órgão estadual de inspeção sanitária, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que registra as queijarias do estado. O registro legaliza a situação dos estabelecimentos para que possam comercializar seus produtos, com segurança para o consumidor, em Minas Gerais e outros estados do país. Sendo que, para vender fora das divisas mineiras, além do registro, o produtor precisa solicitar também o Selo Arte.

“O primeiro passo pra quem deseja legalizar o queijo que produz é procurar o escritório da Emater-MG, que o extensionista vai orientar no processo. O nosso papel é apoiar o produtor na organização dos documentos exigidos pelos órgãos de habilitação sanitária. explica Maria Edinice. Hoje o IMA não trabalha mais com a figura do cadastro. Agora é registro. Você registrando sua queijaria no IMA, você pode pedir o Selo Arte”, instrui.

Fonte: Ascom Emater-MG

Medida permitirá a reabertura das contratações de financiamentos rurais com recursos equalizáveis, suspensas desde 7 de fevereiro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou sem vetos a Lei 14.336, de 2022, que abre ao orçamento da União crédito suplementar no valor de R$ 2,57 bilhões.  Desse total, RS 868,5 milhões são para equalização de juros do atual Plano-safra (2021/2022).

A norma é derivada do Projeto de Lei (PLN) 1/2022, aprovado pelo Congresso Nacional em 28 de abril. Os recursos irão atender programas do Ministério da Agricultura, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e operações de custeio agropecuário, de comercialização de produtos agropecuários e de investimento rural e agroindustrial voltadas ao atendimento do Plano Safra 2021/2022.

O ministro da Agricultura, Marcos Montes, agradeceu aos parlamentares pela aprovação da proposta e ao presidente Jair Bolsonaro, pela sanção hoje. “Será de grande utilidade, destravando o Plano Safra 2021/2022 e com indicativo, se Deus quiser, muito forte para que tenhamos também um Plano Safra 2022/2023 muito robusto. Porque a agricultura, sem dúvida alguma, é o carro-chefe da nossa economia”, disse o ministro em Marrocos, onde participa de missão para tratar da ampliação da oferta de fertilizantes ao Brasil.  

Segundo a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, os R$ 868,5 milhões liberados para equalização de juros do atual Plano-safra terão as mesmas taxas de juros que já vinham sendo praticadas. A medida permitirá a reabertura das contratações de financiamentos rurais com recursos equalizáveis, suspensas desde 7 de fevereiro de 2022, possibilitando que o montante de R$ 24 bilhões represados nesse período seja destinado à contratação e liberação de novos financiamentos.

 

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Fonte: Ascom Mapa

A maior feira agropecuária da região começa no próximo dia 17 e vai até 21 de maio

Após dois anos sem realização presencial em função da pandemia, a maior feira de agronegócio do Centro-Oeste, a AgroBrasília, volta a abrir as portas com muitas novidades aos produtores e para o público em geral interessado no tema. O evento vai ocorrer entre os dias 17 e 21 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, localizado no Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF). Apoiadora da feira, a Emater-DF estará presente em um espaço de 70 mil metros quadrados, com nove circuitos temáticos, apresentando as novas tecnologias que podem ser utilizadas na produção de pequenos, médios e grandes produtores.

Neste ano, no Espaço da Emater-DF na AgroBrasília, o público vai poder conferir inovações nas áreas de Gestão Ambiental, Piscicultura, Bovinocultura, Avicultura, Saneamento Rural, Floricultura, Fruticultura, Olericultura e Agroecologia e Agricultura Urbana. Neles, serão apresentadas algumas das principais novidades desenvolvidas para aumentar e melhorar a produção de alimentos, assim como para melhorar a qualidade de vida dos moradores do campo e garantir a segurança alimentar da população.

No local, também vai funcionar o galpão das Organizações Sociais e Comercialização, que será dividido em 16 mini estandes de comercialização voltados para pequenos empreendedores rurais, sendo que essa comercialização poderá ser feita de forma individual ou coletiva. Além disso, haverá um estande específico para orientações sobre crédito rural. 

“A participação da Emater-DF na AgroBrasília é uma importante oportunidade de aproximação entre o produtor rural e as novas tecnologias e políticas públicas do setor agrícola. A AgroBrasília potencializa as atividades de desenvolvimento rural oferecidas rotineiramente pela extensão rural. A feira é um momento de interação, informação e muita troca de conhecimento que vai impactar diretamente no dia a dia do produtor”, avalia a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca.

Para o presidente da Coopa-DF, José Guilherme, a feira, que está na 13ª edição, é a possibilidade de reencontro dos produtores. “A grande palavra deste ano é o reencontro dos produtores com as empresas para conhecer quais são as novas tecnologias, o que elas trouxeram e o que têm para oferecer. A AgroBrasília é uma feira diferenciada, que proporciona algo de interesse para todo tipo de produtor, do grande produtor ao pequeno e médio. O grande elo de ligação entre todos é o conhecimento. O motivo de existir da AgroBrasília é exatamente o de proporcionar ao produtor o encontro dele com novas tecnologias que são apresentadas”, declarou.

Dia de Campo

A AgroBrasília é realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), com o apoio da Emater-DF, da Ceasa, da  Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF), bem como outros parceiros e patrocinadores. A feira serve como vitrine de novas tecnologias para o agronegócio e tem um cenário de referência em debates, palestras e cursos sobre diversos temas relacionados ao setor produtivo. Confira o portal do evento.

Presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, na AgroBrasília.
Foto: Emater-DF

Durante o evento, o público tem contato com as melhores novidades em maquinários, implementos agrícolas, insumos, sustentabilidade, genética animal e vegetal, pesquisas e biotecnologias. Em 2019, última feira ocorrida em formato presencial antes da pandemia, cerca de 121 mil pessoas visitaram o local, que contou com 480 expositores e resultou em uma movimentação financeira de R$1,2 bilhão.

Este ano, segundo a organização do evento, a expectativa é a de que 90 mil pessoas visitem o evento. No Espaço da Emater-DF na feira, das 9h às 17h, em torno de cem técnicos extensionistas se revezarão para demonstrar as tecnologias e inovações, assim como o trabalho que a assistência técnica e a extensão rural (Ater) pode proporcionar aos agricultores. De acordo com o coordenador de Operações da Emater-DF, Pedro Ivo, a área da Emater-DF será transformada em um grande Dia de Campo, com diversas atividades internas e paralelas como palestras e apresentações.

“Em todos os dias da feira haverá técnicos da empresa para tirar dúvida dos agricultores e para fornecer informações, além das palestras. Ainda haverá um dia de campo voltado para o Sistema de Integração Lavoura Pecuária Floresta (LPF). Neste ano, retornamos ao formato presencial e nossa expectativa é levar em torno de 2500 produtores”, disse.

Canteiros protegidos de alface ao lado de estufas na AgroBrasília.
Foto: Emater-DF

Os circuitos vão abordar nove temas específicos e apresentar as inovações de cada área. Por exemplo, na agroecologia, será apresentada uma nova tecnologia de produção de biofertilizantes e a produção de Plantas Alimentícias não Convencionais (Panc); na olericultura serão mostradas formas de produção por meio do cultivo protegido e materiais genéticos de hortaliças diferentes e hidropônicas; na avicultura, serão mostrados materiais genéticos diferentes no desenvolvimento da nutrição animal e boas práticas na coleta de ovos caipiras; na bovinocultura serão demonstradas novas plantas forrageiras para a agricultura familiar; no saneamento rural serão apresentadas possibilidades de saneamento para a área rural, como a implantação de fossa séptica e outros trabalhos interligados às boas práticas agrícolas; já na piscicultura, o produtor conhecerá novas espécies de peixe, cultivo de microalgas e o uso de energia fotovoltaica para os aeradores.

“Diante dessa vitrine, muitos produtores se sentem motivados e nós, técnicos da Emater-DF, estaremos lá para ajudar nessa motivação e contribuir com a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida, de produção e de comercialização dos produtos”, finalizou a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca.

Emater-DF

Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

Fonte: Emater-DF

Foram classificados e premiados três projetos de dez iniciativas finalistas das 482 inscrições recebidas de todos os estados. Sete finalistas receberam menção honrosa em cerimônia que também celebrou o Dia Nacional da Mulher

Coletivos de mulheres de Alagoas, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul foram os vencedores da primeira edição do Prêmio Mulheres Rurais – Espanha Reconhece. O objetivo do concurso é dar destaque às experiências que incentivem a autonomia econômica das mulheres rurais para promover a igualdade de gênero, aumentar a visibilidade delas e valorizar a diversidade como matriz do desenvolvimento econômico, social e cultural. 

O Prêmio é promovido pela Embaixada da Espanha junto às representações no Brasil do IICA, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da ONU Mulheres.    

Lançado em outubro do ano passado no Brasil, no marco do Dia Internacional das Mulheres Rurais (15/10), o Prêmio Mulheres Rurais – Espanha Reconhece recebeu 482 inscrições de coletivos de mulheres que trabalham pela autonomia econômica das produtoras. Foram inscritos projetos de agricultoras, pescadoras, indígenas, quilombolas e extrativistas de todos os estados brasileiros, principalmente dos estados do Nordeste, que têm grande parte do território inserido no Semiárido, que concentra elevados índices de pobreza rural. 

As mulheres produzem cerca da metade dos alimentos e representam o 43% da mão de obra agrícola, mas ainda têm seu papel e importância negligenciados e estão fora dos principais espaços de decisão. No geral, as mulheres no campo também têm mais dificuldade de acesso à terra, ao crédito e a cadeias de alto valor, essenciais para sua subsistência e para o bem-estar das comunidades. 

Trabalhar pela igualdade entre mulheres e homens no campo, reconhecendo o papel delas como beneficiárias e agentes para o desenvolvimento sustentável, é fundamental para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. 

“A Covid 19 mostrou que as crises são sofridas com particular incidência pelos grupos mais desfavorecidos, como mulheres e meninas. Quero destacar o compromisso da Espanha nesta área. Somente a liderança feminina e a participação das mulheres em igualdade de condições na vida política, econômica e social alcançarão a verdadeira transformação de nossos países. Não devemos esquecer que feminismo, paz e justiça social são inseparáveis”, disse o embaixador da Espanha no Brasil, Fernando Garcia Casas. “A maior semente transformadora do campo é a igualdade”, completou.  

Em sua fala, a representante da ONU Mulheres no Brasil, Anastasia Divinskaya, chamou a atenção para a falta de reconhecimento ao trabalho das trabalhadoras do campo.  

“As mulheres rurais têm um papel central para a agricultura mundial e ainda sim possuem acesso limitado a terras, água e renda, o que é uma violação dos seus direitos humanos básicos. Isso é consequência da falta de reconhecimento do trabalho, muitas vezes não remunerado, desempenhado por essas mulheres, o que leva a sua invisibilização e desvalorização. Portanto, é imprescindível que se invista na autonomia econômica das mulheres rurais, de forma a promover o trabalho decente e o acesso equitativo a recursos, bem na como proteção de seus direitos ao incentivar sua liderança e participação na construção de leis e políticas que afetam as suas vidas”, afirmou.  

“Na América Latina, estima-se que cerca de 40% das mulheres que vivem no campo não têm renda própria. No caso dos homens, são 14% nesta situação. Além disso, menos de um terço das mulheres rurais possuem a titularidade da terra em que elas moram. Outro desafio que temos que superar é ausência de reconhecimento ao trabalho realizado pelas mulheres”, disse Gabriel Delgado, representante do IICA no Brasil.  

A premiação acontece em um momento chave para a recuperação pós-covid-19. Segundo a FAO, os efeitos da pandemia incidiram de maneira desproporcional na capacidade produtiva, reprodutiva e de geração de renda das mulheres rurais, porque tende a reduzir suas oportunidades econômicas e acesso a alimentos nutritivos, ao mesmo tempo em que aumenta sua carga de trabalho e intensifica a violência de gênero. 

“Fortalecer a liderança feminina no campo e desenvolver ações afirmativas é chave para um mundo pós-pandemia com maior promoção da autonomia econômica, eliminação da pobreza, aumento da produtividade, igualdade de acesso aos mercados e maior segurança alimentar e nutricional. Só assim seremos capazes de transformar verdadeiramente nossos sistemas agroalimentares”, explicou Gustavo Chianca, representante adjunto da FAO no Brasil.  

Parcerias – O concurso contou com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), do Serviço Social do Comércio (Sesc) e da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) e da Rural Commerce, e com o patrocínio das empresas espanholas Acciona, Indra, Mapfre, Josep Llorens e Cmr Fruits.  

Conheça os Coletivos Premiados

1º Lugar – Mulheres em Ação de Jequiá da Praia – AL. Mais de 50 mulheres envolvidas 

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1º Lugar – Mulheres em Ação de Jequiá da Praia – AL

O grupo Mulheres em Ação de Jequiá da Praia, em Alagoas, articula um empreendimento sustentável voltado para a melhoria da qualidade de vida de pescadoras, marisqueiras e artesãs nas comunidades ribeirinhas. Uma de suas atividades é o reaproveitamento do resíduo do siri, que promove a segurança alimentar e tornou-se fonte de renda e referência no município. O projeto também contribui para despoluir a lagoa de Jequiá por meio da coleta dos resíduos. “Ainda não estou acreditando que ganhamos esse Prêmio”, confessou Eliane Faria de Souza, de 41 anos (à esquerda). Ela conta que soube do concurso em um grupo de que participa no whatsapp. “Assim que soubemos que tiramos o primeiro lugar, juntamos 40 mulheres da comunidade”, contou Josineide Pereira, 42 anos, ambas produtoras rurais do projeto vencedor. Elas contam que, com o dinheiro da premiação, pretendem comprar um barco a motor e um freezer para o projeto.

2º Lugar – Associação Comunitária dos Produtores Panelinhenses (ASCOPPA) – Miravania – MG. Quase 10 mulheres envolvidas 

Premio Mulheres Rurais
Associação Comunitária dos Produtores Panelinhenses – MG

Por meio da colheita de frutas e da produção artesanal de alimentos como sucos, queijo e doces, a Associação Comunitária dos Produtores Panelinhenses fortalece a economia local e contribui para reduzir a insegurança alimentar de dezenas de famílias. Além da oportunidade d a geração de renda, o empreendimento incentiva mudança de hábitos alimentares e promove práticas sustentáveis no reaproveitamento das sementes das frutas. “Fiquei muito surpresa. Nos inscrevemos com a ajuda de um amigo e da Emater, mas não esperava estar estre as vencedoras”, disse Marineide Alves Santos, de 41 anos (à direita). “Estamos nos sentindo uma celebridade. Há 15 dias, comentei que tinha o sonho de viajar de avião e hoje estou aqui e vim a Brasília de avião pelo projeto. Estou muito feliz”, comemorou Raimunda Pereira Nascimento, de 60 anos, ambas trabalhadoras do Ascoppa.  

3º Lugar – Associação das Mulheres da Terra (ASMUTER) Terrenos – MT. Perto de 30 mulheres envolvidas

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Associação das Mulheres da Terra – MT.

Com olhar inovador para a realidade do desperdício de alimentos durante a pandemia, o grupo Mulheres da Terra se uniu para discutir as possibilidades de transformar o desperdício de frutas, legumes e verduras que acontece no hortifrúti em oportunidade. A iniciativa virou fonte de renda para as mulheres engajadas no projeto e hoje conta com a participação de 20 famílias que trabalham para o reaproveitamento de alimentos. “O valor que recebemos é importante para o projeto, mas ainda mais importante é o reconhecimento que pode chegar a ser internacional”, contatou Dalvina Helena Souza, de 59 anos (à direita). “A visibilidade é o que nos causa mais emoção”, completou Cleonilda Rodrigues, de 50 anos. Elas contaram que pretendem usar o dinheiro do prêmio para adquirir um ar condicionado para o local de trabalho e investir em serviço social.  

Premiação  

Para as três vencedoras, a premiação consiste em valores destinados a melhorar o empreendimento. O primeiro lugar recebeu R$ 20 mil, o segundo, R$ 10 mil e o terceiro, R$ 5 mil. Além dos recursos financeiros, a premiação inclui aos três primeiros colocados: 

– Acompanhamento e assistência técnica ao empreendimento – por parte da ASBRAER/RURAL COMMERCE; 

– Um notebook HP;  

– Um ano de uso gratuito da Plataforma Rural E-commerce;  

– Um curso, na modalidade ensino à distância, voltado para o empoderamento pessoal e econômico das mulheres rurais – por parte da OEI;  

– Publicações técnicas das instituições promotoras relacionadas às questões de gênero;  

– Certificado de reconhecimento internacional.  

Menção Honrosa – Sete coletivos finalistas receberam uma menção especial e terão direito a um curso, na modalidade ensino à distância, voltado para o empoderamento pessoal e econômico das mulheres rurais – por parte da OEI, um certificado de reconhecimento internacional e publicações técnicas das instituições promotoras relacionadas às questões de gênero, igual que todas as iniciativas válidas apresentadas. Os coletivos são os seguintes: Rede Mães do Mangue (PA), Guardiãs do Cacau (PA), Sacolas Camponesas (PR), Mulheres do GAU – Agricultura e Culinária Orgânica (SP), Empório da Chaya (RJ) Mulheres quilombolas: luta e resistência no Quilombo Peropava (SP), Produção Artesanal de Azeite de Babaçu: Grupo de Mulheres e Extrativistas de Centro do Coroatá (MA). 

A cerimônia de premiação contou com a moderação da jornalista e militante feminista Mara Régia, que chegou a ser indicada ao Nobel da Paz em 2005. Ela é produtora e apresentadora do tradicional programa Viva Maria, da Rádio Nacional, transmitido há 40 anos para nove estados da Amazônia Legal.

Assista ao vídeio da Cerimônia: https://youtu.be/7Sij4yGFuHo

Fonte: IICA Brasil

Pesquisadores vão orientar os produtores sobre o uso eficiente de fertilizantes e insumos

Pesquisadores e analistas da Embrapa, começarão nesta terça-feira (10), a percorrer 48 polos produtivos agropecuários, levando informações e conhecimento a técnicos, cooperativas, associações, sindicatos, consultores e produtores rurais sobre como promover o aumento da eficiência de uso dos fertilizantes e insumos no campo, diminuir custos de produção e estimular a adoção de novas tecnologias e de boas práticas de manejo de solo, água e plantas. É a Caravana Embrapa FertBrasil, que terá como ponto de partida a cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, e passará depois, no dia 12, por Chapadão do Sul, e no final do mês por algumas cidades paulistas.

Em junho e julho, cinco caravanas passarão por cidades mineiras: no dia 8 em Sete Lagoas, no dia 28 em Unaí, no dia 30 em Patos de Minas; Passos  no dia 6 de julho e Uberaba no dia 7 de julho. De 25 a 29 de julho, edições da Caravana  serão realizadas nas cidades de Santa Maria, Três de Maio e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul; e de 8 a 12 de agosto, nas cidades de Chapecó, Campos Novos e Canoinhas, em Santa Catarina. As datas das próximas caravanas ainda não estão definidas pela Embrapa, mas seguirão as épocas de plantio de cada polo até o final do ano e a logística de deslocamento dos pesquisadores que farão as palestras.

“É lógico que nossas equipes não poderão passar por todas as cidades importantes. Por isso, cada polo escolhido terá uma cidade como referência, mas técnicos das outras cidades ao seu entorno serão chamados para participar. Em Dourados, esperamos contar com a presença também de lideranças rurais das cidades do entorno, como Maracaju, Rio Brilhante, Ponta Porã, Naviraí, Sidrolândia. Já em Chapadão do Sul, serão mobilizados os públicos das cidades de São Gabriel do Oeste, Bandeirante e Costa Rica”, explica Paulo Galerani, coordenador geral da Caravana em todo o país. 

O chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados – MS), Harley Nonato de Oliveira, destaca a relevância da Caravana FertBrasil e o fato das atividades começarem em Mato Grosso do Sul, reflexo da força da agropecuária regional, com seus diversos sistemas produtivos e representatividades locais, desde a geração de tecnologias, planejamentos, políticas públicas, logísticas e inovação, bem como dos trabalhos que são realizados pela Unidade. E aproveitou para agradecer a todos os colegas e parceiros que estão se dedicando nas últimas semanas para a realização dos eventos no estado.

Apresentações em módulos adaptados a cada região produtora

Galerani detalha que as palestras de cada caravana serão divididas em cinco módulos, adaptados às diversas condições dos biomas brasileiros, que deverão nivelar e customizar as informações para cada uma das regiões produtoras do país. Em Dourados e Chapadão, o primeiro módulo, sobre ferramentas para o planejamento agrícola: onde e quando plantar?, será apresentado pelo pesquisador Ademir Fontana, da Embrapa Solos. Já o segundo,  que terá como tema boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes, será conduzido pelo pesquisador Álvaro Resende, da Embrapa Milho e Sorgo. O tema do módulo seguinte, novas tecnologias para suprimento eficiente de nutrientes às plantas, será ministrado por Alberto Bernardi, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste. O quarto módulo terá como foco o uso de tecnologias digitais e sistemas de informação para manejo sustentável da agropecuária e será apresentado pelo pesquisador da Embrapa Solos, Ronaldo Oliveira. E o último terá a participação de dois pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo e Julio Cesar Salton, que ficarão responsáveis pelo tema tecnologias e práticas de manejo de plantas para sustentabilidade agroambiental A coordenação das ações no Mato Grosso do Sul ficarão com o técnico Sergio Abud, da Embrapa Cerrados, e o pesquisador Pedro Machado, da Embrapa Arroz e Feijão.

Redução no uso de fertilizantes

“Esperamos, com essa ação, sensibilizar lideranças ligadas às cadeias produtivas da agropecuária, além de técnicos, consultores e multiplicadores, para que o Brasil possa superar a crise dos fertilizantes por meio de capacitação e troca de conhecimentos sistematizados entre os institutos de pesquisa e o setor produtivo, estabelecendo um diálogo da pesquisa com o agronegócio no Brasil, propondo soluções tecnológicas para cada um desses 48 polos agrícolas”, explicou Celso Moretti, presidente da Embrapa.

Segundo ele, a Caravana vai abordar questões práticas e de impacto imediato, que ao serem adotadas poderão, junto com outras iniciativas do Plano Nacional de Fertilizantes, promover uma economia de até 20% no uso deste tipo de insumo agropecuário no Brasil, já na safra 2022/23, podendo resultar em até US$ 1 bilhão de dólares de economia para o produtor rural brasileiro.

O Brasil, atualmente, consome cerca de 8,5% dos fertilizantes a nível global, ocupando a quarta posição. China, Índia e Estados Unidos aparecem no topo da lista de consumo. Esses países, ainda, são grandes produtores mundiais de fertilizantes, à exceção do Brasil, que importou em 2021 cerca de 89% das 43 milhões de toneladas consumidas na produção agrícola. No país, as culturas de soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes.  A Rússia é responsável por fornecer 25% dos fertilizantes para o Brasil. Junto com a Bielorrússia, chega a fornecer mais de 50% do potássio consumido pelo agricultor brasileiro anualmente.

Alinhamento e debate

Ao final das apresentações da Caravana em cada polo produtivo, será realizado um alinhamento das necessidades de conhecimento tecnológico, seguido de um amplo debate sobre os principais problemas encontrados em cada região. Em algumas regiões será demonstrada ainda, a eficiência de algumas das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa por meio de Unidades Demonstrativas de Referência Tecnológica.

As atividades presenciais serão voltadas para técnicos de extensão rural, técnicos de cooperativas, sindicatos e associações rurais, e produtores líderes, pretendendo atingir cerca de 10 mil profissionais, tornando-os multiplicadores das técnicas e orientações repassadas pela equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa e parceiros que integrarão cada Caravana.

A Embrapa pretende modular digitalmente o conhecimento sistematizado para alimentar um hotsite e contribuir para construção de uma ampla plataforma digital de conhecimento sobre o tema, que poderá ser ofertado à multiplicadores de referência, tais como CNA, SENAR, EMATERs e cooperativas agroindustriais.

A Caravana Embrapa FertBrasil é uma ação realizada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Embrapa e da Rede FertBrasil, com o patrocínio da Bayer e da Rede ILPF e apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Em Dourados, o evento conta com o apoio da Aastec, Sindicato Rural de Dourados, Bioma e Aprosoja. Em Chapadão do Sul, os parceiros locais são Fundação Chapadão, Ampasul, Bioma, Sindicato Rural de Chapadão do Sul e Aprosoja.

Mais informações: https://www.embrapa.br/caravana-embrapa

Serviço:
Caravana Embrapa FertBrasil – Dourados
Cidade: Dourados (MS)
Local: Auditório Embrapa Agropecuária Oeste (Rodovia BR 163, km 253,6)
Data: 10 de maio (terça-feira)
Horário: das 7h30 às 12h (MS)
Inscrição gratuita: www.embrapa.br/caravana-fertbrasil/dourados

Caravana Embrapa FertBrasil – Chapadão do Sul
Cidade: Chapadão do Sul (MS)
Local: Auditório Ampasul (Rodovia BR 060, km 10)
Data: 12 de maio (quinta-feira)
Horário: das 8h às 12h (MS)
Inscrição gratuita: www.embrapa.br/caravana-fertbrasil/chapadao-do-sul

Fonte: Ascom Embrapa