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Proprietários de imóveis rurais que pretendem obter o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR), documento emitido para comprovar que determinada área está regular junto ao Incra, podem contar com atendimento via WhatsApp. O Incra abre um novo canal de comunicação via mensagens instantâneas para orientar o proprietário de imóvel rural sobre o que é o CCIR, como emiti-lo e efetuar o pagamento da guia, como obter um novo certificado ou corrigir erros. A facilidade é uma iniciativa inovadora em teste junto a sociedade que, caso venha a trazer resultados positivos, poderá ser convertida em ação permanente.

O chatbot disponibilizado pelo canal WhatsApp é uma solução tecnológica que utiliza inteligência artificial e foi implantado pelo Serpro, empresa de tecnologia do governo federal e parceiro do Incra no processo de transformação digital que toda a administração pública federal tem adotado.

Para acessar o Incra pelo WhatsApp, é preciso apenas salvar o telefone (61) 3411 7001 no celular e iniciar uma conversa. O assistente virtual oferece várias opções ao usuário, com mensagens criptografadas de ponta a ponta, eliminando o risco de dados pessoais caírem em mãos erradas.

Neste primeiro momento, todas as operações no aplicativo são informativas. Com a evolução do serviço, será possível também efetuar transações.

Sobre o CCIR

O Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) é expedido pelo Incra e contém informações sobre o titular, a área, a localização, a exploração e a classificação fundiária do imóvel rural. Além de servir como comprovante de regularidade cadastral do imóvel rural, o CCIR é indispensável para legalizar em cartório a transferência, o arrendamento, a hipoteca, o desmembramento, o remembramento e a partilha de qualquer imóvel rural. É essencial também para a concessão de crédito agrícola pois é exigido por bancos e agentes financeiros.

Texto: Comunicação Incra

Produtores pequenos e médios continuam sendo prioridade no Plano Safra, com aumento da disponibilidade de recursos de custeio e taxas de juros favoráveis

O Governo Federal lançou nesta quarta-feira (29) o Plano Safra 2022/2023, com R$ 340,88 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional até junho do próximo ano. O valor reflete um aumento de 36% em relação ao Plano anterior. 

Do total de recursos disponibilizados, R$ 246,28 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização, uma alta de 39% em relação ao ano anterior. Outros R$ 94,6 bilhões serão para investimentos (+29%). 

Os recursos com juros controlados somam R$ 195,7 bilhões (alta de 18%) e com juros livres R$ 145,18 bilhões (alta de 69%). O montante de recursos equalizados cresceu 31%, chegando a R$ 115,8 bilhões na próxima safra. 

A melhoria do acesso do produtor ao crédito rural foi assegurada não só pelo aumento nas disponibilidades de recursos, mas também pelo estabelecimento de taxas de juros compatíveis com a atividade rural e em níveis favorecidos, comparativamente às taxas livres de mercado. Com a taxa básica de juros da economia (Selic) em 13,25% atualmente, buscou-se preservar, prioritariamente, elevações menores para os beneficiários do Pronaf e do Pronamp, garantindo financiamento adequado para esses públicos.

O próximo Plano Safra também aposta na diversificação das fontes de financiamento, com a disponibilização de mais recursos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) para a aquisição de direitos creditórios do agronegócio. Foi estabelecido um aumento, de 50% para 70% na faculdade de uso dos recursos da LCA para a aquisição desses direitos creditórios. A expectativa é que a medida gere uma maior participação do mercado de finanças privadas do agro, com a expansão de títulos como a CPR, CDCA, CRA, além da LCA.

No evento de lançamento do Plano, no Palácio do Planalto, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, destacou que o Plano Safra prioriza a agricultura familiar, os pequenos e médios produtores, as linhas de crédito para a sustentabilidade ambiental e a ampliação do armazenamento nas propriedades rurais. Segundo ele, os recursos vão ajudar o Brasil a fazer a sua parte para atender à demanda mundial por alimentos. “Nossos produtores vão colocar o Brasil ainda mais na condição de grande fornecedor de alimentos seguros e de qualidade para os brasileiros e para o mundo”, disse. 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, destacou o trabalho dos produtores rurais, especialmente durante a pandemia de Covid-19. “Vocês mantiveram a nossa economia viva e garantiram segurança alimentar para o Brasil e para o mundo. Nós conseguimos alimentar 1 bilhão de pessoas com o nosso agronegócio”, disse. Ele também ressaltou que o Brasil é um exemplo para o mundo na sustentabilidade do agronegócio.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos, fez a apresentação dos principais números do Plano Safra, destacando que todas as taxas de juros estão abaixo da Selic, com crédito ainda mais competitivo para os pequenos e médios agricultores. Segundo ele, desde o início do governo, a destinação de recursos controlados para esses dois públicos dobrou. Bastos disse que o Mapa trabalha com o Ministério da Economia e com o Banco Central para melhorar a previsibilidade do orçamento necessário para a equalização da taxa de juros, do seguro rural e de outras políticas do Ministério. “Sem dúvida, esse será um legado para o setor, para os próximos anos, e para o país se firmar como peça chave na geopolítica internacional”. 

Representando os produtores rurais, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, disse que o Plano Safra 2022/2023 contribuirá para um ciclo fértil para a agropecuária brasileira. “O plano está muito melhor do que o esperado. Garantir o acesso a ferramentas de mitigação de risco com esse seguro rural robusto e recursos que possam financiar todas as cadeias produtivas, estimulando a produção nacional, não se trata apenas de uma questão econômica mas principalmente de segurança alimentar global”. 

Fortalecimento de pequenos e médios 

Os produtores pequenos e médios continuam sendo prioridade no Plano Safra, com aumento da disponibilidade de recursos de custeio e taxas de juros favoráveis. 

Os recursos para os pequenos produtores rurais tiveram um acréscimo de 36%. Serão destinados R$ 53,61 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 5% ao ano (para produção de alimentos e produtos da sociobiodiversidade) e 6% ao ano. (para os demais produtos). 

Para o médio produtor, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), foram disponibilizados R$ 43,75 bilhões, um aumento de 28% em relação à safra passada, com juros de 8% ao ano.

Para os demais produtores e cooperativas, o total disponibilizado chega a R$ 243,4 bilhões, com taxas de juros de 12% ao ano. Os produtores rurais também podem optar pela contratação de financiamento de investimento a taxas de juros pós-fixadas. 

Os recursos disponibilizados no âmbito do Pronaf e do Pronamp são integralmente a taxas de juros controladas. 

Outro destaque do Plano Safra deste ano foi o aumento das subexigibilidades do Pronaf e do Pronamp, que passou de 22% para 25% e de 28% para 35%, respectivamente, refletindo a prioridade do Plano Safra para os pequenos e médios produtores. 

Sustentabilidade 

O incentivo a técnicas sustentáveis de produção agropecuária continua sendo uma das prioridades do Plano Safra neste ano. O Programa ABC, que financia a recuperação de áreas e de pastagens degradadas, a implantação de sistemas de integração lavoura-pecuária-florestas e a adoção de práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção dos recursos naturais, contará com R$ 6,19 bilhões. As taxas de juros serão de 7% ao ano para ações de recomposição de reserva legal e áreas de proteção permanente e de 8,5% para as demais. 

Além do Programa ABC, o Plano Safra prevê o incentivo à utilização de fontes de energia renovável. Outra novidade é o financiamento de  remineralizadores de solo (pó de rocha), que tem o potencial de reduzir a dependência dos fertilizantes importados. 

Também será mantida a priorização do programa Proirriga, que contempla o financiamento de todos os itens inerentes aos sistemas de irrigação, inclusive infraestrutura elétrica, reserva de água e equipamento para monitoramento da umidade no solo. Serão disponibilizados R$ 1,95 bilhão, maior aumento de recursos entre os programas de investimento (+44%), com carência de três anos e prazo máximo de reembolso de 10 anos. 

Um estudo da Secretaria de Política Agrícola do Mapa apontou que nas safras 2017/18, 2018/19 e 2019/20, pelo menos R$ 187 bilhões, nas finalidades custeio e investimento, foram direcionados, por meio do Plano Safra, para sistemas ambientalmente sustentáveis. A estimativa é que cerca de 56,5% dos empréstimos para investimentos tenham sido direcionados às práticas que promovem melhorias ambientais. Recentemente, a sustentabilidade de programas e práticas financiadas pelo Plano Safra foi reconhecida pela Climate Bonds Initiative (CBI).

Inovação 

Por meio de programas como o Inovagro, o Plano Safra disponibiliza recursos para o incentivo à inovação tecnológica e para investimentos necessários para a adoção de boas práticas agropecuárias e de gestão da propriedade. Na próxima safra, o Inovagro terá R$ 3,51 bilhões em recursos, com juros de 10,5% ao ano. 

Entre os financiamentos previstos no Plano Safra 2022/2023 estão os investimentos relacionados a sistemas de conectividade no campo, softwares e licenças para gestão, monitoramento ou automação das atividades produtivas, além de sistemas para geração e distribuição de energia produzida a partir de fontes renováveis.

Pesca e Aquicultura

O Ministério da Agricultura também vem trabalhando para ampliar a inserção da pesca no crédito rural, com o fortalecimento do apoio à comercialização de produtos da pesca e da aquicultura e o acesso a financiamentos de investimento nas áreas de inovação e modernização das atividades pesqueiras.

Seguro Rural

No seguro rural, a expectativa é atingir um montatnte de R$ 2 bilhões em 2023. A partir do próximo ano, o valor de subvenção nas regiões Norte e Nordeste será de 30% no caso de plantio da soja e de 45% para as demais culturas. No caso de produtores que aderirem ao Programa ABC, os valores serão de 25% para soja e 45% para as demais. 

A partir deste ano, todas as apólices passaram a ser georreferenciadas. A medida possibilita um melhor mapeamento das áreas seguradas e o cruzamento de dados com outras bases de informações.

No Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) serão feitos novos aprimoramentos metodológicos pela Embrapa, com apoio financeiro do Banco Central. O Mapa também está fomentando a certificação dos profissionais de seguro rural com a publicação dos requisitos mínimos de capacitação para cada público.

Confira a publicação com os principais números do Plano Safra 2022/2023: 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Em Santa Catarina, mais 42 mil pescadores são homenageados no dia 29 de junho pela profissão que exercem, segundo dados da Federação dos Pescadores do Estado de SC. A data foi escolhida em referência ao dia de São Pedro, que era pescador. Durante o trabalho de extensão rural com o setor pesqueiro, a Epagri se deparou com três pescadoras que se destacam na comunidade em que atuam. Conheça um pouco da história de dona Naca, da Marciana e da Sal, que tiram do mar o sustento da família.

Respeito pelo mar há mais de 60 anos

Nair Maria Cabral Mance, 71, vive da pesca há mais de 60 anos na cidade onde nasceu: Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis. Filha e neta de pescadores, ela se criou comendo peixe com farinha e com 11 anos começou a pescar com o pai, no município que tem a pesca como principal atividade econômica “Tomei gosto pela atividade, só estudei dois anos. A sabedoria veio com o mar e com a produção de rede”, diz dona Naca, como é conhecida por todos.

Ela também domina a arte de fabricação e conserto de redes de pesca, sabedoria que sempre repassa a outros pescadores nos cursos em que é convidada para ser palestrante. Dona Naca recebe assessoria da Epagri há anos e foi por meio da Empresa que participou de capacitações que a ajudaram a operar melhor a embarcação, como o curso de motor. Também foi por meio do órgão público que ela teve acesso a crédito para aquisição de embarcação.

A pescadora de Governador Celso Ramos domina a arte de fabricação e conserto de redes de pesca. Foto: Epagri

No mar a pescadora captura camarão, tainha, pescadinha, borriquete, corvina, papa-terra e maria-luiza. “Não me preocupo com a quantidade, mas com a qualidade. Uso rede mais larga e pego camarão e peixes maiores”, diz. Ela sempre sai sozinha no barco e diz que não tem medo. “Tem que ter respeito pelo mar”, diz dona Naca, que sabe o dia bom de embarcar e o dia bom de ficar em solo. Hoje ela é aposentada pela pesca, mas continua na ativa para complementar a renda. “Nunca quis fazer outra coisa, é vicio. Não vivo longe do mar”. Essa coragem faz dela uma pescadora muito respeitada pelos homens e mulheres que vivem e sobrevivem da pesca artesanal no município.

O mundo acadêmico também se interessa pelo trabalho de dona Naca. Ela é personagem de duas teses de doutorado que viraram livro. Em um deles, “Pesca, turismo e meio ambiente”, de Maria do Rosário Leitão, dona Naca ilustra a capa. A obra foi lançada em 2014 e retrata a coragem e experiência da pescadora. Já no livro “Mulheres e o mar”, da extensionista rural da Epagri Rose Gerber, dona Naca tem o cotidiano retratado. A referida publicação é um trabalho inédito sobre as mulheres pescadoras do litoral de Santa Catarina, publicado em 2015.

Agregação de valor ao pescado

Marciana Amado da Silva, 39, de Laguna, no Sul Catarinense, nem sabe dizer quando a pesca entrou em sua vida. A atividade vem de várias gerações de sua família. “Desde que eu me entendo por gente, eu pesco”, diz ela. Hoje ela captura principalmente camarão e siri no complexo lagunar da região. A maior fonte de renda vem da comercialização de casquinhas de siri, vendidas diretamente ao consumidor.

Ela lembra da infância, quando ia de carroça para a praia com os pais, para puxar rede. “A gente abria os peixes lá mesmo, porque era muito. O peixe diminuiu muito com o passar dos anos, não compensa mais ir pro mar, como antigamente. Já o siri não diminuiu, tem na lagoa ao ano inteiro e é mais lucrativo processá-lo e vender a carne na casquinha”, diz ela, que desenvolve a atividade com o marido Antônio, 50. Na hora do aperto, os dois filhos também ajudam.

A maior fonte de renda da pescadora de Laguna vem da comercialização de casquinhas de siri. Foto: arquivo pessoal.

“Não me vejo morando em outra cidade e fazendo outra coisa. Até pensei em trabalhar em outra área, mas a pesca é o que eu sei fazer”. Segundo Marciana, a atividade proporciona uma vida confortável para a família:  “Tudo o que eu tenho vem da pesca”.

Em 2021 ela participou do  curso Mulheres em Ação Flor-e-Ser, oferecido pela Epagri para capacitar agricultoras e pescadoras para que elas tornem a atividade profissional mais competitiva, usem o conhecimento adquirido para melhorar a qualidade de vida e sejam protagonistas nos mais diferentes segmentos da sociedade e em suas próprias famílias. 

“Esse curso mudou minha vida. O fato de sair um pouco da pesca, conhecer pessoas que trabalham com a mesma coisa que você, poder trocar experiências, fez muito bem para mim. O curso também me ajudou muito na parte financeira da atividade. Foi lá que aprendi a calcular os custos de minha produção e saber quanto é de fato o meu lucro”, diz ela.

E assim Marciana segue na atividade, ao lado do marido, sempre respeitando o período de reprodução dos siris. “Os pescadores daqui sabem que capturar fêmea ovada  compromete a espécie. A gente vive da pesca e se acabar o siri, nossa renda também acaba”, diz ela.

O mesmo ocorre com o camarão, espécie que por lei tem o período de defeso para que possa se reproduzir. De 1º de março a 31 de maio a pesca desse crustáceo é proibida. Por conta disso, Marciana faz muito bem a gestão dos recursos conquistados na pesca, para garantir o sustento da  família quando eles não podem ir pro mar. “Somos iguais formiguinhas que trabalham no verão para ter comida no inverno”, compara ela.

Pesca com proteção ao meio ambiente

A paranaense Salete Iaczinski, 47, conhecida por Sal, é filha de agricultores e até os 15 anos viveu longe do mar, quando se mudou para Florianópolis para dar continuidade aos estudos. Foi na capital catarinense que ela construiu sua família e entrou para o mundo da pesca, em 2002. Ao lado do marido Joarez, hoje ela não apenas tira o sustento do mar como também busca preservá-lo e levar essa consciência ambiental aos demais pescadores, à população e ao setor público.

Sal aprendeu a pescar depois de adulta e hoje tira o sustento da família na atividade. Foto: arquivo pessoal.

“Se não cuidar, se não proteger o mar e os mangues, logo não tem mais peixe, não tem camarão. Não é apenas turismo que movimenta a economia da Ilha, mas a pesca também. Acredito que a pesca ainda mais, porque o turista vem para cá para comer o nosso peixe e ver as belezas naturais”, diz ela, ao se mostrar preocupada com a especulação imobiliária que pode impactar a pesca na região. “Temos que ter visão de futuro. Eu posso não estar aqui em alguns anos, mas terá outras pessoas usando esse ambiente”.

Sempre embarcada com o marido, Sal pesca na baía norte de Florianópolis e vende toda a produção para intermediadores. Em dias de mar ruim, ela aproveita para fazer rede de pesca. “A profissão é instável, nada garante que a pesca será boa todos os dias. Mas não posso reclamar, tudo o que eu tenho eu ganhei com a pesca”, diz ela, que criou as duas filhas – de 26 e 22 anos, com a renda proveniente da atividade.

Sal está na segunda gestão como tesoureira da Associação dos Pescadores Artesanais da  Praia de João Paulo, que hoje conta com 140 associados. A entidade busca melhores condições de trabalho para os associados, como também a proteção do meio ambiente, com atuação junto ao setor público. Sua liderança é reconhecida entre os pescadores e a levou a fazer o curso Flor-e-Ser, da Epagri, que este ano abriu uma turma para pescadoras na Grande Florianópolis.

“Estou adorando, é experiência maravilhosa conviver com outras pessoas. Ao mesmo tempo em que o mar é muito satisfatório e nos dá a sensação de liberdade, ele também é solidão. Em meu trabalho, fico muito tempo sem conversar com outras pessoas. Em cada encontro do curso eu aprendo uma coisa nova e percebo que minha experiência de pescadora também pode ajudar as outras participantes”, diz ela.

Fonte: Ascom Epagri-SC

Uma equipe multidisciplinar da Emater-DF esteve no município de Padre Bernardo (GO) para atender produtores assentados das comunidades de Santa Helena e Antônio Juvêncio. Em uma semana, os extensionistas cadastraram pouco mais de 50% dos agricultores, que receberão atendimento da empresa por meio do programa Produzir Brasil, fruto de contrato com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

De acordo com o médico-veterinário Álvaro Castro, que faz parte da equipe composta por oito profissionais, o grupo realizou uma força-tarefa para retomar os trabalhos. “Além do cadastro, fizemos alguns atendimentos pontuais, como recomendações técnicas, diagnósticos e orientações”, informou. “A gente também fez um levantamento inicial de interesses, o que vai nortear nossas ações nas próximas visitas”, acrescentou Álvaro. O trabalho foi realizado entre os dias 20 e 24 de junho.

Nos dois assentamentos, o forte é o cultivo de hortaliças, com destaque para mandioca, milho e abóbora. A expectativa é aumentar a produção, com boas chances para a criação de peixes, plantio de frutas e avicultura — ovos e frango de corte. “A recepção dos assentados foi extramemente positiva. São comunidades com alguma carência e a perspectiva de abrir possibilidades de elevação da renda são muito boas”, avalia o médico-veterinário.

O modelo de atendimento aos assentamentos não prevê uma equipe fixa para acompanhar os agricultores. “Isso nos dá uma vantagem porque podemos escalar profissionais de diferentes especialidades, dependendo das necessidades dos assentados”, explica Álvaro.

Os produtores Domingos Alves e Ivani Sousa Alves (64 e 57 anos, respectivamente) moram desde 2003 no assentamento Santa Helena, em Padre Bernardo, e cultivam milho, feijão e mandioca para o consumo próprio. O excedente é vendido em feiras, como a da Taboquinha. Segundo Domingos, o trabalho dos extensionistas da Emater-DF chegou em boa hora. “A coisa não tá boa, mas tenho certeza que com o cadastro e a presença deles [extensionistas da Emater-DF] vai melhorar a nossa vida. A gente sente muita falta da orientação e esse atendimento vai ser excelente para todos nós”, avaliou o produtor.

O contrato com a Anater prevê o atendimento a outros três assentamentos no Distrito Federal: Oziel Alves III, Marcia Cordeiro Leite e Pequeno William — todos na região administrativa de Planaltina. Ao todo, 374 famílias estão sendo beneficiadas. O valor do convênio é de R$ 1,42 milhão, sendo que a agência federal cobre 70%, ou seja, aproximadamente R$ 955 mil.

Equipe da Emater-DF em Padre Bernardo (GO)

Emater-DF

Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

Fonte: Ascom Emater-DF

Começa nesta quarta-feira (15) e segue até o domingo (19), a I Feira Nordestina da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Fenafes). O evento, realizado em Natal, no Rio Grande do Norte, espera receber 150 cooperativas e associações, 500 expositores e público visitante de mais de 10 mil pessoas durante os cinco dias de programação com entrada gratuita. A Fenafes visa proporcionar o intercâmbio de políticas públicas envolvendo governos e movimentos sociais; fortalecer o cooperativismo solidário e a comercialização; e oferecer formação, com palestras, oficinas e cursos sobre acesso à terra, sistemas agroalimentares, produção de alimentos saudáveis e agroecologia.

A produção diversificada e qualificada da agricultura familiar da Bahia é uma das participantes Fenafes. Em um estande de 84 metros quadrados, 22 cooperativas baianas vão comercializar mais de dois mil produtos das diferentes regiões do estado.

Tem café gourmet, chocolates, flocão de milho não-transgênico, cortes finos de caprinos e ovinos, mel, castanha, pasta de castanha de caju, doce de goiaba com acerola, frutas desidratadas como abacaxi, jaca e banana, cervejas artesanais de licuri, nibs de cacau e umbu, produtos artesanais de povos indígenas e quilombolas e muitos mais.

A Feira é inspirada na Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bahia, realizada em Salvador, pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e tem o objetivo de fortalecer iniciativas integradas de políticas públicas em torno do Programa de Alimentos Saudáveis do Nordeste, principal bandeira dos estados que compõem o Consórcio Nordeste.

Sucesso em edições anteriores, a Bahia também leva para o evento os quiosques de alimentação Chocolateria, Umbuteria, Licuriteria, Beijuteria e Bodeteria que prometem conquistar o público com seus sabores derivados de chocolate, umbu, licuri, mandioca e cortes de caprinos e ovinos, respectivamente.

O evento visa ainda proporcionar o intercâmbio de políticas públicas envolvendo governos e movimentos sociais, fortalecer o cooperativismo solidário e a comercialização desses produtos. Também serão realizadas formações, com palestras, oficinas e cursos sobre acesso à terra, sistemas agroalimentares, produção de alimentos saudáveis e agroecologia. A previsão é receber um público visitante de mais de 10 mil pessoas durante os cinco dias do evento, que terá entrada gratuita. 

A participação das cooperativas da agricultura familiar da Bahia na Fenafes é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à SDR, com cofinanciamento do Banco Mundial e do Fida, respectivamente.

Participação do Ceará

Uma delegação de feirantes vinculados às cooperativas, associações e grupos produtivos assistidos pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) está a caminho de Natal, no Rio Grande do Norte, para participar da 1ª Feira Nordestina da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Fenafes). O evento acontecerá de 15 a 19 de junho e será uma grande vitrine da diversificada produção da agricultura familiar e economia solidária dos nove estados do Nordeste brasileiro.

Foto: Governo do CE.

Serão ao todo 23 empreendimentos cearenses expostos na Fenafes, que será realizada no Centro de Convenções de Natal, com dois feirantes por empreendimento.

Participação de Pernambuco

A delegação pernambucana será formada por cerca de 80 integrantes, entre agricultoras e agricultores familiares, artesãos, produtores de especiarias, dentre outros, e conta com apoio do Governo do Estado de Pernambuco, por meio do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).

Outras organizações, como a União de Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado de Pernambuco (Unicafes-PE), a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) e o Movimento dos Sem Terra (MST) também formaram os seus grupos representativos de cooperativas e associações de diversas regiões do estado.

Artistas da cultura pernambucana se apresentam no palco da Fenafes. Maciel Salú, Siba e Lia de Itamaracá levam a expressão artística local para a alegria do grande público.

Participação do Maranhão

Estado irá levar mais de 40 agricultores.

Na segunda-feira (13), o Governo do Maranhão, por meio do Sistema da Agricultura Familiar (Sistema SAF), realizou o lançamento da Fenafes na sede da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF). 

O Sistema SAF é formado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp/MA) e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma/MA).

O Maranhão será representado por 42 agricultores distribuídos em 17 empreendimentos da agricultura familiar localizados em 17 municípios: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Rosário, Barreirinhas, Brejo, Chapadinha, Itapecuru-Mirim, Junco do Maranhão, Lago do Junco, Capinzal do Norte, Alcântara, Zé Doca, Urbano Santos, Alto Alegre do Pindaré, Esperantinópolis e Turilândia. 

Fonte: Governo do RN, BA, PE, MA e CE.

A iniciativa é voltada especialmente aos extensionistas que atuam na cadeia produtiva de lácteos pelos Programas Brasil Mais Cooperativo e Produzir Brasil

A Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/Mapa), em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), está oferecendo oportunidade para a capacitação no chamado “Projeto Lácteos”. A iniciativa é direcionada aos extensionistas que atuam com produtores rurais da cadeia produtiva de lácteos, preferencialmente pelo Programa Brasil Mais Cooperativo e pelo Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil.

O curso possui 40 horas de grade curricular, composta por atividades teóricas e práticas. São trabalhados os seguintes módulos:

1) “Sanidade e Gestão de Custos”, que trata da certificação para rebanhos livres de tuberculose e brucelose e da gestão e controle de custos na propriedade leiteira.

2) “Mercado, Boas Práticas e Tecnologia de Produção de Lácteos”, que abrange as exigências e oportunidades de comercialização; indicações geográficas para queijos artesanais; higienização e controle da qualidade; produção de queijos, ricota, bebidas lácteas e doce de leite; e boas práticas de fabricação.

3) “Sistemas Alimentares e Segurança Alimentar e Nutricional”, que aborda os sistemas alimentares sustentáveis na agricultura familiar, da alimentação saudável e da segurança alimentar e nutricional no contexto da cadeia de lácteos.

A capacitações será ministrada presencialmente na UFV, no campus localizado na cidade de Viçosa, em Minas Gerais. As próximas turmas ocorrerão nas seguintes datas: 04 a 09 de julho e 08 a 13 de agosto.

O Projeto Lácteos SAF/UFV apoiará os cursistas com o pagamento de diárias para hospedagem e alimentação durante o período de realização. Os extensionistas interessados em preencher as vagas, devem entrar em contato por telefone, (61) 3218-2367 ou e-mail (danielle.cristine@apoio.agro.gov.br).

Extensionistas do Ruraltins participam da capacitação

Uma equipe do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) esteve em Viçosa (MG) para participar da capacitação sobre a cadeia produtiva de lácteos. O curso ocorreu de 6 a 11 de junho, no campus da UFV. Essa foi a segunda turma, da qual também participaram colegas da extensão rural dos estados de Sergipe e Alagoas.

Foto: Ruraltins

A engenheira de alimentos, Gabriela Barros, destacou que a capacitação irá favorecer a agricultura familiar na produção de produtos lácteos artesanais. “Visitamos um produtor de queijos da cidade de Viçosa, onde conhecemos o processo de produção. Tivemos acesso às dependências do laticínio e a história do produtor que relatou sua experiência e as dificuldades com o laticínio totalmente familiar. Foram dicas e conhecimentos valiosos que vamos transferir para os pequenos produtores tocantinenses”.

Fonte: Ascom Anater, com informações da SAF/Mapa

Evento tem transmissão online e discute políticas públicas para a agricultura familiar para os próximos três anos

Entre os dias 12 e 15 deste mês, Brasília sedia o XIV Congresso Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural e do Setor Público Agrícola do Brasil (Confaser). Promovido a cada três anos, o evento, correalizado pela Emater-DF, tem apoio da Escola do Tribunal de Contas da União (Instituto Serzedello Corrêa).

São esperados 200 participantes, entre extensionistas rurais, pesquisadores e profissionais de outras áreas de todo o Brasil que atuam na área de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Nesta edição, o congresso tem como tema principal Sustentabilidade e fortalecimento da Ater pública na era digital e como subtemas Financiamento e sustentabilidade da Ater públicaAter pública e o desenvolvimento rural sustentável e Caminhos do movimento sindical.

O objetivo é debater e formular proposições para orientar as ações das entidades representativas dos trabalhadores da extensão rural e pesquisa do setor público brasileiro, bem como propor políticas públicas para a agricultura familiar para os próximos três anos. Interessados poderão acompanhar o evento neste canal do YouTube .

Programação

As atividades iniciaram no domingo, no auditório do BayPark Resort Hotel, onde houve recepção e credenciamento dos delegados com a discussão e aprovação do regimento interno do congresso.

De segunda (13) a quarta-feira (15), o evento será realizado na Escola do Tribunal de Contas da União, onde será aberta a conferência magna com palestras temáticas, eleições da gestão da Faser e apresentação de resumos expandidos de trabalhos desenvolvidos por técnicos da extensão rural alinhados com os temas do congresso.

A Faser

O congresso é uma iniciativa da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Assistência Técnica, Extensão Rural e da Pesquisa, do Setor Público Agrícola do Brasil (Faser), entidade federativa que congrega, defende e representa essa categoria, tendo como objetivo o encaminhamento das reivindicações de suas entidades filiadas (sindicatos, associações e outras entidades representativas).

Confira a programação completa.

Fonte: Agência Brasília e Emater-DF. Foto: Divulgação/Emater-DF

Produtores do Sul do Brasil que buscam novas tecnologias para incrementar a criação de abelhas e seus produtos terão essa oportunidade nos dias 1 e 2 de julho, ao participar do 2º Congresso Sul Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura (Cosbrapim), em Chapecó. As inscrições podem ser feitas com valores diferenciados até o dia 19 de junho, no site do evento. Paralelo ao Cosbrapim, serão realizados também o 2º Simpósio dos Produtos da Colmeia e 35º Encontro Catarinense de Apicultores e Meliponicultores (ECAM).

Segundo Rodrigo Durieux da Cunha, chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, o encontro e o congresso vão contemplar temas técnicos por meio de palestras, apresentação de trabalhos científicos, minicursos e mesas redondas, com a participação de renomados palestrantes e lideranças do setor. “A região Sul tem características comuns de cultura, clima, problemas e oportunidades. O evento vai proporcionar maior intercâmbio e desenvolvimento de ações em conjunto que com certeza podem resultar em otimização de recursos e potencialização das ações”, afirma.

Os três estados do Sul, responsáveis por aproximadamente 40% da produção do mel do Brasil, estão juntos na organização deste evento. Espera-se a participação de mais de mil apicultores e meliponicultores, técnicos, professores, estudantes, empresários, lideranças do setor apícola e da meliponicultura de diversos estados brasileiros e países vizinhos.

A Epagri é uma das promotoras do evento, juntamente com  Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de SC (Faasc), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Associação Regional Apícola Santa Rita (Arasri), Universidade do Estado de SC (Udesc) e Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó).

Inscreva-se aqui.

Mais informações no site do evento.

Fonte: Epagri-SC

O produtor recebe o bônus quando o preço de seu cultivo fica abaixo do valor de referência

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, nessa quarta-feira (8), a relação dos produtos agrícolas que terão bônus de desconto em junho do Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF). A iniciativa, realizada mensalmente, informa os agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

O produtor recebe o bônus quando o valor do seu cultivo fica inferior ao preço de referência, permitindo desconto no pagamento ou amortização das parcelas de financiamento no Pronaf.

Os alimentos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: açaí (fruto de cultivo), banana, borracha natural cultivada, cacau cultivado (amêndoa), cará (inhame) e feijão caupi. O cará (inhame), no Espírito Santo, foi incluído na lista deste mês.

Os destaques de junho são o açaí (no Acre) com bônus de 25,85%; a banana (em Alagoas) com 16,20% e o feijão caupi com 15,80% (em Tocantins) e 15,07% (em Mato Grosso).

Sete estados integram a lista deste mês, são eles: Acre, Alagoas, Maranhão, Amazonas, Espírito Santo, Tocantins e Mato Grosso.

Os descontos são válidos no período de 10 de junho de 2022 a 09 de julho de 2022, conforme a Portaria Nº 32, da Secretaria de Política Agrícola. A portaria entra em vigor no dia 10 de junho.

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa. O desconto é automático, ou seja, o agricultor não precisa solicitar.

Dentre os principais responsáveis pela variação de preços, na ocorrência de elevação ou queda das safras, estão o clima e a época do ano. A concorrência de produtos de outros estados também pode contribuir para a oscilação de preços.

Outras informações podem ser solicitadas à equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agro.gov.br ou pronaf.spa@agro.gov.br.

Fonte: Ascom Mapa

A concessão de financiamentos nas fontes não equalizadas, como as LCA’s e dos Fundos Constitucionais, superaram as expectativas

O total das contratações de crédito rural na atual safra, de julho de 2021 até maio deste ano, alcançou R$ 252,46 bilhões. O número representa um aumento de 18% em relação ao mesmo período da safra passada e supera o que foi disponibilizado para a atual safra por ocasião do anúncio em junho/2021, de R$ 251,2 bilhões.

Isso ocorreu porque, no decorrer do ano-safra,  a disponibilidade de recursos e concessão de financiamentos nas fontes livres e controladas, mas não equalizadas, a exemplo das LCA’s e dos Fundos Constitucionais, respectivamente, superaram as expectativas.

O fato de os financiamentos de custeio com recursos subvencionados, no âmbito do Pronaf, não terem sido suspensos, possibilitou o aumento de 41% no total das contratações de custeio dos produtores familiares, se situando em R$ 22,58 bilhões.

As contratações de crédito de comercialização também tiveram acentuado crescimento (43%), atingindo R$ 30,9 bilhões, pelo fato de serem realizadas com recursos livres.

O diretor da Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, Wilson Vaz de Araújo, destacou a importância da LCA para o funding do crédito rural, sobretudo para os grandes produtores, pois a utilização de recursos dessa fonte, cujas taxas de juros são livres, aumentou de R$ 33,59 bilhões para R$ 49,18 bilhões (+46%), respondendo por 19% das contratações totais.

Segundo ele, tão logo seja autorizada a reabertura das linhas de financiamento de investimentos e de custeio com recursos equalizados, que estão suspenas desde o dia 7 de fevereiro, mais de R$ 20 bilhões devem ser financiados nessas operações até 30 de junho de 2022, quando encerra o Plano safra em curso.

No que se refere aos programas de investimento, destaca-se o crescimento dos financiamentos no âmbito do Programa ABC (+40%) e do Programa Proirriga (44%), que se situaram em R$ 3 bilhões e R$ 1,06 bilhão, respectivamente. Com a reabertura das linhas, prevista para os próximos dias, o desempenho de desses e dos demais programas de investimentos devem melhorar, na medida em que há volume expressivo de recursos remanescentes nesses programas, cujas contratações estão suspensas.

Os números fazem parte do Balanço de Desempenho do Crédito Rural, divulgado nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

Fonte: Imprensa Mapa