Ater

Profissionais vão atender assentamentos do projeto de regularização ambiental, fundiária e assistência técnica do programa na Amazônia Legal.

Liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Programa União com Municípios (UcM) realizou a capacitação de 450 profissionais de assistência técnica, que atuarão em seis estados da Amazônia Legal. A formação on-line, realizada pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), ocorreu entre 12 e 15 de maio e recebeu profissionais de diversas áreas indicados pelas entidades selecionadas em chamada pública.

Também integram a parceria o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). O curso on-line do União com Municípios é a maior experiência de formação instrumental da história da Anater. A atividade abordou metodologias de atendimento às famílias, diagnósticos e rotas do programa, planejamento de ações e políticas públicas, além de instrumentos de parceria.

A capacitação faz parte do projeto de regularização ambiental, fundiária e assistência técnica do União com Municípios. Para ações nesse âmbito, foram investidos R$ 131,9 milhões do Fundo Amazônia, em iniciativas de controle do desmatamento. Ao todo, foram beneficiados 48 municípios prioritários do Amazonas, Acre, Pará, Mato Grosso, Rondônia e Roraima. Em conjunto, o projeto deve apoiar mais de 7,3 mil famílias nos próximos dois anos.

“Esses recursos foram investidos em territórios prioritários para o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), com foco em atividades de regularização fundiária e ambiental. Além do estímulo às atividades produtivas sustentáveis, promovem o avanço no controle do desmatamento e na segurança do uso da terra. Com esse apoio integral aos agricultores familiares da Amazônia, queremos melhorar a qualidade de vida dessas pessoas e demonstrar que reduzir o desmatamento gera renda e desenvolvimento”, explica o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima.

Para a presidenta da Anater, Loroana Santana, o projeto é um trabalho coletivo que faz avançar a agenda de desenvolvimento sustentável na Amazônia. “Mais do que controlar o desmatamento e reduzir os incêndios florestais, esta iniciativa busca garantir o bem viver das populações amazônicas, com desenvolvimento sustentável pautado na justiça social, na soberania alimentar, na produção de alimentos saudáveis e na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas”, afirma.

Loroana Santana destacou que o projeto é um trabalho coletivo e simboliza o compromisso do Governo Federal com a Amazônia Legal. Foto: Marci Hences/Ascom Anater

O técnico em agropecuária e florestal Raimundo Henrique Martins, participante da formação, destaca que o curso ampliou sua visão sobre o papel do extensionista. De acordo com ele, prestar assistência técnica vai além do suporte no campo: envolve levar conhecimento, transformação e novas oportunidades às famílias participantes. “Minha expectativa é contribuir significativamente para a qualidade de vida dessas comunidades, promovendo desenvolvimento sustentável, inovação e melhoria da qualidade de vida no campo”, pontua.

Atendimento a agricultores familiares

Marcelo Trevisan, diretor do Departamento de Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, reforça a importância do diálogo permanente entre os entes federados, instituições governamentais e agricultores para promover o desenvolvimento local de forma eficiente. “Com este projeto do Programa União com Municípios, estamos levando políticas públicas para regiões onde até então elas não chegavam, facilitando o acesso da agricultura familiar ao crédito e a outras iniciativas fundamentais para o desenvolvimento sustentável”, disse o diretor do MMA.

O gerente extraordinário dos Programas para a Amazônia da Anater, Márcio Hirata, enfatiza o caráter inovador da iniciativa. “É a primeira vez que a Anater realiza, em âmbito nacional, uma ação que integra regularização fundiária, adequação ambiental e assistência técnica e extensão rural. O projeto também terá forte atuação na identificação das necessidades das famílias e na ampliação do acesso às políticas públicas, como o CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar), PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Isso significa assegurar direitos, fortalecer a capacidade produtiva das famílias e contribuir para o desenvolvimento dos municípios”, explica.

A diretora técnica da Anater, Isabel Silva, destacou a importância histórica da iniciativa. “A construção deste projeto começou em 2023 e reflete o compromisso do governo com a transformação concreta dos territórios. Hoje, temos mais de 400 pessoas construindo essa trajetória para oferecer uma oportunidade de mudança na vida das famílias. Isso significa garantir acesso à documentação da terra, solucionar pendências ambientais e estruturar sistemas sustentáveis de produção de alimentos”, diz.

Ater União com Municípios

Desenvolvido em parceria com os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e com o Incra, o programa de Ater do União com Municípios representa um marco na integração de políticas públicas rurais.

Nesta primeira etapa, serão atendidas 7,3 mil famílias, entre ocupantes de terras públicas federais não destinadas e assentados da reforma agrária. O público prioritário é formado por agricultores familiares com imóveis de até quatro módulos fiscais (UFPAs), localizados em assentamentos ou glebas públicas federais.

Cada ciclo terá duração de 24 meses. No ciclo atual, serão investidos R$ 131,9 milhões, provenientes do Fundo Amazônia/BNDES. A meta é alcançar 130 mil Unidades de Produção Familiar (UFPAs) ao final de três ciclos.

O curso de formação instrumental foi ministrado pela Gerência de Formação da Anater.

Texto: Marci Hences – Ascom/Anater

Foto banner: Tamires Kopp.

A construção coletiva envolveu mulheres do Comitê do Condraf, da CNAPO e de movimentos de mulheres agroecológicas, indígenas, quilombolas e sem-terra de todo o país.

A Secretaria de Mulheres Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) realizam, desde quarta-feira (6), a Oficina ATER Mulheres. O evento teve como objetivo debater, de forma coletiva, propostas que irão nortear e incorporar diretrizes para a elaboração da chamada pública da segunda fase do programa ATER Mulheres.

O encontro foi encerrado nesta sexta-feira (8) e reuniu representantes do Comitê de Mulheres do Condraf, da Subcomissão Temática da CNAPO (Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica) e da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), além de movimentos de mulheres indígenas, quilombolas e sem-terra. Também participaram organizações executoras do edital ATER Mulheres 2023, como a Casa da Mulher do Nordeste (PE), SOF (SP), PATAC (PB), IDASE (MT), MOC (BA), Centro Feminista 8 de Março (RN) e FASE.

Ao longo de três dias, o grupo debateu eixos fundamentais para a elaboração da chamada pública da segunda fase do programa ATER Mulheres. Seguindo as diretrizes do primeiro edital do Governo Lula, lançado em 2023 para atender à reivindicação da Marcha das Margaridas, as mulheres dialogaram sobre a defesa da agroecologia, o fortalecimento do protagonismo das mulheres rurais e o enfrentamento ao racismo e à LGBTfobia no campo. Outro ponto central foi a construção de políticas de sucessão rural, visando à permanência da juventude no campo com dignidade e oportunidades.

A presidenta da Anater, Loroana Santana, destacou que a oficina serviu como um canal vital de diálogo. “É um momento de escuta para que nossos instrumentos de assistência técnica reflitam a pluralidade das mulheres em todo o país. Esse é um compromisso central do presidente Lula e da ministra Fernanda Machiaveli: um governo que acolhe e pensa um campo feminista, agroecológico e focado na produção de alimentos saudáveis, combatendo o racismo e buscando uma sociedade melhor”, declarou.

A secretária de Mulheres Rurais do MDA, Viviana Mesquita, afirmou que o processo de construção do ATER Mulheres Rurais II, ao envolver diretamente as beneficiárias, já se insere em uma lógica de participação ativa. Na mesma linha, Patrícia de Lucena Mourão, coordenadora-geral de Participação Socioprodutiva da pasta, pontuou: “Nosso objetivo é construir uma ATER robusta, antirracista e ligada à agroecologia, refletindo a essência do MDA desde 2023 e da gestão da ministra Fernanda Machiaveli”.

A diretora técnica da Anater, Isabel Silva, ressaltou a importância de ouvir as mulheres para a construção do ATER Mulheres Rurais II, estendendo essa escuta aos demais projetos da agência. “Todos esses elementos trazidos servem de subsídio para a construção dos programas da Anater, considerando que nossas ações focam transversalmente em temas como mulheres rurais, juventude rural e combate à LGBTfobia, entre outras questões. Assim, podemos aproximar a ATER ainda mais das demandas reais do campo”, afirmou.

Avanços no edital

De acordo com Loroana Santana, o público a ser atendido neste segundo ciclo continua amplo e diverso: mulheres camponesas, agricultoras familiares, urbanas e periurbanas, indígenas, quilombolas, jovens, negras, extrativistas, ribeirinhas, assentadas da reforma agrária e vinculadas a outros povos e comunidades tradicionais.

Entre as principais mudanças no ATER Mulheres II, destacam-se a prioridade para atividades coletivas — estratégia dos movimentos de mulheres para promover a auto-organização — e a ampliação da duração dos serviços de assistência técnica, entre outros avanços. Outro ponto importante é a retirada de barreiras de acesso, como a exigência prévia do CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar).

“Em vez de impedir o acesso, o programa vai identificar a mulher que não tem o CAF. A obtenção desse registro ou do CadÚnico passará a ser um resultado da sua participação no programa. Queremos a inclusão dessas mulheres nas políticas públicas”, explicou Patrícia Mourão.

Para Lorena Simas, gestora de projetos no Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) e integrante da Rede ATER Nordeste de Agroecologia, a oficina possibilitou avanços práticos. “O evento permitiu apontar melhorias no edital, como a abertura para que as organizações definam a quantidade de atividades individuais e coletivas, conforme a realidade de cada território”, explicou.

Erlita Tembé, da Terra Indígena Tembé (Pará), comemorou a participação das mulheres indígenas Tembé no processo de construção do edital. “É muito importante participarmos desde o início; isso fortalece a autonomia das mulheres indígenas nos territórios”, declarou.

Sobre o ATER Mulheres Rurais

Mais de 12 mil mulheres já foram beneficiadas pela primeira fase do programa. Criado em 2023, o ATER Mulheres Rurais é executado em todos os estados e no Distrito Federal. O programa busca enfrentar desigualdades de gênero e raça, promovendo cidadania e autonomia econômica no meio rural.

Texto: Marci Hences – Ascom/Anater
Fotos: Marci Hences/Sizan Esberci – Ascom/Anater

Iniciativa vai atender 4.050 famílias da agricultura familiar em todo o país, com foco na produtividade, redução de custos e melhoria da qualidade do leite

O Governo Federal lançou, nesta segunda-feira (27), o programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Mais Leite Brasil, voltado à qualificação da gestão e à sustentabilidade da cadeia produtiva do leite na agricultura familiar. A iniciativa é coordenada pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

O anúncio foi feito pela ministra Fernanda Machiaveli, (MDA), juntamente com o vice-presidente Geraldo Alckmin e a presidenta da Anater, Loroana Santana, em Andradina (SP).

Com investimento de R$ 28,5 milhões, o programa atenderá 4.050 famílias em todo o país, distribuídas em 27 lotes — um em cada unidade da federação. Cada lote contempla 150 famílias, que receberão assistência técnica por um período de 18 meses, em atividades individuais e coletivas.

Os recursos variam conforme a região: R$ 1,178 milhão por lote na Região Norte; R$ 1,034 milhão nas regiões Nordeste e Centro-Oeste; e R$ 990,5 mil nas regiões Sudeste e Sul.

O público inclui grupos prioritários, como povos e comunidades tradicionais, assentados e assentadas da reforma agrária, pescadores artesanais e beneficiários do crédito fundiário, com foco na inclusão produtiva e no fortalecimento de organizações coletivas.

Segundo a presidenta da Anater, Loroana Santana, o programa Mais Leite Brasil busca enfrentar gargalos da produção leiteira, com foco no aumento da produtividade, na redução de custos e na melhoria da qualidade do leite.

“A atuação da Anater, ao levar assistência técnica a essas famílias, permitirá maior estabilidade produtiva ao longo do ano, especialmente em regiões com forte sazonalidade, além de apoiar a adoção de tecnologias apropriadas à realidade da agricultura familiar”, afirmou.

Edital Ater Mais Leite Brasil

O edital com as normas do programa foi publicado nesta segunda-feira (27), no Diário Oficial da União e no site da Anater (veja aqui). O prazo para que as entidades credenciadas apresentem suas propostas, por meio do Sistema de Gestão de ATER no site da Agência, terá início no dia 11 de maio.

O edital busca projetos de trabalho para reforçar a gestão produtiva e econômica das propriedades, com estímulo ao uso de ferramentas de controle zootécnico e financeiro, planejamento da produção e integração com mercados institucionais e privados.

A iniciativa está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Pnater) e ao fortalecimento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável.

Investimentos na cadeia leiteira

Todas as entregas para a agricultura familiar feitas pelo Governo do Brasil em Andradina (SP), nesta segunda-feira (27), elevam o valor total dos investimentos para R$ 910 milhões. Desse total, R$ 100 milhões serão destinados à compra de leite em pó pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para as Cozinhas Solidárias; R$ 28,5 milhões serão aplicados em Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), por meio da Anater, para qualificar a produção leiteira; R$ 155 milhões serão destinados a créditos do Incra para famílias assentadas em todo o país; e R$ 450 milhões irão para uma nova linha de crédito (Pronaf Mais Leite) para cooperativas, com o objetivo de fortalecer a agroindustrialização.

Leia mais: https://www.gov.br/mda/pt-br/noticias/2026/04/governo-do-brasil-anuncia-r-465-milhoes-de-investimentos-na-cadeia-leiteira-produzida-pela-agricultura-familiar

Fotos: Albino Oliveira – Ascom/MDA

Texto: Sizan Esberci – Ascom/Anater

Agricultores familiares do Distrito Federal e de Goiás relatam experiências e impactos da ATER na produção, na renda e no acesso a mercados

Brasília/ 26-04-2026 – A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) participou, de quinta-feira (23) a sábado (25), da Feira Brasil na Mesa, realizada na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). O evento reuniu instituições públicas, produtores e pesquisadores, com foco na valorização da produção de base familiar e dos povos e comunidades tradicionais.

Na sexta-feira (24), a presidenta da Anater, Loroana Santana, integrou um painel que discutiu o papel da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) na produção agroecológica e na comercialização solidária de frutas no Cerrado, a partir de experiências desenvolvidas pela Anater em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Durante sua participação, Loroana destacou a atuação do ex-ministro Paulo Teixeira e da atual ministra Fernanda Machiavelli na reconstrução do MDA e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à agricultura familiar. Ela também apresentou um panorama das ações e programas da Anater, desenvolvidos em parceria com o MDA, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e outros órgãos do Governo Federal, além de entidades parceiras de assistência técnica.

Entre as iniciativas, ressaltou os programas Bem Viver Centro-Oeste e ATER Mulheres Rurais, que atendem agricultores e agricultoras familiares no Distrito Federal e entorno.

A presidenta enfatizou que a Anater tem ampliado de forma contínua a oferta de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) no Brasil por meio de instrumentos estruturantes, como os Instrumentos Específicos de Parceria (IEPs), firmados com entidades públicas, e as chamadas públicas para contratação de empresas privadas. “Esses mecanismos ampliam o alcance da assistência técnica, facilitam o acesso dos agricultores familiares ao crédito rural e a políticas de fomento, além de impulsionarem a estruturação de cadeias produtivas, a inovação tecnológica, a produção e a comercialização agroecológica e a diversificação de culturas”, ressaltou.

O painel contou com a participação de agricultores familiares atendidos em programas de ATER pela Anater/MDA no Distrito Federal e em Goiás, com mediação da diretora técnica da Anater, Isabel Silva. Participaram do debate a agricultora assentada Mary Grant, do assentamento Oziel Alves (DF); o presidente da Cooperativa Nacional das Plantas Alimentícias Não Convencionais (ComPANC), Virgínio Beltrami; a técnica da Legaliza, Andreia Siqueira; e o técnico da Rede Terra, Ciro Eduardo.

O debate abordou estratégias de mercado para produção e comercialização de frutas no Cerrado, experiências práticas e o potencial das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) na ampliação de mercados, além de apresentar relatos de agricultores e agricultoras que participam dos programas de Ater.

Andreia Siqueira destacou que as ações de ATER têm fortalecido a agricultura familiar na região, incentivando a produção frutícola e a participação em programas públicos como o PAA e o PNAE, responsáveis por gerar renda para dezenas de agricultores e agricotoras. Segundo ela, a assistência técnica também contribui para o avanço no acesso a políticas públicas, com a emissão de 100% dos Cadastros da Agricultura Familiar (CAF), além da entrega de equipamentos e da articulação de parcerias institucionais.

Outro destaque, segundo ela, é a Rota da Fruticultura no Distrito Federal, iniciativa que busca consolidar um polo produtivo com culturas como pitaya, mirtilo e maracujá. Andreia também ressaltou o impacto dos programas ATER Mulheres e Bem Viver Centro-Oeste na diversificação da produção e acesso a mercados, incluindo culturas como açaí, baunilha, uva e café.

“Os projetos integram assistência técnica, inovação e inclusão produtiva, contribuindo para o aumento da renda, da sustentabilidade e da qualidade de vida dos (das) agricultores familiares”, afirmou.

O técnico da Rede Terra, Ciro Eduardo, reafirmou a importância da política de reforma agrária e dos assentamentos rurais, com foco nos territórios, na participação social e na integração dessas políticas, e dos diversos atores sociais, visando o bem viver da população rural.

A agricultora Mary Grant, beneficiária dos programas ATER Mulheres Rurais e Bem Viver Centro-Oeste, relatou sua experiência, destacando o papel da assistência técnica no fortalecimento da produção e da comercialização de frutas no Distrito Federal.

“A ATER foi um divisor de águas para contribuir no fortalecimento da minha produção de frutas”, afirmou.

O presidente da ComPANC, Virgínio Beltrami, destacou a valorização da biodiversidade, o consumo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), os Arranjos Produtivos Locais (APLs), etc., como forma de fomentar a economia familiar e regional, garantindo sustentabilidade. Ele ressaltou ainda que políticas públicas são pilares essenciais para o fortalecimento da produção, comercialização e consumo de PANCs.

Minha ATER Digital

Na abertura da Feira Brasil na Mesa, na quinta-feira (23), a Anater acompanhou o lançamento oficial do programa Minha ATER Digital, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa, coordenada pelo MDA em parceria com a Embrapa e a Anater, integra a estratégia de transformação digital da ATER, ampliando o acesso a conteúdos, ferramentas e cursos voltados à agricultura familiar em todo o país.

A plataforma tem como objetivo ampliar o acesso ao conhecimento técnico no campo. “É uma ferramenta para disponibilizar conhecimento a técnicos, extensionistas e profissionais que orientam os produtores”, destacou Ziger, que também ressaltou o papel do SGA Móvel na coleta de dados estratégicos para subsidiar políticas públicas.

A diretora de Transferência de Tecnologia da Anater e diretora da Embrapa, Ana Euler, mediou um dos painéis e destacou que a ATER vive um momento positivo, com o fortalecimento dos canais digitais e a ampliação do acesso à informação no meio rural. Segundo ela, o próximo passo é articular, junto ao Ministério das Comunicações, o acesso aos recursos do FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), com o objetivo de ampliar a conectividade no território brasileiro.

Marci Hences -ASCOM/Anater