Nutricionistas do departamento de alimentação escolar da Secretaria Municipal da Educação de Gurupi (Semeg), em Tocantins, participaram da oficina “Elaboração de Cardápios e Atendimentos de Normas Nutricionais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e Programa Alimenta Brasil (PAB)”. A atividade faz parte do cronograma definido pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) para execução do Programa Brasil Mais Cooperativo. O evento ocorreu em mais três municípios do estado e é voltado para profissionais da rede municipal e estadual de ensino.

O cronograma de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) é realizado pelas empresas contratadas pela Anater por meio de Chamada Pública . O objetivo da atual etapa é orientar as atividades técnicas do nutricionista no âmbito do Pnae, apresentando um conjunto de informações e recomendações referentes às atribuições para atuar na alimentação escolar.

Em Gurupi, a abertura da oficina contou com a participação de gestores locais. “Nós temos uma lei federal que garante que no mínimo 30% tem que ser da agricultura familiar, portanto, essa regra já é fomento à questão da criação de emprego e de renda. É importante todo processo de capacitação para que esses produtos sejam de qualidade e para que os nutricionistas e merendeiras possam prepará-los adequadamente”, explicou prefeita, Josi Nunes.

O secretário municipal de Educação, Davi Abrantes, ressaltou a importância de agregar conhecimento nessa área. “O evento ocorre justamente para fortalecer esse apoio junto à agricultura familiar, para que esses produtores possam vender o alimento que deve chegar às nossas crianças, muitas vezes de famílias carentes. Quanto mais acesso ao conhecimento, melhor para o desenvolvimento de todo esse processo”.

Os serviços de Ater, além de visar a qualificação comercial e geração de negócios para empreendimentos familiares, também apoiam a formulação de demandas por compras institucionais (Pnae e PAB) nos municípios.

Temas

Foram apresentadas estratégias práticas para a execução e operacionalização das atribuições dos nutricionistas com a intenção de sanar possíveis dificuldades e obstáculos na atuação desse profissional no Pnae. “Essa oficina vem nos orientar, colaborando com mais informações, menos burocracia e mais facilidade para aquisição dos produtos da agricultura familiar e sobre como tornar mais próximo, esse produtor da nossa aquisição e consequentemente, para dentro das nossas escolas por meio dos nossos cardápios”, avaliou Lívia Cavalcante, nutricionista da Semeg.

A oficina foi realizada pela Consultoria Terra Viva, empresa que presta assistência técnica por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) às associações e produtores da agricultura familiar. “Nós vivemos um período de pandemia e todas as associações de produtores rurais ficaram bem impactadas, por isso, estamos fazendo uma política pública para incentivar a produção para que esta seja entregue pelo Pnae e PAB”, disse o consultor, Geraldo Morato.

Região

A nutricionista, Daniela Galvão, que trabalha na rede municipal de educação de São Valério conta que estava na expectativa por um evento com repasse deste tipo de conteúdo “Estamos há dois anos sem esses treinamentos presenciais por causa da pandemia, então uma oportunidade como essa acarreta demais para nós enquanto nutricionistas, onde estão sendo colocadas todas as diretrizes, tanto da agricultura familiar como das novas resoluções”, explicou.

A oficina abordou temas como plano anual de trabalho, cardápios da alimentação escolar, fichas técnicas de preparação, ações de educação alimentar e nutricional, teste de aceitabilidade, diagnóstico nutricional, necessidades alimentares especiais, interação com os agricultores familiares entre outros. “Existem diferentes realidades no Tocantins no qual há lugares em que por empenho dos gestores e dos agricultores familiares também, e de técnicos da agricultura familiar, essa agricultura familiar fornece a maior parte dos gêneros da alimentação escolar, garantindo produtos frescos que cumprem o que nós chamamos de circuitos curtos, onde o agricultor produz e entrega perto da escola perto da produção dele, tudo fresco, sem agrotóxicos, diferente dos gêneros que vem dos grandes fornecedores, e aí outros municípios que precisam desenvolver isso, têm grandes exemplos aqui dentro do Estado para seguir”, ressaltou Bruno Costa, assessor da coordenação geral do Programa de Alimentação Escolar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Fonte: Ascom Semeg

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