Brasília, 26/02/2026 – O Governo do Amapá, em parceria com a Anater e o Instituto de
Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), realizou, em
fevereiro, o primeiro seminário do Programa ATER Mulheres Rurais, reunindo
participantes do município de Laranjal do Jari (AP). Com o tema “As desigualdades no
acesso das mulheres às políticas públicas no estado do Amapá”
, o evento marcou um
momento histórico para o fortalecimento das ações voltadas ao empoderamento
feminino no meio rural.


O programa ATER Mulheres Rurais – Autonomia, Alimentação e Vidas Saudáveis, do
Governo do Brasil, executado junto com entidades parceiras públicas e privadas,
beneficia 11.220 mulheres agricultoras familiares em todo o País, incluindo assentadas
da reforma agrária, extrativistas, pescadoras, aquicultoras, indígenas, quilombolas,
povos e comunidades tradicionais, além das que produzem em áreas urbanas e
periurbanas.


O investimento federal no programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário e
Agricultura Familiar é de R$ 50 milhões, executado em 23 estados e no Distrito
Federal, abrangendo 247 municípios, por meio de chamadas públicas e parcerias com
entidades públicas de ATER.


No Amapá, 430 mulheres são beneficiárias do programa, recebendo fomento rural por
meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), viabilizado pela
Anater, além de assistência técnica e extensão rural, executada pelo Rurap. Em Laranjal
do Jari, 70 mulheres recebem assistência técnica continuada, capacitações e ações de
incentivo à produção e à geração de renda.


O Programa ATER Mulheres Rurais visa fomentar os serviços de Assistência Técnica e
Extensão Rural (ATER), com foco na redução da pobreza no meio rural, promovendo a
cidadania e o bem-estar das mulheres.

Durante o seminário, o presidente da Anater, Camilo Capiberibe, ressaltou que o programa tem promovido autonomia e fortalecimento coletivo entre as participantes: “Esse programa foi pensado pelas mulheres e para as mulheres. Ele tem a cara de vocês e foi criado para que sejam vencedoras, fortalecendo umas às outras e garantindo que o projeto seja bem-sucedido.”


O diretor-presidente do Rurap, Kelson Vaz, destacou a importância do encontro para o aprimoramento da execução do programa: “Esse é o primeiro seminário para debater temas sensíveis e atuais, como o enfrentamento ao feminicídio e o fortalecimento da autonomia das mulheres, além de atividades que oferecem ferramentas de gestão rural.” A coordenadora do Programa ATER Mulheres Rurais em Laranjal do Jari, Brenda Martel, explicou que a programação incluiu atividades de empreendedorismo, seguidas de trabalhos em grupo para elaborar propostas que melhorem a qualidade de vida das participantes e ampliem o acesso às políticas públicas. A agricultora Miraci de Araújo destacou que o Programa ATER Mulheres trouxe mudanças significativas para sua vida, fortalecendo sua autonomia e confiança: “Hoje eu me sinto mais segura para planejar, produzir e buscar novos mercados. O ATER Mulheres abriu portas e nos fez acreditar que podemos ir mais longe.” Em 2026, mais de 400 mulheres rurais em todo o Amapá estão incluídas no Programa ATER Mulheres Rurais. As ações do programa no estado incluem visitas técnicas, rodas de conversa, capacitações e fomento a grupos produtivos, como as iniciativas das “Formiguinhas do Oiapoque”. O foco está na agricultura familiar e no reconhecimento do papel estratégico das mulheres no desenvolvimento rural.


Ascom da Anater com a Ascom do Rurap.