Durante toda esta semana, de segunda-feira (19) a sexta-feira (23), uma equipe técnica da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER) realiza visitas de monitoramento em assentamentos da reforma agrária no arquipélago do Marajó, no Pará, cujas famílias são beneficiárias do Programa Bolsa Verde, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

A equipe da ANATER, juntamente com a entidade parceira no território, a Pro Rural Consultorias, promoveu reuniões e oficinas sobre criação de frangos, suinocultura, piscicultura e Sistemas Agroflorestais Diversificados (SAFs) nos Projetos de Assentamento Extrativista (PAE) Comunidade Central, Caeté e Umarituba, no município de São Sebastião da Boa Vista (PA). Os três assentamentos reúnem 656 famílias beneficiadas pelo programa.

A ANATER é responsável pela execução das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) junto às famílias do Programa Bolsa Verde. O objetivo é incentivar atividades de conservação ambiental e valorizar produtos da sociobiodiversidade, como manejo florestal, pesca artesanal, agricultura familiar e turismo de base comunitária.

Atualmente, 3.202 famílias recebem assistência técnica e extensão rural da ANATER nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Bahia. As ações envolvem 40 extensionistas, sete contratos de ATER e três entidades parceiras.

As ações da ANATER no âmbito do Programa Bolsa Verde incluem a elaboração de projetos produtivos e de adequação para recuperação ambiental dos territórios; visitas às unidades de referência; acompanhamento e orientação técnica; avaliação processual; oficinas de sistematização de experiências; cursos de capacitação; dias de campo e intercâmbios; seminários; e reuniões de trabalho para planejamento, monitoramento e avaliação.

De acordo com o analista técnico da Gerência de Monitoramento da ANATER, Gereissat Rodrigues Almeida, que participa da visita técnica aos assentamentos do Marajó, o monitoramento consiste em uma análise qualitativa do contrato firmado com a entidade parceira na região. “O objetivo é verificar se o contrato está sendo executado de forma satisfatória, além de dialogar com os beneficiários e beneficiárias para compreender os aprendizados adquiridos nas atividades e avaliar o andamento da assistência técnica e extensão rural,” afirmou.

As visitas de monitoramento também têm o objetivo de levantar informações sobre o impacto do programa e orientar novos solicitantes sobre como acessar o Programa Bolsa Verde. A partir da coleta de dados, com aplicação de questionários digitais in loco junto aos beneficiários, as informações são analisadas e consolidadas, com foco na melhoria contínua do programa.

A engenheira de Pesca da Pro Rural Consultorias, Paola Fabiana Fazzi Gomes, agradeceu à Anater, aos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e ao Governo do Brasil, “por estarem levando desenvolvimento aos assentados, ribeirinhos e extrativistas beneficiários do Programa Bolsa Verde, no coração do Marajó”.

Participaram ainda da visita, pela Anater, o analista técnico da Gerência de Monitoramento, Heitor Queiroz Lúcio, e, pela Pro Rural Consultorias, Paola Fabiana Fazzi Gomes e a coordenadora da Pro Rural, a engenheira agrônoma Cássia Mara Alexandrino Silva.

Programa Bolsa Verde

O Programa Bolsa Verde é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que incentiva a inclusão socioprodutiva e a conservação ambiental no bioma Amazônico e nos ecossistemas costeiros e marinhos, promovendo o desenvolvimento rural sustentável, a cidadania e a melhoria da qualidade de vida.

Além dos pagamentos trimestrais de R$ 600,00 para cada família beneficiária, elas recebem assistência técnica e extensão rural socioambiental. Para participar do programa, é necessário estar inscrito no CadÚnico e residir em: unidades de Conservação de Uso Sustentável, como Reservas Extrativistas, Florestas Nacionais e Reservas de Desenvolvimento Sustentável; assentamentos ambientalmente diferenciados da Reforma Agrária, como os de perfil florestal, agroextrativista ou de desenvolvimento sustentável; territórios ocupados por povos e comunidades tradicionais, como ribeirinhos, extrativistas, indígenas, quilombolas, entre outros.

Saiba mais sobre o Programa Bolsa Verde:

https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/snpct/dpct/bolsa-verde