Comunidade indígena do Pará recebe apoio para criação de frangos

09/09/2020

Em Jacareacanga, no norte do estado paraense, famílias indígenas recebem assistência técnica da Emater para criação frango do tipo caipirão, uma espécie de galinha caipira melhorada; a iniciativa faz parte do Projeto Piloto da Anater

Com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Jacareacanga, no oeste do estado, sete famílias Munduruku da aldeia indígena Lago do Junco, às margens do rio Tapajós, estão começando a criar frango do tipo ‘caipirão’, uma espécie de galinha caipira melhorada.  

A iniciativa faz parte do Projeto Piloto, da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), do qual a Emater é executora no estado paraense. Em Jacarecanga, a Emater vem atendendo 25 famílias específicas, indígenas e não-indígenas, já cadastradas e diagnosticadas no perfil socioeconômico.

Unidade de Referência
No último dia 30 de agosto, a partir de recursos da União, a Emater orientou a instalação de um aviário de seis metros de largura por oito metros de comprimento dentro da Aldeia, com material reciclado. As famílias receberam, ainda, 150 pintos, 850 quilos de ração, bebedouro e comedouro. 

A experiência é identificada, na metodologia de campo da Emater, como “Unidade de Referência Tecnológica - URT”. O objetivo é servir de exemplo a outras aldeias, que porventura possam manifestar vontade da ajuda da Emater para investimentos similares. 

“Como essa Aldeia não dispõe de energia elétrica e a proposta da Emater, sempre, perpassa a agroecologia, adaptamos a construção à maior possibilidade de ventilação, regulação térmica e luminosidade naturais, com o aproveitamento de resíduos comuns ao trabalho deles”, explica o técnico em agropecuária Delival Batista, chefe do escritório local da Emater em Jacarecanga.

De acordo com o técnico, o grupo está sendo acompanhado por meio de visitas programadas e sob cuidado redobrado devido à pandemia de coronavírus, haja vista que indígenas são população especialmente vulnerável. Alguns cuidados são: uso de máscaras e álcool em gel e nada de aglomerações.

O contato é reforçado por telefone e aplicativo de mensagens. Uma das diretrizes é complementar a nutrição das aves com ração alternativa, formulada pela base em produtos cultivados na tradição dos indígenas, como macaxeira e banana. “Para nós, é a realização de um sonho”, comemora, emocionado, o cacique José Leonidas Kirixi Munduruku.

O líder conta que o interesse dos indígenas por avicultura é antigo. Até então, eles criavam galinhas caipiras soltas, apenas o suficiente para o consumo interno.

Em no máximo 60 dias as aves de agora já alcançarão o ponto de abate. “É para comer e para vender. Vamos vender para outras aldeias e também no centro do município. Com o faturamento, o plano é investir na expansão e melhoria do sistema, com mais remessas de pintos, e também comprar aves poedeiras, por causa dos ovos”, afirma o cacique. 

Considerando o potencial do mercado visado, a estimativa da Emater é que a comercialização direta represente um lucro de mais de 150% para os indígenas. 
 

Com informações da Emater Pará
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